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Os melhores vilões do cinema em 2017

A nossa já tradicional lista de vilões do ano chega à quarta edição com uma galeria de malfeitores bem diversificada. Este ano foi surpreendentemente frutífero em bons supervilões, mas também marcou o retorno do palhaço mais sinistro dos anos 80 (e não estamos falando de Bingo) e ainda permitiu que um ator mostrasse toda a sua versatilidade ao interpretar inúmeras mentes perigosas num corpo só. Infelizmente, os vilões hollywoodianos mais marcantes de 2017 vieram do mundo real – algo que nossa lista também fez questão de lembrar.

Confira agora os melhores vilões do cinema em 2017:

Abutre (Michael Keaton) – Homem-Aranha: De Volta ao Lar

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Um dos primeiros vilões clássicos do amigo da vizinhança, Adrian Toomes, o Abutre, deu as caras no novo filme do Homem-Aranha. Interpretado por Michael Keaton, o vilão nos é apresentado de uma maneira mais complexa, sem o clássico objetivo de “dominar o mundo” ou com desejos de vingança infantis.

Interessante neste personagem é que ele é um pai de família e se preocupa com seus comparsas, sem querer chamar atenção ou ter planos megalomaníacos. Quer apenas, do seu jeitinho, conquistar seu espaço e ter dinheiro para cuidar dos entes queridos. Adrian foge do arquétipo unilateral do vilão “apenas mal”. Mesmo quando ele executa um dos seus comparsas, observa-se que foi algo acidental. Acredito que pela importância do personagem, o Abutre aparecerá nos filmes posteriores – quem sabe finalmente veremos a criação de um Sexteto Sinistro, algo que foi prometido no último filme e nos deixou apenas na vontade. (Heliezer Soares)

Pennywise (Bill Skarsgård) – It: A Coisa

Antes mesmo de ser lançado, It causou um verdadeiro frisson na internet: uns revoltados com medo do remake e outros empolgados com essa nova versão. A verdade é que não teve como não gostar do Pennywise de Bill Skarsgård. Aquele olhar e aquele sorriso simplesmente mexeram com o público e conseguiram arrecadar mais de US$ 600 milhões. Agora é só aguardar pela continuação. (Felipe Borba)

O Coronel (Woody Harrelson) – Planeta dos Macacos: A Guerra

Matt Reeves comandou o último episódio da trilogia Planeta dos Macacos e introduziu o Coronel como o principal vilão da produção. Representando os interesses de um homem consumido pelo ódio e cego para qualquer possibilidade remota de paz, Harrelson é o responsável pelos poucos momentos inspirados do decepcionante encerramento da trilogia. Seu sadismo e crueldade garantem bons momentos ao mesmo tempo que causam arrepios nos macacos liderados por Caesar. (Tullio Dias)

Kevin Crumb (James McAvoy) – Fragmentado

Quem estava acostumado com um James McAvoy dos filmes de ação e romances água-com-açúcar pagou a língua. Carregar um filme com 23 personalidades nas costas não é pra qualquer um. Neste filme perturbador, Shyamalan consegue unir o sobrenatural e místico a uma explicação factual. Mais aterrorizante que a média, o ator consegue realizar cenas de abuso sexual e psicológco nos deixando com nojo e segundos depois nos faz rir com Hedwig, a criança de 9 anos. (Felipe Borba)

David (Michael Fassbender) – Alien: Covenant

Alien: Covenant acerta ao repetir os melhores elementos de Prometheus. E o melhor de Prometheus é o David de Fassbender. Um robô com crise de identidade que vemos nas primeiras cenas do filme em flashback conversando com seu “pai”. O personagem é tão bom que Ridley Scott resolveu nos apresentar uma cópia dele para contracenar, um verdadeiro doppelgänger que rende os melhores momentos de mais este longa-metragem da franquia Alien. (Leonardo Carnelos)

Família da namorada – Corra!

Conhecer a família da sua namorada ou namorado é sempre algo desesperador. A maioria das pessoas costuma ficar com muito medo de deixar uma má impressão e ser odiado pela família do seu grande amor. A situação fica pior se você for negro e se envolver com uma pessoa branca, com uma família meio racista…

Considerado um dos melhores filmes de 2017, Corra! fala exatamente sobre esse drama e transforma a família da namorada do protagonista em vilões absurdamente assustadores que elevam essa situação meio embaraçosa para um encontro em que as coisas podem dar muito errado mesmo.

O grande mérito da produção é trabalhar com o racismo de uma forma inesperada e com uma imensa crítica social disfarçada em momentos de muito humor negro. Sem dúvida, não houve produção que retratasse um vilão de forma tão eficiente. (Tullio Dias)

Hela (Cate Blanchett) – Thor: Ragnarok

Um dos filmes mais divertidos do ano também tem uma das melhores vilãs! E dá para perceber a satisfação de Cate Blanchett ao fazer maldades que suas personagens não costumam fazer – com exceção da madrasta de Cinderela. Como Hela, a atriz é capaz de causar o Ragnarok, e nos faz acreditar piamente nisso. Nada como ter uma artista extremamente premiada para levantar o nível de uma produção! (Marcelo Seabra – O Pipoqueiro)

Donald Pierce (Boyd Holbrook) – Logan

Subestimei o vilão de Logan. Jamais esperava que ele fosse ser um dos destaques do filme, já que os trailers davam mais ênfase no Wolverine e na garota. Felizmente, paguei língua e Holbrook tem uma atuação brilhante – e cheia de maneirismos! – na produção. Desde sua primeira cena, ele nos conquista na pele do vilão que transforma a vida dos personagens principais em um verdadeiro pesadelo. (Dani Pacheco)

Rita Repulsa (Elizabeth Banks) – Power Rangers

Power Rangers agradou fácil os jovens adultos sendo simples, divertido e nostálgico. Seguindo a mesma fórmula que a gente já conhece desde os anos 90 (acrescentando mais porradaria), Elizabeth Banks entra em nossa lista como uma vilã querida. Afinal de contas, quem não gostava da Rita Repulsa? Uma das vilãs mais icônicas da época voltou com tudo e com muito mais espaço neste filme. Sim. Ela está totalmente diferente do que estamos acostumados a ver na série. Nesta versão, temos uma Rita mais sexy, mais assustadora e mais surtada. Como não amar ? <3 (Felipe Borba)

Krauss (Will Poulter) – Detroit em Rebelião

Will Poulter chamou a atenção na comédia Família do Bagulho e surpreendeu o público com uma atuação arrepiante em Detroit em Rebelião, de Kathryn Bigelow. Apesar do longa-metragem não ter recebido tanta atenção – nós mesmos sequer publicamos um review completo –, o ator interpreta um policial racista no meio de uma ação policial desastrosa na década 1960 nos EUA. O longa, baseado numa história real, deixa bem claro o quanto o sistema privilegia determinados indivíduos e transforma gente inocente em vilões. Poulter está excelente na pele de um policial agressivo e instável emocionalmente, uma verdadeira bomba-relógio que explode causando vergonha e sofrimento. (Tullio Dias)

Gaston (Luke Evans) – A Bela e a Fera

Leal ao original, Luke Evans dá vida ao um Gaston machista, sem noção e grosseiro na versão live-action de A Bela e a Fera. Ele é aquele vilão clássico da Disney: a gente ama odiar. E apesar de todo o ranço, é impossível não ficar cantando “Não há igual a Gaston” depois que o filme acaba. (Felipe Borba)

Professor Fraldinha Suja (voz de Ed Helms) – As Aventuras do Capitão Cueca

Verdade seja dita: Professor Fraldinha Suja é o melhor nome de vilão da história do cinema. O grande inimigo do divertido Capitão Cueca é na verdade um professor de ciências revoltado com a vida por causa do bullying que sofreu ao longo dos anos e que decide inventar uma arma que ameaça extinguir as risadas dos alunos.

A trama apresenta dois moleques bagunceiros que vivem se metendo em problemas com o diretor da escola. Num belo dia, eles conseguem hipnotizar o diretor e o transformam no super-herói da revista em quadrinhos que desenham. (Tullio Dias)

Harvey Weinstein

O produtor vencedor de dezenas de Oscars e donos de um dos estúdios mais respeitados da indústria viu sua carreira ir ladeira abaixo em 2017. As coisas já não iam tão bem para ele nos últimos anos, mas o New York Times e a New Yorker deram o empurrão que faltava. Infelizmente, Weinstein não é o único e nomes como Kevin Spacey e James Toback estão inclusos na lista que não para de crescer de estupradores e abusadores em Hollywood. Porém, foi o mogul que desencadeou isso tudo em outubro de 2017. Ele gosta tanto de se destacar e ser pioneiro que não vai se incomodar com isso, vai? Mais uma conquista pra sua prateleira machista, desrespeitosa e criminosa, da qual sente bastante orgulho. (Dani Pacheco)

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