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Top 5 – Melhores Filmes de Espionagem de 2015

COM O REPETIDO SUCESSO DOS AGENTES Ethan Hunt e James Bond nos cinemas, a temática da espionagem se mantém viva e ganha produções anualmente explorando todas as suas possibilidades de abordagem – das comédias satíricas aos grandes dramas. O ano de 2015 nos trouxe alguns títulos dignos de nota entre os protagonizados por sujeitos costumeiramente armados e elegantes. Confira:

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5- O Agente da U.N.C.L.E

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Um dos filmes de espiões mais estilosos e divertidos dos últimos anos. Podem ter faltado estrelas de verdade no elenco e uma vilã melhor elaborada, mas Guy Ritchie comanda aqui uma aventura excelente, com bastante humor, um figurino adequado e personagens carismáticos. Não sou fã de Henry Cavill, mas ele me surpreendeu. (Dani Pacheco)

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4- 007 Contra Spectre

A nova aventura do 007 gerou muitas expectativas após o ótimo Skyfall em 2012. O resultado pode decepcionar aqueles que esperavam algo tão bom quanto o anterior, já que o vilão de Christoph Waltz é bastante sem graça e o minúsculo papel de Monica Bellucci nos faz sentir uma dor no coração. Por outro lado, Sam Mendes apresenta aqui um James Bond extremamente sedutor, eficaz e cenas de ação eletrizantes. Não deixa de ser um filme de qualidade do agente secreto mais popular do cinema! (Dani Pacheco)

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3- Missão: Impossível – Nação Secreta

Começando com um in media res esclarecedor de sua intenção de absoluta integração à franquia, Missão: Impossível – Nação Secreta prova mais uma vez como esta série está definitivamente estabelecida. Depois de um ótimo quarto filme sob o surpreendente comando de Brad Bird, o bastão foi passado para Christopher McQuarrie. A química estabelecida entre o elenco, as boas sequências de ação – destaque para aquela envolvendo uma ópera – e um senso de urgência constante garantiram a plena manutenção do nível. (Leonardo Lopes)

Este é um filme que conseguiu superar minhas expectativas após um anterior de altíssimo nível. Principal motivo: Rebecca Ferguson. A sueca roubou a cena e o meu coração e me fez querer vê-la mais na tela do que o próprio Tom Cruise. Adicione a isso a quantidade de humor perfeita, um vilão frio e aterrorizante e cenas de ação de tirar o fôlego…como não amar Nação Secreta? (Dani Pacheco)

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2- Ponte dos Espiões

Um primeiro fator diferencial notável na abordagem temática de Ponte dos Espiões é a maneira como este trata a espionagem, de um modo que pouquíssimos outros títulos se propuseram a fazer, representando-a em sua vertente diplomática e política, cujo poder concentra-se mais em acordos e na estratégia de discurso do que em armas poderosas e planos recheados.

Embora não diretamente, James Donovan (Tom Hanks) também é um espião – como o primeiro plano no qual este dialoga com outro personagem, aparentemente de seu conhecimento, conduzido sempre numa estrutura de plano/contra-plano, evidenciando sua desconfiança e cautela na relação, já viria a sutilmente denunciar -, mas um cuja principal arma são os princípios, a humanização e, sobretudo, o discurso. Eis um agente mais “nosso”.

No entanto, este se destaca mais evidentemente por ir além em sua visão de mundo – e esta, sim, tem muito mais a dizer do que a trama parece representar numa observação inicial. A contextualização no período da Guerra Fria, quando o conflito militar e político se deu essencialmente num caráter ideológico e, neste âmbito, foi capaz de envolver uma parcela majoritária da população civil, é fundamental para o desenrolar da narrativa e seus comentários – quase despropositais de tão sensíveis – sobre a nossa atualidade global (especialmente em nosso país, vejam só): vivia-se um cenário de absoluta intolerância, no qual ódio e asco eram imediata e impiedosamente despejados pelas pessoas sobre quaisquer outras que pensassem diferente; e ai, de quem ousasse agir de maneira humana, colocando o senso de justiça e a tolerância acima de diferenças ideológicas – poderia se tornar ferozmente ameaçado, como ocorreu com nosso protagonista, James. Este cenário parece cada vez menos distante do nosso senão por alguns anos de diferença – e Ponte dos Espiões é um filme que, como seu protagonista, clama por acrescê-lo de mais humanidade. (Leonardo Lopes)

Aparentemente frio demais e monótono, Ponte dos Espiões quebra todos esses preconceitos. Steven Spielberg fez um filme comovente, fiel e extremamente envolvente. Tom Hanks e Mark Rylance constroem na tela um relação forte de confiança, a qual os mantém vivos e o nosso interesse intacto do início ao fim. Ou seja, é um longa de espiões que nos conquista sem uma grande cena de ação sequer, apenas com diálogos inteligentes e o talento do elenco. (Dani Pacheco)

 

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1- Kingsman: Serviço Secreto

A certo ponto do longa, Galahad (Colin Firth) e Richmond (Samuel L.Jackson) chegam à conclusão, proferida por este último, de que “preferimos os filmes de espionagem de antigamente, suas extravagâncias e absurdos”, para posteriormente, o mesmo personagem estabelecer uma antítese, declarando que “este não é um daqueles filmes”.
Dois diálogos que, em oposição, refletem a dinâmica estabelecida por Kingsman, uma produção dotada de todas as “extravagâncias e absurdos” dos clássicos da espionagem, mas também de camadas muito mais profundas e significativas que as destes – fundamentadas no estabelecimento de um discurso ideologicamente progressista, vilanizando e ridicularizando os ideários fascistas e elitistas de “seleção social”; no completar dos atos como se dá, num vigor de forma e conteúdo em plena conexão. Destoando de boa parte dos clássicos da espionagem, Kingsman não é um banho de elegância e prestígio, mirabolância e extravagância – é muito mais. (Leonardo Lopes)