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G.I. Joe – A Origem de Cobra

G.I. JOE É CLICHÊ ATRÁS DE CLICHÊ. Mocinhos e bandidos bem definidos, alto índice de explosões por minuto, trocentos cenários ao redor do mundo – tudo embalado com muita computação gráfica. Os efeitos não são dos melhores, e lá pelo final do filme parece que vão piorando ainda mais, com naves e aviões renderizados claramente a toque de caixa. O herói Duke é tão expressivo quanto um boneco de plástico, e seu parceiro Ripcord é um alívio cômico deslocado e pouco engraçado. Os diálogos são forçados e as piadas mais ainda (“Adoro croissants”?!). E ainda traz a cena final mais adivinhável desde, sei lá, Branca de Neve e os Sete Anões.

Quer dizer que o filme é péssimo? Claro que não. G.I. Joe é um autêntico representante do “bom filme ruim”. É divertido como brincar com bonequinhos no sofá da sala, improvisando tramas na hora e fazendo os efeitos sonoros com a boca. Eu, que cresci me divertindo com Comandos em Ação (eu tinha até o Snake Eyes, que nem sabia que era um personagem importante e chamava pelo codinome de “Grog”, que eu inventei sei lá de onde), enxerguei nas cenas absurdas do filme um pouco do que eu via na minha cabeça quando era moleque. As cenas da perseguição em Paris são o melhor exemplo: as pessoas voam, os carros voam, as leis da física são ignoradas e todo mundo sai feliz. E tem a Baronesa. Ah, a Baronesa!

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Uma amiga minha saiu dizendo que foi o pior filme que ela assistiu. Duvido muito. Só não é pra ela. É um filme pra se ver com amigos, relembrando os tempos de outrora. Não vá sozinho e muito menos com a namorada, que ela não vai entender nunca por que ninjas chamados Snake Eyes e Storm Shadow são legais, ou qual a graça em ver a logo da Força Cobra estampada em um submarino. Se a Estrela entrasse na onda e lançasse Pula Pirata – O Filme ou Cai Não Cai – Uma Aventura Perigosa, eu estaria lá na estréia.

G.I. Joe – The Rise of Cobra, 2009
Direção de Stephen Sommers

Nota do Buteco: 3 caipirinhas

 

 

 

 

 

 

 

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