Crítica: Subconscious Cruelty (2000)

DESCOBRI SUBCONSCIOUS CRUELTY POR ACASO. Era uma pequena pesquisa em uma dessas locadoras alternativas e acabei me deparando com os avisos de que a produção canadense definitivamente não é recomendada para qualquer tipo de público. Pessoalmente, ainda mais depois de assistir aquela merda polêmica A Serbian Film, acho que o filme é uma completa asneira sem fim e sem o menor sentido.

A violência presente na trama é irritante. Na verdade, nem podemos dizer que existe uma trama no filme dirigido por Karim Hussain. São antologias agressivas e que não parecem ter nenhuma ligação entre si. Me esforcei para tentar perceber as relações entre os quadros, mas não tive a capacidade intelectual de entender que merda estava acontecendo. Fiquei na dúvida entre aspectos religiosos e da ciência, já que os lados do cérebro são explorados diversas vezes, mas não foi o suficiente para chegar numa qualquer conclusão. Não me sinto estúpido por isso, confesso. A minha estupidez realmente foi achar que o filme era bom.

Uma das tramas envolve o boquete mais horroroso e estranho que já tomei conhecimento no cinema. O sujeito simplesmente começa a praticar a felação em uma faca. A cena é tão estranha que o espectador até fica na dúvida sobre o que está realmente acontecendo. As loucuras de LSD do cineasta continuam em um show de horrores assustador. De ruim.

Além de violência gratuita contra bebês, relações incestuosas, e agressões físicas, é claro que não poderia faltar pedrada em Jesus Cristo, que é retratado de uma maneira boçal, para dizer o mínimo. Sou completamente contra qualquer pessoa que critique a liberdade de expressão e manifestações criativas mais polêmicas, mas tudo tem seu limite. Faltou uma execução mais elaborada, afinal a ideia de JC ser conduzido por um bando de tarada ninfomaníaca é genial. Ele é devorado pelas malucas do sexo e bem, você pode imaginar o que acontece sete dias depois.

Certos cineastas precisam reconhecer suas limitações e entender que certas referências (no caso Luis Buñuel) devem ser exploradas com moderação, pois a chance de tudo dar errado é imensa. E quando você assiste um filme de terror e lembra de um videoclipe bizarro da Sheila Mello gritando que vai virar água, pode crer que tem alguma coisa muito errada nessa história.


Nota:[um]

Tullio Dias

Dizem que sou legal, mas eles estão mentindo só para me agradar. Gosto de Molejo, acho Era Uma Vez no Oeste uma obra-prima, prefiro baixo de quatro cordas do que os de cinco, tenho um MBA de MKT Digital e um curso de Publicidade, não tenho filhos, não tenho um coração, mas me derreto por caipirinhas.