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História real: Os melhores filmes baseados em fatos de 2017

O Cinema de Buteco orgulhosamente apresenta sua lista de melhores filmes baseados em fatos de 2017. Quais foram seus favoritos?

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Os melhores filmes baseados em fatos de 2017 - bingo

O Cinema de Buteco orgulhosamente apresenta sua lista de melhores filmes baseados em fatos de 2017. Isso é… os lançamentos do ano que foram inspirados em uma história real. Não é uma lista sobre acontecimentos de 2017.

A VIDA INSPIRA A ARTE DESDE SEMPRE. O cinema geralmente recria histórias de vida de pessoas reais de maneira emotiva e inspiradora. Todo ano são dezenas de produções que chegam aos cinemas contando sobre a vida de alguém e nós todos ficamos fascinados com a oportunidade de aprender sobre homens e mulheres fantásticos.

A redação do site se reuniu para selecionar algumas dessas produções e deixar as melhores dicas para você a partir de agora, mas antes temos um pedido: deixe nos comentários quais foram os seus filmes favoritos que foram originados da vida de alguém! Combinado?

Os melhores filmes baseados em fatos de 2017

fome de poder Os melhores filmes baseados em fatos de 2017

#1- Fome de Poder

A história do McDonalds recebeu um tratamento super especial com Michael Keaton no papel principal, como o cara que se apropria da criação alheia. Existia muita expectativa de que Keaton concorresse ao Oscar pelo seu trabalho, mas acabou não acontecendo.

Fome de Poder, que já está disponível na Netflix, inclusive, é uma dica obrigatória para empreendedores e publicitários. Podemos discutir por horas se as ações do protagonista são condenáveis ou não, e isso é apenas um dos detalhes que tornam essa produção tão importante e necessária. Descubra como foi que tudo começou e divirta-se comendo no Burger King! 😛

Os melhores filmes baseados em fatos de 2017 - em busca de vinganca

#2- Em Busca de Vingança

Sabe aquela velha regra de que a premissa é muito boa, mas a execução deixa a desejar? Em Busca de Vingança pode entrar nesse grupo de títulos que tinham tudo para serem espetaculares, mas ficam apenas na vontade.

A partir do momento que o longa estrelado por Arnold Schwarzenegger já foi anunciado com um lançamento doméstico, pode-se ter certeza que se trata de algo que os estúdios não apostaram suas fichas. Ou seja, abaixo do medíocre.

De qualquer forma, vale pela curiosidade de ver a adaptação da história de vingança de um homem, que após perder sua família num acidente causado pelo choque de dois aviões, decide assassinar o encarregado técnico que foi apontado como o culpado pela tragédia.

Os melhores filmes baseados em fatos de 2017 - jungle

#3- Jungle

No começo da década de 1980, o aventureiro israelense Yossi Ghinsberg entrou no meio da floresta amazônica e ficou perdido durante semanas até ser encontrado quase morto. Sua aventura virou uma autobiografia e mais recentemente, um longa-metragem estrelado por Daniel Radcliffe.

Se você amou Na Natureza Selvagem, mas gostaria de ter visto um pouco mais de desafios e dificuldades, Jungle talvez seja exatamente o que você estava procurando esse tempo todo. São muitas cenas extremas de deixar nosso estômago revirado e arrancar o cabelo de tão nervoso. Filmaço!

Os melhores filmes baseados em fatos de 2017 - bingo

#4- Bingo: O Rei das Manhãs

A década de 80 produziu alguns símbolos fortes, que trazem lembranças a quem viveu nessa época, e um deles é o palhaço Bozo. O que muita gente não conhece é a história por trás da maquiagem e ela é contada no Cinema em Bingo – O Rei das Manhãs (2017), primeiro longa na direção do premiado montador Daniel Rezende. Por questões de direitos autorais, os nomes precisaram ser alterados, mas o resto parece ser bem factual. Além de uma história interessante, com texto do veterano Luiz Bolognesi, Bingo conta com um trunfo ainda maior: seu protagonista. Vladimir Brichta (de Real Beleza, 2015) novamente acerta no alvo, dando o tom adequado a seu personagem, sempre com muita energia e nos fazendo crer no que está sendo mostrado. Vemos claramente quando ele assume a persona do palhaço, que funciona quase com a mesma dinâmica de um super-herói. E a comparação não é a toa: Augusto não pode contar a ninguém que é Bingo, o contrato o proíbe. Ele é a maior atração da TV, batendo recordes e vencendo a concorrência, mas ninguém pode saber.(Marcelo Seabra, do blog O Pipoqueiro)

Os melhores filmes baseados em fatos de 2017 - o dia do atentado

#5- Dia do Atentado

Pela terceira vez, o diretor Peter Berg se uniu a Mark Wahlberg para contarem no Cinema algo ocorrido do lado de cá da tela. O Dia do Atentado (Patriots Day, 2016) recria as circunstâncias em torno do ataque terrorista na maratona de Boston de 2013. Com a dose certa de tensão e algumas derrapadas no ufanismo, o longa situa e informa bem o espectador, enfileirando os fatos com um elenco afinado. Apesar da baixa arrecadação nas bilheterias norte-americanas, não têm faltado boas críticas. Como o ataque ocorreu em 2013, muitos vão se lembrar das circunstâncias, e o filme vai juntando as peças, além de mostrar o que não foi muito noticiado. Ao contrário de um United 93 (2006), que exigiu do diretor e roteirista Paul Greengrass criatividade para preencher os momentos desconhecidos, O Dia do Atentado é todo calcado nos que realmente ocorreu, deixando pouco espaço para suposições. É interessante entender melhor o que aconteceu e o que passava pela cabeça dos envolvidos.(Marcelo Seabra, do blog O Pipoqueiro)

critica dunkirk

#6- Dunkirk

O desespero. De andar na rua com soldados inimigos à espreita. De pegar um barco sem saber se ele chega ao outro lado. De pilotar um avião com todas as chances apontando para uma morte violenta. Christopher Nolan mais uma vez surpreende o público. Muda para um gênero até então inexplorado por ele, sem magia ou fantasia, e assina uma pérola chamada Dunkirk (2017). Se até hoje o título de filme com a batalha mais real era de O Resgate do Soldado Ryan (Saving Private Ryan, 1998), essa época passou. E há uma enorme diferença: no longa de Spielberg, a tal batalha ocupava uma sequência; no de Nolan, é o tempo todo. Sob pontos de vistas diferentes, os acontecimentos são mostrados várias vezes, uma complementando a outra e situando ainda mais o espectador e aumentando a tensão. Poucas vezes, os horrores da guerra ficaram tão claros e foram tão bem retratados como em Dunkirk. Com um tema sério, e tão caro aos membros mais tradicionais da Academia, não seria difícil que Nolan ganhasse seu primeiro Oscar como Melhor Diretor.(Marcelo Seabra, do blog O Pipoqueiro)

#7- Feito na América

Adler Berriman Seal, o Barry, teve o jogo de cintura necessário para conseguir trabalhar para a CIA e para o Cartel de Medellín ao mesmo tempo. Na ida, cumpria missão para um, e aproveitava a volta para resolver o outro lado. Assim, otimizava seus custos e ainda ganhava um trocadinho extra. Esse dinheiro chegou a um montante tal que ele não conseguia mais esconder em sua propriedade, e precisava enterrar no quintal. Essa é uma história tão absurda que só podia ser real. E Tom Cruise resolveu levá-la ao Cinema. Feito na América (American Made, 2017) é mais um fruto da feliz parceria de Cruise com o diretor Doug Liman, que já nos havia dado No Limite do Amanhã (Edge of Tomorrow, 2014). O estilo de Liman é bem interessante para dar ritmo ao longa, com uma montagem ágil e um bem-vindo humor nas horas certas. Essa é uma das razões de Feito na América ser tão divertido. Há indicações de que os fatos narrados não são exatamente como aconteceram, o que invalidaria a obra como fonte histórica. Ainda bem que ela não se propõe a isso. Feito na América escancara alguns problemas inerentes aos Estados Unidos, país notório por meter o dedo nos conflitos dos outros. E, invariavelmente, essa intrusão causa mais problemas do que ajuda, além de gerar aberrações como Barry Seal.(Marcelo Seabra, do blog O Pipoqueiro)

#8- Lion

Lion: Uma Jornada para Casa (2016) está entre os nove melhores filmes do ano, segundo a Academia, e narra uma história real que deve fazer muita gente derramar lágrimas. É daquele tipo que todos sabem como começa e como termina, mas o durante é o mais importante. Tem gente achando que a badalação se deve ao trabalho dos irmãos Weinstein, notórios lobistas de premiações, mas o longa de fato tem seus méritos. Garth Davis faz com Lion sua estreia no Cinema e já levou o prêmio para iniciantes do Sindicato dos Diretores. Com uma montagem adequada e uma bela fotografia, ele costurou tudo e ainda conseguiu fazer bom uso do Google Earth, ferramenta fundamental na busca de Saroo. E não ficou com cara de marketing, o que é o melhor. É apenas mais uma peça em um filme redondinho, correto.(Marcelo Seabra, do blog O Pipoqueiro)

#9- Até o Último Homem

Dez anos após sua última investida no comando de um longa, Mel Gibson volta a atacar. Com vários problemas em sua vida pessoal, ele seguiu atuando e produzindo obras menores até decidir dirigir novamente, e o resultado é Até o Último Homem (Hacksaw Ridge, 2016). O projeto é baseado na história real de um soldado que se recusou a pegar em armas e foi à Segunda Guerra Mundial apenas com sua convicção e disposição. Com o trailer e a campanha de marketing, dá para saber exatamente o que acontece, mas ainda assim vale a pena acompanhar, tamanha é a competência dos envolvidos. Gibson não poupa seu público, mostrando vísceras, sangue, membros decepados, explosões e tudo o mais que possa acontecer em uma guerra. Nada é gratuito e até os momentos mais dramáticos são bem equilibrados, evitando pieguismo ou sentimentalismo barato. Inclusive, na correta trilha sonora de Rupert Gregson-Williams. A montagem ágil e inteligível de John Gilbert aproveita o melhor da fotografia de Simon Duggan. Outro elemento que ajuda é a reconstituição de época, com cenários, figurinos e maquiagens realistas que te levam para a década de 1940. Mesmo com 140 minutos, o filme é objetivo e não cansa. (Marcelo Seabra, do blog O Pipoqueiro)

o que te faz mais forte Os melhores filmes baseados em fatos de 2017

#10- O Que Te Faz Mais Forte

Jake Gyllenhall é um ator que está sempre nos surpreendendo, interpretando personagens heterogêneos e transitando por diversos gêneros, ele vai construindo uma carreira sólida e admirável. Em Stronger, ele interpreta a história real de Jeff Bauman, um sobrevivente do atentado à maratona de Boston (mesmo tema do filme O Dia do Atentado, que você também viu aqui na nossa lista) que perdeu as duas pernas e tem de lidar com todas as dificuldades de adaptação, além da pressão da sociedade em querer lhe dar o rótulo de herói. A narrativa nos emociona, afinal estamos lidando com fatos e sofrimento humano, porém não traz nenhum novidade e, talvez se não fosse pelo ator, a trama poderia se tornar até piegas. Ponto para também para a atriz Tatiana Maslany em uma interpretação forte e consistente, funcionando como um ponto de equilibro para a superação de seu amado. (Juliana Uemoto)

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Críticas de filmes

O Peso do Talento

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Nicolas Cage já interpretou um caçador profissional de trufas em Pig (2021); um terrorista em A Outra Face (1997); um agente do FBI em A Rocha (1996); o Charlie Kaufman em Adaptação (2002); um motociclista acrobata em Motoqueiro Fantasma (2007). Diante de um currículo tão diverso, é até difícil pensar em um personagem que ele não possa viver, porém, em O Peso do Talento (2022), Nicolas Cage encara, de acordo com o próprio ator, um dos personagens mais desafiadores de sua carreira: o Nick Cage.

Em O Peso do Talento que estreia no cinemas brasileiro dia 12 de maio, Cage vive Nick Cage, um ator veterano que enfrenta dificuldades para conseguir bons papéis em Hollywood além de conflitos familiares e problemas financeiros. É bem óbvio que qualquer semelhança com a realidade não é mera coincidência, uma vez que o filme e o personagem são inspirados nos 41 anos de carreira do astro.

Na história Nick Cage recebe uma proposta de 1 milhão de dólares do milionário Javi Gutierrez, vivido por Pedro Pascal, para comparecer a sua festa de aniversário na Espanha. Javi é um super fã do ator, tendo assistido todos seus filmes e sonha em ter Nick estrelando o roteiro que ele escreveu. Entretanto, quando Nick chega ao país, é recrutado por agentes da CIA para espionar Javi, que é suspeito de sequestrar a filha do presidente. 

É interessante notar que o longa não se escora apenas em referências aos filmes estrelados por Nicolas Cage, ao contrário ele as usa para navegar em seu próprio desenvolvimento. Dessa forma, a direção de Tom Gormican, de Namoro ou Liberdade (2014), escolhe a metalinguagem e explora uma variedade de gêneros e elementos cinematográficos que vão de comédia, ação, romance, terror e suspense sem perder o ritmo. 

Além disso, a química entre Nicolas Cage e Pedro Pascal elevam o filme. As interações de seus personagens são a alma e coração do roteiro, e queremos passar mais tempo com os atores. É indiscutível que Cage sempre se dedica aos seus personagens, embora nem todas suas performances sejam elogiadas, algumas são duramente criticadas e acabam virando memes, o ator só chegou ao patamar que está hoje graças ao seu empenho. 

De forma semelhante, Pedro Pascal não se intimida ao contracenar com Nicolas e faz um personagem tão simpático e genuinamente apaixonado pela carreira de seu ídolo. Para aqueles familiarizados com o termo “fan boy”, Javi é a definição exata de um. Assim, a amizade entre os dois rende os melhores momentos do filme nos divertindo com suas interações malucas. 

Outra proposta interessante que o filme traz em sua metalinguagem é falar de Hollywood sob a perspectiva de um ator que conhece cada detlahe deste mundo. Em algumas passagens critica o tratamento do público em relação aos artistas e à indústria como um todo. Em outras, nos mostra os filmes que Nicolas Cage ama e como é difícil escolher um filme favorito com tantas opções criativas e emocionantes. 

De maneira geral, O Peso do Talento não se restringe apenas aos fãs do ator, mas é uma opção para os fãs de cinema em geral. Além de ser uma homenagem leve e descompromissada à obra de Nicolas Cage, em minha experiência pessoal, ao terminar a sessão fiquei com vontade de maratonar vários filmes dele. Afinal, é muito bom ter Nicolas Cage de volta, não que ele tenha sumido. 

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Ação

O Homem Do Norte: brutal, mitológico e emocionante épico de Robert Eggers

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O Homem do Norte estreia dia 12 de maio nos cinemas brasileiros e é o terceiro filme dirigido por Robert Eggers. O cineasta é responsável pelos filmes de terror independentes A Bruxa (2015) e O Farol (2019), e, para este projeto contou com uma produção de um grande estúdio (Focus Features) e com um orçamento de 90 milhões de dólares. Estão no elenco: Alexander Skarsgård, Nicole Kidman, Claes Bang, Anya Taylor-Joy, Ethan Hawke, Björk, e Willem Dafoe.

Dessa maneira conseguimos perceber que O Homem do Norte é um filme ambicioso tanto pelos talentos envolvidos no longa, quanto pela história escolhida por Eggers, um épico baseado na mitologia nórdica. Na trama seguimos o jovem viking Amleth, interpretado por Alexander Skarsgard que após ver seu pai, o rei Aurvandill, vivido por Ethan Hawke, ser traído e morto pelo irmão, foge de sua vila e prometendo voltar para se vingar. Alguns anos depois, Amleth, agora adulto, inicia o planejamento de sua vingança.

É interessante ressaltar que o longa tem uma montagem em capítulos, tornando assim a experiência muito próxima a da literatura. O roteiro navega pelos passos do protagonista como quem nos conta uma história em partes, conseguindo capturar a essência da cultura e transferi-la para a tela de forma acessível. Veja bem, não é necessário ser um estudioso da cultura viking para acompanhar o filme. Embora ele tenha simbolismos que podem parecer confusos e específicos, como a religião e os esportes praticados por eles, a trama principal traz elementos conhecidos e simples: destino e escolhas, intriga familiar, amor, ódio e traição.

O Homem do Norte utiliza de uma fotografia atmosférica que é fria e cinzenta em certos momentos mas também quente e escarlate em outros. Ela amplia alguns cenários em detrimento dos seus personagens, mas quando faz uso de close-ups nos coloca ao encontro das emoções brutais que eles sentem e externalizam. Tudo isso, aliado a uma trilha sonora bem executada e inovadora. Alguns sons são tão diferentes que parecem nos transportar para dentro do filme de forma tão imersiva. Também parabenizo a equipe de Design de Produção, a riqueza de detalhes aqui impressiona.

Outro destaque de O Homem do Norte está, sem surpresa, em seu elenco. Elogiar as performances aqui é até redundante, pois é impossível assistir o filme sem ser impactado por elas. Começando por Alexander Skarsgard (de A Lenda de Tarzan), se você é um grande fã do ator, precisa conferir toda a potência, força e intensidade que ele apresenta aqui. Nicole Kidman (Apresentando os Ricardos) faz a mãe do protagonista, a rainha Gudrún, sua personagem discorre um monólogo que é de arrepiar.

Além disso, a excepcional atriz Anya Taylor-Joy (de A Noite Passada em Soho) repete sua parceria com o diretor e dá vida para Olga da Floresta de Bétulas, outra figura indispensável para o andamento da narrativa, que ajuda Amleth em sua missão,juntos eles são destemidos e inteligentes. Ademais, os atores coadjuvantes ou com menos tempo de tela, não passam despercebidos. Isto é, nota-se a qualidade da produção, quando todos seus personagens conseguem brilhar de alguma forma e nenhum deles é desperdiçado.

 

 Por outro lado, é relevante dizer que sim, o filme é brutal, em razão do universo inserido. Os vikings retratos aqui são guerreiros violentos que executam matanças e escravizam seus inimigos. Para aqueles que assim como eu, são um pouco sensíveis a imagens mais gráficas vale o aviso de que algumas cenas podem ser desconfortáveis para você.

De todo modo, essa odisseia é maravilhosa de acompanhar, é impressionante como um diretor com visão pode fazer seja com pouco ou muito dinheiro. O Homem do Norte irá enfrentar mais uma batalha nos cinemas do Brasil: a disputa por salas com Doutor Estranho no Multiverso da Loucura. Por entender que guiar o público a experiências distintas e marcantes pode ser  um dos objetivos de uma crítica, indico fortemente que caso você tenha que escolher entre um dos dois filmes, que seja assistir O Homem do Norte.

Veja bem, esta dica não tem a intenção de diminuir um filme em relação ao outro, e, entende que as duas obras devem ser respeitas. Todavia, é importante incentivar as pessoas a assistirem projetos como este, pois tem sido raros de serem encontrados nas telonas. Um épico histórico, sangrento, arrebatador, visceral, repleto de suspense e reviravoltas, pensado minimamente para que sua ida ao cinema seja recompensadora e singular, assim é O Homem do Norte. Não perca!

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Críticas de filmes

Crítica: Como Matar a Besta (2021)

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Primeiro longa-metragem da diretora argentina Agustina San Martín, Como Matar a Besta é uma coprodução brasileira com Argentina e Chile e traz uma carga sombria e melancólica em ritmo lento à jornada da protagonista. A jovem Emilia (Tamara Rocca) está em busca do irmão, chega a uma cidade afastada e influenciada pela religião e se hospeda na casa de uma tia que não é o que podemos chamar de pessoa receptiva. A comunicação é muito difícil e, como se não bastasse, a população da região relata aparições de uma assombração que consegue passar por diversas formas de animais.

O clima de desconfiança se instala no vilarejo e o que já não parecia muito convidativo, no primeiro momento, pode se tornar pior. A hostilidade, presente desde o começo, vai além.

Nas mãos de um cineasta megalomaníaco, a história poderia receber uma alta de jumpscare e se tornar algo genérico, mas a direção de San Martín é marcante e tem o seu próprio tempo, trazendo cada elemento da narrativa no momento mais oportuno. A curiosidade e a tensão são semeados cena após cena e as sensações ao longo do filme se misturam.

A jornada de Emilia em busca do irmão é marcada por situações que a protagonista não havia previsto e, em diversos momentos, o espectador pode se perguntar como ela foi parar em algumas posições. Não se trata apenas da busca pelo irmão  que não entra em contato há tempos, é também uma jornada de autodescoberta.

O ritmo arrastado do filme, apesar de ser um fator apreciado por parte do público, pode se tornar uma armadilha e deixar a narrativa um pouco cansativa. Como Matar a Besta tem apenas 79 minutos que parecem 3 horas, tornando a experiência do filme branda. O terror, construído pouco a pouco, vem muito da incerteza do que deve ser temido e é por isso que se torna, de fato, assustador. O desconhecido sempre foi capaz de assustar até mesmo os mais valentes.

O maior desafio do filme, talvez seja, não permitir que o espectador disperse ao longo de sua breve, porém exaustiva, duração.

Em entrevista ao site The Talks, a diretora Agustina San Martín disse Sempre tive sonhos memoráveis dos quais me lembro perfeitamente. E sempre deixo a porta aberta para eles, pois me mostram as coisas”, e isso faz ainda mais sentido quando prestamos atenção à atmosfera do filme. Em muitos momentos, parece um sonho, daqueles que nos perturbam por queremos dar sentido a eles ou, ao menos, deixar a sua cronologia mais compreensível.

Filmado parcialmente na Região das Missões, no sul do Brasil, e norte da Argentina, e com uma breve e potente participação de João Miguel (Estômago)Como Matar a Besta estreia nos cinemas nesta quinta-feira, dia 28 de abril, nas cidades de Aracaju, Balneário Camboriú, Belo Horizonte, Brasília, Fortaleza, Goiânia, Maceió, Manaus, Palmas, Porto Alegre, Recife, Rio de Janeiro, Salvador e São Paulo.

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Bombando!