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51 Melhores Filmes Românticos de Todos os Tempos (da última semana)

30. Tarde Demais Para Esquecer (An Affair to Remember, Leo McCarey, 1957)

Quando um sentimento teima em surgir, não há fatores externos que possa impedir o desabrochar do amor. Nickie Ferrante é um mulherengo que está comprometido, mas quando conhece a ex-cantora Terry McKay (que também está de casamento marcado) suas prioridades mudam e eles decidem acertar os pontos soltos em suas vidas para poderem ficar juntos.

O conhecido encontro marcado no Empire State Building é uma das marcas do filme e lembra também o trágico acidente que Terry sofre a caminho. Cary Grant e Deborah Kerr formam um casal inesquecível e carismático. (Graciela Paciência)

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29- Orgulho e Preconceito (Pride & Prejudice, Joe Wright, 2005)

Baseado em livro homônimo da escritora britânica Jane Austen, Orgulho e Preconceito conta a história de amor de Elizabeth Bennet (Keira Knightley) e Mr.Darcy (Matthew Macfadyen), que viveram no séc. 19 na Inglaterra Rural. Assim como no livro, uma sucessão de mal entendidos fazem com que Lizzie crie uma imagem ruim de Mr.Darcy, a imagem de uma pessoa arrogante e orgulhosa. Essa imagem é um dos empecilhos para que a história de amor dos dois se realize após declaração de Darcy. Lizzie acredita que ele é o único responsável pela ruína do enlace matrimonial eminente entre sua irmã mais velha, Jane Bennet, e Mr.Bingley amigo de Mr.Darcy. Após esclarecimento dos mal entendidos em carta escrita por Darcy, Lizzie começa a se envolver cada dia mais com esse homem que antes tinha jurado odiar. O filme não contém nenhuma cena de beijo, mas nem por isso poupa no romantismo. (Tullio Dias)


28. Desejo e Reparação (Atonement, Joe Wright, 2007)

A adolescência é uma fase difícil, onde sentimentos podem se misturar e fazer com que situações cruéis se concretizem. O ciúme, a inveja e o medo da rejeição fazem com que a jovem Briony faça uma acusação terrível contra o Robbie, o filho do caseiro e amor de sua irmã, Cecília.

A acusação muda por completo a história de amor do casal e Briony precisa conviver com a culpa e com o desejo de reparar o dano causado.

Desejo e Reparação é baseado no livro do escritor inglês Ian McEwan e uma descrição fiel do gosto amargo do arrependimento. (Graciela Paciência)


27- Once – Apenas uma Vez (Once, John Carney, 2007)

Esta produção irlandesa independente chamou a atenção justamente por sua simplicidade. Narrando a história de dois músicos de rua, o filme acompanha desde o momento que estes se conhecem até desenvolverem uma forte amizade, fugindo do romance convencional dos musicais, tudo isso intercalado por lindas canções folks originais do compositor (e protagonista) Glen Hansard.

John Carney se tornou, ao lado de Cameron Crowe e Richard Linklater, um cineasta especialista em transformar o amor pela música em histórias de cinema. O primeiro passo foi dado aqui e você PRECISA assistir a esse filme. Especialmente se tiver tesão em conhecer mais sobre a Irlanda. Once é maravilhoso! (Tullio Dias)


26. Jules e Jim – Uma Mulher Para Dois (Jules et Jim, François Truffaut, 1962)

Nas primeiras décadas do século 20, dois amigos (Jules e Jim) se apaixonam pela estonteante e cheia de vida Catherine (interpretada pela brilhante Jeanne Moreau). E numa época cercada de conflitos bélicos e culturais, para aquelas três pessoas o incêndio é interno e arde de forma bela e dolorosa ao mesmo tempo. No início da Nouvelle Vague e quando a contracultura e seu ideal de amor livre ainda engatinhavam, Truffaut fez um filme que não deixa a beleza roubar sua honestidade, mostrando a intensidade das paixões em todas as suas facetas e fases. (Larissa Padron)


25. Lisbela e o Prisioneiro (Guel Arraes, 2003)

Lisbela e o Prisioneiro encanta por tudo: pela simplicidade da história, pelos perfis conhecidos dos personagens e por sua ingenuidade. Mas o que se destaca, na verdade, é o trabalho primoroso de toda uma equipe, porque os diálogos são divertidíssimos, os atores estão incríveis em seus papeis, a direção de Guel Arraes é muito competente e a ambientação é nostálgica.

Conta a história de amor entre Lisbela e Leléu, uma jovem romântica, comprometida e sonhadora e um conquistador que finalmente é conquistado. O desenrolar da história flerta com A Rosa Púrpura do Cairo e a trilha sonora é marcante. Caetano Veloso cantando “Você Não me Ensinou a te Esquecer” é o que torna o filme ainda mais imperdível. (Graciela Paciência)

 


24- Noivo Neurótico, Noiva Nervosa (Annie Hall, Woody Allen, 1977)

Woody Allen já era um comediante famoso, respeitado e tinha alguns filmes com um sucesso moderado. Mas nada se compara ao que Annie Hall fez com sua carreira, o elevando a um cineasta que pode escolher e tocar seus projetos sem interferências. O filme surpreendeu pela linguagem inovadora e incrível atuação de Diane Keaton. Mas o seu grande trunfo é o roteiro e isso se deve, principalmente, a entrega e honestidade envolvidas na criação. A inspiração no fim real do relacionamento de Allen e Keaton traz para a trama as verdadeiras faces de um relacionamento, do início ao fim, com falas inspiradas e divertidíssimas. O resultado é um filme realista, mas que não nos deixa perder a esperança de continuar vivendo amores em sua plenitude. (Larissa Padron)


23. Os Amantes do Círculo Polar (Los amantes del Círculo Polar, Julio Medem, 1998)

O romance dirigido pelo espanhol Julio Medem conta uma daquelas histórias de amor que começam cedo, ainda na infância. Otto e Ana se conhecem na escola e passam a morar na mesma casa quando o pai dele casa com a mãe dela. O romance surge na adolescência, mas a vida e as escolhas de cada um o separam e na fase adulta eles têm a “missão” de ficar juntos.

A narrativa poética divide o ponto de vista dos personagens principais e o espectador vira testemunha dos sentimentos de ambos, mas nada pode fazer a respeito. Trata-se de um filme bonito como poucos conseguem ser. (Graciela Paciência)


22. Meu Primeiro Amor (My Girl,  Howard Zieff, 1991)

A desinibida e “madura” Vada, Anna Chlumsky, e o retraído Thomas, Macaulay Culkin, são melhores amigos e dividem o tempo entre a escola e as descobertas dos primeiros amores. Não se engane ao esperar um filme “bobinho”. Meu Primeiro Amor ousa ao trazer o tema da morte sob a ótica de uma menina de 11 anos, a personagem de Vada –  cuja mãe morreu em seu parto e o pai trabalha como agente funerário e prepara os corpos no porão da casa.  

A morte é um assunto tabu para nós ocidentais, então é um grande mérito da direção apresentá-lo de forma natural dentro do dia a dia de uma garota comum, mostrando assim que a morte faz parte da vida independentemente da nossa idade. É impossível não se emocionar com a nossa pequena heroína vivida com tanta naturalidade por Anna  Chlumsky e perceber que a doçura da infância traz uma leveza para superarmos nossas piores tragédias. (Juliana Uemoto)


21. Em Algum Lugar do Passado (Somewhere in Time, Jeannot Szwarc, 1980)

Uma idosa desconhecida aborda o autor Richard Collie no dia de estreia de sua peça, fala “volta para mim”, entrega-lhe um velho relógio de bolso e parte. Oito anos depois ele se depara com o retrato de uma atriz do passado e descobre que trata-se da mesma mulher. Esse mistério o fará embarcar em uma “viagem” para reencontrar esse amor perdido no tempo. 

Protagonizado pelo saudoso Christopher Reeve, no papel de Richard Coolie, e pela bela Jane Seymour, que dá vida a Elise McKenna, o filme traz à tona nosso desejo de viver um amor eterno, capaz de ultrapassar todas as barreiras, inclusive a  do tempo. 

Mérito para o trabalho da equipe ao recriar a charmosa época do início do século XX e também nas escolhas do casal de atores, cujos traços clássicos reforçam a atmosfera etérea – elemento fundamental para creditar a  narrativa. 

Ponto ainda para o desempenho de Reeve que nos brinda com uma entrega justificável à altura da dificuldade do seu “projeto”, fazendo-nos pensar sobre a possibilidade de um amor que nos acompanha por vidas… será? (Juliana Uemoto)