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51 Melhores Filmes Românticos de Todos os Tempos (da última semana)

20. Moulin Rouge: Amor em Vermelho (Moulin Rouge!, Baz Luhrmann, 2001)

Baz Luhrmann é um cara que gosta de histeria. Tudo em seus filmes é absolutamente vivo e parece gritar: cores, música, atuações e detalhes do design de produção. E é esse seu estilo único que torna Moulin Rouge tão especial. Ele entendeu melhor do que qualquer diretor de musical moderno que amor é exatamente essa explosão de sensações em nossas vidas. As músicas são de todas as épocas e em versões reformuladas (porque amar é recompor com fórmulas anteriores), os cenários misturam a realidade com imaginação e o roteiro é o mais clichê possível (mas sem deixar de lado seu invencionismo). E tudo isso, claro, é iluminado pelo vermelho mais intenso que existe. O resultado é a breguice mais deslumbrante que eu já vi. (Larissa Padron)


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19. Simplesmente Amor (Love Actually, Richard Curtis, 2003)

O charme inglês e o clima natalino tornam o filme de Richard Curtis ainda mais agradável. Oito casais passam por aventuras amorosas nesta que é uma das comédias românticas mais elogiadas pelo público e pela crítica.

Misturando drama, humor e romance, a variedade e o desenvolvimento das histórias divertem, emocionam e nos apresenta a sensibilidade do diretor e de atores como Andrew Lincoln (bem antes de combater zumbis na série The Walking Dead), Alan Rickman (pausa no papel de Severo Snape), Emma Thompson, Keira Knightley e Bill Nighy.

Há casais em fase de conhecer um ao outro, alguns que nem sabem do sentimento que carregam e outros que vão enfrentar uma crise inesperada, assim o público pode se surpreender de maneiras diferentes no mesmo filme. (Graciela Paciência)


18. A Bela e a Fera (Beauty and the Beast, Gary Trousdale, Kirk Wise, 1991)

Uma das animações mais amadas da Disney, A Bela e a Fera foi o primeiro filme em animação que concorreu ao Oscar de Melhor Filme (perdeu para O Silêncio dos Inocentes) e é umas das adaptações mais conhecidas do conto de Jeanne-Marie Leprince de Beaumont.

A história de Bela, uma jovem apaixonada por literatura e que anseia por uma vida mais emocionante do que aquela que leva na aldeia em que vive, dá uma reviravolta quando seu pai é feito de refém por um príncipe amaldiçoado, conhecido como Fera. Ela decide ficar presa no castelo com a Fera em troca da liberdade da pessoa que mais ama na vida e, aos poucos, passa a conhecer a verdadeira essência do complexo príncipe. (Graciela Paciência)


17- Amor (Amour, Michel Haneke, 2012) Poxa vida! A redação do Cinema de Buteco tem uma visão bem apocalíptica quando se pensa em melhores filmes românticos. Só isso explica um filme de terror sobre velhice ter aparecido entre os 20 melhores dessa lista…

George e Anne vivem um casal de idosos que trabalhou a vida inteira como professores de música. Num belo dia, ou não tão belo assim, Anne tem um ataque e fica de cama. A partir desse momento, os laços que unem o casal passam a ser testados diariamente.

Caso você tenha acabado de levar um pé na bunda, Amor pode ser uma excelente opção para você saber que nunca precisará passar por isso na sua vida. Pode ser uma excelente forma de superar o fim de um relacionamento. Agora, se você quer dar uns beijinhos, fuja desse título. (Tullio Dias)


16. As Pontes de Madison (The Bridges of Madison County, Clint Eastwood, 1995)

Clint Eastwood já era Clint Eastwood quando decidiu expandir seu talento para atrás das câmeras. Foi na direção que mostrou sensibilidade e ficou famoso por desconstruir conceitos e preconceitos. Sua versão do livro As pontes de Madison mexe no conceito de “fidelidade” ao contar o drama vivido pela dona de casa Francesca, a irretocável Meryl Streep, que vivencia um intenso romance com o fotógrafo Robert, em um período de ausência de sua família.

Meryl Streep está soberba ao interpretar o conflito de Francesca diante da chegada do amor verdadeiro e a lealdade à sua família – brilhantemente apresentado na famosa cena do carro. Destaque também para a atuação sóbria de Clint que, mesmo tomado por um forte sentimento por Francesca, compreende a impossibilidade de viver esse amor.

O final sensacional ainda nos obriga a repensar nossos julgamentos sobre adultério e fidelidade à família… prepare-se para rever seus conceitos! (Juliana Uemoto)


15. Bonequinha de Luxo (Breakfast at Tiffany’s, Blake Edwards, 1961)

Saído das páginas de Truman como um clássico instantâneo, Breakfast at Tiffany’s é um dos primeiros longas à trazer para as telonas o que eu considero O Cinema de Referências. Cheia de estilismos, diálogos divertidos e grandes sacadas de texto, a obra deu vida a peculiar e excêntrica Holly e lançou várias tendências contemporâneas em moda e comportamento. Tudo isso devido ao poder e empoderamento da personagem de Audrey Hepburn, que apesar de ter sido extremamente atenuada para as telonas, ainda pode ser, sim, considerada uma das primeiras heroínas femininas cinematográficas.

A transição do poder de decisão em cena, para a as mãos femininas, e uma das primeiras objetificações masculinas das história do cinema, define o tom deste romance sobre realidade e como escapar da mesma. Ao apostar todas as suas cartas em um milionário que a dará a vida a qual sempre sonhou, Holly Golightly ignora completamente a vida à sua volta e suas reais chances de ser feliz. Ao tratar tudo real como passageiro, e tudo imaginário como objetivo, o filme brinca com o duelismo entre a sabotagem de uma felicidade concreta e o combustível para os seus sonhos. (Jairo Borges)


14- Titanic (James Cameron, 1997) Me joga na parede e me chama de lagartixa brega. Não ligo. Não tenho vergonha. Titanic é foda pra caralho mesmo e conta uma bela história de amor com elementos clássicos de tragédia, confiança, crises familiares, relacionamentos extra-conjugais, e a porra toda que o brasileiro gosta de ver.

Jack (Leonardo DiCaprio) é um cara pobre que ganha sua passagem graças a um jogo de cartas. Ele não tinha a menor ideia de que conheceria Rose (Kate Winslet) e se apaixonaria perdidamente. Mas um amor tão sincero e profundo não pode durar, já dizia Matrix

Titanic combina tensão e drama com a inocência deliciosa de uma paixão arrebatadora. Jack e Rose se completam. Um dos casais mais inspiradores do cinema, a dupla vive a experiência de uma vida inteira enquanto estão prestes a começarem a lutar pela própria sobrevivência. Filmaço! (Tullio Dias)


13- Diário de uma Paixão (The Notebook, Nick Cassavetes, 2004) Ah, véi… Esse é outro título que sempre sobra para mim comentar quando se fala em melhores filmes românticos.

Noah (Ryan Gosling) é o cara que insiste na garota Allie (Rachel McAdams) e nos presenteia com um dos poucos momentos em que a obra de Nicholas Sparks não causa constrangimentos para o público mais exigente. Noah acredita no amor e em superação, pois para ele qualquer coisa vale a pena se for para ficar ao lado da sua amada.

Um filme romântico que todo mundo deveria assistir sem ter o menor medo de chorar e fazer papel de ridículo na frente do (a) companheiro (a). E também, o único momento em que uma adaptação dos livros de Sparks, mereceu o devido respeito e consideração. Noah e Allie servem de exemplo e inspiração para se viver um relacionamento e valorizar a pessoa amada e mostram o quanto o amor real é resistente e não se deixa levar pelas dificuldades. (Tullio Dias)


12- Wall-E (Andrew Stanton, 2008) Também eleito como um dos 10 melhores filmes dos anos 2000, Wall-e é uma animação que passeia por vários gêneros com maestria. Além de entregar uma aventura sci-fi com ares de 2001: Uma Odisseia no Espaço, Stanton também consegue trabalhar com o elemento romântico através da curiosa atração que o nosso robozinho sente por Eva, que por sua vez, está cagando pra ele.

Nesse ponto, Wall-e lembra um pouco clássicos como Se Meu Apartamento Falasse(que está logo abaixo nessa lista), no qual nosso protagonista sofre com a rejeição e sua própria timidez em tentar se declarar para conquistar seu grande amor. (Tullio Dias)


11- Se Meu Apartamento Falasse (The Apartment, Billy Wilder, 1960) Essa é uma daquelas tradicionais histórias de amor para “perdedores”. Ou sobre ser um cara muito legal e se apaixonar perdidamente pela pessoa errada.

Escrito e dirigido pelo brilhante Billy Wilder, Se Meu Apartamento Falasse apresenta a história de um carinha super do bem que começa a emprestar o seu apartamento como motelzinho particular para seus chefes na empresa. Uma troca de favores não faz mal para ninguém, não é mesmo? O problema é quando um dos chefões começa a sair com a mocinha por quem nosso “herói” é apaixonado.

Wilder é um daqueles exemplos de gênios do cinema. Capaz de escrever roteiros hilários com uma delicadeza única, o cineasta também provava que sabia comandar cada cena de suas obras com uma perfeição de causar inveja em muito Steven Spielberg da vida. Se você gosta de humor e grandes filmes de comédia, esse é um diretor que você PRECISA conhecer. (Tullio Dias)