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Hans Staden


Escolher um curso como História, é se fadar a duas carreiras: pesquisadora e/ou professora; as duas são ingratas. Ser professor no Brasil é trabalhar muito e ganhar pouco. Mas tem também o lado bom. Agora, pior que baixos salários e ingratidão, é ser obrigada a assistir a filmes como esse.

Hans Staden é um filme de 1999, do diretor Luiz Alberto Pereira, do Brasil em parceria com Portugal, que conta a história de Hans Staden (Carlos Evelyn), viajante alemão que naufraga perto de Santa Catarina, em 1550. Prestes a viajar de volta à Europa, em 1554, resolve procurar seu escravo, quando é então capturado por índios tupinambás, que o confundem com um português, seus declarados inimigos. De acordo com os costumes tupinambás, Hans deve ser tratado muito bem: ganha o que comer e beber, uma mulher a sua escolha, participa dos rituais da aldeia; para só então ser morto e comido. Ouié, isso mesmo. Num ritual antropofágico, Hans será devorado, numa forma de afirmação e consolidação do ódio e da vingança dos tupinambás.

O filme é arrastado e cansativo. Os diálogos são feitos em tupi, português de Portugal e francês, e vemos muito da vida cotidiana desses índios. Então, se você preza por 1:30h da sua vida, na boa, não assista.

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Ps: O filme é uma adaptação das obras Duas Viagens ao Brasil, de Hans Staden, e Aventuras de Hans Staden, de Monteiro Lobato.

Vale: 1 1/2 caipirinhas (mas só pelo valor que a história tem no Brasil, e porque gosto do meu curso).

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