Cinema por quem entende mais de mesa de bar

Os Melhores Filmes de 2016

#15

Sing Street (John Carney, 2016) Tudo bem que a temporada não foi fácil para os fãs de boas histórias românticas no cinema, mas Sing Street ficaria com a nossa caipirinha de ouro mesmo se tivesse “adversários” de qualidade.

Dirigido por John Carney, um cineasta que vem se revelando um verdadeiro mestre na arte de contar histórias de amor através da música,  o longa-metragem conquista o espectador facilmente com uma deliciosa mistura de comédia, aventura e romance. Sing Street conta a história de um garoto crescendo em Dublin, nos anos 1980. Ele encontra uma forma de fugir da sua família disfuncional ao montar uma banda e, de quebra, ainda tenta impressionar a garota por quem ele é apaixonado.

Acho que não precisa nem ter nascido na década de 80 para se apaixonar pela narrativa. Claro que a identificação maior é do público trintão, especialmente por Carney ter conseguido recriar tão bem o velho clichê de um garotinho apaixonado pela menina errada. Em alguns momentos lembramos diretamente em John Hughes e suas inestimáveis contribuições para o mundo do cinema. Lindo demais!

Recomendado para quem gosta de: comédia, década de 1980, Once, U2, Filmes sobre música


#14

O Regresso (The Revenant, Alejandro Gonzalez Iñárritu, 2015) Para quem tem estômago e aprecia uma boa história de vingança, acompanhar o personagem de Leonardo DiCaprio lutando para sobreviver diante ameaças naturais e de inimigos é um prato cheio. Não existiu produção mais tensa e capaz de oferecer tantas sensações em 2016 quanto O Regresso.

Inárritu constrói uma obra fria sobre os limites humanos, mas não passa disso. É espetacular por mostrar uma bela história de vingança com dois atores inspirados. E é o suficiente para ser um grande destaque da temporada.

O Regresso apareceu também no ranking de melhores filmes de aventura de 2016.

Recomendado para quem gosta de: Aventura, Drama história real, neve, fotografia de cair o queixo, Zé Colmeia


#13

Elle (Paul Verhoeven, 2016) O que mais me chateia quando leio pessoas reclamando da falta de grandes filmes em 2016, é que eles estão colocando um dos melhores diretores de todos os tempos nessa sacola. Impossível um ano com trabalho inédito de Paul Verhoeven ser ruim.

O sempre polêmico diretor retornou depois de um longo período de hibernação, ou produzindo coisas que ninguém viu, e o resultado foi esse arrepiante Elle. Como não podia deixar de ser, a produção polemizou e foi mal recebida por muitas pessoas que fizeram uma leitura perigosa da narrativa. Me pergunto o seria de Conquista Sangrenta, caso fosse lançado hoje.

Recomendado para quem gosta de: BDSM e riu de 50 Tons de Cinza, filmes sobre síndrome de Estocolmo, histórias sobre pessoas fodidas da cabeça e suas perversões sexuais


#12

Zootopia – Essa Cidade é o Bicho (Zootopia, Byron Howard, Rich Moore, 2016) Depois de Detona Ralph, Frozen e Operação Big Hero, a Disney Animation mostra que continua em uma ótima fase e acerta novamente, entregando a melhor comédia do ano (e também liderou o ranking de animação).

Zootopia é daqueles filmes que criam um mundo cheio de detalhes incríveis, coadjuvantes que roubam a cena (as preguiças, estrelas dos trailers, são apenas um dos exemplos) e um roteiro que ganha surpreendentes cunhos sócio-políticos sem nunca deixar de ser engraçado à beça. (Lucas Paio)

Recomendado para quem gosta de: paródias, críticas contra a sociedade


#11

Cinco Graças (Mustang, Deniz Gamze Ergüven, 2015) Este é um filme maduro e feminista que se passa durante o verão em um vilarejo turco. Cinco Graças conta a história de cinco irmãs que vivem com o tio e a avó sob grande pressão, fazendo com que as garotas deixem de frequentar a escola e passam a viver em uma espécie de prisão domiciliar, aprendendo a limpar, cozinhar e costurar para que fique ainda mais fácil de conseguir um casamento arranjado. As interpretações são excelentes e sinceras, fazendo valer a indicação ao Oscar de Melhor Filme Estrangeiro 2016.

Recomendado para quem gosta de: filmes sobre sexismo, empoderamento, irmãs