Os filmes bons (e os ruins) com Hugh Jackman
Listas

Hugh Jackman: Good times, Bad Times

hugh_jackman_portrait_a_le-600x340 Hugh Jackman: Good times, Bad Times

TODO ATOR PASSA POR DIVERSOS PERÍODOS DURANTE A SUA CARREIRA. Existem aqueles que logo após viverem seu auge, como Halle Berry depois de vencer o Oscar de Melhor Atriz, começam a experimentar produções de qualidade duvidosa e passam a aceitar qualquer coisa para pagar o aluguel ou pensões ou dívidas, ou seja lá qual for o motivo. Com o australiano Hugh Jackman não poderia ser diferente, ainda que ele não tenha chegado nem perto do fundo do poço até o presente momento – e a gente espera sinceramente que isso nunca aconteça.

Anfitrião da cerimônia do Oscar em 2009, indicado para o prêmio de Melhor Ator por Os Miseráveis, em 2013, e um dos principais galãs de Hollywood, Jackman possui uma carreira curiosa. Existem as bombas, claro, mas a grande maioria de seus projetos acabam sendo bem recebidos, especialmente pelos fãs de quadrinhos, afinal ninguém mais poderia dar vida para o Wolverine do jeito que Jackman já fez por seis oportunidades. As meninas também apreciam o ator por sua beleza rústica. Da barba mal-feita até aquela cara de malvado, o nosso querido Wolverine derrete corações por aí.

Foi com X-Men, em 2000, que Hugh Jackman começou a despontar como um dos grandes astros do cinema moderno. Saiba mais sobre outros grandes momentos (e alguns sem tanto brilho, digamos assim) da sua trajetória em Hollywood logo abaixo:

X-Men

O aguardado longa-metragem com um dos grupos de heróis mais queridos dos quadrinhos foi dirigido pelo cineasta Bryan Singer. A grande expectativa dos fãs era conhecer o ator que encarnaria o enfezado Wolverine. Hugh Jackman caiu como uma luva, oferecendo uma interpretação marcante por conseguir misturar com eficiência momentos mais leves com o lado animal do personagem. Não é exagero nenhum dizer que Jackman deve sua carreira inteira ao mutante, assim como os filmes do X-Men seriam menores sem a sua forte presença, mesmo no meio de tantos outros personagens importantes. (Tullio Dias)

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Scoop – O Grande Furo

“O papel de um homem rico, bonito, misterioso e sedutor caiu como uma luva ao extrovertido e sorridente Hugh Jackman. Ele nem é a atração principal do filme – Woody Allen rouba todas as cenas -, mas com certeza é um deleite para os olhos. Interpretando Peter Lyman, objeto de desejo e desconfiança da personagem de Scarlett Johansson, vemos um Hugh Jackman incomum: cômico, sombrio e conquistador ao mesmo tempo. Scoop, filme dirigido e estrelado por Woody Allen, não foi um sucesso de crítica nem de bilheteria mas definitivamente agrada a muitos – a mim, inclusive. Mesmo assim, fazer um longa de Allen é um privilégio para qualquer ator e essa comédia um tanto quanto trágica veio para dar peso à carreira inconstante de Jackman, que ora acerta, ora erra. Mas quando acerta, o faz em cheio.” (Fernanda Minucci)

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Fonte da Vida

O caminho para Hugh Jackman ficou livre depois que Brad Pitt abandonou o ambicioso (e completamente subestimado) projeto de Darren Aronofsky, diretor responsável por Cisne Negro e Réquiem Para Um Sonho. Foi mais uma oportunidade para o ator australiano equilibrar drama e romance com algumas cenas de batalhas. Tudo feito com extremo bom gosto, uma trilha sonora fenomenal de Clint Mansell, além da sempre eficiente direção de Aronofsky, que também assinou o roteiro. O resultado é uma obra capaz de relacionar naturalmente amor, eternidade e morte. Jackman, cujos músculos costumam ser considerados seus principais atributos, apresenta uma sensibilidade surpreendente e prova, de uma vez por todas, que é bem mais que o Wolverine. (Tullio Dias)

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O Grande Truque

O segundo melhor filme de Christopher Nolan (para ser menos massacrada pelos nolanzetes) traz uma difícil disputa de homens fodas: Hugh Jackman, Michael Caine, David Bowie e Christian Bale, em dose dupla (olha o spoooooiler!).

E talvez parecesse covardia colocar Jackman junto a uma lista de atores tão talentosos, mas este é verdadeiramente um de seus melhores esforços. Interpretando o seu maior antagonista até hoje, o ator encarna de maneira muito convincente o ódio competitivo e destruidor que o toma.

Não ganhou prêmio nenhum, mas pôde pegar a Scarlett Johansson em algumas cenas, então… Tá valendo. (Larissa Padron)

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Gigantes de Aço

Não deixe a pancadaria te enganar: Hugh Jackman sempre foi um nice guy. Apenas após interpretar um mutante bad-ass, um caçador de vampiros e um misterioso mágico foi que o ator se tendeu ao papel que desempenha fora das telas: o de paizão.

Em Gigantes de Aço, Jackman deu um descanso para os músculos: quem vai para o ringue são robôs, que ele controla em lutas (quase) sangrentas para ganhar a vida em um futuro pouco distante. Talvez por conta disso, Charlie é um homem solitário. Isso muda quando se vê com a guarda temporária do filho de 11 anos que sequer se deu ao trabalho de conhecer. Agora Max será o responsável por fazer esse sujeito durão repensar a vida, o universo e tudo mais.

Parece piegas, mas não é: Gigantes de Aço é uma história sobre superação, amadurecimento e, claro, robôs. Mas, principalmente, é uma deliciosa aventura entre pai e filho – do tipo que você já teve com o seu, ou que sempre quis ter. (Nathália Pandeló)

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Os Miseráveis

Receber uma indicação ao Oscar é um dos grandes reconhecimentos que um ator pode conseguir em Hollywood. Ainda que Jackman tenha faturado sua indicação às custas de um longa-metragem do cineasta Tom Hooper, é impossível negar a qualidade de sua interpretação no musical Os Miseráveis, adaptação do clássico de Victor Hugo. O australiano já havia mostrado que sabia cantar e dançar em outras oportunidades, mas é ao lado de Russell Crowe e Anne Hathaway que ele realmente mostra sua versatilidade. Uma indicação merecida. (Tullio Dias)

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Abaixo confira os momentos menos brilhantes da carreira de Hugh Jackman. Foram poucos!

A Lista – Você Está Livre Hoje?

Em A Lista – Você Está Livre Hoje?, Hugh Jackman passa a bola pra Ewan McGregor de uma listinha de contatos muito sexualmente interessante. Até que McGregor acaba se apaixonando por Michelle Williams, desenrolando um jogo perigoso… Parece interessante, mas na verdade, é um tédio.

Desconsiderando todos os boatos que correm sobre sua vida pessoal (tipo, morar com a esposa e um “amigo”), e pensando apenas em seu carisma, rosto, sorriso, corpo… (chega), é perfeitamente compreensível que Hugh Jackman tivesse em seu celular uma lista de mulheres sempre… hm… Disponíveis. O ator já tinha encarnado um adorável canalha antes, em Alguém como Você.

Não é compreensível porque McGregor fica surpreso que mulheres estão dando em cima dele e porque ele, Jackman e Michelle Williams, em pontos bons de suas carreiras, decidiram assinar para protagonizar um roteiro tão ruim (do mesmo roteirista de Wolverine: Imortal… Coincidência?). (Larisa Padron)

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Austrália

Quando apresentava o Oscar de 2009 (e isso não é ponto baixo, eu gostei), Jackman fez a piada de que Robert Downey Jr. tinha sido indicado por ser um branco interpretando um negro (Trovão Tropical), enquanto ele não tinha sido nem indicado por ser um ator australiano que protagonizou um filme chamado Austrália, filmado na Austrália…

E eu queria muito (de verdade, como fã assumida de Baz Luhrmann) que essa fosse a única piada envolvendo Austrália, e não que o filme inteiro fosse risível. O romance, o mais água-com-açucar de todos os filmes de Luhrmann, entre Jackman e Nicole Kidman até tem um ou outro acerto, mas é brega até você querer vomitar…

Mas felizmente, 2008 acabou e levou A Lista e Austrália e todos os outros filmes ruins de Jackman junto com ele… Ou não! (Larissa Padron)

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X-Men Origens: Wolverine

O legal do Wolverine na trilogia X-Men era a vontade de ver mais dele. Percebendo o enorme potencial, os produtores decidiram fazer os fãs pararem de babar e chorar com o lançamento de X-Men Origens: Wolverine, que foi um verdadeiro fiasco de público e crítica. Alguém achou que havia a necessidade de escrever um roteiro contando a origem do herói (muitas vezes não saber das coisas é bem melhor do que se decepcionar com uma trama fraca) e o resultado foi um filme de herói do mesmo nível que Batman e Robin, de Joel Schumacher – exceto pelas piadas e roupas de couro. Hugh Jackman faz o que pode para conseguir agradar, e é a única coisa que salva no longa-metragem. Mas é bem verdade que o Wolverine sentiu a falta de seus “coadjuvantes de luxo” do grupo liderado por Charles Xavier.

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Para Maiores

Hugh Jackman entrou na maior barca furada de sua carreira, e dificilmente afundará o pé numa jaca mais podre que essa no futuro. Ao lado de muitos, mas muitos atores famosos, o ator estrela um dos esquetes mais imbecis do projeto de comédia Para Maiores. Durante um jantar romântico, o galã revela ter uma pequena anormalidade super discreta: a sua bolsa escrotal, também conhecida como “saco”, está no pescoço. Algum roteirista retardado deve ter achado que seria engraçado um cara com duas bolas balançando livremente enquanto flertava com uma bela moça, mas o resultado é apenas ridículo, assim como todo o longa-metragem. (Tullio Dias)

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[cinco]

Tullio Dias

Dizem que sou legal, mas eles estão mentindo só para me agradar. Gosto de Molejo, acho Era Uma Vez no Oeste uma obra-prima, prefiro baixo de quatro cordas do que os de cinco, tenho um MBA de MKT Digital e um curso de Publicidade, não tenho filhos, não tenho um coração, mas me derreto por caipirinhas.

Comentários

  1. ninguém comentando, mas tudo bem.

    eu discordo que x-men origens: wolverine tenha sido um fiasco, o filme teve muitos erros e também muitos acertos, foi bem bacana, eu curti pra caramba!

  2. Faltou A Senha: Swordfish em que ele é um hacker… pô… o filme tem elenco bom, historia razoável e ele atua bem no filme!

  3. Para Maiores é a coisa mais esdruxula que já vi, nao é engraçado, é apenas ridiculo de algum roteirista demente que precisa de tratamento urgente