Crítica: Vida de Solteiro, de Cameron Crowe
Críticas de filmes

Vida de Solteiro

por Thaís

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VIDA DE SOLTEIRO ABORDA O FLUXO DO RELACIONAMENTO DE DOIS jovens casais e seus jogos amorosos.  Além dos quatro personagens principais, há várias historinhas paralelas sobre os amigos que compõem o elenco secundário. Todos são solteiros na tentativa de encontrar uma tampa para sua panela. A galera tem por volta de seus 20 anos, já moram longe dos pais, alguns são mais bem sucedidos do que outros, mas todos moram no mesmo condomínio.

O filme é narrado em capítulos, e apresenta personagens estereotipados: a menina descolada e ativista, o cara que se veste bem e tem um trampo legal, a garçonete que deseja crescer na vida e o roqueiro que sonha em ver a sua banda fazendo sucesso.

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Situado no início dos anos 90, a última era de ouro do Rock, o longa adota como cenário a cidade de Seattle, que então estava com todas as atenções voltadas para si, uma vez que foi o lugar de onde vieram as bandas que explodiram naquele momento. Era ali que nascia o tal do movimento Grunge (negado até a morte pelos seus responsáveis). Logo no início do filme pode-se ver um muro com a inscrição “Mother Love Bone”, que é o nome da banda extinta em 1990, devido à morte do vocalista (Andy Wood), da qual saíram os integrantes que formaram mais tarde o Pearl Jam e o Soundgarden.

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Cameron Crowe é o cineasta grunge que comanda Vida de Solteiro, ressaltando na cinzenta Seattle o que nela havia de melhor à época: sua música. Aliás, foi por esse elemento que várias pessoas assistiram ao filme. A banda de Cliff (Matt Dillon), a Citizen Dick, é composta pelos caras do Pearl Jam, e nas cenas musicais, que se passam em uma balada ou show, são ouvidas as canções das bandas surgidas na cidade. Há ainda uma homenagem a Jimi Hendrix, o mais célebre músico vindo de Seattle.

O filme é um daqueles bons para ser visto debaixo das cobertas comendo doce. Não é necessariamente uma comédia romântica, mas também não é um drama. Está interessado, simplesmente, em narrar o cotidiano dessa galera, no qual pode acontecer um pouco de tudo. Nada mais do que um retrato simplificado da vida e dos probleminhas amorosos dos personagens. Entenda logo o que o filme quer te explicar: o amor é legal, você é quem gosta de complicar.

Cameron Crowe evoluiu com o tempo, mas continua com o coração grunge. A prova disso é o documentário Pearl Jam 20, lançado em 2011, que trata dos primeiros vinte anos da banda. Se você pira no som e curte o trabalho de Crowe, Singles é altamente recomendado, obrigatório ao seu portfólio de filmes.

Como todo grunge fica bêbado rápido, três caipirinhas e meia são suficientes para vomitar em um banheiro sujo e para classificar o filme, ok?

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Título original: Singles

Direção: Cameron Crowe

Produção: Cameron Crowe

Roteiro: Cameron Crowe

Elenco: Bridget Fonda, Matt Dillon, Kyra Sedgwick, Campbell Scott, Sheila Kelley, Bill Pullman

Lançamento: 1992

Nota:

Thaís

Fã de filmes com perseguições, porrada, mafiosos, sangue, carrões antigos e tudo o que não presta. Mãe da Malu, publicitária, cinéfila e se mete a escrever algumas críticas aqui no Cinema de Buteco.