Harry Potter e as Adaptações Cinematográficas

NÃO, EU NÃO SOU DAQUELES QUE conheceu a história do bruxinho no primeiro livro. Quando eu usava óculos eu não rabiscava um trovão na testa e me vestia como aluno de Hogwarts. Não vi todos os filmes na pré-estréia e não sei jogar quadribol de trouxas. Não baixei os livros em inglês quando eles saiam e nem tenho uma varinha réplica do filme. Não sou desses fãs. Eu sou apenas mais um fã da fantástica história desse garoto bruxo que cativou gerações e gerações e ainda ganha fãs por onde quer que passe. Claro que a J.K. Rowlling acertou na mosca e conseguiu garantir dinheiro pro resto da vida. Mas isso não tem nada a ver com o post.

Quando eu ouvi falar em Harry Potter pela primeira vez, tinha acabado de sair a adaptação do 3º filme. Assisti A Pedra Filosofal e achei um filminho bem mais ou menos. Não que seja ruim, longe disso. É bom, mas é infantil demais. Pro nível do livro, foi razoavelmente bem adaptado.

Tempos depois, por uma coincidência do destino, comecei a ler o 1º livro na falta do que ler e acabei gostando da história e dos personagens. O que me rendeu os 3 primeiros livros lidos em 1 semana, o 4º em 5 dias, o 5º em 2 semanas, o 6º que só tinha em inglês, peguei emprestado e li em inglês mesmo em alguns poucos dias, até a derradeira espera pelo último livro que li curiosamente quase 1 ano depois de ter saído, mas com a mesma emoção de todos que leram o último capítulo dessa saga assim que ela saiu ou muito depois.

- Advertisement -

Mas não é por isso que estou escrevendo. E veio a adaptação da Câmara Secreta, considerado por muitos o livro mais fraco o que, de certa forma, é. O filme deixou muita gente aguando pois cortaram muito a história e algumas coisas pareciam perdidas. Mas e daí? O filme cumpriu o seu papel e levou mais uma legião aos cinemas, mesmo que com o mesmo apelo da infância.


Aí veio O Prisioneiro de Azkaban, revelando mais detalhes do passado de Harry e mostrando um familiar vivo. Esse foi o primeiro filme que deu brecha a fórmula “começo + meio + fim no próximo capítulo”. Claro, alguma hora tinham que parar com a fórmula infantil e fazer algo mais “crescido”. E foi assim que começou a conquista de um público mais amplo. Junto com Harry em Hogwarts.

No ano seguinte, veio a adaptação de um dos mais queridos e temerosos livros. O Cálice de Fogo tem o sério problema de ser bem maior que seus precessores, e um dos livros líder de preferência. Não ficou aquela 8ª maravilha do mundo. Muitos cortes (alguns essenciais e outros desnecessários), mas muita gente acabou esquecendo isso e deixando de lado. Afinal, era nesse capítulo da saga em que acontecia o grande retorno de Lord Voldemort.

E fomos brindados com A Ordem da Fênix. A bíblia da saga do bruxinho. Não pela importância, mas pelo tamanho absurdo do livro! Tudo bem, acontece muita coisa válida, mas o livro é longo demais e, estava óbvio que o filme não seria algo muito fiel. Dito e feito, o filme é razoável, mas não é de se jogar fora. Afinal, quando se é fã de livros que viram filme, o melhor é poder ver o que você só imaginava!

Na reta final, nos deparamos com o curto e grosso Enigma do Príncipe. Um capítulo que, pra mim, foi deixado de lado. É crucial, importante e define uam série de coisas. Nas telonas, infelizmente, cagaram ele todo. Mas assim como os anteriores, você aceita pelo fato de que nem tudo é perfeito e livro é uma coisa complicada de se adaptar. O filme passou o recado e também cumpriu o seu papel.

E no ano passado, As Relíquias da Morte pt.I vem como o a primeira parte do fim. Junto com a BRILHANTE idéia de dividir em 2 partes. Pros nossos bolsos e corações é complicado, mas comercialmente, pro bolso dos produtores e pra nossa felicidade, dividir o filme é ótimo e dá margem a caprichar nos detalhes. A pt.I foi muito bem adaptada, como nenhuma outra havia sido ainda! Não ficou perfeita. Mas ficou ótima! Dá pra ver que eles tentaram ser os mais fiéis possíveis ao livro! E pra mim conseguiram.

Agora chegou o real fim. 7 anos depois, chega as telas a última e final parte dessa saga. Me arrisco a dizer que é uma geração inteira. Afinal, quantos não cresceram junto com Harry, Hermione e Rony? Isso é claro, somada a outras gerações, novas, velhas. Harry Potter deixou de ser um livro/filme infantil e se tornou numa história vencedora, marcante e cativante. Digam o que quiser, mas depois de amanhã, muita gente vai se sentir órfã, assim como quando foi lançado o último livro. Aproveite o momento e se prepare, porque não importa o que aconteça no final, só 1 deles vai viver.

Comentários