Por Uma Vida Menos Ordinária | Cinema de Buteco
Críticas de filmes

Por Uma Vida Menos Ordinária

Quando Por Uma Vida Menos Ordinária entrou em cartaz nos cinemas em 1997, provavelmente, não tinha o menor conhecimento de quem era Ewan McGregor ou Danny Boyle. Só mesmo depois de conferir o excelente suspense Cova Rasa que comecei a acompanhar a carreira de ambos. Cameron Diaz já tinha lugar cativo no meu coração (e olha que nem tinha feito Quem Vai Ficar com Mary? ainda).

Sabem aqueles filmes praticamente impossíveis de alguém (principalmente os romanticos modernos) chegar e dizer que não suporta? Danny Boyle conseguiu a proeza com o seu Por Uma Vida Menos Ordinária, que logo no começo já surpreende: um autêntico SAC divino atolado de tarefas e funcionários (e paredes) de branco. E o personagem de Ewan McGregor, um faxineiro sonhador, aparece explicando que a personagem principal do romance que está escrevendo é uma filha bastarda de Marilyn Monroe e John Kennedy. É a prova de que Danny Boyle e John Hodge (que também escreveu o roteiro em Cova Rasa, Trainspotting e A Praia) não perdem a oportunidade de usar e abusar de citações pop’s em suas obras. Não há duvidas de que Boyle criou um universo “mágico” para o romance entre dois personagens tão opostos: a ricaça sociopata e mimada e o faxineiro perdedor. Sem falar na dupla de cupidos que tem a missão de juntar o casal, custe o que custar.

Apesar de não ter sido um sucesso de público e crítica, este é um dos meus filmes favoritos do diretor Danny Boyle. Além de mostrar Cameron Diaz em atuação inspirada. Muito bom! E são três caipirinhas!

Ficha Técnica:
Por Uma Vida Menos Ordinária
(A Life Less Ordinary, 1997)
Dirigido:
Danny Boyle
Roteiro: John Hodge
Genêro: Comédia
Elenco:
Cameron Diaz, Ewan McGregor
Trailer

Tullio Dias

Dizem que sou legal, mas eles estão mentindo só para me agradar. Gosto de Molejo, acho Era Uma Vez no Oeste uma obra-prima, prefiro baixo de quatro cordas do que os de cinco, tenho um MBA de MKT Digital e um curso de Publicidade, não tenho filhos, não tenho um coração, mas me derreto por caipirinhas.