74 anos de Al Pacino - Um Guia Com Nossos Filmes Favoritos | Cinema de Buteco
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74 anos de Al Pacino – Um Guia Com Nossos Filmes Favoritos

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ALFREDO JAMES NASCEU EM 25 DE ABRIL DE 1940, em Nova York. Mais conhecido pelo nome artístico, e bem mais simpático, de Al Pacino, logo em seu terceiro trabalho já recebeu sua primeira indicação ao Oscar. O filme em questão era nada mais, nada menos que O Poderoso Chefão. No ano seguinte, Pacino confirmou que não era apenas um passageiro em Hollywood e se garantiu acumulando vários prêmios e indicações.

O talento e o carismo do ator acabaram lhe concedendo um amor incondicional de uma verdadeira legião de cinéfilos. É muito fácil você encontrar alguém que coloca Pacino no topo de sua lista de atores prediletos, e não é por menos. Com um currículo de dar inveja em muita gente graúda, o nosso eterno Tony Montana é um daqueles atores que conseguem prender a nossa atenção pelas coisas mais simples. Da maneira como conversa em cena até o jeito como se move ou observa o ambiente, Al Pacino sabe muito bem como ser magnético e conquistar o público.

Pensando nisso, Tullio Dias e Leonardo Lopes se organizaram para fazer um pequeno especial para homenagear a carreira desta lenda viva do cinema. Na lista que você pode ler logo abaixo, confira uma breve seleção com 10 obras imperdíveis de Pacino, segundo a opinião dos dois críticos do Cinema de Buteco.

Não deixe de postar nos comentários a sua lista pessoal com seus filmes favoritos de Al Pacino:


O Advogado do Diabo

Um dos detalhes mais interessantes dos filmes de Al Pacino está na maneira como ele trabalha a sua voz marcante. Nesse thriller, ele interpreta o próprio capeta, aqui incorporado na pele de um poderoso advogado (hahaha). Sedução é a grande arma dele para atrair as pessoas, e a entonação vocal de Pacino é fundamental para o sucesso do personagem, e do próprio filme, claro. Como esquecer da incrível cena em que Pacino fala sobre os “vários nomes” que ele recebe?

Tullio Dias

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O Pagamento Final

Sou suspeito para falar, afinal, gosto demais do Al Pacino e Brian de Palma. Provavelmente, depois de O Poderoso Chefão, esse é o meu filme favorito com o senhor Patinho. Um suspense incrível com um romantismo um tanto quanto brega, mas com atuações fenomenais, como Sean Penn. Carlito Brigante é um dos personagens mais célebres do cinema, e da carreira de Pacino. Um sujeito cheio de ginga, que tenta fazer as coisas do jeito certo, mas acaba descobrindo que certas pessoas simplesmente não merecem um final feliz.

Tullio Dias
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Fogo Contra Fogo

Al Pacino e Robert De Niro estão juntos em O Poderoso Chefão 2, mas em momento algum contracenam. Isso criou uma imensa expectativa nos cinéfilos, que desejavam ter a oportunidade de assistir aos dois gigantes contracenando. Nos anos 1990, o cineasta Michael Mann realizou o feito ao reunir os atores, ainda em grande fase, no excelente Fogo Contra Fogo. Pacino fica do lado da lei, como o pai de uma Natalie Portman ainda em começo de carreira, e precisa usar toda a sua experiência para deter um perigoso e sofisticado criminoso, vivido por De Niro. Como se não bastasse a curiosidade de ver os dois atores contracenando, o que já valeria o ingresso, Fogo Contra Fogo é um filme sensacional.

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Tullio Dias

Donnie Brasco

Pacino ficou marcado como um ator de filmes de máfia e isso é algo bom. Dos diversos filmes do gênero que ele estrelou, existe um em especial que merece a atenção de quem não conhece. Pacino divide cena com ninguém menos que Johnny Depp, na história real de um agente especial que se infiltra numa família mafiosa e acaba caindo no velho clichê de se ver dividido entre a honra e o dever. Pacino é o mestre Yoda do personagem de Depp, o que cria uma interessante relação de pai e filho entre os dois. E isso só fortalece o arco dramático da produção, que não é tão popular assim.

Tullio Dias
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Insônia

Nos anos 2000, Al Pacino mergulhou num verdadeiro inferno criativo. Um dos poucos trabalhos de respeito do ator em muito tempo foi Insônia, de Chris Nolan. Interpretando um policial que vai parar na puta que pariu para encontrar um assassino (vivido por Robin Williams), Pacino dá um verdadeiro show. Seu personagem é cansado, sofrido e não há ninguém capaz de servir melhor ao longa-metragem do que o nosso eterno Michael Corleone.

Tullio Dias

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Um Dia de Cão

Em sua segunda parceria com o lendário cineasta Sidney Lumet – após o igualmente cultuado Serpico -, Pacino voltou a brilhar nas mãos do diretor como um jovem que, no intervalo de uma tarde, vai de um ladrãozinho de bancos incompetente a um revolucionário nacional. Sua aparência franzina não diz nada sobre o homem que, no poder de um discurso, derrubava autoridades. “Attica!”.

Leonardo Lopes

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O Informante

Michael Mann já tinha comandado Al Pacino em Fogo Contra Fogo, e o trouxe a mais um grande trabalho, desta vez ao lado de Russell Crowe, no fascinante O Informante. Mergulhando numa abordagem extremamente fria e tensa, o ator deixou seu estereótipo de mafioso para viver o jornalista Lowell Bergman, um homem que está disposto a conhecer o lado mais sujo de sua profissão e das instituições privadas, no geral, para revelar a verdade por trás do caso de Jeffrey Wigand. Dividindo com Crowe momentos densos sob a assustadoramente instigante ótica de Mann, o ator aqui homenageado entregou um de seus últimos grandes trabalhos.

Leonardo Lopes
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Um Domingo Qualquer

1999 foi, definitivamente, um bom ano para Al Pacino. Além do já citado O Informante, ele trabalhou no excelente e subestimado Um Domingo Qualquer. Numa narrativa com a freneticidade habitual do grande diretor Oliver Stone, o ator viveu o enfurecido técnico Tony D’Amato, este, um homem já conhecedor da sujeira existente por trás de todo o glamour futebol americano, esporte ao qual se dedica. O filme pode até ser um caso de “ame ou odeie”, mas não há como não se divertir com o nível de fúria entregue por Pacino à beira do campo, sempre aos berros.

Leonardo Lopes

Perfume de Mulher

Al Pacino é o dono deste filme, em todos os sentidos. Nesta obra açucarada e alegre – diferente de grande parte dos títulos da filmografia do ator -, Pacino protagoniza grandes momentos com o seu velho bad-ass, coronel Frank Slade, um homem que não procura fazer drama por sua deficiência visual, mas sim, aproveitar a vida ao máximo no comando de uma Ferrari, ou num grande discurso durante um tribunal escolar – outro grande momento de construção vocal do ator.

Leonardo Lopes

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Scarface

Arrisco-me a dizer que Tony Montana seja o grande personagem da carreira de Al Pacino. Pode ser uma heresia dizer isto, considerando que sua filmografia tem personagens como Michael Corleone, Carlito Brigante e outros nomes memoráveis, mas foda-se a imparcialidade ou qualquer formalidade, Scarface é foda. Vindo de Cuba rumo aos Estados Unidos em busca de uma ascensão econômica, Montana e sua metralhadora protagonizaram uma jornada épica, regada a negociações ilícitas, violência e muita cocaína. Se a busca de Tony supriu sua própria ganância, eu não posso responder, mas certamente ela rendeu alguns dos maiores momentos da carreira de Pacino.

Leonardo Lopes

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Trilogia O Poderoso Chefão

Por mais que Marlon Brando e Robert De Niro tenham recebido Oscars por seus trabalhos na trilogia, e Al Pacino não, podemos dizer que seu Michael Corleone é o grande protagonista desta fábulosa jornada de ascensão de um mafioso. Do filho que afasta-se dos crimes da família no primeiro capítulo, ao dono do título de “Don” no terceiro, o personagem de Al Pacino tornou-se um dos mais memoráveis da sétima Arte

Leonardo Lopes

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Leonardo Lopes

Estudante de Jornalismo, cinéfilo, marxista e um aspirante à admiração da Sociologia. Ou nada disso.
Colunista do Cinema de Buteco e membro da Sociedade Brasileira de Blogueiros Cinéfilos.