Cinema por quem entende mais de mesa de bar

Os filmes mais subestimados dos últimos dez anos

O Cinema de Buteco selecionou 13 filmes que deveriam ser mais apreciados pelos espectadores.

COM O FIM DOS ANOS 2010, CHEGOU A HORA DE OLHAR PRA TRÁS. NOSSA EQUIPE VOLTOU E IDENTIFICOU ALGUNS FILMES QUE FORAM ESQUECIDOS NO PERÍODO, SEJA POR PREMIAÇÕES, SEJA PELOS ESPECTADORES: OS FAMOSOS SUBESTIMADOS. CONFIRA E DEIXE A SUA OPINIÃO NOS COMENTÁRIOS!

Ruby Sparks – A Namorada Perfeita (2012)

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O longa conta a história de Calvin Weir-Fields (Paul Dano), um escritor renomado de apenas um livro que está em lua luta pelo nascimento de sua segunda obra. Com baixíssimas habilidades sociais, ele vive fechado em seu mundo sem conseguir desenvolver nenhum tipo de interação nem mesmo com suas fãs. Após o término de um longo relacionamento e pressionado pelo seu irmão, Calvin começa a imaginar uma mulher ideal para sí, escreve dias à fio sobre ela, e sobre grande pressão psicológica, quando ele menos imagina ela se torna real.

O filme é realmente divertido e cativador, não só pelas ótimas atuações de Zoe Kazan e Dano, mas também por toda a história que é encaminhada de uma forma bem leve e descontraída (Jairo Borges).

 

Rastro de Maldade (2016)

A trama acompanha quatro homens de uma cidade localizada na fronteira dos Estados Unidos que saem para salvar a mulher do aleijado fazendeiro Arthur O’Dwyer (Patrick Wilson) de um grupo de índios “trogloditas”. Entre eles, além do marido, temos o xerife Franklin Hunt (Kurt Russell), o pistoleiro engomadinho John Brooder (Matthew Fox) e o delegado suplente Chicory (Richard Jenkins), todos silenciosamente buscando tirar da missão uma prova subentendida de sua eficácia no mundo violento ao seu redor – e já muito bem estabelecido na violenta e crua sequência de abertura da obra (Lucas Victor).

 

 

Entre Nós (2013)

Paulo e Pedro Morelli dirigem um elenco de alto nível, num suspense que merecia mais carinho e apreciação dos brasileiros. Aqui, acompanhamos um grupo de amigos que, quando jovens, escreveram e enterraram cartas com desejos sobre seu futuro. Dez anos depois, eles decidem trazer essas memórias e antigas expectativas à tona. Ao mesmo tempo em que os personagens revivem boas lembranças, certos aspectos tomam proporções inimagináveis. E segredos antes escondidos a sete chaves são escancarados. Não posso dizer mais, senão estraga a experiência incrível que os Morelli nos proporcionam. VEJA! (Dani Pacheco)

 

 

 

Eu Vi o Diabo (2010)

Trata-se de um filme pesado sobre a dor da perda e nosso desejo de fazer justiça com as próprias mãos buscando causar o máximo de sofrimento para o responsável por tirar uma vida. O grande trunfo da obra é conseguir se aprofundar no desenvolvimento do psicopata sem tentar mostrar para o espectador que ele não merece toda aquela violência. Na verdade, ele merece sim, tanto que ele mesmo dá um jeitinho de se vingar do agente secreto da única forma que consegue fazer as coisas na sua vida.

O leitor mais atento poderá se lembrar imediatamente de Oldboy, mas aquele não era lá um filme de terror – embora pela lógica, se A Pele Que Habito entrou na minha lista, Oldboy também entraria. Aliás, o ator Choi Min-sik está nas duas produções e mostra versatilidade e talento para viver o psicopata de Eu Vi o Diabo, que provavelmente buscou referência em grandes clássicos do cinema que tratam da vingança. Imperdível (Tullio Dias).

O Preço do Amanhã (2011)

A trama futurista de O Preço do Amanhã apresenta uma época onde as pessoas simplesmente param de envelhecer aos 25 anos e então começam a trabalhar para sobreviver. O dinheiro perdeu o seu valor e a moeda da vez é o tempo, distribuído como se fosse migalhas para as classes mais pobres, que sofrem com as mortes quase diárias das pessoas que ficam sem tempo.

Felizmente, o filme não depende da fraca química do casal para se sustentar. O roteiro de Niccol poderia muito bem ter saído da cabeça de Philip K. Dick (autor de Blade Runner), o que fortalece a possibilidade te tornar o longa cultuado daqui algunns anos, segundo opinião do nosso resenhista Fabricio Carlos. Será que ele está certo em arriscar afirmar que Seyfried e Timberlake protagonizaram o filme incompreendido da temporada? (Tullio Dias).