Review: Game of Thrones s07e06 – “Beyond the Wall”

review game of thrones s07e06

Ah, os famosos penúltimos episódios da temporada de Game of Thrones. Já tivemos a morte de um protagonista, uma imensa batalha nas águas e agora lamentavelmente a morte de um dragão. Mas antes uma das criaturas do que a criadora Daenerys, não é mesmo? Vamos falar um pouquinho desse Game of Thrones s07e06 – “Beyond the Wall”.

Dirigido por Alan Taylor, que retorna para a série após cinco anos longe. O cineasta responsável por Thor: O Mundo Sombrio comandou sete episódios ao todo, incluindo “Beyond the Wall”. Mas ele não é fucking Neil Marshall (s02e09 – “Blackwater”) ou Miguel Sapochnik (s05e08 – “Hardhome”).

Ao contrário dos diretores citados, Taylor fracassa ao fragmentar a ação. O sucesso de “Blackwater” é a sua completa dedicação ao evento principal. O mesmo pode ser dito de “Hardhome” ou “Battle of Bastards“. Por mais importante que fosse, eu não queria saber da Sansa Stark tretando com a irmã. Eu não queria sequer ver Daenerys conversando com Tyrion. “Beyond the Wall” deveria ter sido inteiramente concentrado na ação de Jon Snow e seus companheiros na busca por um White Walker. Isso que importa.

Curiosamente, mesmo deixando de aproveitar o imenso potencial criativo, o episódio ainda conseguiu ser bom o suficiente para nos deixar na ponta da cadeira, cama, mesa ou qualquer apoio que estivesse ao seu redor. Mesmo sem surpresa, o roteiro gerou antecipação e deixou o público preparado para o resgate salvador de Daenerys. O ponto de impacto foi a nova “morte” de Jon Snow e a volta de seu tio Benjen (Que não parece ter durado nem um minuto), além da confirmação do velho boato de que existe mesmo um dragão de gelo. No entanto, ele não estava adormecido na Muralha.

Tivemos momentos divertidos de calmaria com as interações do estranho grupo de “heróis” reunido por Jon. O Cão ensinou uma palavra nova para Tortmund (que foi responsável pelo meu primeiro momento de tensão, quando pensei que ele seria uma vítima), tivemos a fucking espada de fogo de Beric (quando Jon terá a sua?), e Sir Jorah recusando receber sua velha espada de volta das mãos de Jon. Tudo parte da “enrolação” e para mostrar como foi a jornada desse grupo até atingirem seu objetivo.

A morte do dragão emocionou bastante. Quando o vilão ergueu aquele arpão gigante, gritei com a televisão: “Não!” O churrasco de zumbis estava prestes a acabar. O grande suspense dessa sequência foi a dúvida se Dany ou o dragão seriam escolhidos para sofrerem com a ira fria dos White Walkers.

Descobrimos que a morte de um guerreiro White Walker significa o fim de todos os zumbis que ele criou. Isso alimenta a chance de um confronto entre Jon contra o careca silencioso do mal. Mas duvido que ele seja um adversário ruim de serviço como esse que lutou contra Jon.

“Beyond the Wall”, como deu para perceber, me deixou dividido entre a emoção de ver tantos acontecimentos importantes e grandiosos, e a missão de avaliar tecnicamente sem me deixar cegar pelo tesão que sinto por zumbis e dragões e Jon Snow. Mas a verdade é que a série já ofereceu penúltimos episódios mais interessantes no passado e até teve momentos melhores nessa temporada, como “The Spoils of War“. Torço para Jeremy Podeswa acertar a mão no encerramento da penúltima temporada de Game of Thrones.

HBO, por favor. Desta vez, se vazar, não tem como fã nenhum se controlar e nada vai garantir que quem esperar até domingo não sofrerá com nenhum spoiler. Nos ajude a te ajudar, ok?

Tullio Dias

Dizem que sou legal, mas eles estão mentindo só para me agradar. Gosto de Molejo, acho Era Uma Vez no Oeste uma obra-prima, prefiro baixo de quatro cordas do que os de cinco, tenho um MBA de MKT Digital e um curso de Publicidade, não tenho filhos, não tenho um coração, mas me derreto por caipirinhas.