Review: Outcast s01e08 – “What Lurks Within”

Um excelente episódio para uma série que se garante como uma das principais surpresas da televisão em 2016.

Em “What Lurks Within” somos bombardeados com muitas informações ao mesmo tempo. Começando pelo velhote de chapéu e um flashback de sua época antes de ser possuído. Basicamente, ele era um psicopata assassino que atacava até crianças. Isso significa que antes mesmo de entrar em contato com uma entidade do mal, Sidney já era um demônio.

Paralelamente às revelações de Sidney durante um interrogatório com Kyle, acompanhamos o reverendo Anderson fazendo mais uma de suas cagadas épicas. Desta vez ele sequestra a esposa de Ogden para obrigar Kyle a expulsar o demônio de seu corpo. No entanto, graças ao papo esclarecedor com Sidney, Kyle se recusa sequer a tocar em Kat.

O episódio oito mostra um inesperado “outro lado” da moeda. Ogden admite que a sua esposa estava diferente, mas que não tinha o que reclamar: ele estava mais feliz do que nunca com o seu relacionamento. A Kat de antes não era “quente” como a atual e a possibilidade de perder a sua esposa deixa Ogden maluco.

O que “What Lurks Within” nos faz pensar é que existem entidades que podem fazer o bem, no meio de todas essas outras criaturas demoníacas dispostas a causar apenas dor. E que a noção de bem/mal é menos simples de se entender do que todos pensavam. Quem diria que pudesse existir algo de bom nessas simbioses de espíritos e humanos? O amor é uma coisa muito louca.

Outcast, mais uma vez, surpreende positivamente com um episódio de qualidade e muitas revelações. Faltando pouco para o fim da primeira temporada, a certeza é que estaremos aqui semanalmente no próximo ano falando de todos os episódios – e torcendo para mais pessoas se interessarem pelo material. Vale a pena.

Tullio Dias

Dizem que sou legal, mas eles estão mentindo só para me agradar. Gosto de Molejo, acho Era Uma Vez no Oeste uma obra-prima, prefiro baixo de quatro cordas do que os de cinco, tenho um MBA de MKT Digital e um curso de Publicidade, não tenho filhos, não tenho um coração, mas me derreto por caipirinhas.