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Top 10 – Os Melhores Filmes de Ação de 2016

O Cinema de Buteco orgulhosamente apresenta os melhores filmes de ação de 2016. Apreciem sem moderação:

HÁ ALGUMAS DÉCADAS, a esfera deste gênero fora dominada pelos inesquecíveis “exércitos de um homem só” e pelos buddy-cop movies. Este último atualmente está mais ligado à comédia, enquanto aquele não obteve sucesso em sua tentativa de retorno, há cerca de dois ou três anos. Por sua vez, 2016 é um efetivo demonstrativo da ação contemporânea enquanto dominada pelas grandes produções de super-heróis e pelas narrativas de espionagem mais realistas, com algum espaço para outras propostas. Confira as que mais se destacaram nos últimos doze meses.

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Jason Bourne Recomendado especialmente para o público interessado em filmes de ação com um certo nível de decência (ou seja, quem detestou Invasão a Londres), Jason Bourne é uma boa diversão que está bem longe de chegar perto da qualidade da trilogia original. (Tulllio Dias)

Recomendado para quem gosta de: franquias, espionagem, filmes de ação com porrada e perseguição

X-Men: Apocalipse O mais novo episódio da duradoura franquia dos mutantes passou longe de ser querido pelos cinéfilos. Curiosamente, ele possui uma “grande batalha definitiva”, bem como X-Men: O Confronto Final, cuja recepção também foi negativa; e, tal qual a produção de 2006, este X-Men: Apocalipse é um exemplo de obra subestimada.

Apesar de alguns problemas – em especial, a fragilidade e obviedade dos diálogos – que o impedem de alcançar a qualidade de Primeira Classe ou Dias de um Futuro Esquecido, títulos passíveis de comparação, é necessário reconhecer, no novo trabalho de Bryan Singer, a grande competência na condução das sequências de ação, a elogiável proposição de discussões sofisticadas – a problematização contextual da noção instrumentalista, o questionamento da força do discurso derrotista – e, enfim, a presença de mais uma emblemática sequência protagonizada pelo já querido Mercúrio. (Leonardo Lopes)

Recomendado para quem gosta de: mutantes, Wolverine, Marvel, vilões que pagam de indestrutíveis, mas não são de nada

Hardcore Henry: Missão Extrema (Hardcore HenryIlya Naishuller, 2015) Filmado todo em primeira pessoa, Hardcore Henry é uma experiência intensa e que agradará em cheio ao público aberto para novidades. A trama apresenta um ciborgue ressuscitado para salvar a sua criadora de um vilão com poderes telecináticos.

Recomendado para quem gosta de: POV, tecnologia, ciborgues, artes marciais


Batman vs Superman: A Origem da Justiça
 
Batman vs Superman: A Origem da Justiça não é o melhor longa-metragem do mundo, mas não faltou com as expectativas criadas pelos fãs. Pecando pela quantidade de informações (e a velocidade como tudo acontece prejudica momentos mais dramáticos ou filosóficos, como a cena em que Wayne caminha até onde os pais estão enterrados), mas compensando por entregar o prometido, Zack Snyder demonstra maturidade e competência nessa difícil missão de estabelecer todo um universo e nos deixa ansiosos pelos próximos filmes – e claro, o retorno do Superman.

Recomendado para quem gosta de: DC, heróis, sempre sonhou em ver o Batman socando a cara do Superman, Zack Snyder

Conexão Francesa (La FrenchCédric Jimenez, 2014) O filme se passa na década de 1970 e conta a história de Pierre Michel (interpretado com afinco por Jean Dujardin, de O Artista), um juiz íntegro que quer colocar ordem na casa quando é transferido para Marselha. Isso significa acabar com o tráfico na região e mexer com o impiedoso Gaëtan ‘Tany’ Zampa (Gilles Lellouche, de Até a Eternidade). Já não uma tarefa fácil, mas na verdade, é ainda mais difícil do que parece. Pierre quer destruir todo o esquema de Zampa e, com isso, dissolver contatos, parceiros, todos os envolvidos com chefe do tráfico. (Graciela Paciência)

Recomendado para quem gosta de: tramas policiais, drogas, tráfico de drogas, justiça

#10

No Fim do Túnel (Al final del túnel, de Rodrigo Grande, 2016) Bem como James Stewart em Janela Indiscreta, o personagem do excelente Leonardo Sbaraglia (que também está no recente “O Silêncio do Céu“), Joaquín, é um sujeito preso a uma cadeira de rodas enquanto se vê elucidando um mistério que pode colocar a sua vida em perigo. Porém, ao contrário do protagonista de Hitch, o condição de Joaquín é permanente, tendo a sua própria residência adaptada para realizar serviços eletrônicos no porão e as atividades rotineiras no térreo. (Alex Gonçalves, do blog Cine Resenhas)

Recomendado para quem gosta de: thriller, curiosidade, de ter bons vizinhos, influência de Alfred Hitchcock


#9

Dog Eat Dog (Paul Schrader, 2016) Em sua primeira cena – uma sequência envolvendo Mad Dog (Willem Dafoe), subjetividade mental, drogas, televisão, assassinato e fotografia rosada -, este projeto de Paul Schrader já diz a que veio: no universo de Dog Eat Dog, os seres humanos não creem que suas vidas valham mais do que alguns milhares de dólares – e, neste contexto, a autodestruição é óbvia consequência. E a trama absolutamente clichê e evidentemente despreocupada com isso não configura um problema – afinal, o longa propõe-se a brincar com as convenções do gênero. (Leonardo Lopes)

Recomendado para quem gosta de: sequestro, mafiosos, condenados, Nicolas THE Cage,


#8

Jack Reacher: Sem Retorno (Jack Reacher: Never Go Back, Edward Zwick, 2016) É extremamente difícil fazer filmes de ação, e já há algum tempo. Fugir de clichês, personagens estereotipados é um grande desafio para qualquer um que entre nessa jogada. Jack Reacher: Sem Retorno sofre desse mal. Se na aventura anterior o personagem era colocado em situações impossíveis, compensadas por boas cenas de ação e homenageando o estilo, a continuação parece sem propósito exatamente por esse motivo. A história de 2013 fazia sentido porque outros personagens e filmes fizeram que o ex-major existisse, mas a continuação serve apenas para referenciar o próprio personagem. Ainda é divertido, mas claramente sem lugar para se destacar.

Os enquadramentos de Zwick, mostrando o personagem subjetivamente pelas costas para ser descoberto aos poucos, as feridas da luta e o desafio às autoridades servem de metáfora para a história que segue. Nesse prólogo há o desafio às autoridades, a questão de agora ele estar mais vulnerável (no filme anterior ele cuidou de quatro bandidos da ralé sem suar) por estar machucado e sangrando e a associação com uma pessoa que conhece apenas por indicação e que só conheceremos nas próximas cenas. (Tiago Paes Lira, do blog Um Tigre no Cinema)

Recomendado para quem gosta de: franquias, Tom Cruise, muita ação e pouco cérebro


#7

Herança de Sangue (Blood Father, Jean-François Richet, 2016) O tio Mel Gibson está de volta com força total. Antes de arrancar elogios com Até o Último Homem, o bad boy mais charmoso (e sem noção) de Hollywood encarnou o papai de uma garota problema no divertido Herança de Sangue. O longa apresenta a história de um ex-condenado que precisa salvar a vida da filha, que está envolvida com perigosos assassinos.

Em tempos que filmes de ação de sucesso são desmiolados ou precisam envolver homens musculosos se batendo, Herança de Sangue é uma bela surpresa – especialmente num ano sem tantos destaques do gênero. Méritos para o cineasta Jean-François Richet, que cuidou de conduzir a narrativa sem deixar Gibson parecer uma versão suja do personagem de Liam Neeson em Busca Implacável.

Recomendado para quem gosta de: mexer com a filha dos outros, para quem não quer ter um sogro desses, Busca Implacável, DNA defeituoso


#6

Polícia em Poder da Máfia (Triple 9, John Hillcoat, 2015) Um filme de ação como raramente se viu ao longo desse ano de 2016. Dirigido pelo eficiente John Hillcoat, Polícia em Poder da Máfia apresenta uma gangue de criminosos e policiais corruptos planejando a morte de um agente da lei, enquanto cometem um assalto gigantesco do outro lado da cidade.

Infelizmente, a produção foi lançada direto em home video no mercado brasileiro. 

Recomendado para quem gosta de: polícia corrupta, vilões como protagonista, máfia, crimes, corrupção, vingança