Review: Outcast s01e7 - "The Damage Done" | Cinema de Buteco
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Review: Outcast s01e7 – “The Damage Done”

Os medos do Reverendo Anderson parecem funcionar como combustível para reviver a sua força. E fé. Depois dos eventos do episódio anterior, o personagem parece ter se reencontrado e aceitado o seu lugar no mundo. Ao invés de lamentar não ter o dom de Kyle, o Reverendo arregaça as mangas para iniciar a sua luta – mas faz isso da pior forma possível.

Geralmente temos personagens religiosos transformados em vilões ou tipos esquisitos para nos dar medo. São poucas as exceções, como o caso de O Exorcista, que convenhamos tem um padre com um papel muito bem definido, além dele não ser um maluco pregando o tempo inteiro. Logo, é interessante ver a maneira como o Reverendo Anderson é trabalhado e como o roteiro faz os personagens olharem para ele como um verdadeiro lunático, enquanto nós, como telespectadores, sabemos que toda aquela pregação alucinada fazia sentido e que ele estava querendo realmente combater o mal. Uma inversão curiosa.

Ao mesmo tempo temos mais informações sobre o passado de Kyle, cuja habilidade especial de descobrir o capeta no corpo das pessoas é usada pelo chefe de polícia, que incrédulo com a chance do amigo cometer um crime, prefere acreditar que é obra do demônio. Pois é.

A esposa de Kyle, Allison, relembra o que de fato aconteceu naquele dia em que foi possuída. Demorou um pouco para acontecer – convenhamos, estava ficando um pouco chato a quantidade de vezes em que ela tinha flashs de memória e nada ficava – mas agora tudo ficou bem claro para ela, que decide visitar o marido para uma noite de amor e deixar a filha sob a sua guarda. Nisso temos a melhor cena do episódio (não estou falando apenas dos seios da Kate Lyn Sheil), quando Kyle e sua filha observam a casa do falecido vizinho cheia de névoa agourenta ao seu redor.

“The Damage Done” é um episódio irregular, mas cheio de revelações e momentos importantes. A série caminha para a sua metade final com um saldo positivo e com os mistérios se esclarecendo aos poucos, no ritmo adequado.

Tullio Dias

Dizem que sou legal, mas eles estão mentindo só para me agradar. Gosto de Molejo, acho Era Uma Vez no Oeste uma obra-prima, prefiro baixo de quatro cordas do que os de cinco, tenho um MBA de MKT Digital e um curso de Publicidade, não tenho filhos, não tenho um coração, mas me derreto por caipirinhas.