Connect with us

Destaques

Tullio Dias e os filmes assistidos em janeiro (2017)

Tullio Dias divide com os leitores do Cinema de Buteco todos os filmes assistidos em janeiro de 2017. Confira a lista completa:

Published

on

DEPOIS DE UM LONGO INTERVALO DESDE A ÚLTIMA VEZ EM QUE DIVIDI COM OS LEITORES MINHA LISTA DE FILMES ASSISTIDOS DURANTE O MÊS, cá estou apresentando os 33 títulos que tive a chance de assistir ao longo de janeiro de 2017.

1- Deadpool: Revisões são sempre bem vindas e nada melhor que começar o ano com um dos meus filmes favoritos de 2016. (Leia a crítica)

2- Other People Esse aqui fazia parte da minha seleção de coisas para ver no final do ano para as listas de melhores, mas não tive tempo. Jesse Plemons (Breaking Bad) estrela essa comédia dramática sobre uma família lidando com o câncer da mãe. Triste, bonito e apaixonante.

3- Don’t Think Twice: Só quem já viveu um projeto coletivo cheio de talentos individuais consegue entender a verdadeira lição que essa divertida comédia dramática oferece. Estão presentes a inveja, a necessidade se provar o tempo inteiro, querer aparecer acima dos outros, dentre vários ingredientes comuns em histórias que acontecem em nossas vidas. Ótimo filme.

4- Under the Shadows: Se eu tivesse assistido Under the Shadows em 2016, acho que ele teria garantido um lugar entre os três primeiros colocados na lista de terror. Trama assustadora e que é desenvolvida sem pressa. Passamos mais da metade da trama conhecendo os protagonistas, seus dramas e conflitos. Somente depois que a ameaça demoníaca toma forma e nos faz arrepiar até a unha.

5- Vizinhos Nada Secretos: Zach Galifianakis magrelo é esquisito, mas Gal Gadot mostrando seu charme compensa nessa comédia que tenta emular Sr. E Sra. Smith. Divertido. Descartável. E só.

6- Dog Eat Dog: Recomendação do Leozin Lopes pra lista de ação de 2016. É sempre legal ver o Nicolas Cage em ação, ainda mais em bons filmes, mas sinto que faltou alguma coisa especial aqui para ser além de um alternativo que cinéfilos costumam amar.

7- Birth of a Nation: Uma triste história relatada de maneira brilhante num filme forte, que foi ofuscado pelas ações condenáveis do seu protagonista.

8- Passageiros: a trama oferece uma diversão mediana com momentos de humor, romance e tudo pode funcionar ainda mais se você tiver boa vontade de ignorar o roteiro bobinho. (***) (Leia a crítica)

9- Come and Find Me: Parecia ser uma daquelas aventuras cinematográficas infelizes, mas o suspense se revelou altamente competente no desenvolvimento de sua narrativa. Através da perspectiva de um homem apaixonado e desorientado pelo sumiço da esposa, partimos numa jornada perigosa demais para a curiosidade de quem precisa de respostas. Filmaço. (***)

10- Medalha de Bronze: Comédia hilária sobre uma esportista invejosa que começa a treinar o novo talento esportivo da cidade. Tem uma cena de sexo como nunca vista antes.

autopsy of jane doe

11- The Autopsy of Jane Doe: Atualizando o que perdi de terror em 2016 para ver se vale a pena aproveitar em 2017. Esse título é um must-see para fãs do gênero.

12- Castelo no Céu: Finalmente posso dizer que vi Castelo no Céu, uma das animações mais comentadas aqui no Buteco. Fantástico.

13- Animais Noturnos: Mais uma grande frustração com o resultado final das minhas listas de dezembro. Como é que pode finalizar o material sem incluir Animais Noturnos, que é facilmente um dos dez melhores títulos de 2016? Vou compensar isso escrevendo uma crítica. (Leia aqui)

14- Sete Minutos Depois da Meia-Noite Parecia apenas uma trama cheia de aventura e fantasia sobre uma criança lidando com seus pesadelos e monstros, mas Sete Minutos Depois da Meia-Noite é um drama pesado sobre perda e amadurecimento.  ****

15- Dirty Dancing: Muito mais divertido do que eu imaginei que pudesse ser.

16- Como Perder um Homem em 10 Dias: Nunca deixa de encantar o público com sua deliciosa trama sobre apostas e paixões por acaso.

17- Valley of Sasquash: Ruim pra caralho. Fim.

18- Clinical: Um dos primeiros lançamentos originais de 2017 da Netflix, Clinical investe no suspense para desenvolver a sua narrativa sobre uma psicóloga encarando seus próprios traumas, enquanto tenta ajudar um homem desfigurado. ***

19- Attack of the Lederhosen Zombies: Me fez tentar arrancar os olhos usando um cotonete sujo com a cera do ouvido do meu sobrinho.

20 – La La Land: É. O hype não se enganou ou criou falsas expectativas. Afinal de contas, La La Land é realmente uma obra especial e inesquecível. Não apenas se garante como um dos grandes favoritos do Oscar 2017, como fatalmente estará presente em nossas listas de final de ano como um dos melhores lançamentos da temporada. ****/* (Leia a crítica)

21- A Chegada: Precisei rever para produzir uma crítica nova para o portal e entrar de vez no clima do Oscar 2017. (Leia a crítica)

22- Moonlight: Considerado por parte do público como o grande rival de La La Land na temporada de premiações, Moonlight é um belo retrato da vida de um jovem negro que cresce num ambiente hostil e se torna uma verdadeira vítima do sistema. Para dificultar ainda mais a sua vida, ele sofre bullying e agressões por ser gay. (Leia a crítica) ****

23- Fences: A linguagem teatral dele me incomodou, mas é uma aula de atuação. (Leia a crítica) ***

24- O Show de Truman: Ah, que coisa linda rever esse filme depois de tantos anos…

25- Até o Último Homem: Puta que me pariu, Mel Gibson! Você pode ser o cara mais porra louca de Hollywood, mas é capaz de realizar verdadeiras obras-primas. Até o Último Homem pode entrar facilmente em qualquer ranking de principais filmes de guerra de todos os tempos, já que consegue combinar cenas de violência extrema, personagens fortes com seus valores morais e tudo isso sem exagerar na dose de patriotismo. Sensacional. (Leia a crítica) ****

26- Silêncio: Minha sinceridade me impede de mentir. Martin Scorsese é um cara que sempre faz coisas de qualidade, mas as 2h40 de filme me deram uma preguiça básica de Silêncio. Felizmente, superado esse obstáculo, descobri um belo filme indicado para cinéfilos. (Leia a crítica) ***/*

27- Estrelas Além do Tempo: Estrelas Além do Tempo é o filme sessão da tarde da temporada – e isso não quer dizer que ele seja ruim, muito pelo contrário. Acompanhamos uma deliciosa narrativa com as histórias de superação de três mulheres negras vencendo o racismo na NASA. (Leia a crítica) ***

28- Mar Aberto: Doido demais. Se você gosta de filmes de tubarão, não pode perder.

29-Sexta-feira 13: Esse remake é meio guilty pleasure. Amo odiar.

30- Batman vs Superman: A Origem da Justiça: Esperei muuuuuito tempo para me permitir uma revisão do trabalho de Zack Snyder, que já havia elogiado na crítica. Vi a versão estendida e tive a certeza que quem reclamou do filme nunca teve vontade de ver o Batman quebrando a cara do Superman. (Leia a crítica)

31- Manchester a Beira Mar: Estou devendo a crítica desse aqui ainda, mas vai sair ainda nesse mês de fevereiro. Belo drama sobre superação e fantasmas do passado. ****

32- Capitão América: Guerra Civil: Revi logo depois de Origem da Justiça e lamento dizer, mas mudei de opinião. Batman vs Superman é mais filme que Guerra Civil.

33- Lion Uau! Pensei que nenhum dos indicados ao Oscar fosse me emocionar, mas Lion é um tiro. Nem mesmo a apelação nos segundos finais tira o seu brilho e importância da mensagem transmitida. (Leia a crítica) ***/*

Continue Reading
Click to comment

Leave a Reply

O seu endereço de e-mail não será publicado.

Críticas de filmes

O Peso do Talento

Published

on

Nicolas Cage já interpretou um caçador profissional de trufas em Pig (2021); um terrorista em A Outra Face (1997); um agente do FBI em A Rocha (1996); o Charlie Kaufman em Adaptação (2002); um motociclista acrobata em Motoqueiro Fantasma (2007). Diante de um currículo tão diverso, é até difícil pensar em um personagem que ele não possa viver, porém, em O Peso do Talento (2022), Nicolas Cage encara, de acordo com o próprio ator, um dos personagens mais desafiadores de sua carreira: o Nick Cage.

Em O Peso do Talento que estreia no cinemas brasileiro dia 12 de maio, Cage vive Nick Cage, um ator veterano que enfrenta dificuldades para conseguir bons papéis em Hollywood além de conflitos familiares e problemas financeiros. É bem óbvio que qualquer semelhança com a realidade não é mera coincidência, uma vez que o filme e o personagem são inspirados nos 41 anos de carreira do astro.

Na história Nick Cage recebe uma proposta de 1 milhão de dólares do milionário Javi Gutierrez, vivido por Pedro Pascal, para comparecer a sua festa de aniversário na Espanha. Javi é um super fã do ator, tendo assistido todos seus filmes e sonha em ter Nick estrelando o roteiro que ele escreveu. Entretanto, quando Nick chega ao país, é recrutado por agentes da CIA para espionar Javi, que é suspeito de sequestrar a filha do presidente. 

É interessante notar que o longa não se escora apenas em referências aos filmes estrelados por Nicolas Cage, ao contrário ele as usa para navegar em seu próprio desenvolvimento. Dessa forma, a direção de Tom Gormican, de Namoro ou Liberdade (2014), escolhe a metalinguagem e explora uma variedade de gêneros e elementos cinematográficos que vão de comédia, ação, romance, terror e suspense sem perder o ritmo. 

Além disso, a química entre Nicolas Cage e Pedro Pascal elevam o filme. As interações de seus personagens são a alma e coração do roteiro, e queremos passar mais tempo com os atores. É indiscutível que Cage sempre se dedica aos seus personagens, embora nem todas suas performances sejam elogiadas, algumas são duramente criticadas e acabam virando memes, o ator só chegou ao patamar que está hoje graças ao seu empenho. 

De forma semelhante, Pedro Pascal não se intimida ao contracenar com Nicolas e faz um personagem tão simpático e genuinamente apaixonado pela carreira de seu ídolo. Para aqueles familiarizados com o termo “fan boy”, Javi é a definição exata de um. Assim, a amizade entre os dois rende os melhores momentos do filme nos divertindo com suas interações malucas. 

Outra proposta interessante que o filme traz em sua metalinguagem é falar de Hollywood sob a perspectiva de um ator que conhece cada detlahe deste mundo. Em algumas passagens critica o tratamento do público em relação aos artistas e à indústria como um todo. Em outras, nos mostra os filmes que Nicolas Cage ama e como é difícil escolher um filme favorito com tantas opções criativas e emocionantes. 

De maneira geral, O Peso do Talento não se restringe apenas aos fãs do ator, mas é uma opção para os fãs de cinema em geral. Além de ser uma homenagem leve e descompromissada à obra de Nicolas Cage, em minha experiência pessoal, ao terminar a sessão fiquei com vontade de maratonar vários filmes dele. Afinal, é muito bom ter Nicolas Cage de volta, não que ele tenha sumido. 

Continue Reading

Ação

O Homem Do Norte: brutal, mitológico e emocionante épico de Robert Eggers

Published

on

O Homem do Norte estreia dia 12 de maio nos cinemas brasileiros e é o terceiro filme dirigido por Robert Eggers. O cineasta é responsável pelos filmes de terror independentes A Bruxa (2015) e O Farol (2019), e, para este projeto contou com uma produção de um grande estúdio (Focus Features) e com um orçamento de 90 milhões de dólares. Estão no elenco: Alexander Skarsgård, Nicole Kidman, Claes Bang, Anya Taylor-Joy, Ethan Hawke, Björk, e Willem Dafoe.

Dessa maneira conseguimos perceber que O Homem do Norte é um filme ambicioso tanto pelos talentos envolvidos no longa, quanto pela história escolhida por Eggers, um épico baseado na mitologia nórdica. Na trama seguimos o jovem viking Amleth, interpretado por Alexander Skarsgard que após ver seu pai, o rei Aurvandill, vivido por Ethan Hawke, ser traído e morto pelo irmão, foge de sua vila e prometendo voltar para se vingar. Alguns anos depois, Amleth, agora adulto, inicia o planejamento de sua vingança.

É interessante ressaltar que o longa tem uma montagem em capítulos, tornando assim a experiência muito próxima a da literatura. O roteiro navega pelos passos do protagonista como quem nos conta uma história em partes, conseguindo capturar a essência da cultura e transferi-la para a tela de forma acessível. Veja bem, não é necessário ser um estudioso da cultura viking para acompanhar o filme. Embora ele tenha simbolismos que podem parecer confusos e específicos, como a religião e os esportes praticados por eles, a trama principal traz elementos conhecidos e simples: destino e escolhas, intriga familiar, amor, ódio e traição.

O Homem do Norte utiliza de uma fotografia atmosférica que é fria e cinzenta em certos momentos mas também quente e escarlate em outros. Ela amplia alguns cenários em detrimento dos seus personagens, mas quando faz uso de close-ups nos coloca ao encontro das emoções brutais que eles sentem e externalizam. Tudo isso, aliado a uma trilha sonora bem executada e inovadora. Alguns sons são tão diferentes que parecem nos transportar para dentro do filme de forma tão imersiva. Também parabenizo a equipe de Design de Produção, a riqueza de detalhes aqui impressiona.

Outro destaque de O Homem do Norte está, sem surpresa, em seu elenco. Elogiar as performances aqui é até redundante, pois é impossível assistir o filme sem ser impactado por elas. Começando por Alexander Skarsgard (de A Lenda de Tarzan), se você é um grande fã do ator, precisa conferir toda a potência, força e intensidade que ele apresenta aqui. Nicole Kidman (Apresentando os Ricardos) faz a mãe do protagonista, a rainha Gudrún, sua personagem discorre um monólogo que é de arrepiar.

Além disso, a excepcional atriz Anya Taylor-Joy (de A Noite Passada em Soho) repete sua parceria com o diretor e dá vida para Olga da Floresta de Bétulas, outra figura indispensável para o andamento da narrativa, que ajuda Amleth em sua missão,juntos eles são destemidos e inteligentes. Ademais, os atores coadjuvantes ou com menos tempo de tela, não passam despercebidos. Isto é, nota-se a qualidade da produção, quando todos seus personagens conseguem brilhar de alguma forma e nenhum deles é desperdiçado.

 

 Por outro lado, é relevante dizer que sim, o filme é brutal, em razão do universo inserido. Os vikings retratos aqui são guerreiros violentos que executam matanças e escravizam seus inimigos. Para aqueles que assim como eu, são um pouco sensíveis a imagens mais gráficas vale o aviso de que algumas cenas podem ser desconfortáveis para você.

De todo modo, essa odisseia é maravilhosa de acompanhar, é impressionante como um diretor com visão pode fazer seja com pouco ou muito dinheiro. O Homem do Norte irá enfrentar mais uma batalha nos cinemas do Brasil: a disputa por salas com Doutor Estranho no Multiverso da Loucura. Por entender que guiar o público a experiências distintas e marcantes pode ser  um dos objetivos de uma crítica, indico fortemente que caso você tenha que escolher entre um dos dois filmes, que seja assistir O Homem do Norte.

Veja bem, esta dica não tem a intenção de diminuir um filme em relação ao outro, e, entende que as duas obras devem ser respeitas. Todavia, é importante incentivar as pessoas a assistirem projetos como este, pois tem sido raros de serem encontrados nas telonas. Um épico histórico, sangrento, arrebatador, visceral, repleto de suspense e reviravoltas, pensado minimamente para que sua ida ao cinema seja recompensadora e singular, assim é O Homem do Norte. Não perca!

Continue Reading

Críticas de filmes

Crítica: Como Matar a Besta (2021)

Published

on

Primeiro longa-metragem da diretora argentina Agustina San Martín, Como Matar a Besta é uma coprodução brasileira com Argentina e Chile e traz uma carga sombria e melancólica em ritmo lento à jornada da protagonista. A jovem Emilia (Tamara Rocca) está em busca do irmão, chega a uma cidade afastada e influenciada pela religião e se hospeda na casa de uma tia que não é o que podemos chamar de pessoa receptiva. A comunicação é muito difícil e, como se não bastasse, a população da região relata aparições de uma assombração que consegue passar por diversas formas de animais.

O clima de desconfiança se instala no vilarejo e o que já não parecia muito convidativo, no primeiro momento, pode se tornar pior. A hostilidade, presente desde o começo, vai além.

Nas mãos de um cineasta megalomaníaco, a história poderia receber uma alta de jumpscare e se tornar algo genérico, mas a direção de San Martín é marcante e tem o seu próprio tempo, trazendo cada elemento da narrativa no momento mais oportuno. A curiosidade e a tensão são semeados cena após cena e as sensações ao longo do filme se misturam.

A jornada de Emilia em busca do irmão é marcada por situações que a protagonista não havia previsto e, em diversos momentos, o espectador pode se perguntar como ela foi parar em algumas posições. Não se trata apenas da busca pelo irmão  que não entra em contato há tempos, é também uma jornada de autodescoberta.

O ritmo arrastado do filme, apesar de ser um fator apreciado por parte do público, pode se tornar uma armadilha e deixar a narrativa um pouco cansativa. Como Matar a Besta tem apenas 79 minutos que parecem 3 horas, tornando a experiência do filme branda. O terror, construído pouco a pouco, vem muito da incerteza do que deve ser temido e é por isso que se torna, de fato, assustador. O desconhecido sempre foi capaz de assustar até mesmo os mais valentes.

O maior desafio do filme, talvez seja, não permitir que o espectador disperse ao longo de sua breve, porém exaustiva, duração.

Em entrevista ao site The Talks, a diretora Agustina San Martín disse Sempre tive sonhos memoráveis dos quais me lembro perfeitamente. E sempre deixo a porta aberta para eles, pois me mostram as coisas”, e isso faz ainda mais sentido quando prestamos atenção à atmosfera do filme. Em muitos momentos, parece um sonho, daqueles que nos perturbam por queremos dar sentido a eles ou, ao menos, deixar a sua cronologia mais compreensível.

Filmado parcialmente na Região das Missões, no sul do Brasil, e norte da Argentina, e com uma breve e potente participação de João Miguel (Estômago)Como Matar a Besta estreia nos cinemas nesta quinta-feira, dia 28 de abril, nas cidades de Aracaju, Balneário Camboriú, Belo Horizonte, Brasília, Fortaleza, Goiânia, Maceió, Manaus, Palmas, Porto Alegre, Recife, Rio de Janeiro, Salvador e São Paulo.

Continue Reading

Filmes

Bombando!