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Pacto Secreto

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Eu gosto de escrever para o Cinema de Buteco. Se for pesar as coisas que me fazem mais feliz atualmente, o site estaria no top 5 (não sei se venceria os orgasmos, a música alta no ouvido, ravioli, pizza e cinema, mas quem se importa? sim. eu sei que citei mais de cinco exemplos) de favoritos. E por conta dessa paixão doentia, acabo pagando diversos pecados ao assistir aqueles filmes que ninguém mais teria a audácia e coragem de ver e ainda por cima, comentar aqui. Pacto Secreto é mais uma demonstração de carinho e sacrifícios que faço pelo CdB. Provavelmente não será a última, obviamente.
Imaginem aquele típico terror adolescente envolvendo aquelas fraternidades insuportáveis das escolas norte-americanas. Aliás, tive uma ideia melhor. Misturem Pânico com Legalmente Loira e filmes onde a brincadeira foge do controle (esqueci alguns exemplos e quero ir dormir. Não vou perder mais do meu tempo procurando deixar o post interessante, já que isso poderia resultar em você pensar que o filme também é interessante e não, meu filho, Pacto Secreto está bem distante de qualquer coisa que soe remotamente interessante.). Eis o que assistimos na produção dirigida por Stewart Hendler, o mesmo responsável pelo duvidoso Whisper (aquele mesmo com o Josh “Sawyer” Holloway. Pelo menos, se é que pode servir de consolo, o longa metragem privilegia a mulherada e exibe uma grande quantidade de seios durante seus quase 120 minutos. Vale mencionar a participação especial de Carrie Fisher, que protagoniza cenas que homenageiam Star Wars.
Mas como nem todo mundo fica satisfeito com belos peitos de estudantes (que tem mais de 18 anos), é preciso inventar um assassinato e abusar de clichês para conseguir fazer o péssimo roteiro caminhar. A conclusão do filme é horrível. Em meio as dúvidas em saber exatamente a identidade do assassino, passamos por diversas suspeitas e nenhuma delas se encaixaria no perfil. Quando a identidade é revelada, a sensação é de que fomos enganados o tempo todo pela incompetência da história. O que já era bem previsível, visto que o mote principal não é muito original.
Sugiro que você pegue um copo da cachaça mais vagabunda que estiver ao seu alcance e a cada vez que ler alguma coisa que evoque outro filme, você beba um pouco da malvada. Combinado? Jovens estudantes resolvem dar uma festa de arromba na fraternidade onde moram (bebeu?). Jovens bebem além da conta e começam a transar, tirar a roupa e/ou correr pelados (bebeu?) pela casa. Talvez em busca da mãe do Stiffler, sei lá. Quem sabe? Meninas malvadas arquitetam um plano contra um menininho metido a enganar todas que cruzam o seu caminho (acho que esse vale por duas goladas). O plano foge do controle e alguém acaba morrendo (já está se sentindo meio zonzo? não esquece de beber). Meses/anos se passam. (tenho certeza que você tomou agora). Todo mundo seguiu com a vida e parece feliz, até que alguém começa a matar todo mundo que sabia sobre o acontecido (faz o seguinte: vira essa porra toda de uma vez). Tenso, não é verdade? Mas antes que você sinta que perdeu o seu tempo lendo essa resenha, saiba que acabei de oferecer a receita mágica para criar um autêntico filme de terror adolescente norte-americano. Espero receber uma porcentagem da bilheteria do seu sucesso no futuro.
Avalio em 2 peitos sensacionais. (o que equivale a nota mínima, já que dois peitos significam uma única mulher. reflita)

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