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R.I.P.D. – Os Agentes do Além

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UM FILMINHO DIVERTIDO PARA VER NAS TARDES DE PREGUIÇA, sentado no sofá e sem a pretensão de assistir algo “muito incrementado”. A história de R.I.P.D. é simpática, linear, divertida e cheia das famosas “tiradinhas”, porém alguma coisa acabou impedindo o seu roteiro de ser realmente bom.

O filme conta a história de Nick Walker (Ryan Reynolds), um cara que foi morto por seu parceiro de trabalho e, por ser um bom policial, é recrutado para a R.I.P.D., o departamento de polícia que cuida de casos do além. Estando lá, ele conhece a sua dupla, que é ninguém menos que Roy Pulsipher (Jeff Bridges), um xerife que foi morto no século 19, no velho oeste. Com isso, ele ganha a chance de se vingar de seu assassino, Bob Hayes (Kevin Bacon).  Por serem dois agentes “infiltrados” na Terra, cada um deles adotam um avatar bem peculiar: Pulsipher aparece para os humanos como uma loira sensual, interpretada por uma modelo da Victoria’s Secret, e Walker é um velhinho chinês.

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A direção de R.I.P.D. ficou por conta de Robert Schwentke, diretor do querido RED – Aposentados e Perigosos.  Pensando bem, os dois filmes têm bastante coisa em comum. Ambos foram inspirados por histórias em quadrinhos, contam com um ótimo elenco de veteranos de Hollywood e são levemente engraçados. Embora sejam bem parecidos, RED é mais legal. Você também vai se lembrar de MIB, a possível grande referência deste filme. Os Homens de Preto inspiraram tanto o cenário, quanto alguns trejeitos e falas dos personagens.

ripd-3Já o Ryan Reynolds… Essa é a parte chata da história. Formado pela escola Ben Affleck de atuação, ele não demonstra o mínimo esforço para fazer um bom personagem. O seu papel tinha de tudo para ser cativante, especialmente se fosse com outro ator. Já pode culpar o Lanterna Verde pelo fracasso de R.I.P.D. nas bilheterias?

E o Kevin Bacon de vilão? Ele tem cara de ser um bom rapaz, não convence tanto vê-lo no lado mau da história, mas foi legal. Tem que considerar, o cara é bom naquilo que faz.

É recomendado pra quem deseja ver Jeff Bridges, como sempre, dando um show na atuação. Como não se recordar de Reuben J. Cogburn, seu personagem em Bravura Indômita (2011)? Ou melhor; como não relacionar todos os seus personagens desde o eterno, amado e idolatrado The Dude (The Big Lebowski)? Sempre zen e divertido, sem se exaltar em momento algum. Misture a calmaria com o alto astral e tenha Roy Pulsipher, um policial do além que é veterano no R.I.P.D..

Se for pra converter a opinião em caipirinhas açucaradas, duas e meia são suficientes para descrever este filme. A palavra “legalzinho” é a definição ideal.

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Nota:[duasemeia]

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