Festival do Rio 2015 - Guia de Consumo | Cinema de Buteco
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Festival do Rio 2015 – Guia de Consumo

O Tullio Dias, editor do Cinema de Buteco, preparou um guia de recomendações para os cinéfilos cariocas apreciarem o Festival do Rio 2015. Apreciem sem moderação:

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A Travessia

Quando eu era moleque lembro de um maluco que andou em cima de uma corda no alto dos prédios mais altos de Nova York. Apenas a lembrança afetiva de uma época tão boa já garantiria a dica para assistir A Travessia, mas aí você para para pensar um pouco e verifica que a direção é de Robert Zemeckis (Contato) e que Joseph Gordon-Levitt parece entregar a atuação mais interessante de sua carreira até o momento. Somando ao fato de que este é provavelmente um dos poucos lançamentos da temporada em que o 3D parece ser bem vindo. Como resistir?

Estreia em 8 de outubro.


Sicario – Terra de Ninguém

Quando o primeiro trailer de Sicario – Terra de Ninguém foi divulgado, fiz um post brincando com a ideia de já eleger a obra como a melhor da temporada. Desde então, não assisti ou li qualquer coisa a respeito, mas a Dani Pacheco deixou escapar que o filme está muito bem entre a crítica. Antes de mostrar minha placa de “eu já sabia”, melhor aguardar ansiosamente pelo único longa-metragem que me deixou na expectativa esse ano.

Estreia em circuito nacional no dia 22 de outubro.


Os 33

Quem é que não se lembra daquela história real em que 33 mineiros ficaram presos durante 69 dias no Chile, em 2010? Os 33, de Patricia Riggen, é uma dramatização do que aconteceu com eles enquanto estavam a mais de 700 metros abaixo da terra. No elenco temos Antonio Banderas, Rodrigo Santoro, Gabriel Byrne e Lou Diamond Phillips. Pelo que assistimos no trailer dá para esperar uma obra sufocante, mas focada nos dramas pessoais de seus protagonistas.

O longa-metragem estreia em circuito nacional no final do mês.


Eu, Você e a Garota que vai Morrer

Fiquei sabendo sobre esse filme através de visitas a outras páginas de cinema e o título me chamou a atenção (como irão perceber, o nome das coisas é realmente muito importante quando se trata de um Festival. São opções demais, entende? Se você não conhece o diretor, a atriz, o compositor ou do que trata a droga do filme, você precisa ter uma tática de seleção. A minha é baseada no quão interessante é o título. E funciona bem, obrigado por perguntar).

Segundo o crítico João Marcos Flores, o filme é chato pra caralho. Se é verdade ou não, só assistindo para descobrir. A trama lembra um pouco a adaptação do romance de John Green A Culpa é das Estrelas e Inquietos, de Gus Van Sant, e apresenta uma amizade de um jovem com uma garota com leucemia.

Estreia prevista para 5 de novembro.


Love & Mercy

Bill Pohlad é mais conhecido como um dos grandes produtores de Hollywood (12 Anos de Escravidão, Na Natureza Selvagem, Livre, O Segredo de Brokeback Mountain, totalizando 21 créditos, segundo o IMDb) e Love & Mercy é apenas seu segundo filme como diretor. No entanto, você está pouco se lixando para isso. O longa-metragem é uma biografia de Brian Wilson, dos Beach Boys, e como as drogas afetaram a sua vida pessoal. Obrigatório para todos os fanáticos por música e pela banda, claro.

Estreia no Brasil em 19 de novembro.


Boi Neon

Estou recomendando esse filme por alguns motivos. O primeiro deles é que uma obra com esse título merece a minha atenção. Segundo porque a produção pernambucana foi bem recebida durante o 72º Festival de Veneza. Terceiro é que a obra do cineasta Gabriel Mascaro conta a história de um vaqueiro que quer largar essa vida para se tornar estilista.

Ainda sem previsão de lançamento no circuito nacional.


Gigante Adormecido

O problema de levar em consideração apenas coisas com nomes chamativos é que às vezes podemos assistir a determinados filmes esperando coisas completamente diferentes. Se você foi um manifestante que saiu para reclamar da extorsão nas passagens de ônibus em 2013 e está achando que esse filme é sobre você, pode tirar o cavalinho da chuva. Gigante Adormecido é uma aventura produzida no Canadá que conta a história de um adolescente passando as férias de verão com seus pais e amigos.

Sem previsão de lançamento no Brasil.


O Pesadelo – A Paralisia do Sono

Teoricamente, eu deveria passar esse título. Afinal de contas, eu posso demorar a dormir, mas quando consigo, durmo como um filhote de porco ou semelhantes. O documentário está na parte do Festival dedicado para filmes de horror e provavelmente deverá deixar as pessoas bastante desconfortáveis ao abordar a questão da paralisia do sono, que deixa as pessoas incapazes de se mover, mas consciente de tudo que rola ao seu redor. Creepy.

Sem previsão de estreia no Brasil.


Green Room

Novamente uma questão do nome. Desta vez, quem me chamou atenção foi o diretor Jeremy Saulnier, que assinou Blue Ruin, um dos melhores filmes de suspense lançados em 2014. Não sei muito da história (além do fato de mostrar uma banda de punk sendo mantida em cativeiro por um grupo de neonazistas depois de presenciarem um assassinato), mas sei que esse diretor parece promissor o suficiente para merecer seu voto de confiança.

Sem previsão de estreia no Brasil.


As Fábulas Negras

Tô sentindo falta de zumbis nesse Festival. Tô chateado por isso. Felizmente, o querido Rodrigo Aragão está com um novo filme trash para garantir a nossa alegria. Em As Fábulas Negras, o cineasta capixaba recebe José Mojica Marins (o fucking Zé do Caixão) e outros diretores nacionais para uma antologia do horror com diversas histórias assustadoras. O mais legal do cinema de Aragão é que ele sempre trabalha com a mesma equipe de elenco. Estou ansioso!

Redação do Buteco

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