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Karate Kid (2010)


Já que eu sou o cara do Cinema de Buteco que nunca viu a maioria das trilogias fodas do cinema (ainda falta a parte III do Poderoso Chefão e não deu para ver De Volta Para o Futuro), nada melhor que comentar do remake de um dos maiores “clássicos” dos anos 80 e que embalou as tardes da galera nascida de 1985 para cima. Porém devo admitir que vi o filme original, apenas não me recordo o suficiente para poder comentar. Mas podem esperar que em breve o Karate Kid do senhor Miyagi vai ganhar as páginas do nosso site.

Em tempos que a magia e os valores são facilmente ignorados, o diretor Harald Zwart se esforça para transformar essa nova versão do Karate Kid em algo, no mínimo, digno do original. Sem contar com nenhum dos personagens originais, o diretor teve que se apoiar em mudanças radicais. A primeira delas (e mais polêmica) foi o inexplicável fato de que de karate o filme não tem nada. Tudo bem que a história se passa na China, mas eles só mantiveram o título de Karate Kid por questões puramente comerciais. Apesar disso, a trama não se abala e tudo se deve às excelentes atuações de Jaden Smith e Jackie Chan.

O filho do ator Will Smith domina o filme do começo ao fim. E assim como o pai, ele revela um grande carisma e conquista o público rapidinho com o seu humor inocente e infantil. Seu personagem (Dre Parker) vive um momento de mudança, saindo dos Estados Unidos e parando na China. Além da diferença entre os idiomas, a cultura será outro problema para a adaptação do jovem. As coisas pioram ainda mais quando ele se envolve numa briga com um grupo de lutadores de kung fu. Depois de levar uma surra, ele é salvo pelo senhor Han (Jackie Chan), que resolve ensina-lo técnicas de defesa contra os fanfarrões do mal.

Quem também chama a atenção de maneira positiva é o veterano Jackie Chan. Provavelmente essa foi uma das primeiras oportunidades do ator em mostrar seu lado sério (sem abandonar o humor que o consagrou) e ele consegue isso muito bem. Uma pena que o filme seja curto demais para que o seu personagem fosse mais explorado, mas somente pela sequência de luta no começø já vale a pena.

Repare também na atuação de Taraji P. Henson como a mãe de Dre. Ela consegue reunir todos os clichês de uma mãe moderna e clássica e nos arranca boas risadas. Aliás, Karate Kid consegue nos divertir do princípio ao fim. Mesmo as exageradas coreografias de lutas no final do filme (como é que o Dre aprendeu a dar aqueles golpes em tão pouco tempo? qual a dieta dos moleques?), o resultado final agrada até mesmo os mais exigentes. Vale três caipirinhas!

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