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Os 12 Melhores Filmes Dirigidos por Atores

Atores que dirigiram filmes de destaque. Quais são os melhores?

Não Diga a Ninguém (2006), de Guillaume Canet

melhores filmes dirigidos por atoresQuando eu penso num bom filme de suspense, um dos primeiros que me vêm à cabeça é Não Diga a Ninguém. Baseado no livro homônimo de Harlan Coben, o longa francês acompanha Alex (François Cluzet), médico que come o pão que o diabo amassou: sua mulher é assassinada por um serial killer e, oito anos depois, ele volta a sofrer ao ser injustamente acusado de matar uma mulher. É adrenalina o tempo todo, além de muitas reviravoltas, como se estivéssemos vendo uma obra de Christopher Nolan.

A produção é dirigida pelo ator Guillaume Canet, em seu segundo projeto na cadeira de diretor (hoje, ele já acumula seis produções). Por esse trabalho, ele ocupou o posto de diretor mais jovem a ganhar o César – 33 anos de idade -, até ser desbancado por Xavier Dolan uma década depois, aos 27. Apesar de nunca mais ter conseguido comandar um filme nesse nível de qualidade, Não Diga a Ninguém nos lembra de que o francês tem, sim, talento na direção; só parece não ter conseguido encontrar inspiração nos últimos 14 anos. Uma hora vai! (Dani Pacheco)

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Cocoon (1985), de Ron Howard

Em Cocoon, acompanhamos a história de três amigos da terceira idade, Art (Don Ameche), Ben (Wilford Brimley) e Joe (Hume Cronyn), que possuem o hábito de fugirem do retiro em que vivem para dar uns mergulhos na piscina de uma mansão. Tudo sem permissão, claro. O que eles descobrem é que a água da piscina faz com que o trio se sinta com as energias revigoradas, como se a idade não fosse mais um peso.

Ron Howard pode não ter o talento de Spielberg para nos emocionar, mas sabe aproveitar bem as lições deixadas pela obra do Midas de Hollywood: uma delas é a importância de um tema musical envolvente e imponente, como é o caso do material lúdico composto por James Horner. De resto, ao repetir a temática de vida em outros planetas e esse tão sonhado contato com os humanos, ele está apenas exercendo o seu direito de tentar criar histórias marcantes. E digo que conseguiu isso com Cocoon. Recomendado para todos os públicos, temos aqui um autêntico representante do fantástico ano de 1985 (Tullio Dias).

Lady Bird (2017): A Hora de Voar, de Greta Gerwig

A obra escrita e dirigida pela atriz Greta Gerwig assume ter bebido em suas memórias pessoais, e compartilha com o público sentimentos tão verdadeiros quanto sua vida. Estamos diante de um doce e belo rito de passagem, com tocantes interpretações de Saoirse Ronan e Laurie Metcalf muito bem conduzidas por Gerwig. Ambas são filha e mãe completamente críveis em seus embates emocionais em meio aos seus problemas do dia a dia.

Comédia sentimental, Lady Bird: A Hora de Voar é uma obra sólida, e se destaca pela por sua constituição sedimentada com sentimentos simples e genuínos (Daniel Herculano).

 

 

A Morte de um Bookmaker Chinês (1976), de John Cassavettes

melhores filmes dirigidos por atoresJohn Cassavetes, conhecido como o pai do cinema independente americano, foi um diretor bastante controverso em sua maneira de filmar e isso fica evidente em um de seus mais aclamados filmes, A Morte do Bookmaker Chinês. Escolhendo planos tensos e close ups extremos, que dão ao longa um ar de realismo duro, quase documental, o diretor parece tentar excluir o glamour do cinema em prol da rudeza crua de seus assuntos e discursos.

Na película, o espectador acompanha a história de Cosmo Vittelli, dono de strip club que, após contrair uma dívida de jogo, é obrigado pela máfia a assassinar um bookmaker chinês. Essencial na filmoteca dos que procuram o cinema como forma de linguagem, A Morte do Bookmaker Chinês merece ser exaltado por sua pioneira experimentalidade e, mesmo sendo um filme difícil de ser apreciado, é considerado por muitos como um marco do cinema americano (Lucas Siqueira).

The Wonders – O Sonho Não Acabou (1996), de Tom Hanks

Dizem que o eterno Forrest Gump se inspirou em uma banda real para escrever o roteiro da trama, mas esse é o detalhe que faz menos diferença ao longo da curta trajetória dos Wonders. Independente de ter acontecido ou não no mundo real, a história emociona com seus personagens carismáticos e eterna busca pela realização de um sonho. Esse é um daqueles filmes especiais e que não envelhecem nunca. Cresce a cada revisão. A produção conta a história de uma pequena banda que consegue emplacar uma música e se transforma em um dos maiores fenômenos musicais dos Estados Unidos na década de 60, competindo com um certo quarteto famoso de Liverpool, no Reino Unido.

Essencial na coleção dos cinéfilos roqueiros de plantão, a trajetória do one hit wonder The Wonders é uma história que dificilmente perderá o seu charme e que merece ser vista e revista sempre. Especialmente pelo estilo suave de direção de Hanks, é eficiente em entreter o espectador com um filme leve, despretensioso e muito divertido. Entretenimento de qualidade e inteligente, coisa rara de se encontrar (Tullio Dias).

Um Lugar Silencioso (2018), de John Krasinski

um lugar silencioso - terror 2018Silêncio é uma ferramenta poderosa que, nas mãos de cineastas criativos, torna-se uma força assustadora. Em Um Lugar Silencioso, somos convidados a mergulhar numa experiência incomum nos cinemas, especialmente numa época em que manter a concentração é tarefa cada vez mais árdua. Aqui, John Krasinski e Emily Blunt são os pais de duas crianças num mundo apocalíptico, em que a humanidade é obrigada a fugir das grandes cidades e viver em silêncio completo, pois o som atrai estranhas criaturas assassinas. Poderia ser bem bobo e clichê, mas a real é que o roteiro quase não tem diálogos e toda a narrativa se desenvolve com os personagens em silêncio.

Com a ajuda do compositor Marco Beltrami e de uma montagem eficiente, Krasinski consegue realizar uma sequência sufocante de eventos capazes de deixar os espectadores roendo as unhas. Portanto, fãs de cinema possuem um compromisso obrigatório com Um Lugar Silencioso. A dica se torna ainda mais necessária para os apreciadores de um bom terror que dá sustos, nos deixa tensos e com pavor por lidar com uma ameaça incompreensível (Tullio Dias).

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