Sob o Sol da Toscana

PODE PARECER SEXISTA, MAS É VERDADE: há toda uma categoria de filmes voltados, principalmente, para o universo feminino. Eles não são chamados de chick flicks à toa. São produções com lindas histórias de amor e superação, protagonistas atraentes, locações charmosas e músicas arrebatadoras. A grande sacada, no entanto, é criar conflitos e intempéries para aproximar a mocinha da nossa vida imperfeita.

De certa forma, Frances Mayes (Diane Lane) é gente como a gente. Sua vida, que a princípio parece confortável e segura, vira de pernas para o ar quando descobre a infidelidade do marido. Sem rumo ou sequer compreender o que lhe acontecera, ela se permite um período de luto, talvez longo demais.

É a partir do despertar do conformismo, com uma viagem à linda região da Toscana, que a vida de Frances começa a divergir da nossa, e, mesmo que não seja fácil, passa a ser algo que desejamos. Ela decide que não pode mais voltar a San Francisco, e usa os últimos centavos que o divórcio lhe deixou para comprar uma casa muito antiga em Cortona e começar de novo.

A Itália, um dos lugares mais lindos e românticos do mundo, se torna quase que um personagem na nova missão da protagonista. É difícil não se encantar pela “italianice” do filme, recheado da apetitosa culinária regada a bons vinhos, casas antiquíssimas e, é claro, de italianos que gesticulam muito! É divertido, engraçado, doce.

Este é um filme sobre o amor: ganhá-lo, perdê-lo, aprender a reconhecê-lo. Mas principalmente é um filme sobre amor próprio e a habilidade de bater a poeira e dar a volta por cima. É sobre medos e fracassos, mas também sobre ser feliz com as pequenas coisas da vida.

Sob o Sol da Toscana não é nenhuma obra prima – e nem pretende ser. Porque embora os Fellinis do mundo tenham seu lugar, há momentos em que não existe nada melhor que ver a mocinha ser beijada e ter seu final feliz. Afinal de contas, é nela que nos espelhamos.

São três caipirinhas e meia.

Under The Tuscan Sun, 2003
Direção: Audrey Wells
Roteiro: Audrey Wells
Elenco: Diane Lane, Sandra Oh, Lindsay Duncan, Raoul Bova

  • ჱ Ŧяลทท… ಌ ઇ‍ઉ…

    eu já vi esse filme e gostei muito dele, achei uma otima historia^^

  • ana.

    E que vontade que da de ir pra itália, nao?!
    Bah… queria aquela casa toda antiguissima dela, daquele jeito, pra passar umas férias!
    Adoro esse filme, acho mto cuti…
    É uma otima opção pra um dia frio (como hoje), pra assistir embaixo das cobertas, com pipoca e chocolate quente =]

    Adorei teu texto, muito muito bem escrito 😉

  • João

    não é sexista! e é verdade: existem filmes feitos pra mulherzinhas.
    e sabe que são os que eu mais gosto? aloaka!

  • Jairo Souza

    ahhhhhh paraaaaaaaaaaa sério?!

    Q filme ruim gnt! Paaara! q q isso!

    dá a mão com cartas para julieta esai andando!

    como vcs conseguiram chegar até o final?! eis a questão!

  • Nathália

    Jairo, eu cheguei ao final cerca de 10 vezes – não enjoo, adoro!

    E ainda hei de ver Cartas para Julieta 😛

Nathália Pandeló

Jornalista, diretora de conteúdo na Build Up Media e amante de música, cinema, literatura e TV.