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Filmes Para Assistir Numa Sexta-feira 13

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VOCÊ TEM MEDO DE SAIR DE CASA NUMA SEXTA-FEIRA 13? Os fãs de horror lembram imediatamente do mascarado Jason Voorhees, da franquia Sexta-feira 13, mas a verdade é que o dia já tem uma fama negativa desde a época em que Jesus Cristo foi crucificado, justamente numa sexta. O dia começou a ser considerado azarado (o que é engraçado, já que a maioria das pessoas têm motivos de sobra para dançar “Get Lucky“, do Daft Punk, assim que termina o expediente e começa o descanso do final de semana). Para piorar a combinação, o número 13 é considerado um sinal de problema para a numerologia. Ou seja, é um dia perfeito para se casar. Só que não. Vai saber.

De qualquer maneira, o Cinema de Buteco convidou alguns amigos para nos ajudarem a recomendar filmes que mereçam ser assistidos durante uma sexta-feira 13. Cada um dos convidados escolheu uma obra que causasse medo ou tivesse algum significado importante para receber uma indicação. Então, se ajeite no sofá para se preparar para ter uma sexta-feira 13 recheada de filmes assustadores:

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O Gabinete do Dr. Caligari, de Robert Wiene

Ao mesmo tempo em que o terror é o gênero mais ingrato e discutível, pois não existe um “medo universal”, ele é o que acaba sendo mais beneficiado pela maneira com que as sensações são criadas. Nenhum outro tipo de filme utiliza tanto em sua temática o recurso maior do cinema: as emoções despertadas no espectador, a impressão ou marca deixada. Nesta perspectiva, eu acredito que Robert Wiene seja o nome do diretor que chegou mais longe na unanimidade do terror com o genial O Gabinete do Dr. Caligari. As imagens inquietantes no auge do expressionismo alemão e um possuído Conrad Veidt geraram os meus maiores pesadelos. O uso angustiante da trilha sonora só acrescenta ao conjunto. Não existe filme melhor para se ver numa madrugada de sexta-feira 13, sozinho em casa e com o seu volume no máximo. (Andrey Lehnemann, do Clickfilmes)

Plano 9 Do Espaço Sideral, de Ed Wood

Plano 9 Do Espaço Sideral não é bem um bom filme, na verdade é horrível, considerado por muitos como o pior de todos os tempos, mas é genial. É o exemplo do filme ruim, mas tão ruim, que é bom. A história é sobre aliens que querem destruir o a raça humana, pois eles podem criar uma tecnologia que vai explodir os raios solares e com isso destruir todo o sistema solar (como se os raios solares fossem combustível). A forma que eles querem destruir a humanidade é genial: eles fazem com que os mortos virem zumbis para assim atacar a humanidade. Não é só o filme que é uma loucura, a produção também foi bem estranha, como era uma Igreja Batista financiando o longa-metragem, toda a equipe teve que ser batizada. Deveria ser um filme de terror, mas se tornou uma excelente comédia. O longa se chama Plano 9 Do Espaço Sideral pois o Ed Wood queria que se chamasse Ladrões de Tumbas Do Espaço Sideral, mas os batistas não gostaram da ideia e ele mudou o nome. E ninguém explica quais são os outros 8 planos. (João Golin)

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O Exorcista, de William Friedkin

A experiência de assistir a O Exorcista bem jovem, sozinho em casa e à noite foi bem marcante. Já conhecia alguns comentários à respeito, mas não dava para imaginar o clima que William Friedkin criou, só mesmo vendo. É tudo muito calculado para trazer realismo à história da pobre menina marcada por estranhos fenômenos sobrenaturais. Por mais que hoje seja mais do que manjado, ainda é algo extraordinário assistir a O Exorcista. E a experiência de ler o livro é igualmente perturbadora. (Marcelo Seabra, do O Pipoqueiro)

O Iluminado, de Stanley Kubrick

Imagine morar com sua mãe surtada e seu pai alcoólatra e psicopata em um hotel frequentado unicamente por fantasmas e muita neve? Some isso ao fato de você ser um garotinho meio esquisito que vê duas irmãs branquelas que enchem os corredores de sangue apenas com seus olhares penetrantes.

Eu não era esse garotinho, mas tinha a idade dele quando vi O Iluminado, clássico de 1980 dirigido por Stanley Kubrick (mestre em traumatizar pessoas) e protagonizado por Jack Nicholson (e não é a toa que ele está perdendo a memória. Quem iria querer lembrar isso?). Foi o suficiente para me dar uma boa bela bagagem inicial cinematográfica e para temer crianças esquisitas para sempre. (Larissa Padron)

O Enigma do Outro Mundo, de John Carpenter

Ao lado de Alien, O Oitavo Passageiro, de Ridley Scott (outra excelente pedida para o dia), O Enigma do Outro Mundo é uma daquelas obras capazes de fazer o espectador suar frio sem saber o que irá acontecer. Os moderninhos poderão torcer o nariz para os efeitos visuais, mas quem se permitir entrar na trama não se decepcionará com a tensão do sci-fi. (Tullio Dias)

Coração Satânico, de Alan Parker

Quando pré-adolescente, eu era viciado em filmes de Jason e Freddie Kruger. Quando estava pra alugar um filme pela 30ª vez, meu pai me alugou esse no lugar, Para o meu bem. Sangue, vodu, sexo, numa busca terrível com um resultado inesperado. (Tiago Paes de Lira, do Um Tigre no Cinema)

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A Casa das Almas Perdidas, de Robert Mandel

Para um moleque que cresceu ouvindo histórias de espíritos, claro que exibi minha coragem assistindo A Casa das Almas Perdidas durante o dia. Minha tática de não sentir medo falhou miseravelmente depois de descobrir que aquilo aparentemente tinha acontecido de verdade com pessoas reais. Hoje, praticamente 15 anos depois de ter visto pela primeira vez, não sei se ele ainda teria o mesmo impacto, mas para uma criança… pesadelos garantidos! Inclusive, a cena abaixo me deixou arrepiado! (Tullio Dias)

Poltergeist 3, de Gary Sherman

Serei sincero: o único Poltergeist bom (e que dá medo) é o primeiro. Não há o que questionar. Sabendo disso, você pode chegar e me perguntar: “por que você não falou dele então?”. A resposta é muito simples: imagine que você tem quase a idade da loirinha do filme e está sozinho (a) em casa. De repente, um bando de espírito feio do inferno começa a te perseguir e a única pessoa capaz de te ajudar é uma médium anã muito da sinistra? Depois de Poltergeist 3 fiquei anos com medo da ideia de ficar sozinho em casa. (Tullio Dias)

REC, de Jaume Balagueró

Se a intenção for se assustar, nada melhor que misturar zumbis dentro de um prédio com o formato câmera na mão, as chamadas “fitas encontradas”. O longa-metragem espanhol surpreende e faz o espectador dar bons pulos da cadeira (e gritos, dependendo da quantidade de bebida ingerida antes/durante a sessão). O sucesso foi tanto que ganhou um monte de continuação e um remake horroroso. (Tullio Dias)

Atividade Paranormal, de Oren Peli

Se é para indicar filmes que me deram medo, não poderia de maneira alguma deixar de mencionar o primeiro Atividade Paranormal. Muita gente reclama que nada acontece na história (e realmente, eu concordo, mas aprecio o conceito mesmo assim), mas a verdade é que existe algo ali. Fui bancar o corajoso e assisti de madrugada. Fiquei o tempo todo arrepiado, olhando para os lados para me certificar que estava tudo no lugar. O resultado foi que só consegui dormir depois que o sol estava nascendo e meu quarto estava claro, claro. (Tullio Dias)

Sobrenatural, de James Wan

Poderia ter selecionado dezenas de clássicos assustadores, mas a minha escolha acabou recaindo no último filme de terror que realmente me deixou tenso, um efeito cada vez mais raro. Em Sobrenatural. a construção do primeiro ato é irretocável e culmina em uma das decisões mais sensatas do gênero – abandonar a casa mal assombrada. A partir daí, a narrativa adentra em território conhecido e compensa esta falta de originalidade com eficiência e constância até atingir o criticável terceiro ato que, embora inferior à qualidade que James Wan imprimiu no restante dessa bem-vinda homenagem ao gênero, apenas arranha um ótimo filme de terror. (Marcio Sallem, do Em Cartaz)

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Invocação do Mal, de James Wan

Poderia ter selecionado dezenas de outros grandes filmes que igualavelmente me surpreenderam enquanto obra de terror/horror, mas prefiro ficar com o recente Invocação do Mal, tamanha minha admiração por essa obra. O filme dirigido por James Wan tem uma carga dramática pesada, utiliza muito bem os velhos elementos sempre presentes em obras do gênero e tudo isso aliado a uma história de arrepiar até o fio do cabelo da bunda. Quer gritar feito uma menininha? Pegue esse filme e confira. (Angelo Costa, do Fala Cinéfilo)

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