Cinema por quem entende mais de mesa de bar

Crítica de The Vault

O CINEMA DE BUTECO ADVERTE: A crítica de The Vault possui spoilers e deverá ser apreciada com moderação.

poster the vaultO PÔSTER DE THE VAULT SUGERE UMA DAQUELAS BOMBAS QUE COSTUMAMOS FUGIR. De maneira bastante surpreendente, o longa-metragem com James Franco escapa de ser uma porcaria e entra no hall de produções de terror do mais divertidas do ano. Isso não significa, obviamente, que ele seja bom o suficiente para reaparecer nas nossas páginas em dezembro.

A premissa básica do filme apresenta duas irmãs que são obrigadas a agirem num assalto a banco para evitarem a morte do irmão. No meio da zona toda que os assaltantes aprontam no banco, algo sobrenatural começa a aterrorizar a vida dos bandidos.

- Advertisement -

O baixo orçamento deve ter sido inteiramente concentrado em James Franco, que aparece no papel de um dos reféns do banco que “esquece” de contar que existe algo cruel escondido nos cofres do subsolo. Típico visual de material produzido direto para a televisão, The Vault certamente não tem nos efeitos visuais ou atuações o seu ponto forte. Ou médio.

O roteiro tenta ser mais inteligente do que realmente é. A revelação final de que o personagem de Franco não devia estar lá me parece boba. Até forçada, diga-se de passagem. Chega a ser risível quando o policial encarregado do caso manda a real sobre Franco e seu bigode infame.

Queria pagar de fodão enciclopédia e dizer que já conhecia o trabalho de Dan Bush, mas a verdade é que nunca ouvi falar desse diretor. Muito menos vi qualquer de suas obras. Provavelmente, não perderei o meu tempo buscando material do cineasta para tentar entender um pouco mais do seu estilo ou forma de falar de cinema. The Vault não me parece exatamente o tipo de produção que alguém gostaria de ser lembrado. Exceto se for para ser zoado na roda de amigos cineastas.

Recomendo para todo mundo que aprecia terror safado sem vergonha de ser tosco. O que mais me matou de ódio foi o encerramento previsível em que as sobreviventes conhecem um velho clichê do gênero terror e são “surpreendidas” com o vilão no último minuto. Até quando esses produtores insistirão nesse tipo de conclusão?

Comentários