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Destaques

Desafio do Cinema de Buteco: Você viu no máximo 20 desses 130 filmes

Você viu quantos filmes? O Cinema de Buteco lançou um desafio e garante que você viu no máximo 20 desses 130 filmes que colocamos na lista. Duvida? Prove o contrário então…

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O Mensageiro do Diabo remake

Esses dias apareceu uma lista no Facebook com um Desafio da BBC. Primeiro era um desafio literário, mas logo apareceu a versão com filmes. “Você viu no máximo 17 desses 100 filmes” era a chamada. Um autêntico clickbait que reproduzo aqui sem pudor, mas com a certeza de que ofereço a você, leitor ou leitora, um desafio digno.

Com o auxílio do implacável Leonardo Carnelos e de participação de boa parte da equipe do portal, montei uma seleção de 130 produções. O desafio foi tão difícil que mesmo os membros da equipe acostumados com produções europeias obscuras disseram que era a lista mais underground dos últimos tempos.

Aqui no Cinema de Buteco levamos a sério essa coisa de desafio e para agradar aos leitores que compartilharam e dividiram seus resultados com a gente no Facebook, preparamos uma lista em que você realmente poderá dizer se é um cinéfilo iniciante ou já possui um nível de experiência de respeito.

Lembrando que, obviamente, se trata de uma brincadeira e que não é uma competição (apesar que ninguém da equipe chegou perto dos meus 81 filmes…)!

Deixe o seu comentário com os seus resultados!

Quantos filmes você viu?

Viagem à Lua (Le voyage dans la lune, Georges Melies, 1902)

Intolerância (Intolerance: Love’s struggle throughout the ages, D. W. Griffith – 1916

Gabinete do Dr. Caligari (Das Cabinet des Dr. Caligari, Robert Wiene, 1920)

O Golem (Der Golem, wie er in die Welt kam, Carl Boese, Paul Wegener, 1920)

O garoto (The Kid, Charles Chaplin – 1921)

Nosferatu (Nosferatu, F.W. Murnau, 1922)

Marinheiro por descuido (The Navigator, Buster Keaton – 1924)

O Encouraçado Potemkin (Bronenosets Potemkin, Sergei M. Eisenstein, 1925)

Estudante De Praga (Der Student Von Prag, Henrik Galeen, 1926)

Aurora (Sunrise: A Song of Two Humans, W. Murnau, 1927)

O Homem que ri (The Man Who Laughs, Paul Leni, 1928)

A Dança dos Esqueletos (The skeleton dance, Walt Disney – 1929)

Nada de novo no Front (All quiet on the western front, Lewis Milestone- 1930)

M, o vampiro de Dusseldorf (M, Fritz Lang, 1931)

Scarface (Scarface, Howard Hawks – 1932)

O Galante Mr. Deeds (Mr. Deeds goes to town, Frank Capra – 1936)

No tempo das Diligências (Stagecoach, John Ford – 1939)

Farrapo Humano (The Lost Weekend, Billy Wilder, 1945)

A Bela e a Fera (Beauty and the Beast, Jean Cocteau, 1946)

Rio Vermelho (Red River, Howard Hawks, 1948)

Ladrões de Bicicleta (Ladri di bicicletti, Vittorio di Sicca, 1948)

Rio Bravo (Rio Grande, John Ford, 1950)

O Maior Espetáculo da Terra (The Greatest Show on Earth, Cecil B. DeMille, 1952)

A um passo da eternidade (From Here to Eternity, Fred Zinnemann 1953)

Os 7 Samurais (hichinin no samurai, Akira Kurosawa, 1954)

Sindicato dos Ladrões (n the Waterfront , Elia Kazan, 1954)

O Mensageiro do Diabo (The Night of the Hunter, Charles Laughton, 1955)

O Grande Golpe (The Killing, Stanley Kubrick, 1956)

Vampiros de Almas (Invasion of the Body Snatchers , Don Siegel, 1956)

Rastros de Ódio (The Searchers, John Ford, 1956)

A Ponte do Rio Kwai (The Bridge on the River Kwai,David Lean, 1957)

Gata em teto de zinco quente (at on a Hot Tin Roof, Richard Brooks, 1958)

Quanto Mais Quente Melhor (Some Like It Hot, Billy Wilder, 1959)

A Aventura (L’avventura, Michelangelo Antonioni, 1960)

A Fonte da Donzela (Jungfrukallan, Ingmar Bergman, 1960)

Desafio à Corrupção (The Hustler, Robert Rossen, 1961)

O Pagador de Promessas (Anselmo Duarte, 1962)

Assalto ao Trem pagador (Roberto Farias, 1962)

O Anjo Exterminador (El ángel exterminador, Luis Buñuel, 1962)

Fugindo do Inferno (The Great Escape, John Sturges, 1963)

Por Um Punhado de Dólares (Per un pugno di dollari, Sergio Leone, 1964)

Alphaville (Alphaville, une étrange aventure de Lemmy Caution, Jean-Luc Goddard, 1965)

Armadilha do Destino (Cul-de-sac, Roman Polanski, 1966)

Adivinhe Quem Vem Para o Jantar (Guess Who’s Coming to
Dinner, Stanley Kramer, 1967)

Um Convidado Bem Trapalhão (The Party , Blake Edwards, 1968)

Era uma Vez no Oeste (C’era una volta il West, Sergio Leone, 1968)

Meu Ódio Será a Sua Herança (The Wild Bunch, Sam Peckinpah, 1969)

Um homem chamado cavalo (A Man Called Horse, Elliot Silverstein, 1970)

THX 1138 (George Lucas, 1971)

Encurralado (Duel, Steven Spielberg, 1971)

Frenesi (Frenzy, Alfred Hitchcock, 1972)

Serpico (Serpico, Sidney Lumet, 1973)

O dorminhoco (Sleeper, Woody Allen – 1973)

Louca Paixão (Turks fruit, Paul Verhoeven, 1973)

Amarcord (Federico Fellini, 1973)

Inferno na Torre (The Towering Inferno , John Guillermin, 1974)

Banzé no Oeste (Blazing Saddles, Mel Brooks, 1974)

A Conversação (The Conversation, Francis Ford Coppola, 1974)

Prelúdio Para Matar (Profondo Rosso, Dario Argento, 1975)

Assalto à 13ª DP (Assault on Precinct 13, John Carpenter, 1976)

Fuga no Século 23 (Logan’s Run, Michael Anderson, 1976)

Os Duelistas (The Duellist, Ridley Scott, 1977)

Os Olhos de Laura Mars (The Eyes of Laura Mars, Irvin Kershner, 1978)

O Clube dos Cafajestes (National Lampoon’s Animal House, John Landis, 1978)

Stalker (Andrei Tarkovsky, 1979)

Os Filhos do Medo (The Brood, David Cronenberg, 1979)

Parceiros da Noite (Cruising, William Friedkin, 1980)

Piranhas 2 (Piranha Part Two: The Spawning, James Cameron, 1981)

Picardias Estudandis (Fast Times at Ridgemont High, Amy Heckerling, 1982)

Os Eleitos (The Right Stuff , Phillip Kaufman, 1983)

1984 (Michael Radford, 1984)

Mulher Nota Mil (Weird Science, John Hughes, 1985)

A Cor do Dinheiro (The Color of Money, Martin Scorsese, 1986)

Wall Street: Poder e Cobiça (Wall Street, Oliver Stone 1987)

Túmulo dos Vagalumes (Hotaru no haka, Isao Takahata, 1988)

Digam o Que Quiserem (Say Anything, Cameron Crowe, 1989)

Darkman – Vingança Sem Rosto (Darkman, Sam Raimi, 1990)
Sonhos (Yume, Akira Kurosawa, 1990)

As Criaturas Atrás das Paredes (The People Under the Stairs, Wes Craven, 1991)

Aliens 3 (David Fincher, 1992)

O Alvo (Hard Target, John Woo, 1993)

O Profissional (León, Luc Besson, 1994)

Uma Simples Formalidade (Una pura formalità, Giuseppe Tornatore, 1994)

O Monstro (The Monster, Roberto Benigni, 1994)

O Balconista (Clerks, Kevin Smith, 1994)

Fogo Contra Fogo (Heat, Michael Mann, 1995)

Ligadas Pelo Desejo (Bound, Lana e Lilly Wachowski, 1996)

Jogada de Risco (Hard Eight, Paul Thomas Anderson, 1996)

Ondas do Destino (Breaking the Waves , Lars Von Trier, 1996)

Tempestade de Gelo (The Ice Storm, Ang Lee, 1997)

Contato (Contact, Robert Zemeckis, 1997)

Jackie Brown (Quentin Tarantino, 1997)

Por Uma Vida Menos Ordinária (A Life Less Ordinary, Danny Boyle, 1997)

Los Angeles: Cidade Proibida (L.A. Confidential, Curtins Hanson, 1997)

O Aprendiz (Apt Pupil, Bryan Singer, 1998)

Corra, Lola, corra (Lola renntTom Tykwer, 1998)

Following (Christopher Nolan, 1998)

Regras da Vida (The Cider House Rules, Lasse Hallström, 1999)

Amores Brutos (Amores perros, Alejandro G. Inarritu, 2000)

A Espinho do Diabo (El espinazo del diablo, Guillermo del Toro, 2001)

O Invasor (Beto Brant, 2002)

Herói (ing xiong, Yimou Zhang, 2002)

Adeus, Lênin! (Good Bye Lenin!, Wolfgang Becker, 2003)

Monster: Desejo Assassino (Monster, Patty Jenkins, 2003)

Hotel Ruanda (Hotel Rwanda, Terry George, 2004)

Casa de Areia (Andrucha Waddington, 2005)

A Ponta de um Crime (Brick, Rian Johnson, 2005)

Filhos da Esperança (Children of Men, Alfonso Cuaron, 2006)

Saneamento Básico, O Filme (Jorge Furtado, 2007)

Chumbo Grosso (Hot Fuzz, Edgar Wright, 2007)

O Justiceiro: Zona de Guerra (Punisher: War Zone, Lexi Alexander, 2008)

A Partida (Okuribito, Yojiro Takita, 2008)

Mary & Max (Mary & Max, Adam Elliot, 2009)

Onde Vivem os Monstros (Where the Wild Things Are, Spike Jonze, 2009)

Lunar (Moon, Duncan Jones, 2009)

Um Lugar Qualquer (Somewhere, Sophia Coppola, 2010)

Tucker e Dale Contra o Mal (Tucker and Dale vs Evil, Eli Craig, 2010)

Um Novo Despertar (The Beaver, Jodie Foster, 2011)

A Outra Terra (Another Earth, Mike Cahill, 2011)

A Caça (Jagten, Thomas Vinterberg, 2012)

Ruby Sparks – A Namorada Perfeita (Ruby Sparks, Jonathan Dayton, Valerie Faris, 2012)

O Segredo da Cabana (Cabin in the Woods, Drew Godard, 2012)

Procurando Sugar Man (Searching Sugar Man, Malik Bendjelloul, 2012)

Como Não Perder Essa Mulher (Don Jon, Joseph Gordon Levitt, 2013)

O Babadook (The Babadook, Jennifer Kent, 2014)

Garota Sombria Caminha Pela Noite (A Girl Walks Home Alone at Night, Ana Lily Amirpour, 2014)

O Convite (The Invitation, Karyn Kusama, 2015)

Ex Machina (Alex Garland, 2015)

Animais Noturnos (Nocturnal Animals, Tom Ford, 2016)

Detroit em Rebelião (Detroit, Kathryn Bigelow, 2017)

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Críticas de filmes

O Peso do Talento

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Nicolas Cage já interpretou um caçador profissional de trufas em Pig (2021); um terrorista em A Outra Face (1997); um agente do FBI em A Rocha (1996); o Charlie Kaufman em Adaptação (2002); um motociclista acrobata em Motoqueiro Fantasma (2007). Diante de um currículo tão diverso, é até difícil pensar em um personagem que ele não possa viver, porém, em O Peso do Talento (2022), Nicolas Cage encara, de acordo com o próprio ator, um dos personagens mais desafiadores de sua carreira: o Nick Cage.

Em O Peso do Talento que estreia no cinemas brasileiro dia 12 de maio, Cage vive Nick Cage, um ator veterano que enfrenta dificuldades para conseguir bons papéis em Hollywood além de conflitos familiares e problemas financeiros. É bem óbvio que qualquer semelhança com a realidade não é mera coincidência, uma vez que o filme e o personagem são inspirados nos 41 anos de carreira do astro.

Na história Nick Cage recebe uma proposta de 1 milhão de dólares do milionário Javi Gutierrez, vivido por Pedro Pascal, para comparecer a sua festa de aniversário na Espanha. Javi é um super fã do ator, tendo assistido todos seus filmes e sonha em ter Nick estrelando o roteiro que ele escreveu. Entretanto, quando Nick chega ao país, é recrutado por agentes da CIA para espionar Javi, que é suspeito de sequestrar a filha do presidente. 

É interessante notar que o longa não se escora apenas em referências aos filmes estrelados por Nicolas Cage, ao contrário ele as usa para navegar em seu próprio desenvolvimento. Dessa forma, a direção de Tom Gormican, de Namoro ou Liberdade (2014), escolhe a metalinguagem e explora uma variedade de gêneros e elementos cinematográficos que vão de comédia, ação, romance, terror e suspense sem perder o ritmo. 

Além disso, a química entre Nicolas Cage e Pedro Pascal elevam o filme. As interações de seus personagens são a alma e coração do roteiro, e queremos passar mais tempo com os atores. É indiscutível que Cage sempre se dedica aos seus personagens, embora nem todas suas performances sejam elogiadas, algumas são duramente criticadas e acabam virando memes, o ator só chegou ao patamar que está hoje graças ao seu empenho. 

De forma semelhante, Pedro Pascal não se intimida ao contracenar com Nicolas e faz um personagem tão simpático e genuinamente apaixonado pela carreira de seu ídolo. Para aqueles familiarizados com o termo “fan boy”, Javi é a definição exata de um. Assim, a amizade entre os dois rende os melhores momentos do filme nos divertindo com suas interações malucas. 

Outra proposta interessante que o filme traz em sua metalinguagem é falar de Hollywood sob a perspectiva de um ator que conhece cada detlahe deste mundo. Em algumas passagens critica o tratamento do público em relação aos artistas e à indústria como um todo. Em outras, nos mostra os filmes que Nicolas Cage ama e como é difícil escolher um filme favorito com tantas opções criativas e emocionantes. 

De maneira geral, O Peso do Talento não se restringe apenas aos fãs do ator, mas é uma opção para os fãs de cinema em geral. Além de ser uma homenagem leve e descompromissada à obra de Nicolas Cage, em minha experiência pessoal, ao terminar a sessão fiquei com vontade de maratonar vários filmes dele. Afinal, é muito bom ter Nicolas Cage de volta, não que ele tenha sumido. 

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Ação

O Homem Do Norte: brutal, mitológico e emocionante épico de Robert Eggers

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O Homem do Norte estreia dia 12 de maio nos cinemas brasileiros e é o terceiro filme dirigido por Robert Eggers. O cineasta é responsável pelos filmes de terror independentes A Bruxa (2015) e O Farol (2019), e, para este projeto contou com uma produção de um grande estúdio (Focus Features) e com um orçamento de 90 milhões de dólares. Estão no elenco: Alexander Skarsgård, Nicole Kidman, Claes Bang, Anya Taylor-Joy, Ethan Hawke, Björk, e Willem Dafoe.

Dessa maneira conseguimos perceber que O Homem do Norte é um filme ambicioso tanto pelos talentos envolvidos no longa, quanto pela história escolhida por Eggers, um épico baseado na mitologia nórdica. Na trama seguimos o jovem viking Amleth, interpretado por Alexander Skarsgard que após ver seu pai, o rei Aurvandill, vivido por Ethan Hawke, ser traído e morto pelo irmão, foge de sua vila e prometendo voltar para se vingar. Alguns anos depois, Amleth, agora adulto, inicia o planejamento de sua vingança.

É interessante ressaltar que o longa tem uma montagem em capítulos, tornando assim a experiência muito próxima a da literatura. O roteiro navega pelos passos do protagonista como quem nos conta uma história em partes, conseguindo capturar a essência da cultura e transferi-la para a tela de forma acessível. Veja bem, não é necessário ser um estudioso da cultura viking para acompanhar o filme. Embora ele tenha simbolismos que podem parecer confusos e específicos, como a religião e os esportes praticados por eles, a trama principal traz elementos conhecidos e simples: destino e escolhas, intriga familiar, amor, ódio e traição.

O Homem do Norte utiliza de uma fotografia atmosférica que é fria e cinzenta em certos momentos mas também quente e escarlate em outros. Ela amplia alguns cenários em detrimento dos seus personagens, mas quando faz uso de close-ups nos coloca ao encontro das emoções brutais que eles sentem e externalizam. Tudo isso, aliado a uma trilha sonora bem executada e inovadora. Alguns sons são tão diferentes que parecem nos transportar para dentro do filme de forma tão imersiva. Também parabenizo a equipe de Design de Produção, a riqueza de detalhes aqui impressiona.

Outro destaque de O Homem do Norte está, sem surpresa, em seu elenco. Elogiar as performances aqui é até redundante, pois é impossível assistir o filme sem ser impactado por elas. Começando por Alexander Skarsgard (de A Lenda de Tarzan), se você é um grande fã do ator, precisa conferir toda a potência, força e intensidade que ele apresenta aqui. Nicole Kidman (Apresentando os Ricardos) faz a mãe do protagonista, a rainha Gudrún, sua personagem discorre um monólogo que é de arrepiar.

Além disso, a excepcional atriz Anya Taylor-Joy (de A Noite Passada em Soho) repete sua parceria com o diretor e dá vida para Olga da Floresta de Bétulas, outra figura indispensável para o andamento da narrativa, que ajuda Amleth em sua missão,juntos eles são destemidos e inteligentes. Ademais, os atores coadjuvantes ou com menos tempo de tela, não passam despercebidos. Isto é, nota-se a qualidade da produção, quando todos seus personagens conseguem brilhar de alguma forma e nenhum deles é desperdiçado.

 

 Por outro lado, é relevante dizer que sim, o filme é brutal, em razão do universo inserido. Os vikings retratos aqui são guerreiros violentos que executam matanças e escravizam seus inimigos. Para aqueles que assim como eu, são um pouco sensíveis a imagens mais gráficas vale o aviso de que algumas cenas podem ser desconfortáveis para você.

De todo modo, essa odisseia é maravilhosa de acompanhar, é impressionante como um diretor com visão pode fazer seja com pouco ou muito dinheiro. O Homem do Norte irá enfrentar mais uma batalha nos cinemas do Brasil: a disputa por salas com Doutor Estranho no Multiverso da Loucura. Por entender que guiar o público a experiências distintas e marcantes pode ser  um dos objetivos de uma crítica, indico fortemente que caso você tenha que escolher entre um dos dois filmes, que seja assistir O Homem do Norte.

Veja bem, esta dica não tem a intenção de diminuir um filme em relação ao outro, e, entende que as duas obras devem ser respeitas. Todavia, é importante incentivar as pessoas a assistirem projetos como este, pois tem sido raros de serem encontrados nas telonas. Um épico histórico, sangrento, arrebatador, visceral, repleto de suspense e reviravoltas, pensado minimamente para que sua ida ao cinema seja recompensadora e singular, assim é O Homem do Norte. Não perca!

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Críticas de filmes

Crítica: Como Matar a Besta (2021)

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Primeiro longa-metragem da diretora argentina Agustina San Martín, Como Matar a Besta é uma coprodução brasileira com Argentina e Chile e traz uma carga sombria e melancólica em ritmo lento à jornada da protagonista. A jovem Emilia (Tamara Rocca) está em busca do irmão, chega a uma cidade afastada e influenciada pela religião e se hospeda na casa de uma tia que não é o que podemos chamar de pessoa receptiva. A comunicação é muito difícil e, como se não bastasse, a população da região relata aparições de uma assombração que consegue passar por diversas formas de animais.

O clima de desconfiança se instala no vilarejo e o que já não parecia muito convidativo, no primeiro momento, pode se tornar pior. A hostilidade, presente desde o começo, vai além.

Nas mãos de um cineasta megalomaníaco, a história poderia receber uma alta de jumpscare e se tornar algo genérico, mas a direção de San Martín é marcante e tem o seu próprio tempo, trazendo cada elemento da narrativa no momento mais oportuno. A curiosidade e a tensão são semeados cena após cena e as sensações ao longo do filme se misturam.

A jornada de Emilia em busca do irmão é marcada por situações que a protagonista não havia previsto e, em diversos momentos, o espectador pode se perguntar como ela foi parar em algumas posições. Não se trata apenas da busca pelo irmão  que não entra em contato há tempos, é também uma jornada de autodescoberta.

O ritmo arrastado do filme, apesar de ser um fator apreciado por parte do público, pode se tornar uma armadilha e deixar a narrativa um pouco cansativa. Como Matar a Besta tem apenas 79 minutos que parecem 3 horas, tornando a experiência do filme branda. O terror, construído pouco a pouco, vem muito da incerteza do que deve ser temido e é por isso que se torna, de fato, assustador. O desconhecido sempre foi capaz de assustar até mesmo os mais valentes.

O maior desafio do filme, talvez seja, não permitir que o espectador disperse ao longo de sua breve, porém exaustiva, duração.

Em entrevista ao site The Talks, a diretora Agustina San Martín disse Sempre tive sonhos memoráveis dos quais me lembro perfeitamente. E sempre deixo a porta aberta para eles, pois me mostram as coisas”, e isso faz ainda mais sentido quando prestamos atenção à atmosfera do filme. Em muitos momentos, parece um sonho, daqueles que nos perturbam por queremos dar sentido a eles ou, ao menos, deixar a sua cronologia mais compreensível.

Filmado parcialmente na Região das Missões, no sul do Brasil, e norte da Argentina, e com uma breve e potente participação de João Miguel (Estômago)Como Matar a Besta estreia nos cinemas nesta quinta-feira, dia 28 de abril, nas cidades de Aracaju, Balneário Camboriú, Belo Horizonte, Brasília, Fortaleza, Goiânia, Maceió, Manaus, Palmas, Porto Alegre, Recife, Rio de Janeiro, Salvador e São Paulo.

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Bombando!