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Os Melhores Clipes do KoRn

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Melhores Clipes do Korn

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O KORN NUNCA FOI DE LANÇAR VÍDEOS MUITO SIMPLES PARA AGRADAR FACILMENTE. Geralmente são clipes muito caóticos, cheio de efeitos de distorção na câmera e que possuem uma tendência forte a trabalhar em cima do bullying. Não é raro acompanhar a história de algum personagem incompreendido que sofre nas mãos das pessoas ou de alguém prestes a ter um colapso nervoso. Nesse nosso especial, conheça alguns dos principais trabalhos da banda e aproveite para já ir se preparando para o show do Korn no Brasil em setembro.

Para saber mais sobre o Rock in Rio, acompanhe a cobertura especial que farei pelo Audiograma.

“Freak on a Leash”

Minha paixão por vídeo-clipes começou quando vi “Freak on a Leash” pela primeira vez. Também foi um dos primeiros casos em que o clipe me fez gostar mais da música do que quando a ouvi na rádio. Dirigido de maneira magistral por Todd McFarlane (desenhista de uma das melhores fases do Homem-Aranha nas HQ’s) e com créditos para Jonathan Dayton e Valerie Faris (Pequena Miss Sunshine), o vídeo faz uma mistura de animação com performance da banda ao vivo e um pouco do famoso bullet-time, que ficaria imortalizado meses depois com a estreia de Matrix nos cinemas. “Freak on a Leash” é até hoje uma das faixas mais populares do Korn e o clipe possui uma grande responsabilidade nisso.

“Twisted Transistor”

Confesso que fiquei muitos anos sem acompanhar regularmente o trabalho do Korn e que o vídeo de “Twisted Transistor” é uma surpresa feliz. Eles decidiram fazer uma paródia do que acontece atualmente no mundo da música e chamaram rappers (incluindo Snoop Dogg) para interpretar cada um dos quatro integrantes da banda. Os cinéfilos se lembrarão imediatamente do mockumentary Isto é Spinal Tap. Existem muitas pérolas no clipe: da maconha do Snoop Dogg até frases de efeito: “This song ain’t about no booty, it’s about transistors”.

“Word Up!”

Os efeitos visuais toscos para colocar o rosto da banda no corpo dos cachorrinhos é compensado com uma divertida história com final feliz: como não se divertir com a cara de alegria dos bichinhos depois que vão parar num clube de striptease e ficam admirando todas aquelas garotas no ângulo mais safadinho de todos? Na verdade, o clipe até dá a ideia do quanto nós, homens, somos como cachorros e ficamos bobos diante o tamanho e a força das mulheres.

“Did My Time”

Apesar de render apenas dois filmes horrorosos, a franquia Tomb Raider nos cinemas pode se orgulhar de duas coisas: 1) Angelina Jolie; e 2) excelentes músicas temas. Tudo bem que o Korn não é relevante para a música da mesma maneira que o U2, mas “Did My Time” é uma porrada que encaixa muito mais no conceito da personagem do que a tranquila “Elevation”, usada no filme original. Jolie até gravou algumas cenas especiais para o vídeo, que mostra a atriz usando branco e depois preto, logo após ultrapassar o portal que a separava da banda.

“Clown” e “Got the Life”

O cineasta McG (O Exterminador do Futuro: A Salvação) trabalhou com o Korn em cinco oportunidades: “Blind” (um clipe bem simples que apenas mostra a banda tocando); “Shoots and Ladders” (que deixa o telespectador meio chapado com o efeito cambaleante da câmera e é uma porcaria de vídeo); “Faget” (novamente repetindo os efeitos da câmera angular e mostrando a banda tocando); mas apenas com “Clown” e “Got the Life” a parceria rendeu algum vídeo-clipe de qualidade. A assinatura de McG é criar o caos e nos fazer sentir incomodados e incapazes de ignorar a música do Korn. Em “Clown” temos a recriação das perturbações adolescentes, de ser motivo de piada para os coleguinhas e sofrer por não encontrar o seu lugar. A opção da câmera angular para distorcer os cantos da tela é acertada, mas está longe do nível de excelência que a banda alcançaria com “Freak on a Leash”, por exemplo. Já “Got the Life” parece ser uma crítica ao showbusiness, com a banda se encontrando para tocar num programa de TV e depois ficando puta com o assédio da imprensa.

A.D.I.D.A.S.

O acrônimo “A.D.I.D.A.S.” poderia ser apenas uma propaganda nada subliminar para a marca favorita das bandas de new metal, mas ela é bem mais que isso e significa All Day i Dream About Sex. O lema de muitas pessoas por aí, diga-se de passagem. O vídeo dirigido por Joseph Kahn mostra um acidente de carro em que morrem várias pessoas e depois seus corpos são levados para o necrotério.

“Somebody Someone”

O vídeo de “Somebody Someone” (uma das melhores faixas da banda e com uma linha de baixo inspirada do maluco Fieldy) apresenta a história da mosca mais azarada de todos os tempos. Não basta ficar surda assistindo a uma apresentação do KoRn: ela também se dá mal todas as vezes que se aproxima da banda. Davis chega até a cuspir na coitada pouco antes do primeiro refrão. Depois quase é devorada por uma aranha. O Korn não pode ser chamado de banda que investe em clipes, mas “Somebody Someone” é um dos exemplos do que acontece quando decidem produzir vídeos simples sem cair na mesmice.

“Alone i Break”

Se você já teve vontade de ver uma banda confinada numa casa para realizar as gravações do novo disco e lamenta que nunca fizeram um reality show sobre o assunto, talvez o clipe de “Alone i Break” pode te explicar os motivos: Davis é o cara que vai ficando maluco aos poucos e decide matar todos os integrantes da banda de maneiras crueis e que deixariam grandes assassinos do cinema orgulhosos.

“Falling Away from Me”

Já imaginou como seria colocar Korn para tocar no meio da noite na sua casa e imaginar a reação dos seus pais? O Fred Durst (vocalista do Limp Bizkit e diretor do clipe) e o pessoal do Korn com certeza já imaginaram e colocaram a ideia em prática no clipe de “Falling Away With Me”.

“Thoughtless”

Vale um bônus? Em “Thoughtless”, o bullying volta a ser tema central de um clipe do Korn. Fico me perguntando o tanto que esses caras não sofreram na escola. Aaron Paul, nosso eterno Jesse de Breaking Bad, vive esse adolescente que é humilhado e espancado pelos coleguinhas. No final temos uma pequena lembrança de O Pestinha 2 e Carrie, a Estranha.


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