Os Melhores Filmes de 2013

DEPOIS DE TANTAS LISTAS SEPARADAS POR GÊNEROS E BASEADAS EXCLUSIVAMENTE EM OPINIÕES PESSOAIS, o Cinema de Buteco tem a honra de anunciar a sua lista de Melhores Filmes de 2013. Em parceria com o Cinéfilos, convidamos muitos amigos da crítica para participarem e nos ajudarem a escolher as produções que mais se destacaram na temporada. Lembrando que ao contrário de todas as outras listas publicadas aqui anteriormente, agora selecionamos apenas os filmes que foram lançados comercialmente no Brasil durante o período de janeiro até dezembro, ou seja, não consideramos produções que ainda não chegaram aqui, como Trapaça, de David O. Russell; ou O Lobo de Wall Street, de Martin Scorsese; e acabamos incluindo lançamentos de 2012, que só chegaram aqui no começo do ano.

Você pode conferir a lista dos melhores filmes logo abaixo e para saber quais foram os piores filmes lançados em 2013, visite os Cinéfilos e acompanhe a segunda parte do nosso especial.

E para quem quiser conferir como seria essa votação contando apenas com os votos da equipe do Cinema de Buteco, basta clicar aqui e ver o resultado da votação que fizemos para a revista Super Interessante.


15 – À Procura de Sugar Man

poster a procura de sugar manConfesso que ainda não tenho o hábito de parar em casa e escolher assistir a um documentário sem que seja por livre e espontânea pressão. No entanto, depois de ser convencido pelo nosso querido podcaster e crítico Lucas Paio (que usou de ameaças do tipo: “não vou mais gravar nenhum Podcast se você não assistir a esse filme agora”, dentre outras coisas que não merecem ser ditas aqui), finalmente vi o vencedor do Oscar de Melhor Documentário em 2013: À Procura de Sugar Man. Se você for um apaixonado por música, a minha sugestão é bem simples: pare tudo que estiver fazendo e esqueça que existem outros títulos na sua lista de “Preciso Assistir”. Experimente entrar no mundo do cantor Rodriguez e na busca implacável de dois homens apaixonados pelo seu som e sedentos por descobrir o paradeiro de um verdadeiro gênio da música. É até meio inacreditável aceitar que o filme não é ficção muito bem bolada. E justamente por ser real, À Procura de Sugar Man já entrou no meu top 3 de melhores filmes sobre música. E, sem dúvida, é um dos maiores destaques do ano.

Tullio Dias

Para mim foi o melhor filme do circuito alternativo a que assisti nesse ano. Um documentário envolvente, cativante, muito bem feito e amarrado. Não foi a toa que a produção ganhou vários prêmios mundo a fora, incluindo um merecido Oscar. Os fãs do gênero documental tem obrigação de conferir essa obra belíssima.

Silvano Vianna, do site Cinema Detalhado


14 – A Caça

poster a caçaFicamos acostumados com denúncias, e é normal qualquer portal ou jornal impresso estampar os dizeres que alguma pessoa foi acusada de cometer um crime. Pode ser apenas o começo da investigação, mas a simples citação é passível de marcar para sempre. Seja verdade ou não, essa é basicamente a proposta de A Caça. A discussão envolve verdades e mentiras, como a vida pode virar vertiginosamente por causa de algumas palavras, e sobre um estigma que não será apagado facilmente, se é que um dia será.

Tiago Paes de Lira, do Tem Um Tigre no Cinema

Filmado com uma crueza impressionante, Vinterberg nos questiona a cerca de alguns tabus sobre a ingenuidade dos atos das crianças, e nos lembra do quanto pode ser nocivo à histeria coletiva que faz imprensa e cidadãos culparem pessoas sem terem um mínimo de prova para isso.

Guilherme de Paula


13 – Tabu

poster tabuPoderia ser mais uma história banal. Tabu reprocessa os velhos contos dos amores perdidos e proibidos, mas faz isso com uma narrativa tão leve, original, dando algumas voltas até chegar onde realmente quer, que encanta pela singeleza que emana da tela e de seus personagens. O texto do filme transita entre o altamente poético e o mais sutil alívio cômico, construindo ainda um mosaico de situações e tipos que fazem a obra soar sempre fresca, surpreendente, apontando para novos rumos.

Rafael Carvalho, do Moviola Digital

Belo, bem estruturado e apresentando uma protagonista forte e intrigante, Tabu é um ótimo filme do cada vez mais promissor Miguel Gomes.

João Marcos Flores, do CineViews


12 – Rush: No Limite da Emoção

poster rushNeste drama esportivo empolgante, Ron Howard surpreendeu com a recriação da rivalidade entre os pilotos da Fórmula 1 James Hunt e Nikki Lauda dentro e fora das pistas, tendo encontrado, acertadamente, suporte central na componente humana.

Márcio Sallem, do site Em Cartaz

Rush se preocupou corretamente em mostrar como os embates nas pistas entre Lauda (recatado e metódico) e Hunt (festeiro e agressivo no volante) sintetizam o contraste entre duas personalidades extraordinárias, uma distinção que refletia também em suas vidas privadas. Com isso o espectador é convidado a acompanhar a trajetória deles dentro e fora das pistas. O longa que é muito bem estruturado, consegue então a façanha de fazer com a platéia se conecte com dois antagonistas com personalidades muito distintas. Mesmo para os leitores que não apreciem o mundo das corridas vale dar um conferida em Rush, aqui Ron Howard mostra que continua sendo um bom diretor e faz dessa história baseada em fatos reais emocionante em vários momentos sem ser forçar a barra.

Silvano Vianna, do site Cinema Detalhado

Rush: No Limite da Emoção é uma das principais produções de 2013 e, independente do espectador gostar ou não de velocidade, é difícil se manter indiferente ao clima de rivalidade criado pelo cineasta e por toda a pressão que esses personagens enfrentam. Mais do que uma obra sobre a disputa, é uma tentativa de explicar como a presença da morte torna o prazer de viver maior. Ron Howard oferece um filme que emociona não por uma cena triste em especial, mas por todo o conjunto da obra. Rush praticamente te faz entrar nas pistas com os pilotos e isso é realmente especial.

Tullio Dias


11 – A Hora Mais Escura

Após vencer o Oscar por Guerra ao Terror, Kathryn Bigelow agora retrata a caçada a Osama Bin Laden de forma seca, realista e sem concessões e patriotadas. Fora isto, a diretora ainda encontrou em Jessica Chastain a âncora definitiva para narrar o epílogo de uma guerra sem fim.

Márcio Sallem, do site Em Cartaz

Tudo bem que A Hora Mais Escura é uma crônica (demasiadamente romanceada) sobre a caçada a Osama Bin Laden – a própria diretora Kathryn Bigelow admitiu que a protagonista (belissimamente retratada por Jessica Chastain) é o somatório do trabalho de vários profissionais do serviço secreto americano, mas isso não faz da obra menos intrigante. OK, todo mundo sabe o final (o cara morre – ou não, para os que duvidam daquela foto fatídica!), mas o interessante no longa-metragem é ver os dez anos consumidos por uma workaholic de ofício um tanto quanto ingrato e que tem a sua catarse, que se confunde com o alívio de uma nação inteira. Político, eletrizante, angustiante: um relato inteligente e fictício em certa medida, porém muitíssimo interessante.

Fernanda Minucci

Depois de se tornar a primeira mulher a vencer um Oscar na categoria Direção por Guerra ao Terror, Kathryn Bigelow se debruçou de maneira ainda mais intensa e bem realizada em um protagonista que não tem propósito algum na vida além da obsessão por seu trabalho, repleto de adrenalina. Dessa vez, a protagonista também é uma mulher forte, vivida brilhantemente por Jessica Chastain, na trama que narra a verídica caça americana ao terrorista Osama Bin Laden. Um exemplo de como personagens e um roteiro frio podem fazer um filme belo e sensível.

Larissa Padron


10 – Indomável Sonhadora

Na era dos remakes, sequências e adaptações, o maior elogio que se pode fazer ao filme de estreia do diretor Benh Zeitlin é que ele é original e ousado. Soube ser poeticamente belo como nenhum outro no último ano e, ao mesmo tempo, simples ao tratar de assuntos tão complexos quanto a morte e nossas raízes e origens. A pequena Hushpuppy é uma força da natureza e Indomável Sonhadora é uma grata surpresa.

Nathália Pandeló

Poucos filmes me emocionaram tanto esse ano, e o longa dirigido por Benh Zeitlin é um deles. Com uma história de superação que transita entre as diversas realidades lúdicas de uma criança, que tem por obrigação, se tornar cada vez mais forte dentro de um ambiente hostil, a fim de manter a cultura da sua comunidade, o longa cumpre seu objetivo não apenas com um roteiro eficaz, mas também a partir da excelente fotografia de Ben Richardson e da trilha sonora composta por Benh Zeitlin e Dan Romer.

Angelo Costa, editor do site Fala Cinéfilo


9 – Azul é a Cor Mais Quente

Azul é a Cor mais Quente faz o recorte de uma trajetória no mundo, enquanto recorta também o mundo em uma trajetória, a de Adèle, que após rejeitar as investidas de um belo e apaixonado rapaz do colégio, se sente só, deprimida, triste mesmo que um motivo não seja percebido a princípio. Um dia vê passando pela rua uma garota de cabelos azuis, em uma dessas trocas de olhar típicas de amor à primeira vista. O azul dá o tom plástico do filme e também conduz a narrativa quando, em um bar, Adèle reencontra aquela moça: Emma (Léa Seydoux), uma estudante de belas artes, confiante, sedutora, bem resolvida – um furacão em cena. Por ela todos nós, sentados em suas poltronas, nos sentiremos atraídos: seu sorriso magnético fará Adèle se abrir, se deixar, se oferecer, se lançar.

João Andrade

Vencedor da Palma de Ouro em Cannes, esta história sobre descoberta do amor e da sexualidade ilustra as etapas do romance entre Adèle e Emma de forma convincente e corajosa. Para tanto, aposta nas cenas de sexo sensuais porém não-gratuitas e interpretações sensacionais, especialmente a de Adèle Exarchopoulous.

Márcio Sallem, do site Em Cartaz

Reduzir o longa dirigido por Abdellatif Kechiche ao estereótipo de “filme de sexo” é o papel dos pseudo-politicamente corretos de plantão. Protagonizado por Léa Seydoux e Adèle Exarchopoulos, Azul é a Cor Mais Quente é uma obra sobre sensações, que busca desmistifacar a relação de duas pessoas desde a mais tenra e inocente paixão entre duas mulheres até o seu total desapego. Uma grata surpresa para os cinéfilos.

Angelo Costa, editor do site Fala Cinéfilo


8 – Frances Ha

poster frances haFrances Ha pode não ser uma obra-prima, mas vai bater fundo especialmente naqueles espectadores que, na faixa dos vinte e poucos anos de idade, olham para o futuro e só conseguem enxergar um grande ponto de interrogação.

João Marcos Flores, do CineViews

Com seu trabalho em Frances Ha, Noah Baumbach caiu nas graças do público. Com um roteiro inteligente e quase despretensioso ao mesmo tempo, parece que o pequeno prodígio novaiorquino finalmente achou o equilíbrio entre o seu pesado roteiro e o que realmente funciona em frente às câmeras. Quase que caindo no “mainstream” o autor conta a história de Frances, uma jovem dançarina desempregada e que sofre depois que a sua colega de quarto se muda. Sem grandes metas para a personagem, a ideia do filme é entreter, com uma dose de ironia sobre quais seriam as verdadeiras aspirações da nossa juventude (ou pelo menos da parcela na qual o autor se encaixa). O roteiro conta com a ajuda da atriz Greta Gerwig, a mais nova musa inspiradora de Noah, e ainda tem a parceria brasileira de Rodrigo Teixeira na produção do longa, que sem dúvida, foi a grande pedida cômica do ano.

Jairo Souza


7 – Os Suspeitos

De longe o melhor thriller de 2013. Uma produção muito bem escrita e dirigida, com ótimas atuações dos protagonistas. Para marcar o gênero também consegue ter uma trama envolvente que não é óbvia, com reviravoltas instigantes e que faz com que o espectador se mantenha atento durante todo o longa. Ah, e ao contrário do que algumas pessoas afirmam, o filme não possui um final aberto.

Silvano Vianna, do site Cinema Detalhado

Hugh Jackman pode ser mais conhecido pelo grande público por interpretar o mutante Wolverine, dos filmes da franquia X-Men, mas em 2013 ele mostrou que sabe fazer bem mais do que distribuir socos, pontapés e furar seus inimigos com suas garras. Depois de encantar muita gente soltando a voz em Os Miseráveis (pena que o Russell Crowe não compartilha do mesmo talento e nos torturou sempre que abria a boca para cantar), Jackman apresentou o melhor trabalho de sua carreira no angustiante Os Suspeitos, cujo título original Prisoners explica bem a atmosfera do suspense. Existem outros méritos na produção, especialmente pelo elenco inspirado e roteiro sufocante, mas é Jackman quem faz valer a pena.

Tullio Dias

Embora tenha uma grande história a contar, o mérito do filme está na atmosfera criada pelo diretor, que através de uma eficiente estrutura narrativa e elementos sutis, deixa o espectador tenso, estressado e desesperado durante longos 153 minutos. O mérito dessa atmosfera claustrofóbica também se deve ao brilhante Roger Deakins, diretor de fotografia, que compõe cenários monocromáticos sempre densos através da baixa luminosidade e ambientes fechados.

Larissa Padron


6 – O Som ao Redor

O-Som-Ao-RedorSe em Tropa de Elite 2 nós víamos o efeito das milícias em comunidades pobres, aqui em O Som ao Redor, nós vemos as mesmas em uma rua de classe média. O filme é um verdadeiro estudo dessa comunidade, conseguindo estabelecer muito bem o panorama geral daquela sociedade e criando personagens fantásticos. Um interessante retrato dessas pessoas, que consegue evocar toda a complexidade das relações entre os personagens e não cria nenhuma caricatura no caminho, sempre personagens de carne e osso. É uma grande obra prima e que quase teve a oportunidade de representar o Brasil no Oscar 2014.

João Golin

O Som ao Redor: a excelente edição de som permite ao cineasta contar a história de um recorte da sociedade da classe média brasileira que poderia ser muito bem a nossa vizinhança, abordando problemas íntimos e sociais com atualidade.

Márcio Sallem, do site Em Cartaz


5 – O Mestre

Eu desconfio que Paul Thomas Anderson seja de fato o melhor diretor norte-americano em atividade, talvez um dos melhores vivos, e O Mestre dá mais evidências disto com uma narrativa incisiva que remete de forma brilhante à psicanálise proposta por Freud, no caso a subdivisão em Ego, Super-Ego e Id, assumindo as figuras de cada um dos personagens da narrativa.

Márcio Sallem, do site Em Cartaz

Para quem acredita que uma boa atuação é mais que metade do necessário para um filme ser considerado bom, O Mestre têm três grandes motivos para merecer sua atenção, além de um trabalho impecável da trilha sonora e do diretor.

Tullio Dias


4 – Django Livre

poster django livre
O mérito de Quentin Tarantino é saber reconhecer o seu lugar e importância no cinema. Podem reclamar à vontade que o cineasta não foge da sua zona de conforto, mas por que ele deveria fazer isso quando acerta todas as vezes que decide brincar de ser cineasta? Django Livre faz o improvável e supera Bastardos Inglórios com o mais próximo de um romance que poderemos assistir nas obras do diretor. Tudo isso com muito sangue e violência gráfica exagerada, como não é surpresa para ninguém que já tenha visto quaisquer um de seus outros filmes.

Tullio Dias


3 – Amor

O trabalho de Michael Haneke vencedor do Oscar é transcendental na maneira com que converte o sentimento primordial na própria prisão da qual não escapará – daí a presença abundante de janelas e a razão pela qual sair do apartamento revela-se a rima definitiva. Minimalista e intimista? Sim, mas multifacetado, denso e maravilhosamente bem atuado.

Márcio Sallem, do site Em Cartaz

O sádico Michael Haneke gosta de torturar seu público com personagens de classe média vivendo intensos conflitos que poderiam acontecer a qualquer um da plateia. Desta vez, o cineasta se utilizou de um tema que definitivamente ainda vai assombrar a maior parte de seu público: a velhice. O filme atinge o brilhantismo de conseguir imprimir na tela um dos processos mais tristes de nossas vidas, a degradação do corpo e da mente pouco antes da morte, e justificar o amor no título, com um casal protagonista que nos mostra que as dificuldades são melhores enfrentadas quando temos com quem dividi-las. O resultado do único filme levemente otimista na carreira de Haneke foi a sua segunda Palma de Ouro.

Larissa Padron

Não é um filme de lágrimas, mesmo que estas apareçam em um ou outro momento. É um filme de inquietações e de intenso comprometimento com os personagens que vemos em cena. Outra obra prima do diretor austríaco.

João Andrade


2 – Antes da Meia-Noite

O cinema funciona melhor quando a gente consegue encontrar inspiração e identificação com o que está na tela. No caso de uma trama que faz parte de nossas vidas há mais de 18 anos, é ainda mais interessante observar o efeito disso em nossas vidas. A conclusão do romance de Jesse e Celine é como um reencontro com os nossos melhores amigos e nós ficamos com os olhos marejados por constatar que eles continuam juntos e felizes. Antes da Meia-Noite, apenas por esse detalhe, é a obra que melhor resume 2013.

Tullio Dias

Antes da Meia-Noite é um desfecho inusitado para quem acompanhou os dois primeiros filmes desta trilogia belíssima de Richard Linklater. O capítulo final – que tem um quê de existencialismo de Woody Allen e de loucura de Quem Matou Virginia Woolf? – é uma despedida singela, brutal, realista, simetricamente oposta a Antes do Amanhecer, que encerra como que um círculo completo, jamais esquecendo as influências do tempo no enredo e na evolução dos personagens. Nada de idealismo nem esperanças: Jesse e Céline estão desbocados, amando e odiando, mostrando que nunca tudo são flores e que muito do que já foram na juventude ficou lá atrás, em Viena, em tempos de outrora… A Grécia é o pano de fundo e podem ter certeza: a tragédia será anunciada. Peguem a pipoca e os lenços e se preparem para a bola de fogo que está Julie Delpy, que despede-se da era dos “Antes…” com a melhor versão do papel de sua vida.

Fernanda Minucci


1 – Gravidade

Esperei três anos por Gravidade. Alucinada que sou pelo diretor Alfonso Cuarón (que fez Filhos da Esperança, um de meus filmes prediletos de ficção científica), aguardei o projeto, de que ora não se tinha notícia sobre, ora era delongado, ora trocava-se os atores e a trama, que é bom, nunca era revelada. Pois eis que saiu Gravidade. O enredo é simples e formulaico, mas funciona muito bem. O trunfo neste experimento tecnológico bem-sucedido de Cuarón são as imagens, sejam proporcionadas por bela fotografia, sejam por efeitos 3D (quem não se maravilhou com a gota que paira no ar e estoura na “lente da câmera”?), sejam por efeitos computadorizados. Que experiência fantástica! Que caldeirão de emoções me tornei (e que chororô aprontei, minha gente…), quantos questionamentos importantes nos inculca o roteiro dos Cuarón – pai e filho, Jonás, unidos nesta maravilha da sétima arte. Sandra Bullock melhor do que nunca… E que performance charmosa e marcante a de George Clooney. Cada segundo de sua presença em tela é valioso. Atenção para a trilha sonora e também para a voz do controlador da missão, que pertence ao ator Ed Harris.

Fernanda Minucci

É muito fácil imaginar Gravidade nas mãos de um diretor menos talentoso que Cuarón, e a maneira como isso influenciaria o longa-metragem. Para começar, provavelmente, observaríamos o sofrimento dos personagens na terra; igualmente, uma comemoração final, com todos festejando o resgate dos personagens. Além disso, arriscaria que a própria ação demoraria dois atos para ocorrer, a tensão tardaria a ser adicionada e a história se alongaria muito mais: focando na família, personagens escapando de um choque minutos antes e mais papéis descartáveis. E essa é a grande diferença de um filme dirigido pelo mexicano: a maneira de construir uma tensão angustiante, uma atmosfera insegura e a falta de certeza do público quanto ao que irá acontecer.

Andrey Lehnemann, do ClickFilmes

Alfonso Cuarón dirigiu a experiência cinematográfica de 2013. Se existisse isso de “filme obrigatório do ano”, Gravidade com certeza seria o escolhido. Estrelado por Sandra Bullock e George Clooney, a obra narra a história de uma astronauta que precisa sobreviver sozinha no espaço. Por trás das ações dos personagens existe toda uma metáfora para questões existenciais, especialmente em relação ao nascimento/ressurreição. Além disso, tecnicamente, Gravidade dá um verdadeiro show, daqueles que todo mundo deveria ter assistido na tela grande.

Tullio Dias


Listas Individuais dos Convidados

Andrey Lehenemann, do ClickFilmes
1. O Mestre
2. O Som ao Redor
3. Tabu
4. Dossiê Jango
5. Antes da Meia-Noite
6. Depois de Lúcia
7. Azul é a Cor Mais Quente
8. Além das Montanhas
9. A Viagem
10. Invocação do Mal

Angelo Costa, do Fala Cinéfilo
1 – Gravidade
2 – A Caça
3 – Os Suspeitos
4 – Rush – No Limite da Emoção
5 – Circulo de Fogo
6 – Azul é a Cor mais Quente
7 – Indomável Sonhadora
8 – Detona Ralph
9 – Jogos Vorazes: Em Chamas
10 – Invocação do Mal

Bruno Costa, do site Os Cinéfilos
Azul é a Cor Mais Quente
Frances Ha
Blue Jasmine
Gravidade
O Som ao Redor
A Caça
A Grande Beleza
Rush
Elena
Além da Escuridão – Star Trek

Daniel Correa, do Tenho Mais Discos Que Amigos
Tabu
O Mestre
Indomável Sonhadora
Antes da meia noite
Gravidade
À Procura do Amor
Frances Ha
Blue Jasmine
Os Suspeitos
Dossiê Jango
O som ao Redor

Daniel Herculano, da Tribuna do Ceará
1 – Gravidade (Gravity, 2013)
2 – Os Suspeitos (Prisioners, 2013)
3 – Rush – No Limite da Emoção (Rush, 2013):
4 – Capitão Phillips (2013)
5 – Blue Jasmine (2013)
6 – O Mestre (The Master, 2012):
7 – Além da Escuridão – Star Trek (Star Trek Into Darkness)
8 – Frances Ha (2012).
9 – Os nacionais: O Som ao Redor/Flores Raras/Faroeste Caboclo
10 – O que o Oscar deixou para 2013:
A Hora Mais Escura; Django Livre, Amor;

Daniel Medeiros, do 7 Marte
1. Azul É a Cor Mais Quente
2. O Som ao Redor
3. Antes da Meia-Noite
4. Gravidade
5. Amor
6. Um Estranho no Lago
7. Depois de Lúcia
8. O Mestre
9. O Lugar Onde Tudo Termina
10. Jogos Vorazes: Em Chamas

Guilherme Antunes, do Cinetoscopio
1 – A Caça
2 – O Mestre
3 – Amour
4 – Frances Ha
5 – Alabama Monroe
6 – Gravidade
7 – É tudo tão Calmo
8 – Invocação do Mal
9 – Only God Forgives
10 – Segredos de Sangue

João Marcos Flores, do CineViews
1. O Som ao Redor
2. Antes da Meia-Noite
3. Além das Montanhas
4. Amor
5. Django Livre
6. A Grande Beleza
7. O Mestre
8. Pais e Filhos
9. Gravidade
10. Hannah Arendt

Leandro Valina, do Filmes e Games
A vida Secreta de Walter Mitty
Gravidade
Django
Rush
Mama
Frozen
É o Fim
Circulo de Fogo
Guerra mundial Z
Homem de Aço

Marcelo Seabra, do Pipoqueiro
A Hora Mais Escura
Capitão Phillips
Rush
Django Livre
A Caça
Além da Escuridão – Star Trek
Faroeste Caboclo
Gravidade
Os Suspeitos
Detona Ralph

Márcio Sallem, do Em Cartaz
1. A Viagem
2. Gravidade
3. O Mestre
4. Killer Joe – Matador de Aluguel
5. Azul é a Cor mais Quente
6. A Hora mais Escura
7. Amor
8. Os Suspeitos
9. Rush – No Limite da Emoção
10. Bernie – Quase um Anjo

Mariana Mendonça, do site BeloArtes
1 – Amor
2 – Tatuagem
3 – Indomável Sonhadora
4 – Azul é a Cor Mais Quente
5 – A Caça
6 – O Som ao Redor
7 – Django Livre
8 – Faroeste Caboclo
9 – Colegas
10 – Blue Jasmine

Renato Silveira, do Cinema em Cena
1. Tabu
2. Antes da Meia-Noite
3. O Som ao Redor
4. O Voo
5. Azul é a Cor Mais Quente
6. A Hora Mais Escura
7. Django Livre
8. O Mestre
9. Os Suspeitos
10. Círculo de Fogo

Renné França, do Pílula Pop
1- Gravidade
2- Amor
3- A Grande Beleza
4- O Som ao Redor
5- Indomável Sonhadora
6- Django Livre
7- O Mestre
8- Antes da Meia-Noite
9- Tabu
10- Invocação do Mal

Silvano Vianna, do site Cinema Detalhado
Os Suspeitos
Detona Ralph
Pacific Rim
O Hobbit
Django Livre
Searching for Sugar Man
Jogos Vorazes
Rush
A Morte do Demonio
Invocação do Mal

Tiago Paes de Lira, do Tem Um Tigre no Cinema
Gravidade
A Caça
Os Suspeitos
O Mestre
Killer Joe
O Lugar Onde Tudo Termina
Antes da Meia-Noite
Detona Ralph
Star Trek: Além da Escuridão
A Vida Secreta de Walter Mitty


Listas Individuais do Cinema de Buteco

Leonardo Lopes
1- Os Suspeitos
2- Amor
3- Procurando Sugar Man
4- A Caça
5- Killer Joe – Matador de Aluguel
6- Sete Psicopatas e um Shih Tzu
7- Dentro da Casa
8- Dossiê Jango
9- Além da Escuridão – Star Trek
10- Django Livre
Menção honrosa, por empatar com Django Livre e perder no tapetão: A Viagem

João Andrade
1 – Gravidade
2 – Azul é a Cor mais Quente
3 – Frances Ha
4 – Amor
5 – Um Estanho no Lago
6 – Upstream Color
7 – Em Transe
8 – Killer Joe
9 – Antes da Meia Noite
10 – Segredos de Sangue

Julyano Abnner
1 – Paraiso : Fé
2 – Gravidade
3 – Amor
4 – Frances Ha
5 – Sound City
6 – O som ao Redor
7 – Procurando Sugar Man
8 – Paraíso: Esperança
9 – O Quarteto
10 – Django Livre

Jairo Souza
1 – Indomável Sonhadora
2 – A Viagem
3 – Amor
4 – Bling Ring
5 – Frances Ha
6 – Inside Llewyn Davis
7 – O Lugar Onde Tudo Termina
8 – O Mestre
9 – As Sessões
10 – Gravidade

Nathália Pandeló
1 Gravidade
2 – À Procura do Amor
3 – Tabu
4 – Blue Jasmine
5 – Antes da Meia-Noite
6 – Indomável Sonhadora
7 – O Mestre
8 – Frances Ha
9 – Os Suspeitos
10 – Django Livre

Fernanda Minucci
1 – Anna Karênina
2 – Gravidade
3 – Ferrugem e Osso
4 – Os Suspeitos
5 – Lincoln
6 – Django Livre
7 – O Voo
8 – Antes da Meia-Noite
9 – Amor Bandido
10 – Serra Pelada

João Golin
1 – Frances Ha
2 – O Mestre
3 – O Lado Bom da Vida
4 – Além da Escuridão – Star Trek
5 – Detona Ralph
6 – Procurando Sugar Man
7 – Django Livre
8 – Antes da Meia Noite
9 – Elena
10 – Sete Psicopatas e um Shih Tzu

Eduardo Monteiro
1 – Antes da Meia-Noite
2 – Gravidade
3 – O Som ao Redor
4 – Detona Ralph
5 – Capitão Phillips
6 – A Hora Mais Escura
7 – Faroeste Caboclo
8 – Azul é a Cor Mais Quente
9 – Killer Joe – Matador de Aluguel
10 – Questão de Tempo

Larissa Padron
1 – Gravidade
2 – Antes da Meia-Noite
3 – A Hora Mais Escura
4 – Os Suspeitos
5 – Amor
6 – O Grande Gatsby
7 – Anna Karenina
8 – Doméstica
9 – As Sessões
10 – Django Livre

Lucas Paio
1 – Django Livre
2 – Indomável Sonhadora
3 – A Viagem
4 – Procurando Sugar Man
5 – Rush
6 – Capitão Phillips
7 – Detona Ralph
8 – Inside Llewyn Davis
9 – Antes da Meia-Noite
10 – Gravidade

Tullio Dias
1 – Antes da Meia Noite
2 – Procurando Sugar Man (Obrigatório para quem gosta de música)
3 – O Lado Bom da Vida
4 – Como Não Perder Essa Mulher (Obrigatório para quem tem algum Mac Book da vida)
5 – O Lugar Onde Tudo Termina
6 – Rush – No Limite da Emoção
7 – Os Suspeitos
8 – Faroeste Caboclo
9 – Django Livre
10 – Gravidade

Tullio Dias

Dizem que sou legal, mas eles estão mentindo só para me agradar. Gosto de Molejo, acho Era Uma Vez no Oeste uma obra-prima, prefiro baixo de quatro cordas do que os de cinco, tenho um MBA de MKT Digital e um curso de Publicidade, não tenho filhos, não tenho um coração, mas me derreto por caipirinhas.