Ah, o amor! Oh, l’amour! Oh, love! @festivaldorio

por Wendel

O segundo filme do fofíssimo menino prodígio canadense Xavier Dolan (sim, prodígio. Ele é mais novo que eu e já carrega a direção de 2 filmes, a atuação em vários e uns prêmios nas costas!) conta a história de um casal de amigos, Francis (o próprio Dolan) e Marie (Monia Chokri) que ao conhecer um Adonis, Nicolas (Niels Schneider), entra em “crise”. Os dois solteiros e solitários, começam a ver em Nico uma esperança. Sim, os dois. E a partir daí começa uma guerra silenciosa pela atenção e pelo amor de Nico. Surge então o triângulo do filme, e com ele, os amigos começam a nutrir uma relação possessiva e quase obsessiva com Nico.

Francis é desses meninos cheios de estilo, é inteligente, gosta de filmes antigos. Marie é vintage! Daquelas que andam de vestidinho tubinho pra ir ao mercado, de coque e fuma cigarro na piteira! Nico é aquele rapaz bonito, interessante, com ar de estrangeiro, sabe? Aquele que carrega uma história, mas ninguém sabe, que age como se fosse o dono do mundo e todo mundo acha ele o máximo. Inclusive ele é daqueles tão desligados que nem se toca que você ta afim dele! Já eu achei que é o Fiuk canadense, mas enfim…

O filme fala sobre sentimentos: amizade, amor, solidão, expectativa. Tudo de forma bem sutil, leve e com um sarcasmo divino! Dentre cenas sérias e engraçadas, cores bem acentuadas, diálogos bem pensados e com um sarcasmo divino o filme acaba te cativando. Até mesmo porque, de história de triângulo amoroso todo mundo já ta cansado, né? Até triângulo amoroso de vampiro com humano e lobisomem já fizeram, algum diferencial Amores Imagiários tinha que ter! O filme é dividido em partes, e entre as partes do filme aparecem pessoas dando depoimentos sobre suas vidas amorosas e seus relacionamentos na maioria das vezes fracassados, que meio que explicam o filme. Atentem para o depoimento da menina morena de óculos, ela é a melhor!

Pra mim o melhor filme do Festival do Rio. Foi o segundo dos 8 filmes que eu já vi até agora, mas continua sendo o melhor. Não conhecia o Dolan e já estou louca pra ver Eu Matei Minha Mãe, seu primeiro e bem conceituado filme.

Amores imaginários. Les amours imaginaires. Heartbeats. Três nomes quase diferentes prum mesmo filme. Três personagens, um amor. Ou seria um ideal? Ou talvez um amor ideal. Façam vocês suas interpretações.

P.S.: Não deixem passar de forma alguma a presença ilustríssima do meu querido Louis
Garrel no final do filme!

Post by Ju Lugarinho, estudante de psicologia, fan da arte vintage e boa música, minha namorada, amiga do 2T e de um monte de gente aqui do blog!

  • João

    ai que susto. comecei a ler o post e o título (sem falar no elogio à garrel) me fez pensar "wender wonka?"
    mas não! é tú neah jú!
    bom post!
    assisti essa semana o primeiro filme dele que estreou aqui, o "eu matei minha mãe" é e fantástico. o garoto é um geniozinho. e um gato.

  • Wendel Wonka

    O filme é ótimo msm! Como a Ju disse (e eu vou na aba) "Sei q verei de novo qdo entrar no circuito normal!" xD

    E João, perdoado pela confusão! AHHAHAHAHAHHA 😛

  • Ju_li_

    Ah João, liga não. Ele só não elogia o Garrel pq ele não sabe quem é! Hahahaha!

    E esqueci de falar que a trilha sonora é MARA! As músicas ficam na cabeça…uma já virou até meu ringtone =x

    Viciei mto nesse filme…tô querendo ver o Eu Matei Minha Mãe, até já tô com ele aqui, mas e o tempo?!

Wendel

Wendel Wonka largou o curso de Letras Port/Inglês na UERJ pra trabalhar como Técnico Telecom na Oi. O hobbie de DJ acabou virando profissão alternativa e às vezes ganha um trocado com isso. No meio disso tudo, faz resenhas críticas (ou não) e revisão de texto no CdB. Ah, também está tentando o vestibular de novo, só que pra ADM. Faz parte do site desde a sua formação Beta e integra a ala carioca do Buteco (e queria colocar uma foto na horizontal).