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Melhores Cenas de 2012

A última postagem do ano será uma retrospectiva com as melhores cenas e momentos do cinema em 2012. Novamente tivemos o prazer de contar com as colaborações de amigos de outros sites de cinema e também de sites de música. De um doce cachorrinho em O Artista até um furioso tsunami em O Impossível, confira agora as grandes cenas que fizeram parte da história do cinema no ano que se encerra.

Lembrando que algumas cenas podem incluir spoilers.

Entreato, em Holy Motors

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Justamente por ter sido a cena mais lembrada do ano, dentre os participantes do especial, a “sequência do acordeão” merece um lugar de destaque na lista de melhores cenas do ano. Além de ser mencionada no especial de melhores cenas com músicas, outras três mentes criativas a elegeram como melhor do ano. Ou seja, com tantos elogios, você está esperando o quê para assistir Holy Motors?

Holy Motors é uma daquelas obras que fazem você pensar. Te incomodam, causam estranheza e esse tipo de filme é cada vez mais raro hoje em dia. Em um ano de grandes superproduções, com direito a heróis, anões e etc, Leos Carax nos apresenta um filme focado literalmente na alma do ator, uma visão sua para uma vida que imita a arte ou uma arte que imita a vida. Pode parecer clichê, no entanto, o filme Holy Motors não tem nada de que clichê. Com uma atuação marcante de Denis Lavant, que interpreta Oscar, o diretor consegue realizar um momento fantástico. Convido todos à análise da mesma:

Primeiro, a cena é projetada através de um plano detalhe em um pedaço de papel. Nesse papel temos a palavra “Entracte” (intervalo), então somos impressionados pela visão de um local sombrio – a sequência inicia com imagens em preto e branco de mãos se aquecendo (as mãos me remeteram de forma rápida aos filmes mudos do começo do cinema).Então segue a sequência com a imagem de uma igreja, cuja beleza é enfatizada pelo aumento na distância focal, depois disso o personagem interpretado por Denis Lavant, aos poucos caminha no meio das sombras para frente da tela e de forma lenta, ele prepara o seu acordeão. Vejam que mesmo com toda essa sombra, a luz dourada que entra pela porta e é um dos elementos que completam a metáfora do filme: Esse conjunto possibilita ao personagem imaginar a música, tema do filme.

Na medida em que o dourado vai ganhando vida, outras pessoas vão entrando em cena calmamente, em um primeiro momento com os mesmos instrumentos de nosso protagonista e em um segundo momento, é possível ver guitarras, gaita, instrumentos de sopro entre outros, essa cena cria um ponte sonora para a cena seguinte. E o momento chave dessa sequência é quando o Sr. Oscar, se vira para a câmera (ficando de costas para o espectador) e dialoga através da música com o próprio filme, e por que não dizer com a sua imaginação? Com isso essa cena é uma grande homenagem à música no cinema, a edição, a mixagem de som aos designers de som. É uma homenagem visual para a trilha sonora. Bravo Sr. Leos Carax, bravo!” (Bruno Costa, do site Os Cinéfilos)

Do nada no filme surge o ator tocando acordeão. Ele caminha sozinho pelo que parece ser uma igreja. E outros surgem à medida que a música vai crescendo em emoção. Guitarras, gaitas, baterias. E todos seguem seu caminho. E diz o maestro “Trouis, douze, merde” e voltam mais fortes. E seguem seu caminho, como se tivessem passado por ali e ninguem visto ou prestado atenção – assim como todas as outras histórias que cercam o Holy Motors, de Leos Carax. A música acaba e o filme volta. E tudo que passou foi perto do sublime.” (Daniel Corrêa, do site Ovo de Fantasma)

Algumas cenas precisam da imersão da sala de cinema para serem completamente apreciadas. Holy Motors, o brilhante exercício metalinguístico de Leos Carax que sequestrou meus pensamentos em 2012, possui um entreato que pulsa no ritmo da vida e do acordeão de Denis Lavant e cia. O som se torna ainda mais intenso nas paredes de um velho prédio, as suas mãos logo acompanham os movimentos mesmo em um sala de cinema lotada e o impulso de gritar,junto com o personagem, suas palavras de ordem nada aceitáveis em um contexto respeitável, é quase irresistível. Essa cena é tudo que Holy Motors é em sua essência – vivo, rebelde e em constante movimento.” (Ana Clara Matta, do site Ovo de Fantasma)

 

O Aeroporto, em O Espião Que Sabia Demais

O Espião Que Sabia Demais é um dos melhores filmes de 2012, e a cena que se passa no aeroporto, é uma das melhores ou a melhor cena do filme. Ela estabelece uma crescente tensão por conta de um avião que se aproxima e faz com que a conversa entre os personagens seja cada vez mais ameaçadora. Algo fantástico nessa cena é a forma que ela foi filmada, ela usa uma lente especial que distorce a profundidade da cena, fazendo com que as coisas pareçam estar perto, mas na verdade, a equipe de filmagem, os atores e o avião estão há quilômetros de distância, embora pareçam estar bem próximos“. (João Golin)

 

George Clooney descobre que foi traído com o Salsicha, em Os Descendentes


“Os Descendentes é a definição de fundo do poço: como imaginar que um galã bonitão como George Clooney poderia ser trocado por ninguém menos que Matthew Lilard, mais conhecido como o Salsicha, de Scooby-doo? Pois é. A vida não tá fácil para ninguém mesmo.” (Tullio Dias)

 

Plano-sequência, em As Aventuras de Tintim

“Com a liberdade proporcionada pela animação digital, Steven Spielberg comanda, em As Aventuras de Tintim, um majestoso plano-sequência que, na prática, seria impraticável. Partindo do cume do morro que situa o vilarejo fictício de Bagghar e culminando em seu cais, o longo plano sem cortes acompanha Tintim, Haddock, Milu, um falcão, Sakharin e seus capangas despencando morro abaixo em uma disputa alucinada, que aproveita maravilhosamente bem os elementos de cena e a liberdade de movimento da “câmera virtual” sem deixar de lado o tom cartunesco do longa (visto, por exemplo, no momento em que Haddock atravessa um varal e sai vestindo uma camisola).” (Eduardo Monteiro, do blog Cinema Sem Erros)

Video ilustrativo (o plano-sequência em si começa em 1:04):

 

Sequência de dança no final, em O Artista

Grande vencedor do Oscar 2012, O Artista é uma bela homenagem ao cinema mudo, o cinema moleque, de raiz. Lotado até a tampa com referências que vão de Cantando na Chuva até os clássicos de Chaplin, o longa, dirigido pelo francês Michel Hazanavicius, após quase 100 minutos de duração, encerra com uma das sequências de dança mais emblemáticas dos últimos anos, coreografada com sapateados e seguida pela primeira frase ouvida em toda projeção.” (Kelson Douglas, do site Altamente Ácido)

Uggie salvando o dono, em O Artista

Quando o personagem principal está para se matar e o cachorrinho Uggie tenta salvar o dono. Ele tenta puxar a calça das pernas, mas não consegue e vai atrás de ajuda. É uma linda cena porque o diretor colocou num animal a agonia quê estávamos sentindo na cena.” (Tiago Paes de Lira, do blog Tem Um Tigre no Cinema)

 

A cirurgia, em Prometheus

Noomi Rapace mostra os avanços da medicina no futuro apresentado por Ridley Scott e Damon Lindelof, em Prometheus. Na cena mais arrepiante da prequel de Alien, O Oitavo Passageiro, a personagem de Rapace precisa fazer uma cirurgia para retirar a criatura alienígena que estava dentro de sua barriga.” (Tullio Dias)

 

Pré-cirúrgico, em 50%

Instantes antes de ser levado para a ala cirúrgica, onde será operado de um delicado câncer, Adam (Joseph Gordon-Levitt) tenta se comunicar com o resto de sanidade que supõe e espera ainda existir na cabeça seu pai (Serge Houde), um doente mental – e para o alvoroço das glândulas lacrimais do espectador, ele parece conseguir.” (Eduardo Monteiro, do blog Cinema sem Erros)

 

Marion Cotillard virando purpurina, em O Cavaleiro das Trevas Ressurge

A cena da morte é o ápice do filme porque por mais que alguém espere por isso, sempre há a surpresa. Tirando os figurantes que morrem e a gente nem dá falta, quando alguém do elenco principal sobe no telhado é algo que faz nosso coração parar e nosso pensamento divagar, principalmente porque sempre rola um drama em torno dela. Em Batman: Cavaleiro das Trevas Ressurge quem morre é a Marion Cotillard, que pelo peso do nome e do Oscar, já entendemos que é uma das atrizes do elenco principal. Tá, é spoiler, mas ela morre. E de tão genial (e tosco) é a cena, fizeram até um tumblr SÓ para isso. Clique aqui para conferir.” (Bia Quadros)

Bane mostrando quem é que manda, em O Cavaleiro das Trevas Ressurge

“Como fã dos quadrinhos, especialmente do Batman, confesso que a luta entre Bane (Tom Hardy) e Batman (Christian Bale) era uma das coisas que eu criei mais expectativa para assistir em 2012. Felizmente, Christopher Nolan não estragou a minha expectativa e realizou o meu sonho (e o de muita gente) quando levou para as telas de cinema a lendária cena em que o vilão quebra a coluna de Bruce Wayne. Imperdível.” (Tullio Dias)

 

Katy Perry à flor da pele, em Katy Perry: Part of Me

Essa exige uma suspensão, mesmo que temporária, de quaisquer preconceitos que o caro leitor possa ter. Nos bastidores da passagem pelo Brasil da turnê California Dreams, Katy Perry recebe a informação de que o ator Russell Brand, seu então esposo, quer o divórcio. O choque da notícia faz com que a possibilidade de cancelamento do show seja levantada, mas Katy autoriza que o maquiador dê início ao trabalho de preparação. Em um estado de espírito que em nada faz jus à exuberância de seu figurino, a cantora segue para a parte inferior do palco, onde continua lutando contra os próprios sentimentos e mexendo com a expectativa de toda a produção. Num instante tocante em que a fragilidade e o profissionalismo da popstar emergem e se estapeiam, Katy engole o choro copioso, força um sorriso, arma a pose habitual de início do show e é levada de encontro ao maior público da turnê. (Mais adiante, quando é ovacionada pela plateia com gritos de “Katy, eu te amo!”, a cantora tem uma breve recaída e lamenta não saber português para entender os fãs e respondê-los à altura. Como bem nos esclareceram as katycats na cabine de imprensa – sim, havia fãs, e sim, batemos papo -, o abalo emocional de Katy ao longo do show era evidente).” (Eduardo Monteiro, do blog Cinema Sem Erros)

 

Chuck Norris dá as caras, em Os Mercenários 2

Um dos melhores (ou mais engraçados) momentos é justamente na apresentação do personagem de Chuck Norris. Com direito a trilha sonora de Ennio Morricone, o lendário ator faz jus para toda a fama ganhada junto aos internautas da nova geração e destrói um exército inteiro sozinho, salvando a pátria e a pele do grupo liderado por Stallone. Também merece atenção especial a sequência em que os heróis estão presos dentro de uma mina e Dolph Lundgren tenta usar seus conhecimentos em química para provocar uma explosão. A piada pode passar despercebida para a parcela do público que desconhecer o fato de que o ator é um verdadeiro gênio e também se destaca em outras áreas.” (Tullio Dias)

 

Hulk socando o Thor, em Os Vingadores

“O Hulk é o principal atrativo de Os Vingadores. Quem fica com o discurso de ser o primeiro filme a colocar tantos heróis juntos e blá blá blá está enrolando. O Gigante Esmeralda é responsável pelas melhores cenas: colocar o vilão em seu devido lugar, correr atrás da Scarlet Johansson, e claro, dar uma porrada no amigo logo depois de acabarem com uma ameaça alien. Como não amar?” (Tullio Dias)

Hulk Esmagando, em Os Vingadores

“O momento no qual o Hulk dá um saculejo no Loki, em Os Vingadores foi a cena que mais me impactou em 2012. A aventura dos maiores heróis da Terra no cinema foi uma experiência diferente de todos os filmes de super-heróis que eu já vi. Narrativa e roteiro incríveis, e um descompromisso com essa necessidade de ser realista que tem tomado as produções do gênero fizeram com que o filme se tornasse, na opinião de muita gente, a melhor adaptação de hqs de todos os tempos. Ponto pro Joss Whedon.” (Ricardo Lima, editor do site Nada Errado)

 

Romance no Elevador, em Drive

“O primeiro encontro foi casual, no elevador, com apenas algumas palavras trocadas. Progressivamente, foram se conhecendo melhor e havia alguma coisa no ar. Mas ele cometeu o erro comum a quem se envolve com o crime: achar que não precisaria sujar as mãos e que aquela imundície não chegaria a ela. Drive, um dos melhores filmes do ano, tem seu ponto alto quando o Motorista (Ryan Gosling), após um roubo mal sucedido, percebe que o outro sujeito no elevador vai atacá-lo. Discretamente, ele beija a garota (Carey Mulligan), como quem sabe que nada poderá ser como antes e que aquela seria a última oportunidade de mostrar a ela seus sentimentos. Em seguida, em questão de segundos, segue-se uma cena de extrema violência que indica o que o Motorista teria que fazer para voltar a ter sossego. Sem dúvida, uma das melhores cenas do ano.” (Marcelo Seabra, do blog O Pipoqueiro)

 

Sequência final, em Killer Joe

“Toda a sequência final do filme, com a violência psicológica exercida pelo personagem principal, a violência crua entre os personagens durante a janta e a perda da inocência da jovem Dottie. Sem dúvida, um dos pontos altos das carreiras do diretor William Friedkin e do Matthew McConaughey, que faz uma de suas melhores performances.”  (Ricardo Marques)

 

Beijo no bebê, em Os Candidatos

Durante um evento de campanha, os candidatos demagogos vividos por Will Ferrell e Zach Galifianakis transformam a disputa pela chance de beijar um bebê num hilário escândalo nacional.” (Eduardo Monteiro, do blog Cinema sem Erros)

Rama x Jaka x Mad Dog, em Operação Invasão

A minha cena favorita do ano é de Operação: Invasão. Todas as sequencias de ação do filme são dignas de notas, algumas delas nem filmes brutais como Punisher: War Zone ou Dredd pensaram, mas a (quase) indescritível luta entre Rama, Jaka e Mad Dog consegue ser a melhor. Desde o começo em que somos apresentados aos personagens percebemos que alguma coisa na missão está errada (a partir disso começamos a ver as relações) e mesmo que falte profundidade ao filme, a relação entre irmãos e chefe/assassinos é a melhor coisa que é estabelecida. A cena, portanto, enquadra os três personagens mais significantes da narrativa e mesmo que saibamos qual o provável destino da luta, a angústia de ver um deles morrer é gigantesca. Alia-se essa angústia com cenas embasbacantes de lutas coreografadas de forma impressionante e temos uma das melhores cenas dos últimos anos.” (Andrey Lehnemann, do blog Click Filmes)

 

O breve toque de mãos entre Andrés (Santiago Cabrera) e Beatriz (Blanca Lewin), em A Vida dos Peixes.

Em um filme que equilibra como poucos intimismo e nostalgia com simplicidade e realismo, o cineasta chileno Matías Bize emociona o espectador ao fazê-lo pensar na brevidade da vida e em como pequenos passos mal dados podem afetar toda a nossa existência, condenando-nos irremediavelmente ao vazio existencial e à solidão. Quando Andrés e Beatriz, protagonistas de A Vida dos Peixes,  tocam a mão um do outro pela última vez, é impossível conter o nó na garganta ao sermos obrigados a encarar com os pés no chão a realidade daqueles dois seres humanos que, outrora entregues à promessa do amor eterno, hoje se contentam com a idealização de uma vida paralela e alternativa que, ambos sabem, jamais será a sua – ainda que seus espíritos permaneçam conectados em algum lugar do espaço metafísico dos amores interrompidos.” (Joao Flores, do blog Pipoca dos Outros)

 

O Encontro de Bilbo e Gollum, em O Hobbit: Uma Jornada Inesperada

O Hobbit. 48HFR? 3D? Peter Jackson levando seu dinheiro fazendo três filmes do menor livro do Tolkien? Enfim, a despeito de todas as polêmicas que acompanham esse novo capítulo da franquia Senhor dos Anéis, Peter Jackson não errou a mão no nosso querido Sméagol/Gollum, mas uma vez bem interpretado por Andy Serkis. Toda a sequencia que envolve a criatura é um dos pontos alto do filme; mas falando de melhor cena, fico com a cena final dessa sequencia, em que Bilbo utilizando o Um Anel precisa escapar das entranhas da Montanha Solitária seguindo o desesperado Gollum até uma das saídas e encontra a oportunidade de liquidar a fatura, mas se depara com o dilema moral: “matar ou não matar essa criatura asquerosa?”. A beleza dessa cena sem diálogo, esta no fato que Peter Jackson evita o erro comum de muitos diretores de colocar um flashback (ou a voz ao fundo) de Gandalf em um dos seus vários momentos de ensinamentos ao hobbit sobre valorização de toda e qualquer forma de vida, e opta por apoiar a decisão de Bilbo apenas no sentimento produzido pelas expressões de perda e dor (e lágrimas!). Sem dúvida essas lágrimas serão lembradas no saldo geral da franquia.” (Fabricio Carlos)

Os Anões Cantando, em O Hobbit: Uma Jornada Inesperada

Uma das reclamações dos fãs de Tolkien em relação aos filmes da trilogia do Senhor dos Anéis foi a ausência das várias músicas que os personagens cantam no decorrer da viagem. Disposto a corrigir isso, Jackson introduziu duas cenas musicais na primeira parte de O Hobbit. Enquanto a primeira é mais engraçadinha, a segunda chega a arrepiar os fãs mais entusiasmados.” (Tullio Dias)

 

A reunião dos monstros, em O Segredo da Cabana

O Segredo da Cabana merece créditos por ser uma grande homenagem ao gênero horror. Em uma das principais cenas do longa-metragem escrito por Joss Whedon, as portas dos elevadores de um saguão guardam os monstros mais destrutivos da história do cinema. Cada um deles é uma clara alusão a outros clássicos do gênero, desde os mais antigos até produções mais recentes. Sangue não faltou.” (Tullio Dias)

 

Abertura de A Invenção de Hugo Cabret

Como amante do cinema foram vários os filmes assistidos esse ano e não é tarefa fácil escolher a melhor cena do ano. Várias cenas passaram pela minha cabeça enquanto pensava sobre o assunto, mas a cena de abertura de A Invenção de Hugo Cabret foi, para mim, de tirar o fôlego, com os mecanismos dos relógios se convertendo nas ruas de Paris, em 3D. A fusão da cidade com o relógio já nos fornece de cara o cenário e uma das paixões do protagonista de uma forma bela, sem obviedades, algo digno de Scorsese. Ali, naquela primeira cena eu já soube que o filme me tinha nas mãos.” (Taty Perry, do site Audiograma)

 

Eu quero ter tesão, em E aí, Comeu?

Minha cena favorita de 2012 pode até parecer piada, mas é extraída de E ai, comeu?. Pois então, a cena em questão envolve os personagens de Dira Paes, Marcos Palmeiras e suas filhas que, ao ouvir a discussão dos pais sobre tesão, perguntam curiosas para saber o que é isso e uma delas prontamente diz “eu quero ter tesão”. Cena simples, mas que me arrancou boas risadas.” (John Pereira, do site Audiograma)

 

Anjinho inusitado, em A Escolha Perfeita

“Após um escandaloso desentendimento entre as Bellas de Barden – grupo de cantoras a capella do divertido A Escolha Perfeita -, a asiática semi-muda e cara-de-peixe Lilly (Hana Mae Lee) rouba um pouquinho a cena da hilária Fat Amy (Rebel Wilson, que brilha no restante do filme) e desponta como uma forte candidata ao troféu Nonsense do Ano ao desempenhar um “anjinho” na poça de vômito projetada instantes antes pela líder do grupo, Aubrey (Anna Camp).” (Eduardo Monteiro, do blog Cinema Sem Erros)

 

Tsunami, em O Impossível

“Com uma eficácia técnica que coloca no chinelo a cena que rendeu a Além da Vida uma indicação ao Oscar de Efeitos Especiais, o tsunami que dá início ao drama dos personagens em O Impossível é rodado pelo diretor J.A. Bayona com uma visceralidade absolutamente aterrorizante, numa sequência longa e angustiante que conta com atuações apavoradas da magnífica Naomi Watts e do jovem e competente estreante Tom Holland. Os momentos que antecedem a chegada da onda, aliás, não são menos memoráveis: a impotência, o óbvio despreparo e as reações essencialmente instintivas da família durante aqueles poucos segundos são representados com maestria e impacto.” (Eduardo Monteiro, do blog Cinema Sem Erros)

 

Plano final, em Deu a Louca nos Nazis

“Esta irregular comédia sci-fi, que foi lançada no Brasil diretamente em home video com um título nacional espanta-cinéfilo (no original, é Iron Sky), traz alguns momentos interessantes em sua abordagem crítica à corrida armamentista. Destaca-se o plano que encerra o filme – e, por essa razão, a descrição a seguir pode trazer spoilers: em seu desfecho, Deu a Louca nos Nazis faz, em resumo, uma base militar nazista semi-destruída situada na Lua parecer um local convidativo de se viver.” (Eduardo Monteiro, do blog Cinema Sem Erros)

 

A Valsa, de Entre o Amor e a Paixão (sei que é roubado, mas não importa)

Um dos motivos que me fizeram gostar tanto de Entre o Amor e a Paixão foi justamente essa cena. A diretora é muito inteligente e danada: conseguiu usar uma única sequência (ao som da canção de Leonard Cohen que batiza o filme) para resumir toda a obra e dar um tapa na cara da personagem e do espectador: o calor nunca será eterno. Enquanto Cohen canta seus belos versos, assistimos ao sexo selvagem dos personagens. Eles transam como coelhos, sempre em posições ousadas. Tem clima até para um menage a trois para agradar o menino e outro para agradar a menina. Mas logo eles transam de roupa, em um papai-mamãe sem graça. Momentos depois estão exatamente da mesma maneira como Michelle Williams estava com Seth Rogen no começo do filme. É incrível. ” (Tullio Dias)