Crítica: Stolen (2012)
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Stolen (2012)

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NICOLAS CAGE, Nicolas Cage. Será que o público te odeia ou simplesmente ama você o suficiente para se sentir na obrigação de assistir tudo para falar mal depois? É incrível avaliar como a carreira de um ator de Hollywood conseguiu passar por tantos altos e baixos, especialmente após a sua crise na vida pessoal – quando o ator foi declarado falido. De uns anos pra cá, Cage aceita fazer qualquer tipo de produção que renda algum dinheirinho, mesmo quando o roteiro é idiota e com potencial de gerar um filme bem dispensável. Stolen não chega a ser o caso, mas está bem próximo.

A trama gira em torno de um ladrão que é preso por oito anos após um roubo mal sucedido. Quando finalmente sai da prisão (ao som de uma música que precisa ter sido escolhida propositalmente para ser engraçada), ele tenta reatar sua relação com a filha (uma sósia da atriz Emma Watson) e descobre que seu antigo parceiro sequestrou a garota. Em troca, ele precisa roubar uma verdadeira nota para pagar o resgate e salvar a vida da jovem. Quase que uma versão de 60 Segundos com crianças e bancos no lugar do irmão desastre e dos carros.

O filme já começa todo errado com um bêbado cantando uma música cafona no meio da rua de madrugada. É engraçado como um clichê consegue ser irritante e engraçado ao mesmo tempo. Talvez pelo fato do cara estar bêbado, mijando pela calça, enfim. É clichê, dá para ter uma noção de tudo que virá ao longo do roteiro, mas mesmo assim você permanece sentado e esperançoso. Ser fã do Nicolas Cage é pior do que torcer pelo Atlético Mineiro e esperar pelo título nacional.

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Até quando o ator interpretará um tipo meio mercenário, um ladrão bonzinho, ou coisas parecidas? Já passou da hora do ator se envolver em projetos sérios que podem oferecer a oportunidade de dar a volta por cima na carreira e voltar aos velhos tempos da década de 90, quando ele até venceu um Oscar por sua atuação em Despedida em Las Vegas. O seu personagem em Stolen, assim como todos os outros, é bobo. Raso. Você sente que está assistindo um filme qualquer de sessão da tarde e que não terá nenhum desafio, além de ser obrigado a se contentar com uma história boba com direito até mesmo ao vilão vaidoso fazendo um discurso constrangedor no final. Tudo isso depois dele falar o que pretendia fazer com o “herói”, óbvio.

Para quem é fã do trabalho de Cage e não tem um nível de exigência muito alto para filmes de ação, Stolen é uma boa pedida. Dificilmente surpreenderá o público, por mais ingênuo que ele seja (e isso estou me referindo ao espectador que usa o cinema como válvula de escape para descansar da rotina pesada e senta para assistir aos filmes sem se preocupar em ligar o cérebro. se é que ele já funcionou antes), mas é um passatempo divertido e despretensioso.

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Nota:[duasemeia ]

Tullio Dias

Dizem que sou legal, mas eles estão mentindo só para me agradar. Gosto de Molejo, acho Era Uma Vez no Oeste uma obra-prima, prefiro baixo de quatro cordas do que os de cinco, tenho um MBA de MKT Digital e um curso de Publicidade, não tenho filhos, não tenho um coração, mas me derreto por caipirinhas.