Top 5 – Melhores Trilhas Sonoras de 2013

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QUEM ACOMPANHA O CINEMA DE BUTECO PELO FACEBOOK SABE QUE QUASE DIARIAMENTE POSTAMOS UMA ou duas faixas musicais para ser a trilha sonora do dia. Isso tudo porque assim como o cinema, a música é uma paixão muito forte entre os membros da equipe, como o Lucas Paio, João Golin, Nathália Pandeló, e eu, principalmente. Com esse pensamento, seria impossível imaginar deixar de lado a parte musical dos grandes lançamentos do ano. Em mais uma parte de nosso especial megalomaníaco de fim de ano, eis o top 5 das melhores trilhas sonoras de 2013. Observação: levamos em consideração apenas os scores originais, o que justifica a ausência da seleção musical incrível que faz parte de Django Livre, O Grande Gatsby, dentre outros destaques do ano.

Divirtam-se!


Hans Zimmer – Rush: No Limite da Emoção

Costumo dizer que a música é um detalhe fundamental para um filme deixar de ser apenas bom para inesquecível. Hans Zimmer, sempre ele, dá todo o clima necessário para o espectador comprar a ideia da obra, se empolgar com os personagens, e acima de tudo faz com que a gente sinta a adrenalina das corridas em Rush: No Limite da Emoção. O tema principal se chama “1976” (fãs de Game of Thrones gostarão disso) e consegue misturar melancolia e grandeza, pois os pilotos não são homens comuns e encaram a morte todas as vezes que entram dentro de seus carros. É um tema perfeito para retratar verdadeiras lendas do esporte.

“1976”


Ramin Djawadi – Círculo de Fogo

Círculo de Fogo é um dos melhores longas do ano, é tipo uma versão com cérebro de Transformers. O que além de mostrar a competência do Guillermo del Toro, evidencia o desperdício que a franquia do Michael Bay é, pois é possível fazer filmes legais com robôs gigantes. É uma produção grandiosa, e como tal, precisa de uma trilha também grandiosa, que é composta por Ramin Djawadi conta com a participação do Tom Morello (Rage Against The Machine). Morello deixa a sua marca registrada de sua guitarra distorcida nas composições em que participa, o que é muito gratificante para os fãs da banda. (João Golin)


Hans Zimmer – O Homem de Aço

A trilha sonora do reboot do Superman ficou sob a responsabilidade de Hans Zimmer, que já havia cuidado do material musical da trilogia O Cavaleiro das Trevas e de A Origem. Assim como aconteceu com o Batman, o compositor teve que lidar com a pressão de superar uma trilha sonora marcante e recomeçar seu trabalho do zero. Tudo bem que superar Danny Elfman nem foi tão difícil assim, mas quando você entra num estúdio sabendo que a maioria do público ainda se lembra do marcante tema criado por John Williams para o Superman, a situação fica um pouco mais problemática. Felizmente, Zimmer produziu um material eficiente que se casa perfeitamente com a atmosfera mais “realista” da obra dirigida por Snyder. O estilo de Zimmer é diferente de outros grandes compositores e sua música é quase onipresente e em poucos momentos chama a atenção do espectador comum. De uma maneira grosseira dá para dizer que o Zimmer é tipo o Ringo Star: ninguém lembra que ele está lá, mas é uma parte essencial da música dos Beatles. Destaque para a sensacional (e grande responsável pelo meu interesse no filme ter aumentado muito nos últimos meses) “What Are You Going To Do When You Are Not Saving The World?”.

“What Are You Going To Do When You Are Not Saving The World?”


Jonny Greenwood – O Mestre

Jonny Greenwood, mais conhecido pelas linhas psicodélicas das guitarras solo do Radiohead, retoma a parceria iniciada em Sangue Negro e produziu um score impecável, especialmente nas faixas “Able-Bodied Seamen”, “Application 45 Version 1” (com suas batidas hipnóticas utilizadas sabiamente em cenas de grande tensão psicológica), “Overtones” (o belo tema principal do filme, que evoca a busca por sensações de purificação e paz interior) e “Baton Sparks” (climão dos filmes de Stanley Kubrick com variações e barulhos dignos das faixas mais experimentais do Radiohead). Paul Thomas Anderson costuma ter um cuidado especial com suas trilhas, e vez ou outra inclui uma cena musical (vide “Wise Up”, em Magnólia) no meio da história. – Clique aqui para ler a crítica completa

“Application 45 Version 1”

“Able-Bodied Seamen”


Mike Patton – O Lugar Onde Tudo Termina

“A melhor coisa de O Lugar Onde Tudo Termina (melhor até que o Ryan Gosling) é a trilha sonora de Mike Patton. O inquieto vocalista do Faith no More assumiu a função de compositor e o resultado ficou muito especial. Delicado, sensível e envolvente, as músicas conseguem transmitir com intensidade todas as emoções que o cineasta quis colocar ao longo da obra. “Snow Angel” é hipnotizante e é usada em momentos mais tranquilos do filme, como quando Luke está com o seu filho.” Meses após escrever a crítica, posso afirmar sem medo, que o trabalho de Patton foi o meu favorito e superou a trilha sonora sensacional que Greenwood fez para igualmente sensacional O Mestre.

“Snow Angel”

“Schenectady”

Tullio Dias

Dizem que sou legal, mas eles estão mentindo só para me agradar. Gosto de Molejo, acho Era Uma Vez no Oeste uma obra-prima, prefiro baixo de quatro cordas do que os de cinco, tenho um MBA de MKT Digital e um curso de Publicidade, não tenho filhos, não tenho um coração, mas me derreto por caipirinhas.