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Top 10 – Os Melhores Filmes de Ação de 2014

EM 2014, TIVEMOS BEM MAIS DIFICULDADES na escolha de bons filmes de ação para compor esta lista em relação ao ano passado – este ano não foi tão proveitoso quanto seu antecessor dentro do gênero.
Se 2013 teve os mestres do gênero, Arnold Schwarzenegger e Sylvester Stallone protagonizando bons projetos tanto em carreira solo quanto em conjunto, este ano foi um desastre para ambos; enquanto isso, o sub-gênero da espionagem foi muito bem representado em janeiro retrasado por Tom Cruise, mas em janeiro passado, o mesmo não aconteceu com a representação de Chris Pine – cujo mediano projeto Operação Sombra: Jack Ryan, diga-se, só entrou nessa lista por pressão superior. Estes e outros fatores, numa junção, acabaram prejudicando o gênero.

Ainda assim, no Cinema de Buteco somos grandes admiradores do Cinema de ação, e nos esforçamos para filtrar alguns títulos dignos de compor esta lista. Confira quais são eles, e sinta-se livre para concordar ou discordar (nota do autor: sobretudo se for para contestar a presença de Robocop) dela:


10 – Robocop

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Ação10Reafirmando o talento de Padilha como diretor, o filme apresenta sequências de ação eficientes e bem orquestradas (certo tiroteio do início da projeção inevitavelmente trará recordações de Tropa de Elite à mente de muitos espectadores), movimentos imaginativos de câmera (repare como os laboratórios são registrados sempre com fluidez e circularidade, refletindo a tecnologia, a sofisticação e a personalidade daqueles cenários e de seus equipamentos) e conta com um ritmo que consegue fisgar e manter a atenção e o interesse do público em boa parte do tempo.

Eduardo Monteiro


9 – Operação Sombra: Jack Ryan

Ação9Mesmo com uma trama genérica e antiquada, o longa é divertido e moderadamente eficiente em sua proposta de construir uma narrativa de espionagem verossímil. Chris Pine funciona bem como o agente inexperiente na ação e Kevin Costner ainda melhor como seu mentor, mas Kenneth Branagh é quem rouba a cena, divertindo-se na composição de seu vilão exagerado, elegante e cruel. Será esquecido assim que a sessão terminar, mas funciona como entretenimento de ação – sobretudo num ano fraco em boas opções do gênero.

Leonardo Lopes


8 – O Protetor

Ação8Sob o comando de Antoine Fuqua, O Protetor reserva seu principal diferencial no trabalho de Denzel Washington. Por mais que ele também entre na atmosfera mitológica exagerada que envolve seu personagem – afastando o filme de tornar-se marcante no gênero -, o ator é capaz de conferir mais profundidade e sentimento a Robert McCall, além de claramente divertir-se num dos papéis mais bad-ass de sua carreira. Os espectadores sedentos por carnificina certamente se divertirão absurdamente com o ato conclusivo, onde uma série de armadilhas violentas são implantadas pelo protagonista para dar fim aos vilões, e algumas outras sequências pontuais. Aqueles que buscam uma trama mais engenhosa, se divertirão mais com a dinâmica de desenvolvimento daquele personagem para sua trajetória – de maneira estratégica e introspectiva.

Leonardo Lopes


7 – Caçada Mortal

Ação6Liam Neeson se transformou em um ator de ação bastante requisitado após o sucesso da trilogia Taken. Só em 2014, ele emprestou seu talento para duas produções com temáticas semelhantes: Sem Escalas e Caçada Mortal. Por coincidência ou não, ambos fazem parte da lista de melhores filmes de ação da temporada. Misturando elementos de suspense com ação, Caçada Mortal conta a história de um ex-policial que se tornou um investigador sem preocupações em agir dentro da lei. Após ser contratado para investigar o assassinato da esposa de um traficante, ele descobre que está procurando velhos conhecidos.

Tullio Dias


6 – Sem Escalas

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Olha ele aí outra vez! Acabamos de falar de um filme com Liam Neeson, mas ele fez outra boa escolha dentro deste gênero durante 2014, e esta se chama Sem Escalas. Desta vez, o ator vive um oficial da lei ainda em atividade, trabalhando tranquilamente como policial aéreo quando passa a ser ameaçado por um criminoso que, aparentemente, está dentro do mesmo avião que o nosso herói. O diretor, Jaume Collet-Serra, já havia trabalhado com Neeson anteriormente em Desconhecido, e aqui constrói um ágil suspense de isolamento – criando uma sensação de urgência muito eficiente dentro da aeronave – com boas sequências de ação e um argumento atraente.

Leonardo Lopes


5 – Capitão América 2 – O Soldado Invernal

XXX CAPT-AMERICA-WINTER-SOLDIER-MOV-JY-9064.JPG A ENT

A produção da Marvel foi considerada um dos melhores filmes do gênero neste ano por um motivo inusitado: fugir da ação pura, priorizando o desenvolvimento de seus grandes atos através de diálogos. Graças à esta decisão, Capitão América 2 – O Soldado Invernal equilibra ação surpreendentemente verossímil com diálogos de grande força narrativa, adotando um estilo claramente inspirado pelos clássicos thrillers de espionagem – fator evidenciado por seu vilão, Alexander Pierce (Robert Redford) -, escapando da ação descerebrada. Ainda que esteja longe de ser um grande filme, o longa provou-se um passo além nas pretensões da Marvel Studios.

Leonardo Lopes


4 – De Volta ao Jogo

Ação4John Wick (Keanu Reeves) é “o homem que você manda para matar o bicho-papão” e, considerando este fato, o personagem merece ser colocado em situações que justifiquem este título. Ainda que possua problemas em seu texto, De Volta ao Jogo conseguiu cumprir esta missão. Destaque especialmente para a longa sequência passada numa boate, onde o longa aproveita-se da sonoplastia local – a intensidade alta da música eletrônica toma os ouvidos do protagonista e também os do espectador, aumentando o sentimento de urgência -, unindo forças com a fotografia que, neste momento, torna a escuridão mais natural ao equilibrá-la com a iluminação neon do cenário – acrescentando à obra um estilo quase neonoir -, e uma montagem ágil, que realiza uma série de cortes para acompanhar a circulação discreta – e ultra violenta – do protagonista por diversos cenários na mesma localização, enquanto derrota uma série de seguranças. Momentos como este formam um legítimo bad-ass.

Leonardo Lopes


3 – Operação Invasão 2

Ação3Pegue a densidade dramática da trama de Conflitos Internos, acrescente personagens tarantinescos como a “Hammer Girl” e o “Baseball Bat Man”, pontue o filme com as cenas de lutas mais insanas, violentas e realistas (sim, você tem a certeza que os dublês se machucaram, tipo muito) possíveis e o resultado é a obra-prima Operação Invasão 2.

Enquanto o primeiro filme se passava inteiramente em um único cenário, a expansão do universo desta segunda parte possibilitou ao diretor e coreografo Gareth Evans demonstrar toda sua criatividade e potencial, cada sequência de ação é visualmente única, da belíssima fotografia da luta na lama em uma Penitenciária, passando pela incrível perseguição de carros com a câmera entrando e saindo pelas janelas sem trucagens digitais, até o confronto contra o “Assassino” (sim, encontraram um capanga mais tenso que o “Mad Dog” do primeiro filme) em uma cozinha e sua crescente brutalidade, o minuto final desta luta alcança uma intensidade de força, velocidade e violência dos golpes que te dão a certeza de estar vendo um daqueles momentos memoráveis do cinema. Em fim, o nível aqui faz qualquer filme de ação recente de Hollywood parecer coisa produzida por e feita para crianças.

Vinícius Colares, do Blog Doutor Caligari


2 – O Grande Herói

Ação2Se antes conhecíamos Peter Berg mais pelo excesso de patriotismo do que pelas qualidades narrativas de seus projetos, em 2014 o diretor teve a oportunidade de expor suas verdadeiras habilidades na condução de sequências de ação, neste O Grande Herói, construindo-as de forma crua, forte e extremamente condizente com a crueldade presenciada em conflitos militares como os vividos pelo soldado Marcus Luttrell (Mark Wahlberg) e por seus parceiros no longa. A longa sequência que narra uma queda dos quatro militares protagonistas por um precipício – com um fabuloso trabalho de sonoplastia – está entre as mais fortes do ano.

Leonardo Lopes


1 – Planeta dos Macacos: O Confronto

Ação1Acima de tudo, esta reinvenção da franquia Planeta dos Macacos – ou no caso, sua continuação – é uma alegoria, uma releitura histórica. Mas sua realização torna-a, também, um longa de ação de primeira qualidade. As sequências de ação do longa trabalham ferozmente através das empolgantes decisões do diretor Matt Reeves e de Michael Seresin, responsável pela fotografia da película. A filmagem das sequências de ação substitui a iluminação high key do original pelo low key, reforçando o sombrio cenário pós-apocalíptico aqui explorado. Mesmo com o recurso do sombrio, Planeta dos Macacos: O Confronto jamais subestima suas próprias capacidades, retratando a ação quase sempre em planos abertos e eficientes na localização geográfica do espectador no contexto das cenas – além de tornarem-as ainda mais grandiosas -, contrariando alguns blockbusters que preferem realizar enquadramentos fechados e ultra-escuros.

Leonardo Lopes


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