Filmes online #5: 5 recomendações para você assistir na Netflix

Alguns dizem que a Netflix vai dominar o mundo. Não podemos dizer se essa previsão vai mesmo se concretizar, mas é fato que o serviço de streaming ajuda bastante na hora de assistir a obras de diversos segmentos.

Nossa lista foi organizada em maio de 2017, então fique atento para a possível retirada de alguns filmes do catálogo.

1) Sete Minutos Depois da Meia-Noite (A Monster Calls,  J. A. Bayona, 2016)

Este drama fantástico conta uma história capaz de derreter até mesmo os mais durões. Conor, de 13 anos, precisa enfrentar o bullying na escola e o complicado quadro saúde da mãe, a única pessoa no mundo que lhe dá carinho e o entende.

Ele passa a conversar com uma árvore que se compromete a contar algumas histórias, contanto que o garoto também conte uma no final. Ao mesmo tempo, o garoto precisa também tentar se adaptar ao convívio com outras pessoas de sua família, não tão carinhosos e compreensíveis quanto a mãe.

O filme é uma metáfora da luta contra o inevitável e com a tristeza que pode assombrar casa um de nós. (Graciela Paciência)

2) Marguerite (Idem, Xavier Gianolli, 2015)

Da mesma maneira a habilidade corporal é essencial para um dançarino e a imaginação é uma das características do escritor de ficção, não conseguimos pensar em uma cantora lírica desafinada e sem talento aparente.

A história de uma mulher rica que tinha a música como principal elemento da sua vida é surpreendente. A atriz Catherine Frot está maravilhosa no papel-título e assume uma carga bem complicada de conduzir todo o filme quase sozinha.

É possível dar um pouco de risada nos primeiros minutos de Marguerite, mas o longa se torna um drama capaz de deixar qualquer coração apertado. (Graciela Paciência)

3) O Que Fazemos nas Sombras (What We Do in the Shadows, Jemaine Clement, Taika Waititi, 2014)

Antes de encarar o novo longa do Thor, o roteirista, ator, diretor e produtor Taika Waititi se uniu ao amigo Jemaine Clement e eles comandaram uma adaptação de um curta deles, e o resultado é hilário. O Que Fazemos nas Sombras é um falso documentário (ou um mockumentary) que acompanha o dia a dia – ou seria a noite a noite? – de um trio de vampiros. Cada um tem uma personalidade bem definida, cada qual com suas centenas de anos de vida, e a interação entre eles é mais engraçada que muita série de TV por aí. No momento em que os conhecemos, eles estão às voltas com um vampiro recém transformado e se preparam para o esperado baile anual de sua comunidade. É um filme curto, divertido e criativo que está disponível no Netflix. (Marcelo Seabra, do site O Pipoqueiro)

4) O Voo (Flight, Robert Zemeckis, 2012)

O Voo mostra as consequências da atitude do piloto Whip Whitaker (Denzel Washington) na hora em que percebeu que poderia passar por um grande acidente aéreo. Ele salva o avião e os danos são os menores possíveis, mas nem por isso terá razões para comemorar. A companhia aérea culpa o fabricante, que insiste na hipótese de erro humano.

Com uma trilha sonora memorável, que inclui Rolling Stones e Joe Cocker, o filme de Robert Zemeckis mostra a luta de um profissional contra os próprios vícios enquanto tenta deixar claro que é um herói, não um piloto negligente. O filme é emocionante e fundamental nos fazer refletir sobre caráter e ética no trabalho. (Graciela Paciência)

5) Dois Caras Legais (The Nice Guys, Shane Black, 2012)

Anos 1970, “Papa Was a Rolling Stone”, Los Angeles, Russell Crowe e Ryan Gosling. Se isso tudo não é motivo para assistir a Dois Caras Legais, tem também as piadas sabiamente encaixadas no roteiro de Shane Black, conhecido pela franquia Máquina Mortífera.

A dupla de atores forma uma equipe conhecida por quem acompanha filmes do segmento: completamente diferentes no modo de agir, mas que de alguma maneira se entendem, investigam o desaparecimento de uma jovem e conseguem sair de situações imprevisíveis.

O filme é bem divertido e traz todo o clima de nostalgia dos anos 1970. (Graciela Paciência)

 

Graciela Paciência

Graciela Paciência nasceu e cresceu em São Paulo. Por muito tempo acreditou que seu futuro estivesse na direção de videoclipes, mas agora prefere gastar seu tempo livre no cinema, em frente à TV ou na companhia de um bom livro. Gosta de Stephen King, clássicos e cinema europeu. Suas metas de consumo estão (quase) sempre atrasadas, mas o importante é seguir em frente.