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51 Melhores Filmes Românticos de Todos os Tempos (da última semana)

40- Tarde Demais (The Heiress, William Wyler, 1949)

A tímida e bela Catherine (Olivia de Havilland) convive com o constante desprezo do pai, Dr. Austin, homem que perdeu a esposa quando esta deu à luz a primeira filha. Ela ouve diariamente que não é tão bonita, delicada e boa como sua mãe era. Quando Catherine se apaixona perdidamente por Morris, um rapaz bonito, pobre e galanteador, o pai tenta convencê-la de que o casamento não dará certo porque seu amado está interessado apenas no dinheiro da família.

O filme de William Wyler mistura a crença cega no amor perfeito, capaz de vencer os preconceitos sociais, e a dura realidade que bate à porta de todos. Catherine parece uma moça frágil, mas surpreende ao mostrar uma força emocional que nem todo mundo tem. Pelo papel, Olivia de Havilland foi premiada com o segundo Oscar de Melhor Atriz. (Graciela Paciência)

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39- Up: Altas Aventuras (Up, Pete Docter, Bob Peterson, 2009)

É clichê falar que todo mundo chora nos primeiros 10 minutos de Up, mas é um clichê que vale ser repetido porque nenhuma outra animação te faz chorar em tão pouco tempo mostrando apenas as várias fases de um casal. Com uma história ingênua e, ao mesmo tempo, tão ambiciosa, a Pixar nos mostrou que o amor que faz a vida valer a pena é construído passo a passo e em cumplicidade. E que ele sobrevive até à morte, se apegando aos ideais que foram construídos pela trajetória. Um filme que mostra para crianças de qualquer idade que o amor nos faz voar (literalmente) merece entrar na nossa lista. (Larissa Padron)


38- Star Wars – Episódio V: O Império Contra-Ataca (Star Wars – Episode V: The Empire Strikes Back, Irvin Kershner, 1980) Quem foi que disse que não existe romance no espaço? O Império Contra-Ataca, também conhecido como melhor filme da série, mostra que não é bem assim.

Han Solo (Harrison Ford) e Leia Skywalker (Carrie Fischer) interpretam um casal arredio e que encarnam bem o clima de “entre tapas e beijos“, do Leandro e Leonardo. O romance, obviamente, não recebe toda a atenção da narrativa, mas é fundamental para envolver o público em torno desse arco de histórias. Nós torcemos para que os dois fiquem juntos e nos derretemos com aquela declaração de amor épica momentos antes de Han ser aprisionado:

Eu te amo.
Eu sei.

(Tullio Dias)


37- Sintonia de Amor (Sleepless in Seattle, Nora Ephron, 1993)

“O diferencial de Sintonia de Amor para outras produções do gênero é que o casal principal praticamente não se encontra (são pouco mais de dois minutos juntos). Eles sequer se conectam diretamente, sendo sempre necessário que uma terceira parte se envolva para tornar os contatos possíveis. Mesmo assim, Ephron consegue manter a atenção do público em todas as cenas. O sucesso está em trabalhar com emoções reais e que podem atingir qualquer pessoa comum: quem é que nunca sentiu uma faísca diferente ao tocar a mão de outra pessoa ou sabe como é aquele friozinho na barriga quando a outra pessoa diz exatamente a mesma coisa que você acabou de dizer? Ou se sentiu enfeitiçado por uma completa desconhecida, ao ponto de tentar encontra-la sem ter a menor ideia do que poderia dizer? A diretora consegue capturar todos esses pequenos detalhes para criar uma trama simples, mas capaz de atrair tanto os homens quanto as mulheres, que naturalmente são o público alvo do romance.” (Tullio Dias)


36. Arthur, o Milionário Sedutor (Arthur, Steve Gordon, 1981)

Não aceite imitações: Russell Brand estrelou um dispensável remake em 2011, mas é esta pérola perdida dos anos 80 que mereceu um lugar na nossa lista e vale a pena resgatar. Dudley Moore interpreta o personagem-título, um ricaço que aparece bêbado em 90% das cenas; ele está prometido a uma moça de família também abastada, mas tem olhos mesmo é pra Liza Minnelli, que não tem onde cair morta. O romance proibido é o que move a trama, mas o barato mesmo é acompanhar esses personagens, suas tiradas sarcásticas e os inúmeros momentos de vergonha alheia em que se metem. Destaque para John Gielgud na pele de Hobson, o mordomo/babá do protagonista, responsável por algumas das frases mais citáveis do longa (“I’ll alert the media”). Pra ver e rever inúmeras vezes – de preferência, bêbado (Lucas Paio)


35. Amor Além da Vida (What Dreams May Come, Vincent Ward, 1998)

Apesar de considerar Amor Além da Vida um dos mais belos filmes românticos, não posso negar que vejo duas narrativas do mesmo. A primeira, mais romântica, mostra um homem apaixonado disposto a ir até o umbral resgatar a esposa suicida. Ele não mede esforços e sabe que eles têm a chance de passar a eternidade juntos. O filme é um espetáculo visual e apresenta elementos específicos para o modo com que cada pessoa enxerga o paraíso.

Por outro lado, testemunhamos uma mulher ser “obrigada” a conviver com a dor da perda dos dois filhos e, quatro anos depois, a do marido. Após passar por tudo isso e ceder ao suicídio, ela ainda terá que enfrentar as consequências do ato de desespero e ser condenada ao umbral.

Ainda assim, eu aconselho se permitir aos encantos do filme. Trata-se de uma história linda e inesquecível que tem Robin Williams em um dos seus melhores papéis. (Graciela Paciência)

https://www.youtube.com/watch?v=g7Yzuw_JoNA


34- Fonte da Vida (The Fountain, Darren Aronofsky, 2006) Acredito que um dia conseguirei escrever um review completo de alguns dos meus filmes favoritos, como é o caso aqui.

Presente em diversas listas do site (melhores filmes dos anos 2000; 100 filmes favoritos do Cinema de Buteco; dentre outras), Fonte da Vida pode não ser lá um grande filme romântico para o público comum. Inclusive, essa lista aqui tentou ser o mais positiva e bonitinha possível. É por isso que alguns títulos importantes, como Closer, ficaram de fora.

“Darren Aronofsky discute em Fonte da Vida as questões existencialistas relativas ao amor e a imortalidade. Além da profundidade filosófica e do deleite audiovisual que o filme traz ao espectador, Hugh Jackman surpreende com uma atuação sensível e dramática.” (Tullio Dias)


33- Namorados Para Sempre (Blue Valentine, Derek Cianfrance, 2010) Lançado na época do dia dos namorados como um filme fofinho, Namorados Para Sempre deve ter deixado muito casal bolado um com o outro e semeado a discórdia. Queria ser amigo desse profissional de marketing que achou uma boa ideia lançar esse filme justamente na época do dia dos namorados. O senso de humor dele parece ser bem divertido.

Michelle Williams e Ryan Gosling interpretam um casal cheio de problemas causados por sua incompatibilidade. Fruto de ações impulsivas, o casamento deles começa a fraquejar e chega num ponto em que é necessário tomar uma decisão.

Claramente, não se trata de uma obra romântica recomendada para quem está a fim de se dar bem nas comemorações do dia dos namorados. Veja por sua conta e risco. (Tullio Dias)


32. Alabama Monroe (The Broken Circle Breakdown, Felix van Groeningen, 2012)

O filme do belga Felix van Groeningen é um daqueles que doem no fundo da alma. Conta a história da tatuadora Elise e do fazendeiro e músico Didier, pessoas completamente diferentes que se apaixonam perdidamente e passam a fazer parte do universo um do outro.

Parece uma história linda, mas o filme começa mostrando a filha do casal sob tratamento para leucemia. Isso é o suficiente para entender que a complexidade do amor é ainda maior do que podemos imaginar. Alabama Monroe trata do sentimento entre um casal e expande ao amor dado a um filho e, com este, a dor em superar a perda.

É bonito, triste e visceral. Um daqueles filmes que, apesar de inesquecíveis, talvez você opte por apreciar somente uma vez. (Graciela Paciência)


31. Harry e Sally: Feitos um Para o Outro (When Harry Met Sally…, Rob Reiner, 1989)

O rabugento Harry, Billy Cristal, e a doce Sally, Meg Ryan, acabam de se formar na Universidade de Chicago e viajam juntos para New York. Durante o trajeto os dois não se entendem e cada um segue a vida na metrópole. Sem querer, encontram-se depois de anos e se tornam melhores amigos inseparáveis.

Meg Ryan e Billy Cristal dão o tom certo para a história de amigos que criam um laço tão profundo que só poderia… acabar em romance. O enredo é conduzido em ritmo lento para evidenciar que o amor é um processo que demanda tempo até que se estabeleça um relacionamento.

Um filme delicado e verossímil sobre o despertar de um romance. É uma delícia acompanhar os momentos de cumplicidade e carinho entre Harry e Sally, com destaque para a atuação de Meg Ryan que oferece a doçura necessária para viver a romântica personagem.

IMPERDÍVEL: Sally simulando um orgasmo numa lanchonete desafiando Harry… é puro deleite cinéfilo! 

Outra sacada da direção são os relatos reais de casais já velhinhos contando seus próprios enredos de amor. Histórias que fazem aquecer até os corações mais gélidos. (Juliana Uemoto)