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Os 30 Melhores Filmes de 2017

20- Gabriel e a Montanha

Se já não bastasse o sensacional Casa Grande, Fellipe Gamarano Barbosa retornou em 2017 com uma adaptação sobre Gabriel Buchmann, brasileiro que morreu na África em 2009.

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Narrado com sutileza e depoimentos de pessoas que foram marcadas pela alegria e determinação do jovem, o filme é um prato cheio para amantes do cinema. E com atuações de altíssimo nível de João Pedro Zappa e Caroline Abras. (Daniela Pacheco)


19- Moonlight: Sob a Luz do Luar

 

Moonlight é um comovente filme sobre as dificuldades de ser gay, negro e pobre. Sobre o quanto essa jornada é dolorosa e deixa cicatrizes no psicológico da pessoa, que cresce com todo o direito de odiar o mundo. Mas mais do que isso, é um delicado retrato sobre como conviver com a sua própria sexualidade num mundo moderno que diz ter a cabeça aberta, mas julga o tempo inteiro. Nesse ponto, como um serviço moral e social, realmente, Moonlight é a melhor coisa produzida no cinema em anos.


18- O Filme da Minha Vida

O roteiro, co-escrito por  Selton Mello, é baseado no livro “Um Pai de Cinema”, de Antonio Skármeta. Ele conta a história de Tony (Johnny Massaro aka versão nacional de Louis Garrel), filho único de um francês e uma brasileira que vai à cidade grande para estudar e, quando retorna graduado, vê o pai (Vincent Cassel) partir sem explicações.

Tecnicamente, O Filme da Minha Vida é impecável. Além dos close-ups, Mello utiliza bastante da câmera lenta e de tom sépia nas imagens (o cinegrafista da produção é Walter Carvalho, da série O Rebu e Getúlio); o figurino e maquiagem não ficam muito atrás no quesito qualidade. Dentro do contexto do drama, ambientado no início da década de 1960, essas características se encaixam perfeitamente. (Daniela Pacheco)


17- T2: Trainspotting

Vinte anos depois, reencontramos Rent-boy, Sick Boy, Spud e Begbie. Todos perto dos 50, mas não exatamente respeitáveis. Trainspotting 2 (2017) nos leva de volta àquele universo com todos os elementos que fizeram o sucesso do primeiro filme, costurados por uma novidade: a nostalgia.

O filme é válido para todos os públicos, mas quem tem idade suficiente para ter visto o original na época em que foi lançado vai ter ainda mais simpatia por ele.

Apesar de ter assumido alguns projetos mais convencionais nos últimos anos, Danny Boyle mostra que continua afiado na arte de entregar um filme divertido, com uma linguagem moderna, montagem ágil, trilha sonora bem adequada e até elementos visuais que ajudam a contar a história. (Marcelo Seabra)


#16- Z: A Cidade Perdida

melhores filmes de aventura de 2017 - zBicho, que filme bom! Dirigido por James Gray e com Charlie Hunnam e Robert Pattinson nos papéis principais, a obra conta um pouco da vida e trabalho do explorador Percy Fawcett, que no século XX foi ridicularizado por acreditar na existência de uma civilização avançada no meio da floresta amazônica.

O trunfo maior dessa aventura é a forma como somos convidados para mergulhar na jornada obstinada do nosso protagonista, que em momento algum deixa de acreditar nas suas crenças e transforma isso no verdadeiro motor da sua vida.


15- Mulher-Maravilha

poster mulher maravilha powerTalvez uma das maiores surpresas de 2017, Mulher Maravilha conquista por uma série de fatores: Gal Gadot, roteiro engajado e cheio de frases empoderadoras às mulheres, e visual colorido, longe daquele tom sombrio e monótono de Batman v Superman.

Com esse filme, deu pra ver que o universo da DC será carregado pela heroína e mal podemos esperar para ver mais aventuras com ela na tela.


14- Até o Último Homem

Dez anos após sua última investida no comando de um longa, Mel Gibson volta a atacar. Com vários problemas em sua vida pessoal, ele seguiu atuando e produzindo obras menores até decidir dirigir novamente, e o resultado é Até o Último Homem.

O projeto é baseado na história real de um soldado que se recusou a pegar em armas e foi à Segunda Guerra Mundial apenas com sua convicção e disposição.

Gibson não poupa seu público, mostrando vísceras, sangue, membros decepados, explosões e tudo o mais que possa acontecer em uma guerra. Nada é gratuito e até os momentos mais dramáticos são bem equilibrados, evitando pieguismo ou sentimentalismo barato. (Marcelo Seabra)


13- A Criada

O filme de Park Chan-Woo prometia uma trama composta por ambição, traição e vingança, mas se mostrou muito mais do que isso. O Conde Fujiwara acreditava ter tudo sob controle quando colocou a jovem Sookee para trabalhar como criada de Hideko, a herdeira de uma grande fortuna. Mas ele não contava com a amizade e cumplicidade que poderiam surgir entre as duas mulheres. Agora, ele está à mercê da união entre duas jovens que têm suas respectivas razões para destruir o plano do Conde.

A história é dividida em três partes e mistura passado e presente para que o espectador possa entender o futuro dos personagens.   Trabalho primoroso do diretor e de todo o elenco, A Criada tem suspense, romance e drama em uma única história, tem grandes cenas de sexo incrivelmente bem conduzidas e é imperdível. (Graciela Paciência)


12- A Qualquer Custo

Toby e Tanner Howard (Chris Pine e Ben Foster, respectivamente) precisam juntar uma determinada quantia de dinheiro para impedir que o banco tome a casa em que viveram. Para isso ser possível, a dupla se organiza para assaltar as agências desse mesmo banco espalhadas pelas redondezas.

A Qualquer Custo é a obra-prima do diretor. Um tapa certeiro na cara da sociedade norte-americana no período pós-crise econômica com todo mundo fodido financeiramente e tentando encontrar maneiras de pagar as dívidas.

Méritos também para o roteirista Taylor Sheridan (Sicario), que foi o grande responsável por bolar esse faroeste moderno sobre os dois irmãos criminosos bancando um tipo esquisito de Robin Hood. Filmaço.


11- Manchester à Beira-Mar

Um filme sobre nada em especial. Mas, ao mesmo tempo, sobre tudo. Pode parecer contraditório, mas essa é uma boa forma de descrever Manchester à Beira-Mar (Manchester by the Sea, 2016), drama que chamou bastante atenção em festivais, deu um Globo de Ouro a seu protagonista e promete emplacar algumas indicações no Oscar. O filme engana em sua simplicidade, tratando de temas complexos, e consegue inserir um humor discreto e bem-vindo em meio a momentos mais pesados. Além de um ótimo elenco, outra figura importante a ser mencionada é a própria cidade de Manchester. Contrastando com as nuvens de Boston, ela sempre aparece ensolarada, mesmo no frio, metáfora interessante para a alternação constante entre tristeza e alegria no roteiro, bem como acontece na vida. A fotografia de Jody Lee Lipes (de Descompensada, 2015) reforça essas diferenças e torna a sessão ainda mais prazerosa. (Marcelo Seabra)