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10 Musicais Modernos a que Você Precisa Assistir

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Se você acha que não se fazem mais musicais como antigamente, talvez seja a hora de repensar sobre o assunto. Não é de hoje que o gênero divide opiniões. Ao mesmo tempo em que existem muitas pessoas dispostas a odiar ouvir atores famosos tentando se aventurar com o canto (tendo sucesso ou não), é cada vez maior o número de interessados em se aprofundar no mundo dos musicais.

Para aproveitar a grande estreia de Os Miseráveis, de Tom Hooper, nossa querida Larissa Padron, uma verdadeira fã do gênero, preparou um especial com os musicais mais interessantes lançados nos últimos 13 anos, começando com o melancólico Dançando no Escuro, passando por Across the Universe2 Filhos de Francisco e Rock of Ages.

Divirtam-se.

Dançando no Escuro

(Dancer in the Dark, Dinamarca, 2000),

de Lars Von Trier – Mesmo que ainda não significasse uma grande retomada para o gênero, não podia faltar na lista um dos musicais mais originais das últimas décadas. Mais diferente do que ele, só o vestido com o qual a protagonista Bjork foi à cerimônia do Oscar daquele ano. A ousadia do longa está desde a ironia de utilizar referências a musicais clássicos, como A Noviça Rebelde, para fazer uma ferrenha crítica ao sistema capitalista, a jogar por terra a ideia que você tinha de que musicais sempre são felizes ao contar uma das histórias mais deprimentes (e ainda assim linda) que você já viu.

Moulin Rouge! Amor em Vermelho

 (Moulin Rouge!, Estados Unidos/Austrália, 2001),

de Baz Luhrmann – Chame Baz Luhrmann de exagerado, histérico, brega, do que você quiser, mas o fato é que devemos a ele o feito de trazer glamour de volta aos musicais. Em uma época na qual este era considerado um gênero morto e com uma estrutura muito bem delimitada, ele mudou o jogo, investindo e se arriscando ao realizar uma superprodução que misturava fantasia e muitos efeitos visuais em uma clássica história de amor, além da repaginada em músicas comuns do nosso repertório, de “Smells Like Teen Spirit”, do Nirvana, a “Your Song”, de Elton John.

Chicago

 (Chicago, Estados Unidos, 2002),

de Rob Marshall – Logo após Moulin Rouge! conseguir chamar a atenção para os musicais novamente, outra superprodução aproveitou a onda e iniciou uma nova: a adaptação de famosas peças da Broadway para as telonas (ok, isso não era muito inédito). Contando a história de duas moças que fazem de tudo para manter a fama (até na cadeia), Chicago traz belos números musicais, daqueles que deixam as canções na sua cabeça por semana, e ainda pode ser considerado o melhor filme de Rob Marshall (desconsidere que para ele até dirigir carrinho de supermercado é complicado). O resultado do investimento? Seis Oscars, incluindo o de Melhor Filme.

2 Filhos de Francisco

 (Brasil, 2005),

de Breno Silveira – Quem diria que um longa-metragem sobre uma dupla sertaneja, que despertou tanto preconceito em muitos críticos (em mim, inclusive), seria o representante brasileiro desta lista? E não apenas por falta de opções, mas por ser legitimamente um belíssimo filme. Ok, o longa está mais para uma biografia de músicos do que para um musical, mas Silveira conseguiu realizar um trabalho coeso ao narrar a história da dupla Zezé de Camargo e Luciano e encaixar as suas músicas de uma maneira muito sensível. Como reconhecimento, a produção foi responsável pela maior bilheteria daquele ano no Brasil e ainda é uma das maiores dos últimos dez anos.

Apenas Uma Vez

 (Once, Irlanda, 2006),

de John Carney – O oposto das superproduções anteriores, esta produção independente irlandesa chamou a atenção justamente por sua simplicidade. Narrando a história de dois músicos de rua, o filme acompanha desde o momento que estes se conhecem até desenvolverem uma forte amizade, fugindo do romance convencional dos musicais, tudo isso intercalado por lindas canções folks originais. Once despertou a simpatia de ninguém menos do que Bob Dylan, que convidou os protagonistas para acompanhar sua nova turnê, além de ganhar uma versão nos palcos de Nova York.

Across The Universe

(Across The Universe, Estados Unidos/Reino Unido, 2007),

de Julie Taymor – Pense em uma banda que foi um fenômeno global e que passou por todos os estilos musicais e temas de canções possíveis. Se você não é o Tullio Dias, você provavelmente pensou nos Beatles. Então não é nenhuma surpresa que alguém tenha tido a ideia de utilizar apenas as músicas da banda para acompanhar um grupo de jovens revolucionários da década de 60, no meio do turbilhão da guerra do Vietnã. O roteiro não ficou lá essas coisas, mas com as lindas novas versões (algumas até melhores que a originais, e olha que isso é difícil) na voz do elenco afinado, quem se importa?

Encantada

(Enchanted, Estados Unidos, 2007),

de Kevin Lima – A capa pode enganar, mas Encantada não é apenas um filme infantil de conto de fadas bonitinho. Um filme que funciona tanto para as crianças, simplesmente por ser muito gracioso, e para os adultos, pela sátira que faz dos contos de fadas convencionais, o filme mistura live action e desenho animado, com as típicas canções que costumávamos ver nos clássicos da Disney. Ele ainda tem o grande mérito de tornar famosa uma das grandes atrizes revelações da década: Amy Adams.

Sweeney Todd – O Barbeiro Demoníaco da Rua Fleet 

(Sweeney Todd: The Demon Barber of Fleet Street, Estados Unidos/Reino Unido, 2008),

de Tim Burton – Outro filme baseado em um musical da Broadway, com uma história gótica e bem mórbida: um barbeiro que mata seus clientes e fornece seu corpo para que uma senhora faça torta com eles. É óbvio que essa adaptação foi dirigida por Tim Burton e estrelada pelos sempre esquisitos Johnny Depp e Helena Bonham Carter. Daqueles musicais que até o mesmo “bom dia” é cantado, este pode ser considerado o último bom filme de Burton.

Os Muppets

(The Muppets, Estados Unidos, 2011),

de James Bobin – Quem foi criança na década de 80 e não gosta de Muppets, boa pessoa não é. Depois de 12 anos longe das telonas, o ator e roteirista Jason Segel, e novamente Amy Adams, resgataram Caco (não vou chamar ele de Kermit), Miss Piggy, Animal e sua turma e adicionaram muitas participações famosas no elenco e, é claro, divertidas músicas, para realizar um adorável e nostálgico filme. O resultado foi um Oscar de Melhor Canção Original para “Man or Muppet”, apesar de “Life is a Happy Song” ser uma música muito melhor.

Rock of Ages – O Filme 

(Rock of Ages, Estados Unidos, 2011),

de Adam Shakman – Ou como eu gosto de chamar: “como pegar boas músicas e transformar em momentos adolescentes constrangedores”. O longa que serve apenas para você perceber que Tom Cruise ainda sabe fazer algo diferente de correr. Um exemplo do que não fazer. Saiba mais aqui.

Nota:[cinco]

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36 Comments

36 Comments

  1. Felipe Nogueira

    7 de fevereiro de 2013 at 19:31

    Colocar Rock of Ages e deixar Tenacious D de fora? Muito questionável.

    • Tullio Dias

      8 de fevereiro de 2013 at 1:25

      tenacious d é incrível mesmo, mas ele é underground demais e pode não agradar a maioria. de qualquer forma, foi uma excelente lembrança.

      choro de rir sempre que lembro da cena do pé grande… ahahhahaa

      abc

    • Felipe Nogueira

      8 de fevereiro de 2013 at 16:33

      "you already are, JB… my real baby sas!"

  2. Juliana Lugarinho

    8 de fevereiro de 2013 at 3:45

    Ótima seleção! Sambou na cara de quem diz que musical não presta (Y)

  3. Ana Andrade

    8 de fevereiro de 2013 at 3:52

    Ae, Larissa!! Mas dizer, em Across the universe, que das novas versões algumas são "até melhores que a originais" foi um pouco sacrilégio pra mim! Gosto bem mais do sentido que o filme deu a algumas das canções, como I want you (she so heavy), que transformou uma indireta pra Yoko (ou heroína) em uma metáfora sobre o peso da liberdade na America. 😉

    • Felipe Oliveira

      8 de fevereiro de 2013 at 10:18

      Um dos meus prediletos!

    • Larissa Demétrio Padron

      12 de fevereiro de 2013 at 17:53

      Eu gosto muito de algumas versões do filme… Confesso que acho as versões "Oh! Darling" e "I Wanna Hold Your Hand" do filme melhores, mesmo sendo muito fã de Beatles…

  4. Anônimo

    8 de fevereiro de 2013 at 6:46

    Dá-lhe Padron sacrílega. Lista bacana (embora trocaria uns três ali). Só de ter o “Once” tá valendo. Eu voltaria um pouquinho mais no tempo para incluir uma animação, que tem uma longa relação com musicais, mesmo antes de “Branca de Neve”. Em 1999 foi lançado o filme do “South Park”, que é ótimo. E hoje os criadores tocam o terror na Broadway. Há também outra animação, bem desconhecida, de 2008 chamada “Sita Sings the Blues”, que mistura história indiana com Blues americano da década de 20.

    Realmente o “2 Filhos” não é bem um musical. Aliás, desde o fechamento da Atlântida é difícil achar musicais brasileiros, e o Vicente Celestino já foi um mega ídolo do cinema. No entanto produzimos documentários sobre músicos à beça: Cartola, Bethânia, Raul, Arnaldo Baptista, Mautner, Tom Zé, Mamonas, Titãs, Vinícius, entre vários outros, além de movimentos como a Tropicália e festivais como o da Record de 67, foram temas de filmes. Nunca refleti sobre essa predileção, mas ela é evidente.

    Falando em documentário, tem também os mock da turma do Christopher Guest “A Mighty Wind” e, principalmente, o “Spinal Tap”, já mais antigo. Há ainda uma animação sensacional e, infelizmente, pouco vista chamada “American Pop”, que narra, seguindo a vida de jovens de uma mesma família, a história da música americana do início do século XX até o comecinho da década de 80, quando o filme se passa. Muito legal mesmo. Tá completo no Youtube em http://ow.ly/hwZyI.

    E, numa boa, se você é um daqueles que tá reclamando do Russell Crowe cantando, veja “O Outro Lado da Cama”, comédia musical sem noção espanhola de 2002 e depois conversamos…

    • Larissa Demétrio Padron

      12 de fevereiro de 2013 at 18:37

      É verdade, eu adoro o filme do South Park, tinha esquecido dele… Mas tbm, o critério eram musicais de 2000, então ele não entraria, nem Spinal Tap. Qntop a 2 Filhos de Francisco, não é um musical mesmo, mas mesmo assim acho que é o filme que o país tem de mais emblemático nesse estilo…

  5. Ana Carolina Cunha

    8 de fevereiro de 2013 at 12:42

    Senti falta de Mama mia, apesar de algumas pessoas torcerem o nariz para esse filme, acho divertidissimo. Amo a breguice do ABBA, sem falar que Meryl Streep consegue o feito de te fazer chorar copiosamente quando canta The Winner takes it all.

    • Juliana Felisdorio

      8 de fevereiro de 2013 at 12:59

      Cara, tbm chorei quando ela candou The Winner Takes It All… Mama Mia devia estar na lista

    • Juliana Fischer

      8 de fevereiro de 2013 at 18:18

      Boa lista. Once é o melhor de todos, um dos melhores romances que já vi na vida ( e olha que sou uma pessoa que nao gosta do amor)

    • Ana Carolina Cunha

      9 de fevereiro de 2013 at 12:01

      Ainda não vi Once, mas deu vontade agora

    • Juliana Fischer

      10 de fevereiro de 2013 at 11:26

      É lindo, Carol. Vai sem medo.

  6. Fernanda Brahemcha

    10 de fevereiro de 2013 at 20:45

    Achei forçadinho botar 2 Filhos de Francisco, simplesmente porque não é um musical mesmo (acho o filme bom, mas não precisava estar na lista de musicais só pra representar o Brasil). Estranho ignorar Rent. Eu pessoalmente teria colocado Hedwig and the Angry Inch e Velvet Goldmine, e talvez Were the World Mine…

  7. Allison Gui

    10 de fevereiro de 2013 at 20:51

    Once é de longe um dos meus filmes favoritos!

  8. Laura Buchler

    10 de fevereiro de 2013 at 20:54

    Sweeney Todd é uma merda, fato.

  9. Fernando Morais

    10 de fevereiro de 2013 at 20:55

    Dancer in the Dark é um dos musicais mais bonitos que ja vi! Björk teve todo o cuidado e o trabalho de compor as músicas que seriam cantadas por ela, além de, claro, expor críticas fortes dentro do filme. Gostei bastante desta lista :3

  10. Maxssweldis Moraes

    10 de fevereiro de 2013 at 20:58

    Senti falta de Mama Mia e Hairspray, mas perderia o sentido do título "10 musicais…"rs

  11. Filipe Alves

    10 de fevereiro de 2013 at 20:58

    com todo o respeito, Dançando no Escuro é uma porcaria.

  12. Mateus Silva Bento

    10 de fevereiro de 2013 at 21:18

    ..dois filhos de francisco é muito bom.. encantada soube mesclar mundo real com desenho e jonhny depp..ah, bon ator. fico com dois filhos de francisco!

  13. Mateus Silva Bento

    10 de fevereiro de 2013 at 21:18

    ..dois filhos de francisco é muito bom.. encantada soube mesclar mundo real com desenho e jonhny depp..ah, bom ator. fico com dois filhos de francisco!

  14. Tatiane D'Albuquerque

    10 de fevereiro de 2013 at 21:29

    'Mamma Mia', 'Hairspray', o clássico 'O Fantasma da Ópera', cadê ?

  15. Bruno Costa Monteiro

    10 de fevereiro de 2013 at 22:10

    Hedwig? Onde está Hedwig?

  16. Camila Polina Affonso

    10 de fevereiro de 2013 at 22:39

    Não gosto de musical, porque é sempre muito feliz, e todo mundo canta e se ama e arco-iris.. e Dancing in the Dark foi o primeiro que eu vi quebrar isso.. gostei, me surpreendeu pelo final na verdade.. Coisa que o Sweeney Todd não fez,mesmo o filme sendo gótico, o fim óbvio da trama deixou ele um pouco fraco

    • Jeane Chisholm

      11 de fevereiro de 2013 at 13:11

      Pois é, eu nem tinha reparado que Dançando no Escuro é um musical…rsrrsrsrsrsrsrs.

  17. Vanessa Freitas

    10 de fevereiro de 2013 at 23:28

    poderia ter tirado os filhos do francisco, que não é um musical e ter adicionado Mamma Mia, pois se colocou filmes ruins e idiotas como muppets, rock of ages e encantada, um ótimo não poderia ter faltado

  18. Alexandre Marini

    12 de fevereiro de 2013 at 3:28

    Acho que tem gente que só lê os títulos dos filmes e não o texto da matéria para chegar a algumas conclusões nos comentários.

  19. Fernando Freire

    18 de fevereiro de 2013 at 11:47

    Podia ter tirado Rock of ages, muppets, filhos de francisco… e isso me faz duvidar seriamente da qualidade dos outros.

  20. Adriana Cruz

    22 de fevereiro de 2013 at 15:08

    E Burlesque????

  21. Deka Marques

    16 de março de 2013 at 18:56

    Já to baixando..deve ser mto engraçado rsrsrsrs

  22. Aline Lacerda

    7 de abril de 2013 at 22:10

    2 Filhos de Francisco? Pensava que musical se caracterisava por diálogos musicados…

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Destaques

Melhores Filmes de 2021

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Você quer saber quais foram os melhores filmes de 2021 e como pode encontrar cada um deles para assistir e matar a sua curiosidade?

Todo ano o Cinema de Buteco prepara uma lista especial com as recomendações do portal e nosso material com os melhores filmes de 2021 começa a partir de agora com uma pequena lista para você se divertir.

Em breve vamos atualizar a lista com mais dicas!

10- The Night

(Kourosh Ahari, 2020) Um casal iraniano passa uma noite assustadora dentro de um hotel nos EUA e revisitam seus próprios fantasmas pessoais.

O melhor cinema de terror/horror não está necessariamente em Hollywood. Se não fosse o iraniano The Night na nossa lista, seria o tailandês The Medium ou o indonésio The Queen of Black Magic. O que não falta é opção para a gente discutir, assistir, e claro, sentir medo.

The Night é muito mais que apenas uma bela homenagem ao clássico O Iluminado, de Stanley Kubrick. Kourosh Ahari cria uma atmosfera sombria para o espectador sentir medo junto dos personagens principais da obra. E sabe muito bem como usar as nossas emoções e expectativas ao seu favor para aumentar a tensão dentro de uma narrativa cheia de metáforas.

Disponível na HBO Max.

Indicado para quem gosta de: O Iluminado, Filmes de terror

9- Anônimo

(Nobody, Ilya Naishuller, 2021) Após ter a casa assaltada, um pai de família normal e sem energia vital começa a se revelar uma pessoa cheia de segredos perigosos.

A ideia de Anônimo não é novidade. Viggo Mortensen já foi esse cara em Marcas da Violência, de David Cronenberg. Keanu Reeves é esse cara na franquia John Wick. Mas ainda assim funciona. Especialmente quando temos um ator querido do mundo das séries surpreendendo como astro de cinema de ação.

Bob Odenkirk não é o único responsável pela qualidade de Anônimo, obviamente, mas sem ele, eu não sei se o filme seria tão divertido assim.

A sequência do ônibus está entre os momentos cinematográficos mais divertidos do ano e faz a gente recordar da memorável briga no corredor em Oldboy. É quando o protagonista descarrega tudo que precisou aguentar da vida. É poesia pura feita com punhos, nariz quebrados, destruição de patrimônio público e sangue.

Disponível no NOW.

Indicado para quem gosta de: John Wick, Bob Odenkirk, Melhores filmes de ação

8- Noite Passada em Soho

(Last Night in Soho, Edgar Wright, 2021) Coloca uma talentosa estudante de moda criando uma estranha conexão com uma artista dos anos 1960 sufocada pelo machismo e violência da época.

Assim como Matrix Resurrections, qualquer detalhe excessivo pode prejudicar a surpresa do espectador na hora de descobrir a nova empreitada de Edgar Wright. O que posso dizer é: imagine como seria Meia-noite em Paris, de Woody Allen, se fosse um filme de terror para quem gosta de tomar bala e curtir a balada.

Thomasin McKenzie e Anya Taylor-Joy cumprem a difícil missão de tornar suas personagens iguais ao mesmo tempo em que são extremamente diferentes. O resultado é arrepiante.

Disponível em lugar nenhum, jovem. Vai ter que esperar para assistir sem usar meios alternativos e altamente ilegais.

Indicado para quem gosta de: Meia-noite em Paris, Edgar Wright, Excelentes trilhas sonoras

7- Val

(Ting Poo, Leo Scott, 2021) Val Kilmer realizou filmagens amadoras durante toda a sua carreira e transformou todas as horas de gravação em um verdadeiro hino de amor ao cinema – ainda que a rosa tenha tantos espinhos.

Adiei meses até dedicar tempo e atenção para descobrir o que Kilmer tinha a dizer. Confesso ter me surpreendido bastante com a sua vida, profissionalismo e forma de encarar os desafios. Val Kilmer é um personagem e tanto, e é uma pessoa real. Talvez um gênio. Vai saber.

Val é um belo registro histórico da carreira de um astro, suas decisões criativas que tanto prejudicaram sua trajetória, e claro, o impacto do câncer acabando com a chance de seguir atuando. Excelente dica.

Disponível em Amazon Prime.

Indicado para quem gosta de: Cinema, Documentários

6- Matrix Resurrections

(Lana Wachowski, 2021) Quando se pensa no novo Matrix, a verdade é que entregar qualquer detalhe da sinopse já implica no risco de estragar a surpresa preparada pela equipe criativa da sequência.

Muita gente pode considerar Matrix 4 como uma continuação desnecessária ou que pode até estragar o legado da franquia. Eu digo: como um filme bom pode estragar algo que já foi contaminado com os medíocres Reloaded e Revolutions? Resurrections é a sequência que o Matrix original merece.

Boa parte do primeiro ato é para confundir o público com as suas várias homenagens e surpresas. Geralmente esse recurso é condenável, afinal ninguém gosta de ser feito de idiota enquanto assiste a um filme, mas Wachowski faz isso para provocar a indústria. E consegue divertir os espectadores ao mesmo tempo que lança críticas para nossos desejos de consumir o que já é conhecido.

Matrix Resurrections é aquele tipo de sequência que a gente nunca imaginou o quanto seria bem-vinda. E é sensacional mesmo.

Disponível em breve na HBO Max.

Indicado para quem gosta de: Matrix, Igualdade, Política, Crítica social

5- Não Olhe Para Cima

(Don’t Look Up, Adam McKay, 2021) Dois cientistas descobrem que o planeta Terra está prestes a ser destruído por um cometa, mas ninguém acredita neles.

Adam McKay é um diretor/roteirista complexo e seus filmes têm como principal função confundir o espectador. Ou nos fazer sentir como idiotas incapazes de entender que porra seus personagens estão dizendo/fazendo/sentindo. Não Olhe Para Cima é um pouco diferente.

Ainda que inclua uma sofisticação narrativa, McKay opta pela simplicidade para dialogar com o público alvo da sua crítica. É curioso pensar que todo o roteiro foi escrito antes da pandemia da COVID-19 e ganhou contornos políticos ainda mais fortes por essa feliz (?) coincidência.

Disponível na Netflix.

Indicado para quem gosta de: Xingar negacionista, Ofender terra-planista, Criticar governo bolsonarista, Quem torce para o cometa chegar de verdade.

4- A Mão de Deus

(È stata la mano di Dio, Paolo Sorrentino, 2021) A história se passa na cidade de Nápoles na década de 1980, quando o argentino Diego Maradona foi contratado para jogar no time local. Mas não se engane: o futebol é somente o pano de fundo para apresentar os dilemas e conflitos de uma tradicional família italiana.

A Mão de Deus foi a surpresa mais feliz que tive no cinema em 2021. Não imaginava o quanto iria me divertir e rir (às vezes mais do que deveria) com as brigas de uma família cheia de imperfeições e problemas.

Em sua autobiografia, Sorrentino nos presenteia com uma deliciosa produção coming of age indispensável para quem ama se emocionar com a sétima arte. Fazer rir e chorar no mesmo filme é algo para poucos.

Disponível na Netflix.

Indicado para quem gosta de: Filmes sobre família, Filmes sobre amadurecimento

3- A Casa Sombria

(The Night House, David Bruckner, 2021) Uma viúva começa a descobrir os segredos do marido enquanto vive sozinha na sua casa.

Em um ano recheado de excelentes filmes de terror no circuito comercial e alternativo, A Casa Sombria se destacou por três fatores principais: 1- Rebecca Hall cria uma personagem marcante com o seu luto, dor e medo; 2- Enquanto as atenções para os novos realizadores de terror/horror ficam concentradas em Jordan Peele, Ari Aster e Robert Eggers, David Bruckner vai lentamente reservando um espaço com filmes excelentes e pouco falados; 3- Entender que o gênero funciona melhor quando existe uma metáfora forte por trás da história.

A Casa Sombria desbancou Maligno, de James Wan, da minha lista de melhores filmes de terror e isso significa muita coisa. Recomendo demais.

Disponível no Telecine Play.

Indicado para quem gosta de: Filmes de terror, Metáforas para luto e depressão, Filmes do Capeta

2- Meu Pai

(The Father, Florian Zeller, 2020) Anthony Hopkins interpreta um idoso lidando com as severas consequências do seu envelhecimento.

Meu Pai é um exemplo técnico perfeito para se entender como a montagem e direção de arte funcionam no desenvolvimento da narrativa. Na medida em que o protagonista vai perdendo a sua consciência, os cenários se transformam. É realmente um feito e tanto para uma obra que já chama a atenção pelo desempenho inspirado do seu elenco e se torna ainda melhor com o virtuosismo da equipe técnica.

Nós, do Cinema de Buteco, costumamos repetir o quanto a premiação do Oscar é injusta, mas definitivamente o trabalho mais excepcional da temporada foi reconhecido na categoria de Melhor Ator.

Uma dica: o próximo trabalho de Zeller já está em pré-produção e tem tudo para agradar em cheio aos fãs apaixonados pela sua estreia. The Son está previsto para 2022.

Disponível no Paramount Plus.

Indicado para quem gosta de: Anthony Hopkins, Olivia Colman, Filmes incríveis

1- Pig

(Michael Sarnoski, 2021) A porca de estimação de um homem solitário é sequestrada e ele precisa deixar sua vida no meio do mato para encontrá-la.

A expectativa é sempre uma ferramenta surpreendente na nossa relação com o cinema. O anúncio de um filme em que Nicolas Cage precisa resgatar sua porca de estimação fez boa parte do público pensar em John Wick e esperar por um banho de sangue sem noção, com vários berros insanos dignos da carreira do ator.

Pig não é absolutamente nada disso.

O diretor Michael Sarnoski vai conduzindo a sua narrativa com leveza enquanto aprofunda os dramas pessoais do seu protagonista, inclusive é bom ressaltar o quanto Cage é um tremendo arrombado filho da puta preguiçoso (e cheio de dívidas). Sua atuação deixa os fãs com raiva por tantas escolhas profissionais duvidosas e desempenhos esquisitos.

Pig é um presente para os cinéfilos.

Disponível no Telecine Play.

Indicado para quem gosta de: Nicolas Cage, Filmes lentos, Bruce Springsteen

 

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Destaques

Guia Cinema – Preview 2021

Guia completo com os grandes lançamentos de 2021, de cult francês a filme de heroína da Mavel, de musical contemporâneo a terror gótico. Programação inclui novos filmes dos diretores Steven Spielberg, Paul Thomas Anderson, Jane Campion, Denis Villeneuve e muito mais.

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Normalmente todo início de ano, blogs de cinema disparam listas com os filmes mais aguardados, porém ainda não estamos em tempos normais, vivemos em uma pandemia de um vírus mortal, e a situação no Brasil é ainda mais agravada pelo fato de termos um presidente negligente.

Mas no resto do mundo a situação começou a melhorar recentemente, e isso significa que o cinema, após passar mais de um ano praticamente parado, vai voltar oficialmente nesse segundo semestre. Na verdade, já tivemos alguns grandes lançamentos, como A Mulher na Janela de Joe Wright e Cruella com Emma Stone.

Pensando nisso, fizemos esse guia com alguns dos principais filmes que irão estrar até o fim do ano. Muitos já possuem data de estreia nos cinemas, em sua grande maioria, essas datas são apenas para os Estados Unidos, mas relaxa, tem muita coisa boa que vai direto para streaming.

Pegue essas dicas, anota no calendário e se programe para o que vem por aí. De nada!

JULHO

Beckett

Diretor: Ferdinando Cito Filomarino
Elenco: John David Washington, Alicia Vikander, Boyd Holbrook e Vicky Krieps.
Equipe Técnica: Ryuichi Sakamoto (trilha sonora) e Sayombhu Mukdeeprom (fotografia)
Estreia: 07/07/21 (Netflix)
Sinopse: Após um acidente de carro na Grécia, um turista americano se vê dentro de uma perigosa conspiração política.

Viúva Negra

Diretor: Cate Shortland (Lore)
Elenco: Scarlett Johansson, Florence Pugh, David Harbour, Rachel Weisz e William Hurt
Equipe Técnica: Kevin Feige e Scarlett Johansson (produtores)
Estreia: 09/07/21 (Disney+)
Sinopse: Um filme sobre Natasha Romanoff e sua jornada entre os filmes Capitão América Guerra Civil e Vingadores Guerra Infinita.

Um Lugar Silencioso 2

Diretor: John Krasinski (Um Lugar Silencioso)
Elenco: Emily Blunt, Millicent Simmonds, Cillian Murphy, Noah Jupe e Djimon Hounsou
Equipe Técnica: Michael Bay (produtor)
Estreia: 15/07/21
Sinopse: Continuação do filme de 2018. Forçados a se aventurar no desconhecido, a família Abbott percebe que as criaturas que caçam pelo som não são as únicas ameaças.

Tempo

Diretor: M. Night Shyamalan (Vidro)
Elenco: Gael García Bernal, Vicky Krieps, Alex Wolff, Thomasin McKenzie, Rufus Sewell, Aaron Pierre e Eliza Scanlen
Equipe Técnica: M. Night Shyamalan (roteiro)
Estreia: 23/07/21
Sinopse: Família aproveita as férias em uma praia isolada, porém o lugar possui um misterioso poder, onde as pessoas começam a envelhecer em poucas horas. Inspirado na HQ francesa “Sandcastle”, de Pierre Oscar Levy.

Stillwater

Diretor: Tom McCarthy (Spotlight)
Elenco: Matt Damon, Abigail Breslin e Camille Cottin
Equipe Técnica: Mychael Danna (trilha sonora)
Estreia: 30/07/21
Sinopse: Um pai viaja de Oklahoma para a França para ajudar sua filha que foi presa por assassinato.

The Green Knight

Diretor: David Lowery (A Ghost Story)
Elenco: Dev Patel, Alicia Vikander, Joel Edgerton, Sarita Choudhury e Barry Keoghan
Equipe Técnica: David Lowery (roteiro)
Estreia: 30/07/21
Sinopse: Uma fantasia que reconta a história medieval de Sir Gawain e o Cavaleiro Verde.

AGOSTO

Annette

Diretor: Leos Carax (Holy Motors)
Elenco: Adam Driver, Marion Cotillard, Simon Helberg e Angèle.
Equipe Técnica: Ron Mael e Russell Mael (roteiro e trilha sonora)
Estreia: 20/08/21 (Amazon Prime)
Sinopse: Um musical contemporâneo sobre um comediante e uma cantora de ópera, que se tornam pais de uma criança com dons especiais.

Reminiscence

Diretor: Lisa Joy (Westworld)
Elenco: Hugh Jackman, Rebecca Ferguson, Thandiwe Newton, Cliff Curtis e Daniel Wu
Equipe Técnica: Paul Cameron (fotografia) e Jonathan Nolan (produtor)
Estreia: 27/08/21 (HBO Max)
Sinopse: Um cientista descobre uma maneira de reviver seu passado e usa a tecnologia para procurar seu amor há muito perdido.

SETEMBRO

The Card Counter

Diretor: Paul Schrader (Fé Corrompida)
Elenco: Oscar Isaac, Tiffany Haddish, Willem Dafoe e Tye Sheridan
Equipe Técnica: Paul Schrader (roteiro)
Estreia: 10/09/21
Sinopse: Um ex-membro do exército americano entra no mundo do pôquer e encontra um jovem que busca vingança contra um antigo Coronel.

Tre Piani

Diretor: Nanni Moretti (Minha Mãe)
Elenco: Margherita Buy, Alba Rohrwacher, Nanni Moretti, Riccardo Scamarcio e Anna Bonaiuto
Equipe Técnica: Nanni Moretti (roteiro)
Estreia: 23/09/21
Sinopse: A rotina de três famílias que vivem em um prédio num bairro de Roma.

Dear Evan Hansen

Diretor: Stephen Chbosky (Extraordinário)
Elenco: Ben Platt, Kaitlyn Dever, Amandla Stenberg, Julianne Moore, Amy Adams e Nik Dodani
Equipe Técnica: Justin Paul e Benj Pasek (trilha sonora)
Estreia: 24/09/21
Sinopse: Adaptação para o cinema do musical vencedor do Tony e do Grammy, sobre um aluno do último ano do ensino médio com transtorno de ansiedade, e sua jornada de aceitação após o suicídio de um colega de classe.

Venom: Tempos de Carnificina

Diretor: Andy Serkis (Mogli: Entre Dois Mundos)
Elenco: Tom Hardy, Michelle Williams, Woody Harrelson e Naomie Harris
Equipe Técnica: Kelly Marcel, Tom Hardy (roteiro) e Robert Richardson (fotografia)
Estreia: 24/09/21
Sinopse: Ainda não divulgada.

OUTUBRO

Duna

Diretor: Denis Villeneuve (Blade Runner 2049)
Elenco: Timothée Chalamet, Oscar Isaac, Rebecca Ferguson, Javier Bardem, Zendaya, Josh Brolin, Dave Bautista, Jason Momoa, Charlotte Rampling e Stellan Skarsgård
Equipe Técnica: Hans Zimmer (trilha sonora) e Eric Roth (roteiro)
Estreia: 01/10/21
Sinopse: Adaptação do romance de ficção científica de Frank Herbert, sobre o filho de uma família nobre encarregado de proteger um planeta.

007 – Sem Tempo Para Morrer

Diretor: Cary Joji Fukunaga (True Detective)
Elenco: Daniel Craig, Ana de Armas, Rami Malek, Léa Seydoux, Naomie Harris, Ralph Fiennes, Lashana Lynch, Christoph Waltz e Jeffrey Wright
Equipe Técnica: Linus Sandgren (fotografia) e Hans Zimmer (trilha sonora)
Estreia: 08/10/21
Sinopse: Bond se aposentou, mas depois de viver um período de paz, seu velho amigo Felix da CIA precisa de sua ajuda, levando-o para um caminho misterioso de um vilão com uma perigosa tecnologia.

The Last Duel

Diretor: Ridley Scott (Perdido em Marte)
Elenco: Matt Damon, Adam Driver, Jodie Comer e Ben Affleck
Equipe Técnica: Matt Damon e Ben Affleck (roteiro)
Estreia: 15/10/21
Sinopse: O Rei Carlos VI declara que o Cavaleiro Jean de Carrouges resolva a sua disputa com o seu escudeiro, desafiando-o para um duelo.

A Crônica Francesa

Diretor: Wes Anderson (O Grande Hotel Budapeste)
Elenco: Frances McDormand, Benicio Del Toro, Timothée Chalamet, Tilda Swinton, Léa Seydoux, Jeffrey Wright, Adrien Brody, Owen Wilson, Mathieu Amalric, Rupert Friend, Lyna Khoudri, Christoph Waltz, Sairose Ronan, Anjelica Huston, Bill Murray, Elisabeth Moss, Edward Norton, Willem Dafoe e Liev Schreiber
Equipe Técnica: Alexandre Desplat (trilha sonora), Milena Canonero (figurino) e Robert D. Yeoman (fotografia)
Estreia: 22/10/21
Sinopse: Uma carta de amor aos jornalistas, um jornal americano situado em uma cidade fictícia da França do século XX, que dá vida a uma coleção de histórias publicadas na “The French Dispatch Magazine”.

Noite Passada em Soho

Diretor: Edgar Wright (Em Ritmo de Fuga)
Elenco: Anya Taylor-Joy, Thomasin McKenzie, Matt Smith e Terence Stamp
Equipe Técnica: Chung-hoon Chung (fotografia), Steven Price (trilha sonora) e Odile Dicks-Mireaux (figurino)
Estreia: 22/10/21
Sinopse: Uma jovem estudante de moda é obcecada pelos anos 60. Mas a década de 1960 em Londres não é o que parece, e o tempo pode mudar com consequências sombrias.

Cry Macho

Diretor: Clint Eastwood (A Mula)
Elenco: Clint Eastwood, Fernanda Urrejola, Dwight Yoakam e Brytnee Ratledge
Equipe Técnica: Mark Mancina (trilha sonora)
Estreia: 22/10/21 (HBO Max)
Sinopse: Baseado no romance de 1975 de N. Richard Nash, o filme conta a história de um treinador de cavalos fracassado, que planeia ganhar dinheiro retirando um menino mexicano de sua mãe.

NOVEMBRO

Eternos

Diretor: Chloé Zhao (Nomadland)
Elenco: Angelina Jolie, Gemma Chan, Richard Madden, Barry Keoghan, Kit Harington, Salma Hayek, Kumail Nanjiani, Brian Tyree Henry e Lia McHugh
Equipe Técnica: Kevin Feige (produtor)
Estreia: 05/11/21
Sinopse: A saga dos Eternos, uma raça de seres imortais que viveram na Terra e transformaram a civilização.

King Richard

Diretor: Reinaldo Marcus Green (Monstros e Homens)
Elenco: Will Smith, Jon Bernthal, Aunjanue Ellis, Saniyya Sidney e Demi Singleton.
Equipe Técnica: Will Smith e Jada Pinkett Smith (produtores)
Estreia: 18/11/21
Sinopse: Um olhar sobre como as super estrelas do tênis Venus e Serena Williams, se tornaram quem são depois do treino do seu pai Richard Williams.

House of Gucci

Diretor: Ridley Scott (Perdido em Marte)
Elenco: Lady Gaga, Adam Driver, Al Pacino, Jared Leto, Salma Hayek, Jack Huston e Jeremy Irons
Equipe Técnica: Dariusz Wolski (fotografia) e Janty Yates (figurino)
Estreia: 24/11/21
Sinopse: A história de como Patrizia Reggiani, a ex-mulher de Maurizio Gucci, conspirou para matar o seu marido, o neto do renomado estilista Guccio Gucci.

Soggy Bottom

Diretor: Paul Thomas Anderson (Trama Fantasma)
Elenco: Bradley Cooper, Skyler Gisondo, Benny Safdie, Alana Haim e Cooper Hoffman
Equipe Técnica: Paul Thomas Anderson (roteiro e fotografia) e Mark Bridges (figurino)
Estreia: 26/11/21
Sinopse: Situado nos anos 70, o filme segue a vida de um garoto que deseja se tornar ator de cinema.

DEZEMBRO

Nightmare Alley

Diretor: Guillermo del Toro (A Forma da Água)
Elenco: Cate Blanchett, Bradley Cooper, Rooney Mara, Toni Collette, Ron Perlman, David Strathairn, Willem Dafoe e Richard Jenkins
Equipe Técnica: Alexandre Desplat (trilha sonora)
Estreia: 03/12/21
Sinopse: Um jovem ambicioso com talento para manipular pessoas, junta-se a uma psiquiatra que é ainda mais perigosa do que ele.

Amor, Sublime Amor

Diretor: Steven Spielberg (Jogador Nº 1)
Elenco: Ansel Elgort, Rachel Zegler, Corey Stoll, Rita Moreno, Ariana DeBose, David Alvarez e Talia Ryder
Equipe Técnica: Tony Kushner (roteiro) e Paul Tazewell (figurino)
Estreia: 10/12/21
Sinopse: Refilmagem do clássico de 1961, explora o amor proibido e a rivalidade entre os Jets e os Sharks.

A Journal for Jordan

Diretor: Denzel Washington (Um Limite Entre Nós)
Elenco: Michael B. Jordan, Tamara Tunie, Robert Wisdom e Chanté Adams
Equipe Técnica: Michael B. Jordan (produtor) e Virgil Williams (roteiro)
Estreia: 10/12/21
Sinopse: Antes de ser morto em Bagdad, um sargento cria um diário para o seu filho com lições de vida.

Homem-Aranha 3

Diretor: Jon Watts (Homem-Aranha: De Volta ao Lar)
Elenco: Tom Holland, Zendaya, Benedict Cumberbatch, Jamie Foxx, Alfred Molina, Angourie Rice, Marisa Tomei e J.K. Simmons
Equipe Técnica: Michael Giacchino (trilha sonora)
Estreia: 17/12/21
Sinopse: Ainda não divulgada.

Matrix 4

Diretor: Lana Wachowski (Matrix)
Elenco: Keanu Reeves, Carrie-Anne Moss, Jada Pinkett Smith, Yahya Abdul-Mateen II, Lambert Wilson, Priyanka Chopra, Jonathan Groff, Jessica Henwick e Neil Patrick Harris
Equipe Técnica: Tom Tykwer (trilha sonora) e John Toll (fotografia)
Estreia: 22/12/21
Sinopse: Ainda não divulgada.

SEM DATA

Don’t Look Up

Diretor: Adam McKay (Vice)
Elenco: Leonardo DiCaprio, Jennifer Lawrence, Timothée Chalamet, Jonah Hill, Cate Blanchett, Meryl Streep, Kid Cudi, Mark Rylance e Ariana Grande
Equipe Técnica: Linus Sandgren (fotografia) e Nicholas Britell (trilha sonora)
Estreia: Ainda sem data definida (Netflix)
Sinopse: Dois astrônomos usam a mídia para tentar alertar a humanidade sobre a chegada de um asteroide que pode destruir a Terra.

Spencer

Diretor: Pablo Larraín (Jackie)
Elenco: Kristen Stewart, Sally Hawkins, Sean Harris, Timothy Spall e Jack Farthing
Equipe Técnica: Steven Knight (roteiro), Claire Mathon (fotografia), Jonny Greenwood (trilha sonora) e Jacqueline Durran (figurino)
Estreia: Ainda sem data definida
Sinopse: Um final de semana na vida de Diana com a família real, antes de sua decisão de acabar o casamento com o príncipe Charles.

Passing

Diretor: Rebecca Hall
Elenco: Tessa Thompson, Ruth Negga, André Holland e Alexander Skarsgård
Equipe Técnica: Eduard Grau (fotografia), Devonté Hynes (compositor) e Marci Rodgers (figurino)
Estreia: Ainda sem data definida (Netflix)
Sinopse: Na Nova York da década de 20, duas mulheres negras de pele clara decidem viver em lados opostos da barreira racial.

A Hero

Diretor: Asghar Farhadi (Todos Já Sabem)
Elenco: Sarina Farhadi, Amir Jadidi e Mohsen Tanabandeh
Equipe Técnica: Asghar Farhadi (roteiro)
Estreia: Ainda sem data definida (Amazon Prime)
Sinopse: Ainda não divulgada, mas a produtora revelou que o filme irá debater várias questões contemporâneas da nossa sociedade.

C’mon C’mon

Diretor: Mike Mills (Mulheres do Século 20)
Elenco: Joaquin Phoenix, Woody Norman, Gaby Hoffmann e Jaboukie Young-White
Equipe Técnica: Mike Mills (roteiro) e Robbie Ryan (fotografia)
Estreia: Ainda sem data definida
Sinopse: Um artista viaja pelos Estados Unidos com seu sobrinho pequeno.

The Power of the Dog

Diretor: Jane Campion (O Piano)
Elenco: Jesse Plemons, Kirsten Dunst, Benedict Cumberbatch, Thomasin McKenzie e Kodi Smit-McPhee
Equipe Técnica: Jonny Greenwood (trilha sonora)
Estreia: Ainda sem data definida (Netflix)
Sinopse: Dois irmãos que possuem um grande rancho em Montana são colocados um contra o outro quando um deles se casa.

Blonde

Diretor: Andrew Dominik (O Homem da Máfia)
Elenco: Ana de Armas, Adrien Brody, Bobby Cannavale, Julianne Nicholson e Garret Dillahunt
Equipe Técnica: Chayse Irvin (fotografia)
Estreia: Ainda sem data definida (Netflix)
Sinopse: Baseado no livro de Joyce Carol Oates, o filme aborda a vida de Marilyn Monroe entre as décadas de 1950 e 1960.

Tromperie

Diretor: Arnaud Desplechin (Os Fantasmas de Ismael)
Elenco: Léa Seydoux, Denis Podalydès, Emmanuelle Devose e Miglen Mirtchev.
Equipe Técnica: Yorick Le Saux (fotografia)
Estreia: Ainda sem data definida
Sinopse: Baseado no livro de Philip Roth, um romancista que vive por um tempo em Londres conversa com sua esposa, sua amante e outras personagens femininas que ele pode ter sonhado.

Bergman Island

Diretor: Mia Hasen-Løve (Eden)
Elenco: Vicky Krieps, Tim Roth, Mia Wasikowska e Anders Danielsen Lie
Equipe Técnica: Rodrigo Teixeira (produtor)
Estreia: Ainda sem data definida
Sinopse: Um casal de cineastas viaja até uma ilha com o objetivo de escrever roteiros para os seus próximos filmes, um ato de peregrinação até o local que inspirou o cineasta sueco Ingmar Bergman.

The Tragedy of Macbeth

Diretor: Joel Coen (Ave, César!)
Elenco: Denzel Washington, Frances McDormand, Brendan Gleeson e Harry Melling
Equipe Técnica: Carter Burwell (trilha sonora), Bruno Delbonnel (fotografia) e Mary Zophres (figurino)
Estreia: Ainda sem data definida (Apple TV+)
Sinopse: Um homem é convencido por um trio de bruxas que ele se tornará o próximo rei da Escócia, e apoiado por sua esposa, tem planos de tomar o poder. Adaptação da obra de Shakespeare.

The Way of the Wind

Diretor: Terrence Malick (A Árvore da Vida)
Elenco: Géza Röhrig, Matthias Schoenaerts, Ben Kingsley, Mark Rylance, Mathieu Kassovitz, Numan Acar e Joseph Fiennes
Equipe Técnica: Jörg Widmer (fotografia)
Estreia: Ainda sem data definida
Sinopse: Uma recriação de vários episódios da vida do Jesus Cristo.

The Guilty

Diretor: Antoine Fuqua (Nocaute)
Elenco: Jake Gyllenhaal, Riley Keough, Paul Dano, Ethan Hawke e Peter Sarsgaard
Equipe Técnica: Nic Pizzolatto (roteiro)
Estreia: Ainda sem data definida (Netflix)
Sinopse: Um atendente do 911 tenta salvar a vida de uma mulher que está sendo sequestrada. Refilmagem do filme dinamarquês Culpa, de 2018.

Flag Day

Diretor: Sean Penn (Na Natureza Selvagem)
Elenco: Josh Brolin, Miles Teller, Katheryn Winnick, Jadyn Rylee e Dylan Penn
Equipe Técnica: Eddie Vedder (trilha sonora)
Estreia: Ainda sem data definida
Sinopse: Baseado no livro de Jennifer Vogel, sobre dificuldades no relacionamento entre um pai e uma filha.

The Harder They Fall

Diretor: Jeymes Samuel
Elenco: Zazie Beetz, Edi Gathegi, Idris Elba, LaKeith Stanfield, Regina King, Delroy Lindo e Jonathan Majors
Equipe Técnica: Jay-Z (produtor) e Mihai Malaimare Jr. (fotografia)
Estreia: Ainda sem data definida (Netflix)
Sinopse: Quando um bandido descobre que seu inimigo está sendo libertado da prisão, ele reúne sua gangue em busca de vingança neste faroeste.

Memoria

Diretor: Apichatpong Weerasethakul (Cemitério de Esplendor)
Elenco: Tilda Swinton, Daniel Giménez Cacho, Jeanne Balibar e Juan Pablo Urrego
Equipe Técnica: Danny Glover (produtor) e Sayombhu Mukdeeprom (fotografia)
Estreia: Ainda sem data definida
Sinopse: Uma mulher escocesa viaja pela Colômbia e começa notar sons estranhos, em seguida ela começa a pensar sobre sua aparência.

Tick, Tick… Boom!

Diretor: Lin-Manuel Miranda
Elenco: Andrew Garfield, Bradley Whitford, Vanessa Hudgens e Alexandra Shipp
Equipe Técnica: Jonathan Larson (roteiro e trilha sonora)
Estreia: Ainda sem data definida (Netflix)
Sinopse: Um musical sobre Jon, um aspirante a compositor de teatro, que escreve sua própria peça enquanto trabalha de garçom em Nova York.

Madres Paralelas

Diretor: Pedro Almodóvar (Dor e Glória)
Elenco: Penélope Cruz, Rossy de Palma, Israel Elejalde, Julieta Serrano, Aitana Sánchez-Gijón e Milena Smit
Equipe Técnica: José Luis Alcaine (fotografia)
Estreia: Ainda sem data definida
Sinopse: O filme acompanha um trio de mães e suas vidas paralelas durante o primeiro e o segundo ano de criação dos filhos, tendo como foco as suas imperfeições.

Red Rocket

Diretor: Sean Baker (Projeto Flórida)
Elenco: Simon Rex, Suzanna Son e Bree Elrod
Equipe Técnica: Drew Daniels (fotografia)
Estreia: Ainda sem data definida
Sinopse: Mikey Saber é um ator pornô que voltou para sua pequena cidade natal no Texas, não que alguém realmente o queira de volta.

Don’t Worry, Darling

Diretor: Olivia Wilde (Fora de Série)
Elenco: Florence Pugh, Gemma Chan, Olivia Wilde, Harry Styles, Chris Pine, KiKi Layne e Dita Von Teese
Equipe Técnica: Matthew Libatique (fotografia) e Arianne Phillips (figurino)
Estreia: Ainda não definida
Sinopse: Uma dona de casa dos anos 50 que mora com o marido em uma comunidade experimental utópica, começa a se preocupar com a possibilidade de sua empresa glamorosa estar escondendo segredos perturbadores.

BÔNUS

Deep Water

Diretor: Adrian Lyne (Infidelidade)
Elenco: Ben Affleck, Ana de Armas, Jacob Elordi e Finn Wittrock
Equipe Técnica: Sam Levinson (roteiro)
Estreia: 14/01/22
Sinopse: Um marido aceita que a sua esposa tenha casos para evitar o divórcio, e torna-se o principal suspeito no desaparecimento de seus amantes. Baseado no livro de Patricia Highsmith.

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Destaques

Top 10: Os Melhores Filmes de 2020

66 FILMES CITADOS. No ano da pandemia, tivemos o cancelamento de lançamentos e festivais, e o fechamento de salas e de tudo o que estamos cansados de saber e viver. No entanto, o Cinema de Buteco decidiu mostrar que, em meio ao caos, o cinema foi por muitas vezes exatamente aquilo de que precisamos.

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Top 10: Os Melhores Filmes de 2020.

melhores filmes de 202066 FILMES CITADOS. No ano da pandemia, tivemos o cancelamento de lançamentos e festivais, e o fechamento de salas e de tudo o que estamos cansados de saber e viver. No entanto, o Cinema de Buteco decidiu mostrar que, em meio ao caos, o cinema foi por muitas vezes exatamente aquilo de que precisamos. Reunimos um honorável time de DEZ especialistas, entre integrantes da equipe e convidados, para atestar isso. O resultado é a lista que você conhecerá a seguir: Top 10: Os 10 melhores filmes de 2020.

A lista de 2020

Ainda que as continuações, grandes franquias e outras grifes cinematográficas dominem as salas, noticiários, telas e faturamento, as obras originais se sobressaem ano após ano em termos de qualidade. Por outro lado, a originalidade diz respeito a outros fatores além da definição, no roteiro, de que uma história está sendo contada pela primeira vez. Trata-se, na verdade, muito mais de como uma narrativa se conecta ao seu tempo.

Atualizar obras do passado e entender a qual contexto elas pertencem hoje é, sim, uma tarefa de originalidade. O melhor filme de 2020, eleito pelo Cinema de Buteco, deixa isso claro. Poucas histórias se conectam tanto com o nosso momento histórico quanto essa refilmagem que trata de assédio, opressão, relações abusivas e descrédito da vítima. Todos esses termos são, infelizmente, parte da realidade diária das mulheres. E, sendo mulher ou não, é fato que um terror com esse tema representa fielmente a realidade.

Novidade

Em 2021, o Cinema de Buteco lançará um e-book detalhado sobre os melhores filmes de 2020. Vamos mencionar muitos outros, além dos DEZ deste post. Acompanhe nosso site e redes sociais para adquirir o seu em breve!

OUÇA, também, o nosso podcast sobre os destaques do ano.

 

CONFIRA, AGORA, o Top 10: Os 10 melhores filmes de 2020.

10. Adoráveis Mulheres

adoráveis mulheres oscar 2020

“Só porque meus sonhos são diferentes dos seus, não significa que eles importam menos”, diz Meg (Emma Watson) a uma de suas irmãs. Um dos momentos mais potentes do longa-metragem revela que, embora dividam origens sociais, cada uma das personagens principais é singular e tem seus próprios desejos, afetos, objetivos e métodos – bem como todas as outras. Greta Gerwig resgata o romance de 1861 para contar as histórias (no plural) de mulheres atemporais.

É curioso, mas a primeira experiência da diretora numa produção de época é, também, a que mais fala do contemporâneo. Adoráveis Mulheres oferece, ao mesmo tempo, a sensibilidade de construir personagens tão complexas, e a habilidade de manter um ritmo tenso e envolvente ao longo de seus 135 minutos. Narrado em duas linhas temporais, o filme se destaca por sua montagem. Tecnicamente impecável, a produção ainda teve entrega máxima de seu elenco, com performances destacadas de Saoirse Ronan, Florence Pugh e Laura Dern. (Leonardo Lopes)

LEIA A CRÍTICA DE TULLIO DIAS!

 

9. Druk (Another Round)

Mads Mikkelsen estrela este drama com momentos absolutamente hilários sobre o valor e a importância da amizade, de aceitar as limitações e frustrações da realidade de uma vida adulta. 

Com suavidade e sem pressa, Thomas Vinterberg apresenta uma narrativa que evolui aos poucos ao mostrar o que há de mais íntimo dentro dos seus protagonistas – e isso não necessariamente significa que seja algo bonito de se ver. E esse realismo pode fazer rir e chorar na mesma proporção. Filmaço. (Tullio Dias)

LEIA A CRÍTICA DE MARCELO PALERMO!

 

8. O Caso Richard Jewell

Explorando novamente histórias de pessoas comuns, Clint Eastwood entrega O Caso Richard Jewell, um ótimo filme sobre manipulação de informações, mídia sem ética e erros numa investigação. Jewell (Paul Walter Hauser) é um segurança de eventos, que sonhava ser policial. Durante as festividades dos Jogos Olímpicos de Atlanta, salvou várias vidas ao descobrir uma bomba.

Num piscar de olhos, ele passa de herói nacional a vilão e principal suspeito pelo ato terrorista, graças a uma notícia mal apurada pela imprensa. Com a ajuda do advogado Watson Bryant (o excelente Sam Rockwell) e de sua mãe (premiada Kathy Bates), Jewell tenta provar a sua inocência e briga contra todo o sistema. (Maristela Bretas)

 

 

 

 

 

7. O Que Ficou Para Trás

Após acontecimentos traumáticos, um casal de refugiados sul-sudanês se muda para uma casa nova em Londres. Numa tentativa de recomeçar suas vidas, eles tentam esquecer o passado e se adaptar à nova realidade, mas a casa possui espíritos que passam a persegui-los.

O filme explora vários tipos de horrores: o horror da fuga imigratória, o horror da guerra civil, o horror do preconceito, o horror da adaptação e, finalmente, o horror espiritual. Diferente de outros filmes do gênero, aqui as personagens não se intimidam tanto com os fantasmas, pois já enfrentaram todos os horrores citados acima.

O roteiro de Remi Weekes é surpreendente, não apenas por emocionar. É interessante como os fantasmas representam também a reafirmação da cultura africana em um ambiente que tenta “matar” essa cultura. Os atores Sope Dirisu e Wunmi Mosaku estão excelentes. Destaque especial para as cenas que se passam no Sudão do Sul. (Marcelo Palermo)

 

6. Nunca, Raramente, Às Vezes, Sempre

Autumn (Sidney Flanigan) é uma adolescente de 17 anos, que mora na Pensilvânia e descobre que está grávida. Com a ajuda de Skylar (Talia Ryder), sua prima e também companheira de trabalho em um supermercado, elas vão juntas a Nova Iorque em busca de ajuda médica para interromper a gravidez indesejada.

Trata-se do terceiro filme da diretora Eliza Hittman, que demonstra uma habilidade gigantesca em retratar com realismo os anseios da adolescência. Outra característica é a abordagem de temas sensíveis de uma maneira muito crua – desta vez, o aborto. Aos poucos, entendemos como funciona a questão nos Estados Unidos, de leis diferentes por estado até o atendimento clínico. No entanto, o tema não é maior do que a protagonista. Autumn é o centro de tudo e a atriz novata Sidney Flanigan tem uma performance introspectiva, muito condizente com todas as experiências ruins que a personagem viveu.

Nunca, Raramente, Às Vezes, Sempre ganhou, em 2020, o grande prêmio do júri do Festival de Sundance e do Festival de Berlim. (Marcelo Palermo)

LEIA A CRÍTICA DE MARCELO PALERMO!

 

Top 10: Os Melhores Filmes de 2020.

5. Soul

Mais uma vez, a Pixar Animation Studios proporcionou a grande terapia coletiva do ano.  

Da infância à velhice, os seres humanos compartilham uma preocupação quanto ao que deixarão como legado. A ansiedade eventualmente dá lugar à frustração; afinal de contas, somos sete bilhões e a maioria de nós não ocupará as páginas dos livros de história no futuro. Viver uma vida comum é, de fato, o mais comum. Às vezes, é necessário saber que está tudo bem se for assim. Soul usa um artista frustrado e uma alma que ainda não conhece o mais simples que a vida tem a oferecer (duas belas personagens) para falar disso. É difícil passar por eles sem se identificar.

Como fez em Divertida Mente, alguns anos atrás, o diretor Pete Docter – ao lado de Kemp Powers – cria um universo inventivo e original para representar a (pré) existência humana, seus propósitos, perdas e aprendizados. Sem percorrer caminhos óbvios, oferece a mais universal das mensagens sobre a vida. (Leonardo Lopes)

 

4. O Som do Silêncio

o som do silencio critica

Ruben (Riz Ahmed) é o baterista de uma banda de heavy metal, que divide com Lou (Olivia Cooke). Inesperadamente, ele começa a perder a audição, e isso vira a sua vida de cabeça pra baixo. O protagonista passa por um longo processo de negação e eventual aceitação, com momentos de raiva, desespero e felicidade. Darius Marder nos mostra, com bastante intensidade, o começo deste novo ciclo na vida do músico.

Assistir ao filme é como estar na pele de Rubem. Ouvimos loucamente quando ele está imerso na sua música; sentimos o seu desespero e raiva quando perde a audição e descobre que isso é irreversível; e vemos uma luz no fim do túnel com ele, nos momentos em que consegue encontrar a felicidade. Sem dúvida, uma experiência forte e comovente. (Dani Pacheco)

LEIA A CRÍTICA DE DANI PACHECO!

 

3. Joias Brutas

Adam Sandler interpreta um vendedor de joias judeu viciado em apostas. E é o que você precisa saber sobre a sinopse. Os irmãos Benny e  Josh Safdie repetem toda a dose de adrenalina vista em seu longa anterior, Bom Comportamento. É impressionante a capacidade que ambos têm de transmitir a insanidade das situações absurdas que seus personagens vivem de maneira realista e fluida no cinema. Não é para qualquer um.

Joias Brutas retrata uma sociedade viciada em dinheiro, tema sério que pode ser discutido e analisado de várias formas. Porém, é também e, principalmente, um filme de ação e entretenimento puro, como há muito tempo não se via. O grande destaque aqui vai para a impecável interpretação de Sandler. (Marcelo Palermo)

LEIA A CRÍTICA DE MARCELO PALERMO!

 

 

2. Jojo Rabbit

jojo rabbit 2019

Quando parecia que o cinema havia esgotado todas as formas de falar sobre a Segunda Guerra Mundial, surge o cineasta Taika Waititi com uma verdadeira joia chamada Jojo Rabbit. A obra combina todo o humor, sensibilidade e inocência necessários para se tornar imperdível. E inesquecível.

Jojo (o pequeno Roman Griffin Davis) é uma criança nazista. Seu grande sonho é virar guarda pessoal do fuhrer em pessoa. Então, como qualquer outro menino da sua idade, ele apela para a sua imaginação para conseguir realizar seu sonho. Apesar do diretor, desde o começo, deixar claro que sua história zela pela sátira do comportamento dos nazistas, o protagonista é uma vítima da propaganda. Ele acredita em todas as mentiras contadas pelos nazistas que tanto admira e, por isso mesmo, não questiona quando dizem que os judeus são monstros devoradores de almas. Sua admiração por Adolf Hitler é tamanha que ele passa até mesmo a imaginá-lo ao seu lado em vários momentos.

O roteiro é recheado de ironias e cria personagens fantásticos. Capaz de arrancar risadas e lágrimas, é um dos lançamentos favoritos do ano. Waititi consegue a proeza de transformar uma narrativa sobre a Segunda Guerra Mundial em algo engraçado através da perspectiva fantástica de uma criança tentando dar voz e rosto para sua carência afetiva. E isso é especial demais para a gente ignorar. Que filme. (Tullio Dias)

LEIA A CRÍTICA DE TULLIO DIAS!

 

1. O Homem Invisível

o homem invisível filme 2020

Dadas as devidas proporções – Leigh Whannell dirige um drama e um terror, simultaneamente -, o roteiro nos mostra todas as características de uma pessoa que é vítima de um relacionamento abusivo. Cecilia (Elisabeth Moss) se sente constantemente atormentada, com medo, insegura, incapaz e louca. Tudo isso alimenta o homem que a faz se sentir dessa forma, motivando-o cada vez mais. Mesmo com o apoio de amigos e familiares, existem aqueles que não acreditam no que ela diz (quando diz, pois muitas vítimas sofrem sozinhas) ou dizem que está exagerando.

Por isso, O Homem Invisível não é uma obra somente para fãs do gênero terror (sustos, ambientes escuros, trilha sonora arrepiante e objetos caindo, sem ninguém em volta, estão todos lá). O enredo em si é o que, de fato, importa. Importa porque o planeta está cheio de Adrians (Oliver Jackson-Cohen) e nem todos eles são punidos pelo que fazem. Aliás, muitos passam de vítima para vítima, caso a primeira consiga sair da relação doentia. Cecilia, por sua vez, é uma vítima fortemente abalada e quase prestes a desistir, mas que faz de tudo para tentar se livrar do abusador; até quando todos estão contra ela. Filme bastante importante, especialmente em tempos de movimento Me Too(Dani Pacheco)

LEIA AS CRÍTICAS DE DANI PACHECO E TULLIO DIAS!

LISTAS INDIVIDUAIS NA PRÓXIMA PÁGINA.

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