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Prince of Persia: Areias do Tempo

Nunca foi fácil adaptar um game para as telonas. Já tivemos desastres como Super Mário e Street Fighter e poucos foram os jogos que escaparam de terem suas reputações arruinadas após uma investida mal-sucedida no cinema. Tomb Raider, Silent Hill, a trilogia Resident Evil e até mesmo o (primeiro) Mortal Kombat merecem entrar para a lista de “salvações”. O tempo dirá se Prince of Persia vai conseguir ter a mesma sorte.

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Em uma produção que mescla Piratas do Caribe com a Múmia e maníacos praticantes de Le Parkour, fica meio difícil levar a história a sério. O humor infantil que a Disney insiste em usar em seus filmes, transformou o personagem de Jake Gyllenhaal em um bobão arrogante. Não fosse pelo talento do ator, ninguém iria perceber que o príncipe pobre acaba evoluindo muito durante a história e se transforma em um homem sereno e em paz consigo mesmo no final. Mas as insistências em usarem e abusarem de boas sacadas, pseudoviolência infantil e uma tensão sexual entre o casal, acabaram deixando o resultado final meio morno.
Prince of Persia surgiu nos video-games em 1989. De lá pra cá ganhou diversas sequências e seus fãs foram se multiplicando, enquanto aguardavam ansiosamente pelo dia em que poderiam ver o game em versão carne e osso no cinema. A ansiedade dos fãs de Prince of Persia já foi saciada e agora é chegada a hora de esperar pela adaptação de outro blockbuster do mundo do Playstation: o Deus da Guerra pode ser o próximo game a entrar em cartaz nos cinemas. Não se sabe quem vai interpretar o malvadão do Kratos, e nem mesmo se o filme sairá do papel, mas é o projeto mais aguardado para os próximos anos.
I Remain – Alanis Morissette
A história do filme, que no começo mais parece uma animação de vídeo game, acontece a partir do momento em que Dastan (Gyllenhaal) é acusado de matar o próprio pai e precisa investigar a morte dele contando com a ajuda de uma morena sensual e dos poderes mágicos de uma pequena adaga. O que ele não contava é com o complexo de O Rei Leão que domina o personagem de Ben Kingsley e de todos os problemas que ele teria que lidar ao longo do caminho para provar a sua inocência.
Porém, preciso dizer, Prince of Persia: As Areias do Tempo acabou me surpreendendo um tanto. Se está longe de ser um daqueles exemplares de cinema que nos fazem ficar sem fôlego ou pensar em outra coisa enquanto perdemos nossas duas horinhas preciosas, pelo menos consegue servir como entretenimento de primeira para se divertir em uma longa e fria noite de sexta-feira. E é uma daquelas diversões inocentes, sem segundas intenções, onde tudo depende de nossa boa vontade e do sabor da mistura entre pipoca e guaraná (“que programa legal…”).
São três caipirinhas. Ainda acho estranho ver o Jake “Donnie Darko” Gyllenhaal todo bombado e dando porrada nas pessoas.

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