20 Anos de Se7en – Os Sete Crimes Capitais

O Cinema de Buteco comemora os 20 anos de Se7en – Os Sete Crimes Capitais relembrando como foi que nossa equipe, convidados e leitores viram o filme pela primeira vez. Conte para a gente o que você achou depois de assistir ao filme!

Destaque Seven

HÁ EXATAMENTE 20 ANOS, NO DIA 22 DE SETEMBRO, CHEGAVA AOS CINEMAS SE7EN – OS SETE CRIMES CAPITAIS, de David Fincher. Não demorou muito para que crítica e público descobrissem a qualidade do material, que hoje aparece frequentemente em listas de obras de suspense e clássicos modernos.

Seja pelo trabalho de direção de Fincher, a química entre Brad Pitt e Morgan Freeman, o roteiro envolvente de Andrew Kevin Walker, os crimes violentos envolvendo os pecados originais, pelo vilão assustador vivido por Kevin Spacey ou apenas pela maldita caixa no final do filme, o fato é que Se7en é uma das melhores produções já lançadas no gênero e continua conquistando novos fãs com o passar dos anos. Para nós, cinéfilos de plantão, é melhor ainda ter a chance de poder rever o longa e descobrir novos detalhes a cada nova revisão.

Com tantos motivos especiais, o Cinema de Buteco não poderia deixar a data passar em branco. Agradecemos aos leitores que participaram com a gente e também para a linda Francini Vergari, do site Testosterona. Ah, claro! O agradecimento especial fica para David Fincher: muito obrigado por Se7en.

Destaque Seven Os Sete Crimes Capitais

Tenho 23 anos, então, quando eu vi Seven, já não era novidade pra quase ninguém. Mas foi mesmo um marco na história da minha relação com filmes. Eu era adolescente e não era muito fã desses filmes de crimes e cheios de sangue, até porque eu demorava para acompanhar e entender aqueles raciocínios nível Sherlock Holmes. Mas nessa época eu e meu avô tínhamos o hábito de ficar horas na locadora lendo sinopses e escolhendo filmes para sábado à noite – democraticamente, assistíamos a um escolhido por ele e outro por mim. Ele escolheu Seven e eu só topei assistir mesmo porque tinha o Brad Pitt, confesso. As cenas foram todas muito fortes pra mim, lembro que meu estômago doía (e aconteceu a mesma coisa quando assisti de novo esses dias), eu tremia com um misto de nervoso e desespero (aquele final parece que durou quinze dias) e eu passei o resto da noite quieta, acho que transtornada. Foi a primeira vez em que eu consegui imaginar o que poderia acontecer no final e eu lembro que meu cérebro quase explodiu (e acho que isso só aconteceu de novo em Garota Exemplar). Desde então, eu divido as pessoas entre “as que assistiram a Seven” e “as pessoas que não assistiram” e digo que já é critério de decisão em primeiros encontros.

Francini Vergari, do site Testosterona

Destaque 20 Anos de Seven

Não podia ir ao cinema na época por causa da classificação etária. Meu pai alugou, e eu deveria ter uns 13 anos quando vi pela primeira vez. Eu curti cada virada de roteiro, e o final nunca saiu da minha cabeça, mesmo depois de anos sem ter visto de novo.

Tiago Paes Lira, do site Um Tigre no Cinema

Seven Kevin Spacey
Lembro-me que resolvi ver o filme depois de muita recomendação dos meus amigos e da própria internet. A sinopse em si já me intrigou de cara e pensei que o filme teria a capacidade de ser excelente, mas que seria mais um de suspense com um final óbvio. Felizmente, eu nunca pude estar tão errado! Essa obra de arte feita por David Fincher me chamou a atenção a todo o instante, fazendo com que eu sentisse repulsão e paixão ao mesmo tempo. Só sei que ao final desta fenomenal película, meus sentimentos mais fortes vieram a tona. Senti na pele a insanidade e genialidade, ambas interpretadas por Kevin Spacey, e toda a dor e angústia, papéis do Brad Pitt. Simplesmente sensacional!

Relato do leitor Pedro Augusto de Souza

Seven Pride

O ano era 1995, eu tinha acabado de completar 13 anos e morava em São Paulo. Na verdade eu morei em São Paulo por muito pouco tempo depois de ver este, que foi o último filme que vi no cinema antes de voltar para Belo Horizonte. Lembro até hoje que meu pai levou a mim e a uma amiga também chamada Bárbara para assistir ao filme, que definitivamente não era indicado para meninas de 13 anos, no Shopping Iguatemi. Eu amava filmes de terror e, bem, aquele devia ser um filme de terror, né? A internet não era muito difundida naquela época – na minha casa, só fomos ter acesso no ano seguinte – e não existia Google, então ninguém pesquisava muito os filmes antes de assisti-los. Você ia para o cinema sabendo o que viu no trailer e no máximo em alguma crítica no jornal. Eu assisti ao filme poucos dias depois da estreia, durante as férias de dezembro, então não tinha ninguém pra já ter assistido e fazer spoilers. Eu nem sabia o que eram spoilers naquela época. O Brad Pitt já era O Brad Pitt, depois de ter estrelado Lendas da Paixão e Entrevista com o Vampiro, e era figura cativa na sessão de colírios da Capricho.

Eu achei o filme foda, apesar de foda ser uma palavra que eu nunca teria usado para descrever o filme na ocasião – meu pai era capaz de me mandar lavar a boca com sabão se me ouvisse falando palavrão. A história dos policiais investigando assassinatos cometidos de acordo com os sete pecados capitais – que eu, apesar de já tê-los estudado no catecismo, nunca conseguia lembrar de cor. Esse é um dos únicos filmes de suspense que eu lembro de assistir e realmente ficar tensa até o final. Também me lembro que eu ainda era muito nova e ingênua para entender algumas das mortes, o da luxúria, por exemplo, só entendi anos depois ao rever o filme.”

Relato da leitora Babi de Lima

20 Anos de Seven

Eu tomei spoiler de Seven. Ainda me lembro bem quando cheguei no Centro Acadêmico num “intervalo” de aula e comecei a prestar atenção no discurso de um veterano recomendando filme. Acontece que logo na sequência ele começa a dizer todo pimpão que descobriu o final do filme no cinema, antes das marcantes cenas derradeiras. E falou sem pudor com todas as letras: “os pecados que faltam são A e B, que serão manifestados entre os personagens X, Y e Z”. Dias depois quando assisti ao filme, é lógico que curti demais, mas infelizmente não tive a catarse como deveria. Maldito veterano fanfarrão…

Leonardo Lopes Carnelos

20 Anos de Seven - Brad Pitt Morgan Freeman

Esse texto testemunho vai ser breve. E triste. Mais triste que o final de Se7en. Estou impedida de escrever sobre minha primeira vez com Os Sete Crimes Capitais pelo singelo motivo de eu nunca ter assistido ao supracitado filme, uma vez que um sem coração e sem noção me contou simplesmente a porcaria do desfecho épico do filme!!!!! Pronto, falei. Sou virgem de Seven. Deixo aqui meu desejo que todo zeca-spoiler tenha em sua vida a presença constante de vida um fã de Game of Thrones falastrão QUE LEU OS LIVROS E PARTICIPA DE FÓRUNS DE DISCUSSÃO, cheio de ódio e opinião pra dar.”

Selhe Mapèr

se7en The Box
Quando Seven chegou aos cinemas brasileiros em 1995, eu ainda era um pirralho de dez anos. Era totalmente sem chance de minha avó me levar para assistir, mas eu lia os jornais e anotava os títulos que me interessavam para encher o saco do pobre coitado da locadora todo final semana: “E aí? Já chegou? Já chegou?”. Demorou um pouquinho, mas num belo dia a minha mãe apareceu em casa com o VHS (DVD naquela época? Tá doido?) de Seven. Foi um momento especial e que me deixou eufórico. Não tinha a menor ideia de quem era David Fincher e só me interessava a sinopse sobre os detetives investigando um serial killer. De imediato, a obra se tornou uma das minhas favoritas e foi um dos primeiros DVD’s que comprei com meu suado dinheirinho.”

Tullio Dias

Recomendamos os seguintes podcasts sobre o filme:

Cinecast Cult 35 – Seven – Os Sete Crimes Capitais

Tigrecast #71: Seven – Os Sete Crimes Capitais

Redação do Buteco

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