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Os melhores clipes de 2016

A PARTIR DE 2017 FALAREMOS DE MUITA MÚSICA NO CINEMA DE BUTECO, mas o hábito de selecionar os melhores clipes do ano já é antigo no bar cinéfilo mais etílico da internet brasileira. A nossa equipe discutiu bastante ouvindo (e assistindo) durante todo o ano e escolhemos os vídeos abaixo para compor nosso ranking de melhores clipes de 2016:

13 – Find Me – Sigma Feat. Birdy

A dupla de DJs britânica Cameron Edwards e Joe Lenzie, conhecida pelo público como Sigma, está conquistando aos poucos o cenário musical através de colaborações com alguns nomes importantes do cenário musical britânico como Take That, Paloma Faith, e mais recentemente Birdy, com quem fizeram a viciante Find Me.

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O clipe, dirigido por Christopher Sims (que já assinou clipes como Secrets do One Republic e Silenced By The Night do Keane) serve bem ao apelo emocional ca música de forma simples e honesta, e ainda conta com o enorme talento de Millie Bobby Brown, a Eleven de Stranger Things, que sozinha consegue traduzir toda a força emocional da música com sua performance, que aliada à voz melódica e profunda de Birdy, fazem de Find Me um belo clipe, simples mas emocionante. (Lucas Victor)

12 – Work – Rihanna feat. Drake

‘Work” brigou forte para o posto de música chiclete de 2016 e a dupla/casal Rihanna e Drake lançou não um, mas dois clipes para música de uma vez só…e em um único link. A primeira parte foi gravada no Eagle Rock Plaza em Los Angeles e tem todo o clima de festa, com twerk, sarrada e muito twerk ao longo do vídeo dirigido por Director X, responsável pelos vídeos de “Hotline Bling” (Drake) e “Fancy” (Iggy Azalea).

Depois da festa, vem a parte tranquila com a dupla/casal em uma sala de casa, tranquilo, mas não menos sensual. Quem cuidou do segundo vídeo foi Tim Erem, aquele que dirigiu o vídeo de “Lean On”, do Major Lazer. Até agora não consegui escolher a melhor parte então, na dúvida, melhor seguir a Rihanna e gostar dos dois mesmo. (John Pereira)

11 – Beyoncé – Formation

 

O que aconteceu com Nova Orleans? A voz que inicia o clipe é de Messy Mya, gay e ativista negro, assassinado nas ruas de Nova Orleans à tiros. Logo em seguida vemos uma Nova Orleans destruída pelo furacão Katrina, um dos mais letais da história dos Estados Unidos. O clipe é muito mais que um clipe. A crítica apresentada em Formation é para os conservadores norte-americanos, apresentando o racismo enraizado e como a polícia continua impune mesmo após o assassinato de diversos negros  sem justificativa. Ao longo do videoclipe vemos mensagens de apoio ao movimento #BlackLivesMatter, homenagem a Malcom X, empoderamento negro, e a quebra de estereótipos de gênero. (Felipe Borba)

10- “All Day” – Kanye West

Antes de alguém nos acusar de estar trapaceando, o lançamento oficial do clipe só aconteceu em 2016. Então podemos desconsiderar a exibição no Paris Fashion Week do ano passado. O polêmico Kayne convidou o cineasta Steve McQueen para fazer um longo-plano sequência de nove minutos para o clipe de “All Day”. O resultado é Kanye West sendo Kanye West.

9- “The Greatest” – SIA

Sia começou a produzir seu Boyhood particular com a lindinha (e talentosíssima) Maddie Ziegler em 2014, quando lançou Chandelier, e desde então é sempre uma alegria quando surge algo novo dessa parceria. “The Greatest”, no entanto, tinha algo mais: junto com Maddie estavam outros 49 dançarinos que, depois de uma coreografia poderosa, caem ao chão do que parece ser uma casa noturna, revelando uma parede com furos de balas. O clipe é um tributo às 49 vítimas do massacre que aconteceu na boate LGBT Pulse em Orlando, e a mensagem é forte e clara: “Don’t give up; I won’t give up”. (Ivy Leça, do Walking Dead Brasil)

8- “Doing it to Death” – The Kills

Sol intenso, funeral, coreografia bem específica e a voz agradável de Alison Mosshart. Talvez esse seja um bom resumo do clipe da música “Doing it to Death”, da dupla The Kills. Mas, ao mesmo tempo, seria uma espécie de diminuição do clipe, que tem também muito charme e o equilíbrio perfeito entre melancolia e energia. (Graciela Paciência)

7- “Burn the Witch” – Radiohead

Pensei em deixar “Burn the Witch” no topo. Na verdade, eu pensei em deixar apenas os vídeos produzidos para a divulgação do último álbum do Radiohead como destaques do ano, mas tive medo de parecer tendencioso. Sabe como é…

Essa animação em stop-motion é um remake do famoso filme de terror O Homem de Palha (aquele mesmo que recebeu um remake estrelado por Nicolas Cage nos anos 2000) e apresenta toda a loucura coletiva causada pela fé e/ou crenças malucas.

6- “Mutant Brain” – Sam Spiegel

O pessoal da Kenzo World lançou uma nova fragrância de perfume e convidou o Spike Jonze para dirigir Margaret Qualley (The Leftovers) no vídeo de divulgação. Bem. Eu não tenho problemas com refilmagens, mas Jonze repetiu a mesma ideia do excelente “Wheapon of Choice”, aquele vídeo doido em que Christopher Walken dança pra lá e pra cá. Mesmo com essa aparente preguiça, o vídeo é divertido e vale a pena entrar no ranking de melhores do ano.

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