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O amor não tira férias (2006)

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A diretora Nancy Meyers conta a história de duas mulheres frustradas romanticamente e que decidem trocar de casa por duas semanas. O detalhe é que Amanda (Cameron Diaz) mora em Los Angeles e Iris (Kate Winslet) mora numa pacata cidadezinha próxima de Londres. Quando cada uma chega em sua casa provisória, um verdadeiro choque de costumes será responsável pelo amadurecimento e pela alegria das duas, que acabam se apaixonando por Graham (Jude Law) e Miles (Jack Black), respectivamente.

Recheado de mensagens capazes de causar identificação rápida com o público, essa comédia romântica mostra os pontos positivos de forçar mudanças dentro de nós mesmos. Independente do quanto isso possa doer, às vezes é a única saída para superar um coração partido. Dificilmente um Jude Law ou uma Kate Winslet vai aparecer em nossas vidas no momento em que precisarmos, mas enquanto escolhermos permanecer parados esquentando e dando vida para nosso sofrimento, nunca teremos a chance de arriscar a conhecer o que o destino nos reserva.

O Amor Não Tira Férias é cruel e te mostra a verdade nua e crua, do jeitinho que ela está na nossa frente e nós teimamos em não aceitar. Embora eu não acredite completamente que as pessoas sejam ruins, algumas simplesmente são burras mesmo e essas precisam de toda a paciência e cuidado do mundo até que consigam perceber o seu próprio valor. (Tullio Dias)

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Apenas uma noite (2010)

Joanna (Keira Knightley) e Michael (Sam Worthington) estão juntos há muito tempo. Um dia, ele precisa viajar a trabalho com uma colega (Eva Mendes) por quem sente atração, deixando a esposa sozinha em casa. Ela, por sua vez, cruza na rua com um antigo amor (Guillaume Canet).

Um relacionamento pode durar anos, mas basta uma noite para que um casal perceba que o que existe entre eles não é o que acreditavam ser. Se bobear, até sabiam disso, mas precisavam esperar algo intenso acontecer para pararem de fingir que está tudo bem.

É realmente uma pena que Apenas uma Noite tenha passado em branco, mesmo sendo selecionado por festivais grandes, tais como Toronto e Roma. A diretora iraniana Massy Tadjedin comanda um drama com grandes atuações, e que promove uma discussão profunda sobre amor, paixão e atração. (Dani Pacheco)

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Cartas para Julieta (2009)

Sophie (Amanda Seyfried) é uma jovem escritora, que vai passar uns dias no interior da Itália com o noivo (Gael García Bernal), que acaba ficando ocupado com suas coisas e lhe deixa a ver navios. Então, a protagonista descobre um grupo de mulheres que trabalha respondendo cartas pregadas na parede da Casa de Julieta. Lá, a jovem acaba encontrando uma carta escrita há mais de 50 anos. No documento, Claire (Vanessa Redgrave) se revela apaixonada por Lorenzo, mas tem medo de que seus pais não aprovem o relacionamento e fica sem saber o que fazer. Sophie resolve ignorar as barreiras do tempo e responde a carta. Semanas depois, Claire e seu neto (Christopher Egan) chegam na Itália, dispostos a encontrar Lorenzo e o amor verdadeiro.

Cartas Para Julieta tenta deixar uma mensagem positiva, para que os corações apaixonados não se deixem levar pela indiferença e descaso do parceiro. Todo mundo tem direito de ser feliz, mesmo que isso signifique escolher ficar sozinho por um tempo. Às vezes não há nada mais importante que um tempo para si mesmo. (Tullio Dias)

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Indochina (1992)

Mãe e filha se apaixonam pelo mesmo homem. Porém, esse clássico francês não é uma indicação somente para amantes de romance e drama; apreciadores de história também vão gostar. Ambientado nas primeiras décadas do século XX, o filme vê seu enredo se desenrolar num contexto de guerra entre a Indochina colonial e a França.

Uma história que comoveu o mundo e rendeu ao longa o Oscar de Melhor Filme Internacional, além de cinco Césars. Ah, e tem no elenco a dama Catherine Deneuve, uma das maiores atrizes de todos os tempos. (Dani Pacheco)

 

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A Bruxa de Blair (1999)

Três jovens estudantes viajam a uma pequena cidade americana para filmar um documentário sobre as lendas urbanas que se popularizaram lá, entrevistando diversos moradores antes de se aventurarem à floresta Black Hill, palco destas lendas. Inicialmente, suas ideias eram de apenas narrar as histórias, mas quando o tempo passa e eles continuam presos na floresta, o terror desses casos será vivenciado por eles. Apesar de sua filmagem ser feita como num documentário, não necessita-se acreditar nas lendas do terror vividas por suas personagens para envolver-se com elas. (Leonardo Lopes)

 

 

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Suspiria (1977)

Temos aqui um filme de terror italiano, dirigido por Dario Argento, que pertence ao subgênero cinematográfico conhecido como Giallo. O termo remete a pequenos e baratos livros de suspense policial, de capas amarelas, que eram recheados de violência e sexualidade, elementos bastante marcantes na obra de Argento. O longa conta a história de Suzie, jovem bailarina americana, que ingressa em uma renomada escola de ballet alemã, mas acaba cercada por um sinistro culto, cheio de mistérios.

Suspiria abusa de cores vivas em sua fotografia e se utiliza de uma excelente trilha sonora de rock progressivo, para dar tons lúdicos e sinistros à sua narrativa. Um prato cheio para os amantes de filme B, gore
e trash. (Lucas Siqueira)

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O Expresso do Amanhã (2013)

Baseado na história dos quadrinhos O Perfura Neve, a história se passa no interior de um trem, desenvolvido para dar uma volta completa na Terra no período exato de um ano. Após desastres ecológicos aparentemente terem colocado o planeta numa nova Era Glacial, assolando a vida em praticamente toda a sua superfície, o trem continua a sua jornada, carregando os últimos sobreviventes.

É um ótimo exemplo de filme que usa conceitos simples de ficção científica para montar um cenário apocalíptico distópico para suportar boas cenas de ação. Bong Joon-ho foi muito competente ao contextualizar todo este universo nos primeiros minutos de filme. A partir daí, só resta ao espectador acomodar-se na poltrona e aproveitar as surpresas que virão. (Leonardo Carnelos)

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Midsommar (2019)

Midsommar apresenta um casal nada saudável, Dani e Christian, que se junta a outros três amigos para fazer um viagem para a Suécia. O objetivo do grupo é estudar uma comunidade isolada que vive no meio do nada, mas é claro que as coisas acabam ficando um pouco esquisitas demais.

O filme é uma daquelas experiências contraindicadas para quem detestou A Bruxa ou produções que zelam pela construção de uma atmosfera de medo e tensão, ao invés de apelarem para sustos previsíveis, como A Freira e It: A Coisa – Parte 2. O longa de Ari Aster é complexo. É de fazer cagar tijolos e te deixar inquieto na cadeira sem entender o que acabou de assistir.

Infelizmente, é grande a parcela do público interessada em se divertir com histórias rasteiras e que não demandam muito esforço para conectar as metáforas presentes. Caso não seja o seu caso e você tenha preferência por narrativas densas, terá um prato cheio aqui. (Tullio Dias)

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Donnie Darko (2001)

Dirigido pelo autêntico one hit wonder Richard Kelly, em 2001, o filme é lembrado, até hoje, como uma das obras mais marcantes dos anos 2000. Além de ser um “clássico” do cinema moderno! A trama apresenta esse adolescente problemático, Donnie (Jake Gyllenhaal), que começa a ter estranhas visões de um coelho gigante que o estimula a cometer uma série de pequenos crimes desde que escapou da morte em um estranho acidente.

O suspense é recomendado para cinéfilos entusiasmados com histórias sobre viagem no tempo, sem que isso signifique realmente um mergulho profundo em teorias sci-fi e/ou outras loucuras do gênero. Para uma obra que fala tanto sobre o inconformismo adolescente e sua vontade de encontrar o seu valor, o conceito sci-fi parece até como uma grande “viagem” de alguém maluco (ou que abusou das drogas). Ou de um adolescente entediado como qualquer outro. (Tullio Dias)

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Amnésia (2000)

Amnésia Poster

Em Amnésia, Christopher Nolan deixa o seu cartão de visitas para o grande público e dirige um filme complexo e capaz de travar a CPU mental dos espectadores mais distraídos. Ou seja, evite beber antes de assistir ao segundo longa-metragem do diretor de A Origem e da trilogia do Cavaleiro das Trevas.

O filme apresenta Leonard Shelby (Guy Pearce) como um homem atormentado e que sofre de uma curiosa condição: ele é incapaz de memorizar coisas recentes. Ele sofreu um sério ferimento na cabeça ao tentar evitar que a mulher fosse estuprada e assassinada. Anos depois, seu único objetivo é encontrar o homem que acabou com sua vida.

É uma daquelas histórias que você não pode piscar os olhos para evitar o risco de perder qualquer detalhe, por menor que seja. Existem pessoas que detestam esse tipo de longa-metragem, especialmente quem costuma afirmar que assiste a filmes apenas para se distrair, que gosta de desligar o cérebro. Nada contra esse tipo de público, mas preciso admitir que o cinema de Nolan não é para os preguiçosos que não sabem desfrutar uma boa história, uma narrativa complexa, ou enxergar de verdade o que existe nas entrelinhas. A droga do peão não vai parar de rodar para esse público.

Então, sem tentar fazer média: Amnésia é do caralho. (Tullio Dias)

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