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Top 10 – Filmes de Ação/Aventura de 2012

Para eleger os 10 melhores filmes de ação e aventura de 2012, o Cinema de Buteco convidou o crítico Eduardo Monteiro (do blog Cinema Sem Erros) para ajudar a selecionar aquelas obras que se destacaram mais no gênero.

Confira a lista completa logo abaixo:

Operação Invasão (The Raid: Redemption)

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A tensão do filme cria um clime constante de apreensão e você acaba torcendo para que os policiais consigam logo sair daquele inferno, e é impossível não escolher um lado durante as lutas. Sem politização, sem focar na questão da corrupção policial e sem modernismos, The Raid evoca os filmes de ação, já ultrapassados, aonde fica claro desde o começo quem é o bonzinho e quem é o vilão. Até apelar pra mulher grávida ele apela! E palmas pro indonésio boladão com cabelo de R10 que esculacha todo mundo! Enfim, é uma diversão simples, (carregada de testosterona) e muito bem sucedida! Pra quem quer se divertir, gosta de filmes de artes marciais e ação, esse é o filme certo e imprescindível!” – Clique aqui para ler a crítica de Fred Borges

2 Coelhos

O filme é um tanto quanto ousado, pois mistura cenas de ação com cenas de animação, com vários efeitos digitais e especiais dignos de Hollywood. E assim como muitos dos filmes que eu ando vendo ultimamente, não segue uma linha temporal muito bem definida, mas nada que faça com que a pessoa “se perca” no filme. Em meio a efeitos, defeitos, frases de efeito e cenas meio violentas, a história do Edgar vai sendo mostrada e percebe-se que ele não é tão a toa na vida assim. A narrativa vai e vem do filme conta bem o plano dele de vingança e as cenas se misturam, como que ao contar uma história ele também vai contando outras. E a história é contada em terceira pessoa, então o próprio vai dando “dicas” de que tal ou qual pessoa é importante na trama, o que eu achei um pouco desnecessário, mas não vem ao caso. Mas não pensem que 2 Coelhos é um filme vazio, porque até que não! No meio de assaltos, planos mirabolantes, jogos de câmera rápidos e muitos palavrões, os conflitos dos personagens ficam bem evidentes. Aliás, acho que os conflitos deles mesmos são mais interessantes que o conflito principal da história.” – Clique aqui para ler a crítica de Juliana Lugarinho

10 – John Carter: Entre Dois Mundos 

Incluir John Carter – Entre Dois Mundos na lista de destaques do ano é uma coisa corajosa, afinal se trata de uma produção que recebeu muitas críticas negativas e que desagradou boa parte da crítica. Porém, como ignorar o fato da história maluca ser divertida o suficiente para agradar a molecada? John Carter é o Lanterna Verde da temporada, e foi bastante injustiçado.

“Seria uma completa injustiça dizer que a adaptação do livro A Princesa de Marte é um lixo. Tudo bem que o cineasta Andrew Stanton (Wall-e e Procurando Nemo) colocou sal na caipirinha dos espectadores, mas o resultado não ficou tão ruim como tantas pessoas alegaram. A Disney fez um filme ingênuo, repleto de clichês, mas muito bonito visualmente e com uma história tão simples, que você simplesmente se diverte com o absurdo daquilo tudo.” – Clique aqui para ler a crítica.

9 – Marcados Para Morrer

De modo geral, é razoável afirmar que Marcados Para Morrer nos dá uma ideia de como o francêsPolissia seria caso tivesse sido produzido nos Estados Unidos, abordasse uma maior variedade de crimes e exibisse uma queda pelo gênero de ação policial. Com um tom documental ainda mais notório que o adotado pelo longa de Maïwenn, o novo trabalho do cineasta David Ayer (Os Reis da Rua) acompanha a rotina dos oficiais Brian Taylor (Gyllenhaal) e Mike Zavala (Peña) como patrulheiros em áreas violentas de Los Angeles, investindo em pequenas e variadas ocorrências e, especialmente, na interação entre os dois parceiros, cujo companheirismo extrapola o ambiente de trabalho. Além disso, a competência da dupla e seu comprometimento atípico com o serviço e com a lei rapidamente esbarram nos planos dos criminosos locais, colocando as vidas de Taylor e Zavala em risco – bem como o inapropriado título nacional insiste em ressaltar.” – Clique aqui para ler a crítica completa no blog Cinema Sem Erros

8 – Headhunters

Ao longo dos primeiros minutos de Headhunters, o diretor Morten Tyldum e o ator Askel Hennie estabelecem o protagonista Roger Brown como um sujeito baixo, arrogante e mau caráter, que mantém um alto padrão de vida roubando e revendendo obras de arte – alguém, portanto, com quem a maioria de nós definitivamente não se identifica. A grande surpresa é que, menos de uma hora depois, estamos quase involuntariamente temendo pelo destino do sujeito, que se torna vítima de uma violenta conspiração articulada por outro canalha.

Askel Hennie se sai muitíssimo bem ao abandonar a arrogância inicial de Brown e representa com perfeição a fragilidade e o terror que acometem o personagem ao longo da perseguição. Já Tyldum confere um tom de urgência à narrativa e deixa de lado as firulas da apresentação do personagem para construir com intensidade e grafismo a provação a que Brown é submetido.

O roteiro, baseado em um livro de Jo Nesbø, é excessivamente bem amarrado no final, dependendo de uma série de circunstâncias favoráveis para fazer sentido, mas não chega a reduzir a eficiência desse surpreendente thriller norueguês.” – trecho retirado do blog Cinema Sem Erros

7 – Os Vingadores

Além de ter uma das melhores cenas do ano, Os Vingadores foi o filme que conseguiu provar que é possível misturar muitos personagens importantes de uma única vez. Cada um dos heróis tem o seu momento de destaque, cada um tem a sua importância, com tudo ficando bem dividido em prol da trama. Diversão garantida para os fãs de quadrinhos, Os Vingadores é uma daquelas opções de cinema para se assistir em grupo. E tanto faz se for a milésima vez: você sempre vai aceitar rever o Hulk esmagando o Loki ou correndo atrás da Viúva Negra.

A Marvel acertou em cheio com este projeto, que ao invés de enfiar goela abaixo e de qualquer jeito um filme meia boca que junta vários heróis de uma vez, ela preparou o terreno com filmes de alta qualidade e dedicados a cada um deles até culminar neste ponto da história.” – Clique aqui para ler a crítica de Joubert Maia.

6 – As Aventuras de Tintim

A ambientação de As Aventuras de Tintim é acertada e respeita o fato de Tintim ser um jovem repórter europeu de meados do século 20. Mantiveram a trama no passado, os personagens usam câmeras e carros antigos, Tintim datilografa em uma máquina de escrever – ótimo, porque ver o Tintim procurando pistas no Google seria de doer. A cidade onde a história começa é uma capital europeia indefinida, pode ser Paris, pode ser Bruxelas. Como o filme é americano, os personagens falam inglês, mas todo o elenco principal é britânico e o sotaque não soa fora de lugar. E quem conhece as HQs originais vai sacar um monte de referências, do letreiro de aeroporto nos créditos iniciais (onde se lê “Congo”, “Shanghai” e outras localidades visitadas por Tintim nos quadrinhos) à homenagem a Hergé na divertida cena inicial.” – Clique aquipara ler a crítica de Lucas Paio.

5 – Os Mercenários 2

Confesso que tinha a intenção de incluir Os Mercenários 2 no topo da lista de melhores do ano, mas perdi na soma dos votos com o Eduardo, que disse não ter gostado tanto assim. De qualquer maneira, tudo que estava “errado” no filme anterior foi consertado e o diretor Simon West produziu uma obra-prima do cinema dos anos 80 em pleno ano de 2012. A participação de Chuck Norris é genial, para dizer o mínimo.

Com cenas de ação que funcionam melhor que no primeiro filme, o roteiro bobinho acaba sendo compensado justamente pela química entre os atores, que parecem crianças brincando num parque pela primeira vez. Mesmo quando Schwarzenegger, o mais enferrujado do grupo, exagera nos seus bordões ou age como se fosse um boneco de cera, Os Mercenários 2 é garantia de diversão. Daquelas que você faz sem o menor medo de ser julgado.” – Clique aqui para ler a crítica completa.

4 – Looper: Assassinos do Futuro

Só de incluir o Bruce Willis em outro filme de viagem no tempo (o anterior é 12 Macacos), o sci-fi Looper já merecia um lugar de destaque na lista de melhores filmes de ação do ano. Mas o eterno duro de matar chega acompanhado de Joseph Gordon-Levitt, que faz uma incrível imitação dos trejeitos de Willis (ambos interpretam o mesmo personagem), e de um roteiro bem trabalhado e que não é tão confuso quanto parece.

Looper: Assassinos do Futuro é uma produção ambiciosa e que cumpre bem o seu papel. O tema da viagem no tempo não é o mote principal, sendo apenas um mero detalhe do roteiro, que privilegia mesmo a luta de dois homens (no caso, dois atores interpretando o mesmo personagem) em busca de cumprir seus objetivos e conseguirem paz em um mundo dominado pelo que há de pior. O Joe velho faz o que precisa para conseguir manter viva a esperança de que a sua realidade continue possível, enquanto o Joe atual quer apenas dar um jeito de impedir que coisas ruins aconteçam em um loop infinito. É uma bela história e uma excelente forma de apresentar de vez o talento do cineasta Rian Johnson.” – Clique aqui para ler a crítica completa.

 

3 – O Cavaleiro das Trevas Ressurge

Christopher Nolan finalizou a trilogia do Homem-Morcego em grande estilo. A expectativa em torno da conclusão épica da trilogia gerou diversos comentários negativos em relação aos excessos e erros do roteiro, mas no final das contas pouco importa o filme ter (ou não) defeitos. Anne Hathaway rouba a cena como a Mulher-Gato e Tom Hardy é um vilão quase tão interessante quanto o Coringa (Heath Ledger).

A cena final de O Cavaleiro das Trevas passa uma ideia clara do que deveríamos esperar da última parte da bat-trilogia de Christopher Nolan: depois de assumir a culpa pelos crimes de Harvey Dent para não destruir sua imagem de “esperança de Gotham City”, Batman seria caçado como um criminoso. A primeira surpresa de Batman – O Cavaleiro das Trevas Ressurge, portanto, é que a trama se passa oito anos depois de O Cavaleiro das Trevas e essa perseguição ao Homem-Morcego já é parte do passado. Passou-se muito tempo desde que Batman sumiu do mapa. Bruce Wayne se tornou um barbudo recluso que não dá as caras nem quando a festa é em sua casa, e Gotham City está aparentemente livre da corja de malucos e corruptos que sempre a assombrou. A impressão que se tem em muitos momentos de Ressurge é de estar assistindo a um “Elseworlds”, uma história que acontece em um universo alternativo e que por isso se vê livre para reimaginar a mitologia do Batman da forma que julga mais eficaz. Ao mesmo tempo, talvez seja o filme de Nolan que bebe mais diretamente dos quadrinhos. Para quem cresceu lendo as revistas do Batman, várias influências saltam à mente.” – Clique aqui para ler a crítica completa de Lucas Paio.

 

2 – 007: Operação Skyfall

O 23º longa-metragem da série James Bond é um dos grandes destaques do ano, o que é ótimo tanto para os fãs da série quanto os cinéfilos de plantão. 007 – Operação Skyfall, de Sam Mendes, comemorou os 50 anos da franquia em grande estilo, independente de pecar em alguns detalhes, a diversão é garantida. E se tratando de cinema de ação, não adianta nada ter um grande apuro técnico se isso anular a identificação com o público.

Operação Skyfall é o símbolo desta ressurreição da qual 007 alega ser especialista. Em sua resolução Bond vê seu passado literalmente destruído enquanto alguns elementos clássicos voltam à história. No processo o agente se reinventa, quando reinventar-se neste caso, significa renúnciar ao novo ou ao excessivamente inumano. Bond é um agente sem passado ou sem futuro, mas que faz do presente a base para suas ações e decisões impulsivas e por isto mesmo certeiras. Que venha o próximo!” – Clique aqui para ler a crítica de Larissa Padron e aqui para a de João Andrade.


1 – Dredd

Dreddfoi acusado de parecer demais com o excelente The Raid: Redemption, mas aparentemente tudo não passou de uma mera coincidência – ambos os filmes foram produzidos na mesma época. Violento, objetivo e com uma ideia curiosa para a utilização do 3D, o longa-metragem nos faz esquecer facilmente o desastre estrelado por Sylvester Stallone na década de 90 e de quebra deixa o público ansioso para uma eventual continuação.

Em um futuro apocalíptico, a força policial tem autoridade para ser o juiz, o juri e o executor. Dredd (Karl Urban) recebe a missão de ser o instrutor por um dia da jovem aspirante (Olivia Thirlby). A dupla recebe um chamado para investigar um assassinato triplo e acaba cruzando com o império da perigosa traficante Ma-ma (Lena Headey). Aprisionados dentro de um bloco da cidade Mega-City One, eles precisam encontrar uma maneira de sobreviver para conseguir acabar com o reinado de terror da vilã psicótica.

Dirigido por Pete Travis (Ponto de Vista), é muito curioso perceber o fator O Cavaleiro das Trevas ao longo da atuação de Urban, que mesmo usando um capacete o filme inteiro faz um trabalho incrível, especialmente na entonação de voz. Quando acontece alguma coisa e Dredd se irrita, o público já fica aflito esperando para o que ele irá fazer em seguida, já que ao contrário de Christian Bale na trilogia dirigida por Christopher Nolan, Dredd mata os vilões sem dó. Outro detalhe interessante é acompanhar o crescimento da jovem policial médium, que aos poucos vai ganhando confiança enquanto lida com o dilema de matar ou não todos os vilões.” – Clique aqui para ler a crítica completa.

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