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RetrospectivaButeco #1: 30 Filmes que definem 2014

O ANO ESTÁ QUASE NO FIM e isso significa que o Cinema de Buteco manterá a tradição iniciada em 2011 e publicará uma série de listas para mostrar o que de melhor aconteceu em 2014. Os leitores mais novos talvez não saibam como é que funciona o nosso trabalho. Todo ano fazemos questão de nos reunir e quebrar a cabeça para criar verdadeiros guias de degustação para nosso público. Cada lista publicada é feita com a participação da equipe inteira do site, além de profissionais de outros veículos como o João Marcos Flores (CineViews), Marcio Sallem (Em Cartaz) e Marcelo Seabra (O Pipoqueiro), dentre outros nomes. Nossa intenção é oferecer um material diferenciado, que dificilmente será encontrado em outros sites nacionais. Por isso, prepare o seu bloquinho para anotar nossas recomendações, se acomode no sofá, coloque a cerveja para gelar e chame os amigos para acompanhar as dicas do Buteco.

Para começar os trabalhos, nós escolhemos os 30 principais lançamentos da temporada nos cinemas. Não são necessariamente os melhores ou os piores do ano, mas aqueles filmes que foram importantes e certamente serão lembrados quando alguém conversar sobre os lançamentos de 2014. Será que foi um ano melhor que 2013? Qual a sua opinião?

1 – Frozen: Uma Aventura Congelante

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“Com Frozen, a Disney conseguiu reconstruir a magia de alguns de seus melhores clássicos e musicais em uma roupagem própria do século 21 cheia de personalidade e carisma. Isso vindo de quem já tem o jogo ganho e, ainda assim, continua a se reinventar para um público que, cada vez mais, precisa ser lembrado de que meninas são muito mais que cor de rosa e sapatinhos de cristal.”

Lançamento: 3 de janeiro


2 – Ninfomaníaca

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“Mais pop e mais crítico do que nunca, Lars Von Trier entrega mais um estudo da cultura e do ser humano com extremo refinamento. Para além de todo o buzz que cada vez mais tem se criado em torno de seus lançamentos, sempre é bom ouvir o que ele tem a dizer, sobretudo observar como ele escolhe dizê-lo.”

Lançamento: 10 de janeiro


3 – O Lobo de Wall Street

“O Lobo de Wall Street é uma comédia hilária (com Foo Fighters na trilha sonora!!!) e cujos 180 minutos passam rapidamente, especialmente durante a etapa inicial, quando as coisas ainda estão acontecendo e o FBI não começou a entrar em ação de verdade. Scorsese acerta mais uma vez, ainda que o filme esteja bem abaixo de seus trabalhos mais recentes, mas é como dizem: Um Scorsese médio é melhor que a maioria das produções em cartaz. Divirta-se sem moderação ou vergonha de rir das piadas grosseiras e das loucuras acontecidas na empresa que todo mundo gostaria de trabalhar um dia.

Lançamento: 24 de janeiro


4 – Uma Aventura Lego

Com objetivo maior do que seduzir as crianças e vender brinquedos, Uma Aventura LEGO esconde sob sua pilha de blocos temas desafiadores mesmo para o público adulto, com os quais evita que divertir e infantilizar sejam sinônimos, assim como refletir e entediar. No processo, ainda desperta a vontade de revirar nossa caixa de brinquedos guardada e voltar a brincar de construir.” (Márcio Sallem)

Lançamento: 7 de fevereiro


5 – Ela

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O grande poder de Ela é capturar a essência do sofrimento diante o fim de uma relação considerada eterna. As pistas são lançadas aos poucos, e nós, como espectadores, começamos a juntar os detalhes para imaginar que o pior se aproxima. E mesmo assim, ficamos apreensivos e lamentamos quando tudo acontece da maneira como imaginado. O surpreendente é que a aparente “previsibilidade” em nenhum momento é interpretada como um problema ou um defeito do longa-metragem. Isso por conta da atenção e sutileza com que a narrativa nos é apresentada. O inevitável fim da relação perfeita de Sam e Theo acontece devagar, aos poucos, e somos sugados para o meio dessas emoções. E mais ainda, Jonze entende a solidão, a doença da alma, e o que faz Theo preferir uma relação com alguém que não existe de verdade. Apenas mais uma maneira de continuar sobrevivendo sem precisar de fato viver.

Lançamento: 14 de fevereiro


6 – Nebraska

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Nebraska é uma aposta na simplicidade: trata-se de história comum sobre um homem já pela bola sete que acha que ganhou uma bela grana num golpe publicitário dessas revistas sem propósito. Quase tudo na narrativa é construído em redor desse contexto meio blasé, meio enfadonho, enquanto as expectativas dos personagens que surgem em torrente afluem a um ponto comum: um milhão de dólares – tão importantes quanto qualquer rosebud ou falcão maltês para o filme.

Lançamento: 14 de fevereiro


7 – 12 Anos de Escravidão

12 Anos de Escravidão

Tecnicamente impecável (a trilha discreta de Hans Zimmer agrada especialmente pelo aspecto camaleão do tema central, que se adapta admiravelmente bem às várias exigências emocionais da narrativa), 12 Anos de Escravidão ainda é capaz de, mesmo contando uma história ocorrida há mais de um século e meio, despertar reflexões sobre o presente: se hoje olhamos para todo aquele contexto com tanto espanto, como será que as várias divergências atuais envolvendo direitos humanos serão vistas pelas gerações futuras e o que está faltando para que avancemos mais rapidamente nesses quesitos? Isso, claro, se sua mente não estiver suficientemente impactada por este belíssimo trabalho.

Lançamento: 21 de fevereiro


8 – Robocop

RoboCop

Marcando a estreia de José Padilha em Hollywood, RoboCop reafirma o talento do cineasta. o filme apresenta sequências de ação eficientes e bem orquestradas (certo tiroteio do início da projeção inevitavelmente trará recordações de Tropa de Elite à mente de muitos espectadores), movimentos imaginativos de câmera (repare como os laboratórios são registrados sempre com fluidez e circularidade, refletindo a tecnologia, a sofisticação e a personalidade daqueles cenários e de seus equipamentos) e conta com um ritmo que consegue fisgar e manter a atenção e o interesse do público em boa parte do tempo.

Lançamento: 21 de fevereiro


9 – Clube de Compras Dallas

Clube de Compras Dallas debate não apenas o drama de seus protagonistas, como faz questão de apontar o dedo na ferida e questiona os interesses das pessoas que deveriam se preocupar exclusivamente com a saúde de seus pacientes. Um tema parecido foi abordado em Código de Honra, com Chris Evans. A indústria farmacêutica é uma grande máfia e fabrica milhões de dólares com as vendas de determinados medicamentos. Mas a verdade é que o lado da denúncia fica ofuscado diante atuações tão envolventes quanto essas que McConaughey e Leto entregam para o público.”

Lançamento: 21 de fevereiro


10 – Noé

Noé

“Por sorte, Noé afasta-se de uma celebração religiosa e transmite questionamentos, por si só, capazes de elevar a produção a um nível acima da média, de certa forma, por maiores que sejam os seus pecados narrativos cometidos – afastando-o, logo, de tornar-se memorável a ponto de levar suas reflexões tão a frente.”

Lançamento: 3 de abril


11 – Hoje eu Quero Voltar Sozinho

Para um espectador assíduo do cinema LGBT ou dos filmes juvenis, pode parecer uma obra pouco ousada, a julgar pelo seu alinhamento, ou por algumas referências bem recorrentes de objetos e locações. Mas é seu subtexto que encanta: ele convida os mais atentos a adentrar o ambiente multissensorial do apetite afetivo, numa troca de calma e estima pós-romântica, tanto firme quanto suave, que já não martiriza ou “vilaniza” nenhum dos envolvidos. Talvez, na busca de equilibrar a balança das relações humanas, bastante pendente ao lado da agressividade. Ao adulto biotecnológico do Século XXI, surrado de neuroses urbanas, isto é artigo caro e desdenhado.

Lançamento: 10 de abril


12 – O Passado

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O filme de Asghar Farhadi (A Separação) apresenta o iraniano Ahmad (Ali Mosaffa) voltando para a França, onde morou por um período, para atender ao pedido de oficialização do divórcio da esposa, Marie (Bérénice Bejo, de O Artista). Mas ele não esperava que a intenção de Marie fosse se casar com um homem que já está morando na mesma casa que ela, ao lado do filho pequeno.

Lançamento: 24 de abril


13 – Godzilla

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“Estrelado por Aaron Taylor-Johnson (Kick-ass) e Elizabeth Olsen (Oldboy e A Casa Silenciosa), a trama apresenta um cientista (Bryan Cranston) que descobre que algo muito errado está acontecendo. Seus temores se confirmam quando um monstro gigante surge e começa a destruir tudo ao seu redor e deixando um caminho de destruição do Japão até os Estados Unidos. A única solução é ajoelhar e rezar por uma criatura mitológica de milhares de anos reaparecer e salvar o mundo.”

Lançamento: 15 de maio


14 – Praia do Futuro

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“O filme trata do universo masculino investigando as fragilidades escondidas por trás das buscas por (auto) afirmações, o que justifica o tema do herói que permeia todo o filme. Interessante perceber (e os filmes de Aïnouz sempre exigem um espectador muito atento), que toda a narrativa foi construída de modo a referenciar esse universo, onde não há espaço para fraquezas ou incertezas. A força dos personagens na excepcional filmografia do diretor reside justamente no contrário: na humanidade com que se resgatam, com que trilham suas trajetórias, na imperfeição com que impreendem suas buscas, com que afirmam-se através de um lugar inseguro, arriscado. Aïnouz sempre filma uma fuga cuja destino é incerto e obscuro, mas é um destino, e sobretudo um destino como alternativa.”

Lançamento: 15 de maio


15 – Sob a Pele

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Sob a Pele vai além da ficção científica pura e debate ideias. Os paralelos do filme não estão todos listados aqui, mas servem de início. Por ser um filme mais difícil e menos explicado, pode ser considerado sem propósito. Mas vejam por outro lado: esse é uma produção para levantar discussões. Por exemplo, existe a intenção do diretor em criticar nossa condição de estarmos no topo da cadeia alimentar? Ou por que Laura não consegue fazer sexo com o homem? Eu acredito que é por ela não ter um canal vaginal (ou seja, ela na verdade é ele). Vejam como uma história relativamente simples pode se expandir. Por isso, não dê as costas ao filme e a discussão que ele apresenta. Pode demorar até vermos algo assim de novo.” (Tiago Paes de Lira)

Lançamento: 15 de maio


16 – X-Men: Dias de Um Futuro Esquecido

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Dias de Um Futuro Esquecido é uma sequência de Wolverine: Imortal, que por sua vez, se passa logo após os eventos de X-Men 3. Isso significa que a ordem cronológica da saga está bem organizadinha, ou pelo menos estava até o final desse último filme. Como sabemos, viagens no tempo costumam mudar tudo, e bem… Teremos que esperar um par de anos para descobrir se tudo que assistimos foi “anulado” ou não. A trama apresenta um futuro dominado pelos Sentinelas. Um período em que homens e mutantes se tornam presa para os grandes robôs. Professor X, Magneto, Wolverine, Kitty Pryde, e alguns poucos mutantes sobreviventes, bolam um plano para voltar ao passado e impedir que um cientista (Peter Dinklage, de Game of Thrones) desenvolva os perigosos Sentinelas. Para isso enviam Wolverine até os anos 1970 com a missão de reunir as versões “jovens” de Xavier e Magneto.

Lançamento: 22 de maio


17 – No Limite do Amanhã

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“Com um design de produção que não tenta chamar atenção para si ou soar particularmente original (em momento algum a equipe tenta apresentar o exoesqueleto dos supersoldados – semelhante ao de Elysium – como algo inédito ou inusitado, por exemplo), No Limite do Amanhã é prejudicado por um 3D convertido que, além de ineficaz e mal empregado, compromete algumas sequências mais movimentadas, como os ágeis combates no litoral (que rementem involuntariamente a O Resgate do Soldado Ryan). Por outro lado, o filme é beneficiado por um alienígena cujo design, além de fugir dos padrões habituais, surge verdadeiramente ameaçador, levando-nos a temer pelo destino dos personagens.”

Lançamento: 29 de maio


18 – A Culpa é das Estrelas

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“A primeira coisa a se dizer sobre a adaptação de A Culpa é das Estrelas é que se trata de uma obra para ser sentida. Ela precisa da sua atenção. Em troca, garanto que você receberá uma história delicada e com um enorme potencial para te fazer se apaixonar pela ideia de estar vivo. Mais ainda, pela ideia de saber que você pode ter vivido uma história com alguém e cativado essa pessoa tanto quanto Hazel e Gus, nossos protagonistas, fizeram um com o outro. As lágrimas podem vir, mas caso não molhem o seu rosto, é garantido que a lição de vida apresentada na obra escrita por John Green permanecerá em sua lembrança por um tempo considerável.”

Lançamento: 5 de junho


19 – O Lobo Atrás da Porta

o lobo atras da porta - leandra leal

Estreia do diretor Fernando Coimbra, do curta Trópico das Cabras, em longas-metragens, O Lobo Atrás da Porta é um thriller erótico intrincado e que traz Leandra Leal em uma atuação central intensa e complexa. Filmado em locação no subúrbio do Rio de Janeiro, o filme ainda esconde um retrato crítico da vida na periferia das grandes cidades brasileiras sob sua aparência de filme de gênero, colocando-se facilmente ao lado de obras fascinantes como O Homem Que Copiava, Estômago e O Som ao Redor.” (João Marcos Flores)

Lançamento: 5 de junho


20 – Como Treinar o Seu Dragão 2

Soluço e Banguela Como Treinar Seu Dragão 2

“Passados cinco anos após os eventos do primeiro – e excelente – filme, um a mais do que os cinco que separam o ano de lançamento das duas produções, o longa dirigido e escrito por Dean DeBlois (também responsável pelo original) retrata uma Berk na qual os vikings e dragões vivem em perfeita harmonia, graças aos atos de Soluço (Jay Baruchel) e seu dragão Banguela, na trama original. No entanto, o mesmo não acontece em outros territórios, como Soluço logo descobre, graças à existência de um cruel caçador de dragões, Drago Bludvist (Djimon Hounsou), atuando em regiões próximas com pretensões de montar um exército de dragões para atacar Berk e destruir a paz estabelecida no vilarejo. Perseverante, o protagonista insiste em buscar dialogar com o caçador, pelo bem dos dragões, mas, diferentemente de como ocorreu com seu pai, o acordo não virá de forma tão fácil – uma série de eventos envolvendo o passado do caçador e da família de Soluço determinaram seu comportamento atual.”

Lançamento: 19 de junho


21 – O Homem Duplicado

o homem duplicado - jake gyllenhaal

““Controle. Tudo é sobre controle”, essa é a primeira fala do professor de história interpretado por Jake Gyllenhaal no filme O Homem Duplicado. Num mundo sem cor, sem vida e onde a repetição de nossos erros é algo sucessivo, Adam não tem controle sobre sua vida – é apenas outra pessoa num mundo quase apocalíptico. Está preso à sua rotina, à sua mãe, à sua esposa, ao seu trabalho, e garante suas fugas noturnas para se sentir vivo em um ambiente que exerce exatamente o que procura: controle. Contudo, é uma pena que a lógica com que o diretor Dennis Villeneuve procura expor essas facetas seja tão comum e repetitiva no gênero: uma fotografia dessaturada, personagens relativamente ambíguos e o julgamento da sociedade capitalista implícito.” (Andrey Lehnemann)

Lançamento: 19 de junho


22 – Vizinhos

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“Protagonizado por Mac (Seth Rogen, responsável pelo divertidíssimo É O Fim) e Kelly Radner (Rose Byrne, de Os Estagiários), um casal – adorável, por sinal – que acaba de ter uma filha, Stella, e se vê na difícil fase de transição entre o passado recente, época de faculdade, quando eram solteiros e farreavam – um termo que me fez sentir idoso ao empregá-lo – ao máximo até algumas estações atrás, e o presente, quando percebem-se entrando na rotina aborrecida de um casal em meia idade, embora ainda não tenham idade para isto. A conflituosa transição é atenuada pela chegada de uma república universitária que passa a morar na casa vizinha, trazendo consigo todos os elementos citados no primeiro parágrafo, que caracterizam a retratação desta fase no gênero. Inicialmente convivendo harmonicamente, logo surgem os conflitos entre o casal e os jovens, que ganham proporções cada vez maiores – e embora possam ser cessados por algumas oportunidades, nota-se que os dois grupos acabam dependendo disso, pois enquanto o casal observa aquilo como seu passado, os estudantes enxergam nos Radner o seu possível futuro.”

Lançamento: 19 de junho


23 – O Grande Hotel Budapeste

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“Como numa recapitulação, percebe-se como os percalços enfrentados por O Grande Hotel Budapeste localizam-se, justamente, no desenvolvimento de sua trama. De certa forma, eles podem passar, numa experiência, recompensados pela linguagem e fascínio visual provocado pela obra – não que eles devam ser esquecidos, de maneira alguma. Logo, a fita não funcionaria apenas como narração, como trama, por mais interessantes que sejam suas personagens; ela precisa da forma, dos recursos integrais da construção de uma narrativa cinematográfica. Ela é Cinema. Um reforço à grandiosidade e abrangência desta Arte.”

Lançamento: 3 de julho


24 – Guardiões da Galáxia

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“Peter Quill (Chris Pratt) só queria roubar o orbe e vender ao comprador que pagasse mais. Ele só foi descobrir que aquela bolinha de metal era muito mais valiosa do que imaginava quando Ronan (Lee Pace) passou a perseguí-lo para recuperar a misteriosa esfera (que se provaria um artefato muito importante em variadas ramificações do universo Marvel). Para fugir de Ronan, Quill é forçado a fazer uma complicada aliança com um quarteto de desajustados — Rocket, um guaxinim atirador, Groot, uma árvore mutante humanoide, a mortal e enigmática Gamora e o vingador Drax, o Destruidor. Mas quando Peter descobre o verdadeiro poder da esfera e o perigo que ela representa para o cosmo, ele deve fazer seu melhor para reunir o grupo para uma última e desesperada resistência — claro, com o destino da galáxia em jogo, como não poderia deixar de ser.”

Lançamento: 31 de julho


25 – Mesmo Se Nada Der Certo

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“O grande destaque de Mesmo Se Nada Der Certo é mesmo o casal principal. Mark Ruffalo é um bêbado falido que surge com o cabelo mais desgrenhado e roupas mais malcuidadas do que o Hulk voltando a ser Bruce Banner após uma sessão de porrada, um contraste enorme com uma Keira Knightley de voz doce, charmosos dentinhos tortos e que deixa a falsa timidez de lado quando necessário – o melhor exemplo é a canção cheia de veneno que ela compõe numa noite de fossa e deixa registrada na caixa de mensagens do ex. E se antes elogiei os diálogos, uma das grandes virtudes do filme é justamente saber deixá-los de lado e usar apenas silêncio e olhares na hora que precisa, como quando Knightley tem uma revelação ao ouvir a música nova do namorado, ou um momento chave no terceiro ato em que você quase acha que o roteiro vai abraçar o clichezão, mas é positivamente surpreendido.”

Lançamento: 18 de setembro


26 – Garota Exemplar

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“Se David Fincher havia fracassado miseravelmente em sua tentativa de mudar o tom de suas obras com O Curioso Caso de Benjamin Button (que nas mãos de qualquer outro diretor teria arrancado lágrimas compulsivas dos espectadores mais sensíveis, porém se tornou algo sem vida nas mãos de um diretor que não sabe lidar com sentimentos do bem), em Garota Exemplar ele finalmente consegue entregar a sua ideia de uma obra romântica. Independente do quão doentia seja a relação dos personagens, a verdade é que existe um tipo de amor que não estamos acostumados a ver nas telas de cinema, e um tipo de amor incompreensível. Ouso dizer que se trata mais de obsessão, mas a verdade costuma repousar nos olhos do observador, e não seria prudente afirmar que estou correto a esse respeito. Garota Exemplar é um daqueles filmes que grudam na nossa cabeça por dias, e você ainda não consegue chegar a uma conclusão sobre o que realmente pensar sobre as ações dos personagens retratados. E o mérito vai para a direção brilhante de Fincher, que provavelmente será um candidato forte ao Oscar de Melhor Diretor em 2015, e torço para que ele finalmente possa levar o prêmio para casa.”

Lançamento: 2 de outubro


27 – Relatos Selvagens

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“É praticamente impossível assistir a uma antologia como Relatos Selvagens e não deixar a sala de projeção comparando seus segmentos – uma atividade que costuma gerar frustração por revelar que para cada história realmente interessante que acabamos de ver, precisamos ser submetidos a uma série de outras que provavelmente não chamariam nossa atenção caso não estivessem contidas no “pacote” que compramos. Para piorar, é igualmente inevitável que a ordem na qual os segmentos forem apresentados decepcione o espectador de alguma maneira: se deixar seus melhores “curtas” para o fim, o diretor corre o risco de perder seu público muito antes de chegar a eles (há vários teóricos de roteiro que acreditam que um filme precisa conquistar o espectador em seus dez minutos iniciais); por outro lado, se o filet mignon for servido na entrada, o restante da projeção pode se transformar em um grande exercício de tédio.”

Lançamento: 23 de outubro


28 – Boyhood: Da Infância a Juventude

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“O longa é todo um compêndio de cenas filmadas ao longo de doze anos de esforços do diretor e de sua equipe. De 2002 a 2014, Linklater reuniu anualmente todos os atores para compor o cenário adolescente da vida de Mason Evans Jr (Ellar Coltrane), dos 6 aos 18 anos, sob as mais diversas perspectivas: as primeiras devastações amorosas, as relações familiares conflituosas, as amizades, as frustrações. Nesse sentido, acompanhar o desenvolvimento daqueles personagens – tanto narrativo quanto físico, de forma indissociável – é, sem dúvida, uma das mais intrigantes sensações que já tivemos no cinema.”

Lançamento: 30 de outubro


29 – Interestelar

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“Mais do que criar uma das principais obras cinematográficas de 2014, Christopher Nolan criou um daqueles filmes básicos para se conhecer um gênero. Sem querer entrar na inevitável zona de comparações e cometer equívocos imperdoáveis classificando em ordem de importância, Interestelar garantiu o seu lugar num hall de obras como 2001, Solaris, Contato, Contatos Imediatos de Terceiro Grau, dentre outros clássicos indispensáveis da história da ficção-científica. Ao invés de perdermos tempo erguendo bandeiras e/ou revelando nossos fetiches por determinado diretor, é preferível somar todas essas referências e observar cada uma delas com outro olhar para compreender melhor as homenagens prestadas em Interestelar. Recomendo que todos vejam o filme com os olhos de quem está apenas prestes a embarcar numa jornada espacial, e que ao chegar em casa depois dessa viagem, você certamente terá muito o que refletir sobre sua própria vida, suas escolhas e sua família.”

Lançamento: 6 de novembro


30 – Debi e Lóide 2

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Debi e Lóide 2 é o melhor filme dos irmãos Farrelly em muitos anos, superando o divertido Passe Livre e se igualando a O Amor é Cego e Quem Vai Ficar Com Mary?. Uma coisa é certa: desta vez, eles realmente se esforçaram para quebrar todos os recordes do que é politicamente incorreto. Esse exagero soa como um alívio em tempos que as pessoas correm riscos de apanharem na rua por expor suas opiniões ou fazer piadas ofensivas entre grupos de amigos mais conservadores.”

Lançamento: 13 de novembro


31 – Boa Sorte

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“Com um roteiro enxuto e cheio de momentos marcantes escrito pelo sempre brilhante Jorge Furtado em parceria com seu filho Pedro (gosto particularmente da cena em que João prova realmente ser invisível aos olhos da mãe), Boa Sorte extrai sua força de personagens complexos e bem desenvolvidos cujo envolvimento jamais deixa de ser palpável aos olhos do espectador – e o fato de o longa se passar em um hospital psiquiátrico é um mero detalhe.”

Lançamento: 27 de novembro