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Curta Metragem: Sing (Mindenki)

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O curta “Sing” (Mindenki) foi o segundo filme húngaro a ser agraciado com o Oscar, em 2017, e juntamente com o longa “O filho de Saul” que também levou o principal prêmio de cinema no ano anterior, levaram a Hungria aos olhos do mundo, o país europeu que é considerado a “Hollywood da Europa” e importante polo de desenvolvimento cinematográfico.

“Mindenki” é a palavra húngara para “todos juntos” – a unidade é algo precioso para a Hungria, uma vez que o país foi separado forçadamente e sofreu durante décadas com regimes autoritários e guerras, em especial durante a segunda guerra mundial e o posterior período da cortina de ferro.

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O curta, baseado em fatos reais ocorridos em uma escola de Budapeste, retrata a experiência da menina Zsofi, que ao mudar de colégio sente dificuldades em se enturmar com os novos colegas de sala, apesar de sentir deslocada em relação aos outros alunos, e de ser um tanto tímida, Zsofi cria fortes laços de amizade com Liza, de personalidade forte e astuta.

O filme é ambientado nos anos 90, período em que o país começa a se abrir e sair da era sombria e austera do regime comunista, logo para nós brasileiros é surpreendente e estranho ver as meninas ouvindo música clássica e imitando grandes violinistas por diversão.

Tudo ocorre relativamente bem, porém para Zsofi os problemas se iniciam com a maestra do coral, professora Erika, interpretada pela atriz Szamosi Zsofia que tem os olhos claros e perfurantes, e rosto austero que inspira autoridade e medo.

A professora acredita que a menina não seja boa suficiente para o coral e não coopere com a possível vitória da escola em uma importante competição que levaria a classe para competir na internacionalmente na Suécia.

O enredo evolui de maneira interessante e termina com um final tocante e inspirado no momento verídico. O que faz o curta ser tão especial, além das atuações precisas, enquadramento direto e fotografia bem construída, é principalmente a habilidade do diretor Kristóf Deák em condensar a sociedade húngara e suas raízes por completo em apenas 25 minutos.

De forma sensível o curta demonstra a austeridade e as injustiças que um dia dividiram a nação, e também o companheirismo e a empatia que a reuniram no presente.

Boa pedida para quem busca conhecer um pouco mais do circuito de cinema europeu não clássico e de qualidade.

 

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