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Especial: Os filmes superestimados e subestimados de 2015

Dani Pacheco comenta sobre os longas mais superestimados e subestimados do ano. Você concorda com as obras citadas?

Filmes superestimados e subestimados de 2015

Eu sei que esta lista é polêmica, mas gosto é gosto. Como todo ano, tivemos em 2015 filmes que a crítica amou e odiou. A partir disso, fiz uma seleção dos longas de destaque de ambos os lados, os quais, de certa forma, não merecem estar onde estão na minha opinião.

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As fontes foram o Rotten Tomatoes (RT), Metacritic (MC) e Adoro Cinema, sites referência de avaliação de filmes pela crítica.

 

SUPERESTIMADOS

Ex Machina 2015

Ex Machina – 8/10 no RT e 78/100 no MC

Muitos vão querer me bater por causa disso, mas, por mais que Ex Machina seja um baita filme de ficção científica e suspense, ele é totalmente previsível. Picuinha, eu sei, mas eu, particularmente, não gosto de roteiros do tipo e isso foi um problema para mim aqui. Funcionário ingênuo e solitário é manipulado por robô manipuladora (acho que na segunda sessão já percebi as intenções de Ava), que consegue a liberdade que queria e mata o seu criador abusivo e metido a Deus. A meu ver, um longa perde muito a graça quando você percebe o que vai acontecer antes mesmo da metade chegar.

O Pequeno Príncipe – 7.2/10 no RT e 70/100 no MC

A animação baseada no livro francês era um dos filmes mais esperados por mim. O trailer me deixou empolgada, assim como a mistura de 3D com stop-motion. No entanto, o resultado foi bastante decepcionante porque a produção jamais atinge a profundidade e emoção da obra e a mudança feita no desfecho é bizarra.

Sangue Azul – 3.2/5 no Adoro Cinema

Elenco ótimo e a fotografia é de tirar o fôlego, mas Sangue Azul é frio demais para nos envolver com a história contada e desnecessariamente longo. Os personagens são difíceis de compreender e suas histórias são mal exploradas. Esperava muito mais.

Na Próxima, Acerto no Coração – 3.6/5 Adoro Cinema

Tecnicamente, um suspense ótimo. Por outro lado, a performance pouco convincente do inexpressivo ator protagonista e o roteiro defasado em diversos pontos me fazem questionar seriamente o porquê da crítica ter gostado desse filme.

O Jogo da Imitação – 7.7/10 no RT e 72/100 no MC

Emocionante? Sim. Mas uma adaptação que praticamente pegou um fato e fez diversas mudanças no mesmo a fim de torná-lo mais comercial (como se isso fosse necessário). E ainda ganhou o Oscar de melhor roteiro, sabe-se lá Deus como. Harvey (tosse) Weinstein (tosse).

 

SUBESTIMADOS

Pegando Fogo crítica

Pegando Fogo – 4.9/10 no RT e 42/100 no MC

Saboroso, extremamente comovente e com um elenco que faz jus ao que se espera dele. Realmente não entendo por que as críticas foram tão negativas. A história do Chef arrogante e nervoso que busca a perfeição é muito bem contada e explorada; uma sessão que definitivamente vale o ingresso.

À Beira Mar – 4.7/10 no RT e 44/100 no MC

No romance também estrelado por Brad Pitt, vemos Angelina Jolie narrar a rotina de um casal em crise em uma viagem à França. Monótono? Claro, como não ser com personagens tão deprimidos? Mas por desenvolver o conflito de maneira gradual e real e detalhar a maneira que o marido usa para se aproximar da esposa, o filme é muito bem sucedido. Jamais daria a ele a nota média que a imprensa americana deu.

Música, Amigos e Festa – 5/10 no RT e 46/100 no MC

A sorte desse filme foi o baixo orçamento porque as bilheterias foram terríveis. Cruzei com ele outro dia no Netflix e fiquei surpresa com tamanha recepção negativa do público e crítica. Não é uma obra de arte, mas para os fãs de eletrônica dançante é um longa imperdível. Ele é eletrizante do início ao fim, tem um ótimo elenco e uma trilha sonora de fazer nossos corações pedirem mais e mais. Funciona perfeitamente para o que visa ser, pelo menos na minha opinião: a história de um DJ talentoso, mas que precisa olhar pra fora de casa, pra fora do seu computador, para encontrar a canção perfeita.

A Colina Escarlate – 6.5/10 no RT e 66/100 no MC

Guillermo del Toro mistura vários gêneros em seu novo filme: drama, romance, suspense e terror. Ele consegue envolver tudo isso na hora de desenrolar a história de dois irmãos misteriosos e o interesse que têm na herança de uma jovem que acaba de perder o pai. Visualmente encantador e com uma Jessica Chastain aterrorizante.

Peter Pan – 4.5/10 no RT e 36/100 no MC

Gente, adorei Peter Pan. A imprensa claramente não gostou da nova adaptação do personagem, mas eu realmente me diverti assistindo ao filme. Ele apresenta uma versão, digamos, mais rock n’ roll e fantástica sobre o protagonista, com efeitos especiais de altíssima qualidade e bastante ação. Tudo que uma criança esperaria a meu ver.

O Agente da U.N.C.L.E – 6.2/10 no RT e 56/100 no MC

Tudo bem que a Warner escolheu um elenco fraco em termos de popularidade para estrelar um filme do Guy Ritchie; fato. Mas o quarteto principal de UNCLE faz muito bem o seu trabalho nesse longa de espião estiloso, glamoroso e super autêntico. Cômico na medida certa, ótimas cenas de ação, elegância de sobra…perfeito. Não dá pra entender notas tão baixas da crítica.

O Exterminador do Futuro – Gênesis – 4.7/10 no RT e 38/100 no MC

Reboots são jogadas arriscadas de estúdios, mas às vezes eles dão certo. Tentaram fazer isso com O Exterminador do Futuro este ano e a crítica não aprovou de jeito nenhum. Eu gostei e talvez seja uma das poucas pessoas da imprensa que pensa dessa maneira. Por quê? John Connor envia Kyle Reese ao passado para mudar o destino do planeta e o seu, e toda a timeline que havíamos conhecido décadas atrás é alterada. Ousado? Sim. Funcionou? Para mim, sim. Muitas perguntas ainda faltam ser respondidas, assim como alguns personagens importantes que não foram bem explorados, mas eu daria uma chance facilmente à essa nova empreitada para ver o que acontece. A narrativa eletrizante e as pitadas de humor do roteiro continuam lá.