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Os piores filmes de 2017

O Cinema de Buteco pensou e escolheu os piores filmes de 2017. Confira!

O CINEMA PRODUZ MUITA COISA BOA, mas também oferece verdadeiros presentes gregos que servem apenas para nos fazer perder dinheiro (ou pior, o nosso tempo!). Pensando nisso, e de forma para alertar e te aconselhar a refletir melhor sobre o que vai assistir, selecionamos os 10 piores filmes de 2017 e apresentamos a lista completa!

REVEJA A LISTA DOS PIORES DE 2016

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Divirta-se com os piores filmes de 2017:

10- A Torre Negra

Mesmo com muito potencial para ser um grande filme, o resultado mostra um roteiro acelerado e uma direção preguiçosa. Algumas cenas de ação são até legais, mas nada que mereça grande destaque. McConaughey no papel de vilão mostra grande esforço e convence, mas não é o suficiente para mostrar que a história não foi jogada de qualquer jeito.

Boa parte da narrativa centrada no Mundo-Médio fica de fora, e Jake vira o protagonista da história, passando por apuros em uma cidade grande. Ao cruzar um portal, ele vai parar em um mundo paralelo e encontra um Pistoleiro movido pelo desejo de vingança, muito longe da complexidade narrada por King.

A Torre Negra chega aos cinemas deixando em evidência, mais uma vez, a complexa diferença entre as linguagens do cinema e da literatura. É necessário reconhecer, porém, que a limitação cinematográfica não é desculpa para a falta de respeito com que o projeto foi tratado (Graciela Paciência).

 

9- O Chamado 3

O Chamado 3 pode até não ser uma bomba completa, mas foi uma experiência frustrante. A conclusão é ridícula. Por mais que o uso da tecnologia para disseminar o vídeo seja interessante (e pode significar a morte de todas as pessoas da face da Terra), ele acaba parecendo bobinho demais e estraga todo o potencial de futuras sequências.

Recomendo para quem não sente necessidade de obras relevantes para o gênero terror. Ou que ache que a metáfora para sexo irresponsável seja genial e por isso O Chamado mereça ser enaltecido para sempre (Tullio Dias).

8- Como se tornar o pior aluno da Escola

O filme protagonizado por Danilo Gentili causou polêmica por ser considerado politicamente incorreto. Porém, esse não é problema e, sim, o fato de não ter graça nenhuma, defeito crucial para uma comédia. É um longa que fica no meio do caminho do gênero, pois, apesar de ter uma ou outra cena controversa, ele não chega a ter um humor negro que agradaria os fãs de comédias mais pesadas. A produção também não tem a inocência de uma comédia leve sobre adolescência. Ou seja, não é nem uma coisa nem outra.

Além disso, parece que Danilo e diretor não conhecem muito da realidade escolar brasileira, afinal, é fácil encontrar um aluno do Ensino Médio que seja muito pior do que aquele que nos é apresentado (Marcelo Palermo).

7- Resident Evil 6: O Capítulo Final

Resident Evil 6: O Capítulo Final é uma enganação. E se o público ávido por explosões, cenas de ação que não servem à narrativa e um roteiro tão cheio de furos como os zumbis em cena, terão um prato cheio.

Foram cinco anos de espera e nesse meio tempo Paul W. S. Anderson não aprendeu a dirigir sem tremer a câmera, nem como deixar de lado os sustos de pulo e menos ainda como escrever uma história – aliás, o que ele faz é recontar a própria história. Existe uma máxima de não criar expectativas para nada, mas sair irritado depois de pouco mais de 90 minutos de projeção não está nos planos de ninguém (Tiago Tigre).

 

 

6- O Círculo

Adaptado de um livro de Dave Eggers, com roteiro do próprio e do diretor James Ponsoldt, O Círculo (The Circle, 2017) parece querer apontar dedos e mostrar para onde estamos indo com o uso de tanta tecnologia e cada vez menos privacidade. Mas a crítica é tão datada e superficial que lembra um longa de 1999, “Ed TV”, que fazia uma versão rudimentar do que O Círculo faz.

O público do Big Brother tem um novo alvo: a jovem Mae (Emma Watson), que se oferece à companhia onde trabalha, O Círculo, para ter sua vida filmada o dia todo, com pequenos intervalos para o banheiro e dormir. É claro que vai dar problema e situações exageradas são enfileiradas apenas para conduzir a história. A personalidade de Mae é ditada pelos fatos que a cercam, assim como suas ações, e ela parece levada, sem vontade própria (Marcelo Seabra).

 

5- Assassin’s Creed

Depois de nove videogames na cronologia oficial, mais outros tantos derivados, e livros e revistas em quadrinhos, já era hora da Ubisoft lançar seu produto de maior sucesso no Cinema. E eis que surge Assassin’s Creed (2016), aventura que marca a chegada da franquia à tela grande e parte para uma história nova, nos apresentando a personagens inéditos.

Porém, a preocupação dos realizadores com a fidelidade ao jogo parece tão grande que eles se esquecem que, antes de mais nada, estão fazendo um filme, uma obra que deve existir por si só e deve agradar a todos os públicos, e não apenas àqueles que vão ficar procurando elementos conhecidos e se divertindo com isso (Marcelo Seabra).

 

 

4- Emoji – O Filme

Emoji: O Filme não é apenas uma ideia tola de ser executada; também há dois outros grandes problemas. O primeiro é errar o foco, pois o diretor mira nos adolescentes e pelas mudanças e adaptações que devem fazer para serem aceitos numa sociedade, mas é um roteiro tão infantil que dificilmente agradará os mais velhos – e, consequentemente, não se torna interessante para as crianças mais novas.

Em segundo lugar, é por ser uma grande, enorme e massiva propaganda. Assim como já fizeram Google e Facebook anteriormente, as empresas de tecnologia dos aplicativos mais famosos resolveram investir na tela que ainda não tinham penetração: a do cinema (Tiago Tigre).

3- Transformers: O Último Cavaleiro

É justo dizer que os blockbuters existem mais para divertir do que para serem grandes peças com profundidade, mas divertido é um adjetivo que passa longe de Transformers: O Último Cavaleiro. Existem sim momentos assim como a batalha final ou assistir o personagem de Anthony Hopkins enlouquecendo com a experiência – deve ser a primeira vez que vemos o ator inglês mostrando o dedo do meio. Mas o conjunto todo te joga de um lado para outro com tantas explosões que servem para tirar o foco dos problemas tanto conceituais – como a vilão saber onde a Terra estava e não fazer nada por milênios – ou conceituais – quando um objeto que só poderia se empunhado por uma pessoa é levado por outras.

E eu vi essa tentativa de fazer a Rey e o BB-8 do Universo Transformers, Michael. O senhor não me engana (Tiago Tigre).

2- Os Guardiões

Você pode encarar Os Guardiões de duas maneiras: uma homenagem ao gênero de super-heróis ou a busca de uma representatividade fora do eixo hollywoodiano para o cinema de ação. Seja lá qual for a sua escolha, a produção russa não o satisfará em nenhuma delas.

Deixando de lado os limitados efeitos especiais, compreensíveis por causa do baixo orçamento, a história falha em desenvolver personagens, apresentar uma trama que faça sentido e nem mesmo pode ser chamada de divertida. Problemas de ritmo, decisões dos personagens e uma falta de cuidado com vários aspectos do roteiro provam quem nem mesmo um homem-urso usando uma metralhadora pode sempre salvar o dia (Tiago Tigre).

 

1- Valerian e a Cidade dos Mil Planetas

Luc Besson raramente fracassa com os filmes que dirige ou produz. Porém, com Valerian ele tinha duas opções: ou o longa seria um enorme sucesso e ganharia uma franquia ou se transformaria em uma bomba colossal.

Com as críticas medíocres e a falta de grandes estrelas como protagonistas (Dane Dehaan e Cara Delevigne são famosos, mas conseguem vender ingressos com seus nomes? Não!), ficou difícil da promissora adaptação de Besson ser bem-sucedida. E ela mereceu o destino que teve, sinceramente. Um roteiro longo demais, sem graça, mal escrito e com personagens nem um pouco carismáticos (Dani Pacheco).

 

 

 

Bônus – Boneco de Neve (sorry, Fassbender)

Entrando para a longa lista de cineastas que ficaram extremamente insatisfeitos com um longa que comandaram, o sueco Tomas Alfredson nem esperou pelo lançamento de Boneco de Neve (The Snowman, 2017) para se manifestar. Ele afirma que, quando assumiu a direção, que seria de Martin Scorsese, veio o sinal verde e tudo teve que ser corrido. Por causa disso, entre 10 e 15% do roteiro não foi filmado, resultando em uma colcha de retalhos faltando pedaços.

O desafio que fica para o espectador é achar justificativa para trechos e personagens do filme, que você não entende o porquê de estarem lá. O Framboesa de Ouro de pior edição estaria garantido, se existisse essa categoria. E este é o fim da carreira cinematográfica de Harry Hole (Marcelo Seabra).

 

 

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