JCVD

Quem diria que o Van Damme realmente seria capaz de ter um bom filme no currículo, por que não, consagrado de ator de filmes de ação? Pois ele conseguiu. Não é nada empolgante do tipo: “Uau, como esse cara é foda“, mas certamente é bem melhor que mais da terça parte da metade de seus filmes bons (?oi?). O belga está quase com seus cinquenta anos e fora a adaptação bizarra de Street Fighter em 94, não existem outros grandes sucessos (?) de público e crítica. Ok. Tem aquele filme O Alvo, que é do caralho, mas a gente ignora. Tá bom, eu lembro do Time Cop e do primeiro (só o primeiro, pelo amor de Deus) Soldado Universal. De qualquer forma, são filmes indicados para os fãs de axé e de ver filmes na tela quente. Não é o seu caso, não é mesmo?

O filme que me fez falar do cara que ficou de barraca armada no programa do Gugu (o que? você não se lembra?) é totalmente diferente de qualquer trabalho anterior de Van Damme. Talvez por ele ser obrigado a usar os seu lado de ator e não de lutador. Dificilmente você consegue ver talento nesses atores/lutadores. Outro representante do genero (haha, não estou falando do Dolph Lundgren, pelo amor de Deus[2]) é o ator (?) Steven Seagal, que por sinal, foi motivo de diversas piadinhas ao longo de JCVD. Só essa crítica velada ao cinema que preza a ação, já vale a perda dos 90 minutos gastos assistindo a produção. No meu caso tanto faz. Já perdi tempo com coisas bem pi-o-res.

JCVD pode ser considerado como uma biografia distorcida da vida de Van Damme. Afinal além de interpretar ele mesmo, ainda existem os problemas causados por sua dependência de cocaína e questão de guarda dos filhos. Sem dizer na constante falta de bons filmes e trabalhando com gente ridícula. Ele acaba sendo uma Britney Spears do mundo do cinema, sendo dominado por pessoas que só querem saber de lucrar e não tem nenhum compromisso com a carreira do profissional. E por mais que ele queira, é impossível fugir dessa roda.

Dificilmente Jean Claude Van Damme vai aparecer em algum outro filme de destaque. Pelo menos não até rolar o tão aguardado encontro entre os monstros do cinema de ação do começo dos anos 90 e/ou quando o Tarantino (ou algum outro diretor fodão) resolver reunir todos esses dinossauros da ação. Até lá, assista JCVD e descubra que até mesmo os grandes dragões brancos conseguem transmitir alguma coisa.

ps: um excelente filme comparativo é O Lutador. Ideias semelhantes!

Trailer

Nota:[tres]

Tullio Dias

Dizem que sou legal, mas eles estão mentindo só para me agradar. Gosto de Molejo, acho Era Uma Vez no Oeste uma obra-prima, prefiro baixo de quatro cordas do que os de cinco, tenho um MBA de MKT Digital e um curso de Publicidade, não tenho filhos, não tenho um coração, mas me derreto por caipirinhas.